quarta-feira, maio 26, 2004
Ainda não almocei (ninguem atinge o trocadilho da cedilha)
Que é a vida senão trivialidades diárias, soluções por encontrar, problemas por resolver, momentos a desfrutar, memórias a esquecer.
Não esqueço tudo, apenas lembro-me do que posso, daquilo que cabe em mim.
Arranjo um espaço para a dor, outro para a alegria, momentos para o amor, momentos em euforia, bebendo a seiva do pensamento distante e no entanto tão perto.
Quero voltar a sentir o que sentia, no entanto inibo-me de sentir, já não lá vejo o que via, não te vou mentir.
Estou com medo, as fronteiras que criei entre a dor e a saudade, são linhas muito ténues, maior parte das vezes invadem o espaço uma da outra, misturando-se, criando um espaço em que reina a confusão.
Já nem sei o que mais me dói, se os bons momentos passados, se os obstáculos encontrados, se a dureza das palavras, se a frieza que mostramos.
Que é a vida senão trivialidades, que era do homem sem questões, que era do homem sem complicar as coisas, tornar difícil a vida, rasgar os momentos e no momento seguinte procurar colá-los com arrependimento.
O meu grande amigo costuma usar o ensinamento dos Mestres, mestres na vida, mestres de sapiência reconhecida, mestres que sabem ensinar aquilo que não podem controlar.
Para mim não há mestres, não há quem domine a vida, nem Deus em que tanto acredito é capaz de dominar sentimentos, momentos, emoções, encantamentos, desilusões.
Todos sofrem, ninguém tem a vida perfeita, ninguém, ninguém.
Não sou eu que a quero, sinceramente nem a procuro, e podem dizer que devo lutar por ela tentar conseguir o melhor mesmo que não seja possível alcançar o sonho, não luto pela vida perfeita, não luto pelo que não existe, não luto por algo que não me trás paz e conforto, não luto por algo que não me afaga a face e diz que tudo vai correr bem.
Só quero ser feliz, não de maneira perfeita, não quero uma felicidade omnipresente, uma felicidade constante e arrebatadora, quero uma felicidade simples, que esteja onde tiver de estar, que venha quando tiver de satisfazer a minha necessidade de dar um sorriso, uma felicidade que seja cumpridora do seu dever, não quero viver um sonho, não quero um paraíso, não quero que o mundo que vejo seja um Éden, quero que seja real, mas sempre que possa com um pouco de surrealismo profano, com um momento estagnado no tempo, para que o possa desfrutar com deleite.
Quero uma felicidade obsoleta, opaca, quero ter de procurar a minha felicidade, não quero nada de bandeja, mas no entanto estou cansado de correr.
Já pensei em correr, apanhar, e guardar num frasco, mas a felicidade não é para ser presa, deve ser solta, deve ser livre para melhor proveito, no entanto é embriagante o pensamento de poder ter felicidade na palma da mão. Não quero assim, não quero nada disso, pareço um maluco a falar, e sou um maluco, sou doido, por nada nem por ninguém, sou doido por mim, sou maluco por causa dos pontapés da vida que me danificaram a mente, sou um resignado com alma de lutador.
Não sei o que sou, nem sei o que quero, nem por isso deixo de querer saber quem sou e o que quero, a vida são trivialidades.
(o trocadilho da cedilha é algo que a Dona Eva, a minha professora primária, costumava fazer, ela escrevia "eu almoçei o quê?" e a turma num coro desafinado dizia, a cedilha... fds um gajo já não pode fazer a merda de um trocadilho, comer a cedilha, tirar a cedilha...vejam o post Eu é que sei pá? e está lá escrito almocei. Antes era o parcer, fds comi um aletra olha a merda, escrever mais devagar e rever os textos mas tou a cagar se ficar alg oassim ou faltr uma letra, vocês continuam a ler o mesmo vocábulo, arranjem o que fazer pá :p ) eu almoçei o quê? a cedilha, sempre achei piada a isto e ao meu colega de carteira a comer borracha, que ei de fazer =| bolas catrapázios...
Parabens ó o crlh o que quiserem
Depois da miúda dos Fingertips, um dos meus orgulhos é este blog, o trabalho realizado em si, e todas as baboseiras que lá estão escritas.
Eu sempre quis um muro para graffitar, mas como não me deixam ir à rua tive de me contentar com um blog. Damm.
Eu sou apenas um associado do blog, geralmente não sou apreciado, e na verdade entrei no blog um mês depois do seu nascimento, e não fui parte na sua gestação.
Sou como a escória que vai habitar um bairro que anteriormente era um bairro de bem.
Sei que sou o elo mais fraco do blog, mas ao menos dei jeito no HTML, escrevi um ou dois post’s de qualidade aceitável, pelo menos satisfaz, nem peço um satisfaz bem. O resto foram todos insuficientes, pecadores a nível do incompleto, de joelhos a meio dos trajectos, a minha escrita não evoluiu, o meu cérebro também não.
Este blog tornou-me autodestrutivo, agressivo com a sociedade, transformei-me num ser repugnante e vil, de cara pálida e rugosa, coração de pedra, mãos geladas e pejadas de lágrimas híbridas, banhadas em raiva. Ou isso era antes?
Sinceramente pediram-me para escrever porque esta casa de repasto faz um ano de existência, na verdade estou sem pachorra para escrever seja o que for, por isso limito-me a escrever baboseiras, como de costume.
Queria avisar que o tempo da bandalheira neste blog acabou, exijo respeito quando se fala nesta instituição criada em 1904. Gostava muito de ter a piada do Herman José para vos entreter aqui, mas invejo mais o seu cabelo e é isso o meu objectivo de vida, o blog é só um meio de atingir o fim.
Queria agradecer ao Zica pelo seu bom trabalho...blá blá blá....
Gosto muito deste espaço, e acho que devem visitá-lo mais vezes e deixar muitos comentários...blá blá blá.....
Sei que não gostam de mim...(não vou dizer duh.... é uma palavra que me causa muito remorso e memórias nefastas, completamente embriagadas por dor e na sei o que dos testículos.)
Isto de escrever e ouvir noticias é perigoso, porque vou juntando palavras soltas apanhadas da dicção noticiosa e adicionando a esta prosa de merda, e depois já nem sei o que digo, palavras como esperma congelado podem ser embaraçosas, tal como casal real e Espanha.
Sinceramente tenho sono fico muito feliz pelo blog é um bom trabalho vale a pena o esforço mas agora quero dormir. Obrigado a todos, fiquem na paz de Deus e vão-se tocar à pala da chavala dos Fingertips e da Rosa Mota.
Além de racista não tenho qualquer respeito pela religião, é verdade sou um pecador, sou um pulha um salafrário, sou um altruísta da sacanagem, sou um crápula, um malicioso de mente disforme e Dalizada (qualquer coisa a haver com Salvador Dali), sou um peguilha.
Vão em paz e com as mãos nos bolsos, dêem um sorriso mesmo ás pessoas de quem não gostam, tenham paciência, bebam melaço com cana de açúcar, vão à Nicarágua, morram os fadistas, viva ao ZZZZttttt, que se foda a coca cola, abaixo os pneus continental, viva a LG, para a puta que pariu com a Samsung, viva ao Islamismo, viva os Estados Unidos, morte ao FMI, VIVA José Mário Branco, que se foda a política, os anarquistas, os monárquicos, os liberais, os idealistas, os niilistas, os keynesianos, os kafkanianos, os iranianos, viva os aumentos da gasolina, VIVA VIVA VIVA.
Sem net durante três a quatro dias, o que faz ás pessoas... AI... QUE TRISTE SINA VER-ME ASSIM....
quarta-feira, maio 19, 2004
Mas o que é que é isso ó meu...
Vai realizar-se mais um encontro intitulado de jantar de turma, vão quase todos os indivíduos que teem o inevitável dever, (des)prazer, de se encontrar todos os dias da semana.
É sempre uma tarefa herculiana arranjar uma casa de pasto onde se possa realizar o repasto, com alguma qualidade, barato, e com pinga.
Normalmente vamos a um sitio onde se paga por volta dos 12€ e temos comida e bebida à descrição, nunca é bem à descrição mas o certo é que ninguém passa fome e saem sempre tocados, fracos a beber, deviam ter um fígado esponjoso.
Já fomos a dois restaurantes, não faço publicidade porque era desleal para as outras casas de pasto, posso dizer que eram em Santos e um era o Sapador e o outro o Restaurante Coisas Boas, perto do IADE. Foi bom, comeram todos bem beberam, e já lá vi muitos jantares de aniversários e jantares de turma, aliás foi lá o primeiro.
Já fizemos uma reunião no Chimarrão, restaurante de macho, onde se paga 12€ e come-se até rebentar, aquelas carnes nos espetos, com o sangue ainda a escorrer, ainda com o cheiro a matança, como se nós fossemos os predadores, todos deliciados com tão belo manjar, comer à bruta ali à homem. Pelos vistos foi negado esse pequeno deleite, por causa de uns quantos bêbados nefastos, querem apanhar uma tosga, quando com um bombom com licor fazia o efeito, é como andar com uma bebedeira no bolso.
Então ali na zona do parque das nações onde à uma casa de morfes decente e que puxe pouco pela carteira, não há assim grandes opções, mesmo assim optaram pela única opção que eu não queria, Chinês.
Eu não tenho nada contra esse belo povo oriental, ou contra os seus costumes, agora a gastronomia é um bocado para a brincadeira. Comida chinesa é um bocado como uma malga com duas folhinhas de alface e um pedacinho de tomate que nem dá para as grainhas.
Em primeiro lugar das únicas coisas que não tenho nada de negativo a apontar é a decoração dessas casas de pasto repletas de hentai, até não desgosto da decoração oriental, podiam era deixar de usar o vermelho sangue de boi, já enjoa, qualquer dia parecem casas do Benfica. Quem serve num restaurante chinês normalmente tem sempre tamanho de bolso, parecem chaveiros, é raro o oriental com mais de metro e meio, não há problema, mas ficamos sempre a nos sentir como a Branca de Neve ao ser servidos por anões.
Depois temos sempre de estar atentos e evitar desatar ás gargalhadas sempre que falam, teem sempre a mania de trocar os “r” pelos “l”, sempre foi um fartote de galhofada pedir uma sumol lalanja, ou os clepes, polco doce, etc.
Vamos ao que interessa, a comida, o que interessa num antro de restauração é o seu propósito, o servir a comida, a comida é o conteúdo de todo o propósito, e a comida nos restaurantes chineses, normalmente nem servem para forrar o esôfago quanto mais o estomago. Eu compreendo que eles sejam pequeninos e não comam muito, mas ao virem para Portugal teem de fazer uma pesquisa, somos um povo que tem como prato tradicional o Cozido à Portuguesa, acham mesmo que nos contentamos com algas, bambu, soja e cogumelos acompanhados por um peito de frango que mais parece o forro dos genitais de um pinto?
Mas o que é isto? Onde está a comida? É tudo delicatessen?
Pá os indianos que estão ali ao lado comem com as mãos e os chineses teem a mania das refeições ligth? Os gajos comem com pauzinhos meus amigos, quem é o gajo que leva o pau à boca para comer?
Eu nem precisava dizer mais nada, comida chinesa é rota. Há quem goste tudo bem, eu não aprecio, não digo que seja intragável, mas não aprecio. Pá os gajos são estranhos, servem a porra de um crepe embebido em óleo que dava pa bronzear metade da sua população, e depois para não abusar do coração servem refeições ligeiras? Refeições essas que teem umas misturas um bocado estúpidas, é o mesmo que fazer remix das musicas do José Cid, tão que merda é esta de porco agridoce? Quero carne de porco, e porque raio há de ser essa carne prendada com um travo adocicado?
É para embuchar a refeição e a sobremesa de uma vez? Já agora se forem prendados começam a regar o chao min com café e já nem se toma o cafezinho no fim.
As comidas é tudo com misturas rotas, pato com amêndoas, frango com bambu, bambu é o que comem os pandas mas tão a dizer-nos que temos cara de ursos? Talvez ate temos, quem paga para comer aquelas migalhas pelo amor de deus se não é burro é urso.
Mas serão as misturas saudáveis, não será perigoso se começar a misturar pistachos com iogurte e clara de ovos com tabasco e carne moída embebida em Casal Garcia e Vinagre Rego de Bufa? Meus amigos, os restaurantes chineses são uma farsa, não vou dizer que nunca fui a um, mas rara foi a vez em que tive de pagar o meu prato, e sempre que pedia um prato era o que tivesse mais cozinhado, excetuando a vez em que pedi raviólis chineses e parecia amigdalas envoltas em borracha, de resto peço sempre o pato mais esturricado que há, aquela carne que parece cozinhada com uma lata de desodorizante e um isqueiro, para mim não há cá mariquices de massas três delicias,e chao mins, e pratos nas chapas e porco doce, misturas mariconças.
Depois no fim como sobremesa teem uma bola de gelado frita embebida em rum, mas quer dizer estes gajos teem panca em misturar as fases das refeições, então vão me fritar o gelado misturado com o digestivo? Organizem-se...
No fim o acto mais roto de todos, já é bastante roto usar uma tacinha com água e limão para quando se come coisas com a mão, os gajos no chinês atiram-nos para as mãos uma toalha a ferver par alimpar as mãos, e não há nada mais roto que ver um homem a rir e a dar gritinho sai que isto ta quente, chica isto queima isto devia ser para por nos pés não nas mãos eheheheh...
Dásssilva pá.
Então que é isto, já agora não nos querem cortar o cabelo? Arranjar as unhas? E para tornar a ida ao chinês no dobro da diversão nada como ter um paquistanês a vender flores, como se já não tivesse farto do oriente, ainda me obrigam a snifar rosas com cheiro a interrogações intestinais ao mesmo tempo que como uma coisa que não sei se é vegetal se animal.
Faço sinceros votos que a jantarada não se faça no chinês, que não é digno do nome de casa de pasto, pois há o sério risco de não estar presente.
O Nélio homolga este meu parcer.
terça-feira, maio 18, 2004
Sinceramente não sei...
Eu sei que tu sabes que eu sei que sabes que eu sei o que tu sabes que eu sei.
Agora eu sei o que certas pessoas deviam saber e não sabem.
Mourinho – Pegar num dicionário e descobrir vários significados de modo a aumentar o vocabulário, falta-lhe descobrir que existem determinadas coisas, outras tem em demasia. Por falar em demasia isto rima com azia, algo que está em demasia no treinador do Fcp, palavras como arrogância, humildade, simpatia, sinceridade são também elas palavras chave, umas para mais e outras para menos.
Miguel Sousa Tavares – Palavra chave cérebro, pelo menos um que funcione, nada como os Fiat’s no inverno. Futebol, podia aprender alguma coisa de futebol, excluir termos como faccioso, aprender a diferença entre ala esquerdo e ponta de lança e avançado, aprender algo relacionado com o desporto que tanto gosta de opinar.
Já agora barbeiro também fazia jeito, cabelinho à foda-se não lhe fica muito bem, talvez termo chapada se aplique.
Santana Lopes – Sei que a culpa não é sua pelos erros ortográficos e gramaticais dados nos cartazes para receber quer quem venha ao Europeu de futebol, quer quem venha ao Rock in Rio, quer em português quer em inglês, já agora escrevia Roque ine Riu ou Éro doies milhe i katre. Sei que dava zero erros nos ditados lá nos saudosos tempos da primária, mas responsabilidade é um termo em falta no fundo é responsável pela publicidade feita com o aval da Câmara Municipal de Lisboa, muito mais quando apenas se assina um cartaz com o respectivo logotipo. O maior erro nem é o ortográfico é o solidário e a responsabilidade, também não fui eu que dei azo à camada de ozono, mas provavelmente contribui.
Alexandra Solnado – o termo a aplicar será em sede de língua anglo-saxónica, o termo aplicado é GET A LIFE. Tudo bem fala com Deus, então era isso, posso não ser grande apologista das religiões, acho que são demasiado falíveis para serem seguidas, demasiado incongurgentes para serem credíveis, mas apesar de tudo acredito piamente em Deus. Tudo bem eu também falo para Deus, não com Deus, ele sinceramente não me responde, não sei se é pelo tema da conversa se é pelo facto de Ele não responder a ninguém pelo menos por uma forma de comunicação como a linguagem, nem mesmo a gestual. Agora se acredita que Deus existe e fala com ele veja lá se não foi um orgasmo.
Não queremos confusões, olhe que pode haver quem acredite em si, talvez o Miguel Sousa Tavares. (eu li os livros da sua mãe, gostei, fiquei chocado no 6º ano ao saber que tinha esse individuo como filho)
Morais Sarmento – lâmina de barbear, máquina de barbear, FOICE, objecto cortante, faca da manteiga, algo que dê para fazer a barba, vê-lo nos Laureus de smoking foi emocionante, muito emocionante, parecia um arrumador em noite de gala, melhor mesmo só Rosa Mota e o seu vestido de gala, tal e qual o chupa chupa e o seu invólucro.
Talvez o termo a aprender é imagem, não que seja fundamental, eu não tenho imagem, mas também não me meto em muitos locais públicos, muito menos em eventos com comunicação social.
Estou farto de dizer mal, não é costume, mas à coisas que me tiram do sério, isto tudo começou depois de ouvir o Sousa Tavares a falar sobre futebol... Bandido...ok bandido não, palhaço mesmo. (não ponho FDP porque fica mal e o Zica não deixa, mas a verdade é que FDP é pouco)
domingo, maio 16, 2004
Fados? Dasilva...
Tenho de sentir alguma coisa. Procuro e procuro o que será?
Só sei que tenho de sentir algo. Algo de alguém, de ninguém, por ninguém, para alguém, sentir dor, carinho, afecto, tristeza? Tenho de sentir algo, algo pede para ser sentido, tenho de saber o que é.
Preciso de algo para me aparar as quedas, mas não consigo procurar sozinho.
Tenho de procurar sozinho? É algo no meu interior que tenho de encontrar?
Não sei o que me atormenta, não sei que sentimento nefasto é este, que raio estou a sentir?
Posso tentar adivinhar, mas se sou eu que sinto porque raio divagar no meio de emoções, deveria saber o que é.
A verdade é que não sei o que é, estou aborrecido, cansado de estar cansado, nem sei, talvez cansado de não saber, só sei que nada sei, tão e como saber que só sei que nada sei, e é a tendência para complicar as coisas, para remeter mais questões ao que não vale a pena questionar.
Onde encontrar o meu sol? E se não for sol que quero?
O sol é bom, é agradável, mas queima, queimar trás dor, porque tem tudo de ser equilibrado?
Tudo tem dois lados, dois pólos, negativo e positivo, tudo tem dois caminhos, duas saídas, nem que seja o fazer e o não fazer, o saber e o não saber, o querer e o não querer.
Temos sempre duas alternativas para nos complicar a vida, e se assim não fosse teria a vida alguma graça, alguma motivação, se não tivéssemos liberdade de escolha sentíamos-nos reprimidos, sem hipótese de escolher, sem poder optar, vinculados a uma escolha que nunca seria a nossa.
E quando temos escolhas, a que escolhemos nunca foi a que queríamos, não era bem aquilo, nunca estamos satisfeitos.
O homem nunca se contenta com o que tem persegue sempre mais, mentira, não persegue, queixa-se do que tem e do que não tem, alguns seguem o sonho, outros atiram pedras. Se metade do descontentamento fosse aplicado em sede de procura de sabedoria, talvez houvesse respostas.
Mas quem quer respostas, o homem não gosta de perguntas, se vos pedirem dinheiro nunca perguntem para que é o dinheiro, a outra pessoa não gosta de perguntas, se alguém vos perguntar um caminho, não perguntem o que lá vai fazer, o homem não gosta de perguntas, se vos pedirem um favor não perguntem porque raio vos foram pedir logo a vocês, o homem não gosta de perguntas, muito menos de perguntas que vêem ao encontro de outras.
No fundo o homem quer saber e não quer saber, não quer que o importunem com trivialidades, por outro lado tem sempre o lado curioso de querer saber o porquê, ele até gosta de saber, se pergunta deve querer resposta, mas alguma vez será totalmente satisfatória?
Sinceramente já nem quero saber, nem sei o que faço aqui, mas sinceramente já nem quero saber, quem quiser que diga, e o homem contradiz-se em cada passo que dá, somos seres peculiarmente curiosos, somos interessantes, talvez não sei lá eu.
Não gosto que me façam perguntas, mas gosto de fazer, gosto de saber coisas, e gosto de dar a saber, logo gosto que façam perguntas, mas só as que eu quero, mas isso nunca acontece, as pessoas fazem as perguntas que lhes interessa tal como eu, e então em que ficamos?
Sinceramente não quero saber, mas na mesma procuro.
quarta-feira, maio 12, 2004
Não faço ideia do que isto é...
Estou cansado, é verdade que estou cansado, mas de quê, como, quando?
Estou cansado agora, dormi pouco estudei muito, a pressão foi alguma, os problemas não ajudam.
Fisicamente estou cansado, não é que tenha o sono pesado, e nem sou de dormir muito, é por fases, o dia foi longo cansativo, e estar constantemente em sobressalto também cansa.
Estou cansado psicologicamente, primeiro porque fiz algum esforço mental, não tive descanso entre esforços, e qualquer coisa que nos obrigue a reflectir cansa, não quer dizer que não seja um cansaço que de algum prazer.
Também estou cansado por nunca dar 100% de mim a não ser para coisas que depois me correm mal, mas não é por isso que deixo de dar 100%, mesmo sabendo do hipotético insucesso, mais provável que hipotético.
Estou cansado da vida, nem por isso, desta vida, talvez um pouco, as coisas teem corrido mal e talvez seja normal pensar assim, nem por isso deixo de viver.
Descansar, é uma boa ideia, mas sempre que chegue ao momento penso, mas descansar do quê? De que esforço herculiano? Estou cansado de estar cansado, ou cansado de não saber porque estou cansado?
O stress tanto existe que cansa, é verdade que o stress altera o metabolismo, sentimos diferenças no organismo, a fadiga aparece, a falta de paciência acompanha, e muitas vezes mistura um pouco de fadiga com abatimento, para não usar tristeza.
A vida é dura, ou então nem tanto, ou então é mesmo porque pensamos que assim é.
Não ponho de parte a existência do stress, sei que existe, sei que afecta, mas muitas vezes parece que o stress não é mais do que uma desculpa para não ir mais longe, para não nos recriminarmos pela estagnação, desculpa para ver se os outros se mexem.
Sei lá o que é o stress, sei lá o que é estar cansado. Sei lá o que é estar triste, sempre que estiver deprimido alguém me pode dizer que há pessoas bem piores que eu, olha que bom. Pá mas será tudo nesta vida opinativo, empírico, não há certeza absoluta de nada?
Pois parece que sim, podem dizer que a morte é uma certeza, é o fim, e não há nada para além disso? Não há uma coisa que se possa dar por certa, posso sempre mudar-lhe a designação e já é diferente, raramente as coisas podem ser apelidadas de iguais stricto sensu, quanto mais há semelhanças, podemos encontrar sempre algo diferente. Até faz sentido que regra geral seja tudo opinativo, senão qual o sentido da filosofia? Filosofia é um acto opinativo, que pergunta mais do que dá respostas, ou então talvez não, sei lá eu.
Não é por isso que não vale a pena discutir ou pensar, de debater opiniões, mas cansa.
Mas o que cansa mais? Estar sempre a debater com base em meras opiniões, sempre sem certeza, raramente há opiniões iguais, são sempre semelhantes, e regra geral contradizentes. Estou cansado de pensar. Não, estou mas é cansado de pensar que estou cansado. Alguma coisa do que disse fez sentido? De qualquer dos modos ninguém lê.
Só espero que a vida comece a melhorar, preciso mesmo de arranjar o que fazer. É caso para dizer a mim próprio... Get a Life Stupid.
domingo, maio 09, 2004
Music allied to Image.
Would you know my name
If I saw you in heaven
Would it be the same
If I saw you in heaven
I must be strong
And carry on’
’Cause I know I don’t belong
Here in heaven.
Would you hold my hand
If I saw you in heaven
Would you help me stand
If I saw you in heaven
I’ll find my way
Through night and day’
’Cause I know I just can’t stay
Here in heaven.
Time can bring you down’
Time can bend your knees.
Time can break your heart’
Have you begging please’ begging please.
Beyond the door’
There’s peace I’m sure’
And I know there’ll be no more
Tears in heaven.
Would you know my name
If I saw you in heaven
Would it be the same
If I saw you in heaven
I must be strong
And carry on’
’Cause I know I don’t belong
Here in heaven.
Eric Clapton - Tears in Heaven /-/ Ilustração - Foto minha de Belém no Memorial ao Combatente
Um passeio produtivo para a mente e corpo.
Numa ida a Belém com amigos, aproveitei e levei a máquina fotográfica, tirei algumas fotos, não muitas, não tenho o hábito de fotografar e só tenho a máquina desde Março, e foi a minha primeira máquina mais a sério.
Enquanto iamos andando a conversar, ia tirando algumas fotos, no meio de conversas sobre a vida, sobre o estudo, conversas sobre sentimentos e desvaneios, lá ia um click para algum sítio mais recondito.
Ao longo da jornada, lá ia eu conversando, e no meio de palavras soltas mais um disparo, uns com maior intenção que outros, uns numa esperança de sair melhor, outros com o desejo de ser mais artístico.
Por vezes lá me contorcia para apanhar uma prespectiva diferente, enquanto estava a apontar a máquina que nem um sniper, ouvia "Eish olha o profissional, agora tá armado em fotografo, tem a mania que sabe tirar fotos", depois vinha um sorriso e a foto já não me saia tão bem, por essas distrações houve muitas fotos merdosas.
Como sempre houve fotos mais do meu agrado, fotos que depois de editadas ficaram com um bonito efeito, umas mais editadas que outras, umas em que dei o simples toque a preto e branco, outras em que mexi nas cores, na saturação e na quantidade de gamma.
Sem dúvida, e com modestia, algumas fotos ficaram muito giras, não digo boas porque também não sou profissional, nem amador, deve ter sido uma das primeiras vezes que tirei fotos com intenção.
Mas nem foram as fotos o mais proveitoso desse dia, também não foi a viagem de eletrico para o Mosteiro dos Jerónimos, acho que foi mesmo a companhia, as conversas, o passeio acompanhado de uma bonita tarde de sol. Melhor companhia foram os amigos, talvez dos dois melhores amigos.
Falei tanto nas fotos que não podia deixar de mostrar uma ou outra.
Todas as fotos foram editadas e alteradas.
quarta-feira, maio 05, 2004
My mind is playing trick's on me...
I dream about, how it’s going to end,
Approaching me quickly,
Leaving a life of fear,
I only want my mind to be clear,
People, making fun of me,
For no reason but jealousy,
I fantasise about my death,
I’ll kill myself from holding my breath,
My suicidal dream,
Voices telling me what to do,
My suicidal dream,
I’m sure you will get yours too,
Help me, comfort me,
Stop me from feeling what I’m feeling now,
The rope is here,
Now I’ll find a use,
I’ll kill myself,
I’ll put my head in a noose,
My suicidal dream,
Voices telling me what to do,
My suicidal dream,
I’m sure you will get yours too,
Dreamin’ about my death, dream,
Suicidal, suicidal, suicidal dream,
I’m suicidal,
Suicidal dream, (guitar solo)
Silverchair - Suicidal Dream
terça-feira, maio 04, 2004
segunda-feira, maio 03, 2004
Fábulas para as crianças se ligarem à cultura da nossa terra, tás a ver ó bacano.
Era uma vez, e é assim que se começa uma história de jeito, dois suínos, cinco rapazes afetados com nanismo, uma gaja bué de branca e um Canis Lupus malicioso.
Todos estes entes viviam no mesmo prédio na zona do Restelo, isso agora faz-me lembrar que conheço alguém que vive para esses lados mas não interessa, o prédio datava de 1987 e o seu arquitecto foi Tomás Caveira e a construtora foi a Soares da Bosta.(nomes fictícios para não ser catado)
O prédio já teve mais inquilinos, mas depois do Veado brasileiro de nome Bambi lá ter morado e fazer do seu apartamento um bordel animal, o valor de mercado desceu, tal como a procura de casa naquela zona.
A zona também não era muito apelativa, visto que o Aladino que era chulo lá na zona tinha sempre a Jasmina e a Pocamontas a atacar, Aladino era um bocado violento, manias dos árabes.
O Monstro era outro gajo que aterrorizava a zona, era amigo da Bela da cocaína e então usava o Mogli como correio de droga, ou como alternativa usava o anus do Mickey que era muito amigo e frequentador da casa do Bambi.
Desde já se percebe que a zona não era das mais calmas.
Voltando ao cerne da questão, o prédio, a verdade é que não havia o clima de boa vizinhança, muitos deles não se entendiam, outros mesmo chegavam a vias de facto quer de um modo como de outro.
No rés do chão era a casa da porteira, mas essa gaja não interessa muito para a história, visto que tinha umas confusões com abóboras e cenas do tipo, além do mais era incontinente e vivia com 12 gatos aristocratas, chamavam a cota de Gata Borralheira mesmo por causa da incontinência e dos gatos.
No primeiro andar vivia um dos suínos, esse era meio def, tinha a casa que parecia uma palhota, tão não mandou a parede a baixo e forrou aquilo com palha, acho que andava n droga, para mim foi o Monstro que lhe meteu o vicio, coitado, dizem as más línguas que ficou assim depois de ter comido uma sandes do irmão, mas acho que o presunto sabia a ranço.
No apartamento ao lado vivia um gajo de uma banda metal que andava sempre vestido como um duende e tinha um complexo infantil qualquer, o gajo não batia lá muito bem dos cornos, vivia com um pirilampo ou o caraças e tinha mania que voava, mas acho que ficou assim por ter tido uma infância do caraças, visto o pai dele ter perdido uma mão numa máquina de fazer chouriços e ficou com um gancho com o qual agredia o filho nos mamilos.
Subindo até ao segundo andar, no apartamento direito tinha uns Mestres ou Astrólogos africanos um tal de rei leão ou coisa assim parecida, sei que o filho que vivia no prédio ao lado fazia parte da mesma banda metal do gajo do andar debaixo mas acho que o pai não gostava da juba que o filho usava, assim estilo moicano.
Mais acima no terceiro não vivia ninguém, pelo menos depois de lá ter morrido um puto, ainda dizem que o bacano lá está e que é amigável, mas um gajo de nome Gaspar ou é carpinteiro ou padeiro, bem dizem que o gajo tem cor de farinha, mas julgo que seja por ser Mórmon.
Quarto andar é habitado pelos 5 nanicos, já foram sete mas um lixou-se na retrete, eles bem sabiam que não deviam puxar o autoclismo se ainda se encontrassem em cima da sanita, afogou-se foi chato, o outro emigrou para a Groenlândia e levou um smoking.
Os outros cincos vivem todos bem, acho que lapidam pedras ou coisa assim, sei que um deles usa tantos cachuchos que uns tempos atrás ia ficando debaixo de um carro porque não conseguia andar depressa e não havia passadeira na zona. Sei que um deles joga no sporting, mas não sei se é futebol se é mergulho, sei que anda de olho numas grandes bóias, por isso é que arrisco no mergulho. No apartamento da frente vive a chavala pálida, essa é prostituta viciada na branca e em rebuçados Branca de Neve, diz o pessoal da zona que os nanicos são sempre vistos a atravessar o corredor a correr com as calças da Chico e da Cenoura a arrastar no chão, sempre a entrar e a sair da casa da anémica, dai a sua alcunha, a Empilhadora de Nabos. Sei é que ela em tempos trabalhou para o Aladino mas depois foi posta a correr porque andou ai a comer umas cenas podres e ficou meia doente e era lixado, ainda por cima fazia sem preservativo por causa dos anões que não podiam estar sempre a fazer bainha aos Control.
No andar de cima vivia um bacano que tinha a mania que era mau e tal o Canis Lupus, mas os amigos do gang tratavam o gajo pela alcunha de Lobo Mau, é uma alcunha bué de fatela mas a alcunha Ninja já estava ocupada por uns bacanos verdes, devia ser da droga, e a alcunha diabo estava ocupada por um gajo que babava bué e não se percebia o que o gajo dizia vinha lá de uma terra esquisita Tasmanha ou Tasmânia uma coisa assim.
Esse Canis Lupus tinha a mania que era muito mau, andava sempre a tentar extorquir o pessoal da zona, foi por isso que o Patinhas saiu de lá e o Pardal pensa fechar o negócio.
Tem problemas com o alcoolismo e gosta de porquinhos, nome que se dá na zona para putos, como o que vive no primeiro andar, na verdade o Lupus é zoosexual mas tenta esconder, tem também problemas com o vizinho de cima que é o suíno irmão do suíno do primeiro andar, esse porco é o administrador do condomínio, não sei se é por isso que lhe chamam porco, ou se é por ser um polícia reformado que agora tem uma carreira política. Sei é que esse suíno é muito criticado por ter fechado a churrascaria que funcionava em baixo do prédio, além do mais ele não se dá muito bem com o resto da vizinhança. Por essas e por outras é que tem a porta blindada anti-sopro e reforçou tudo a betão armado.
Bem agora que já apresentei as personagens que vivem na zona o resto das histórias ficam para depois que eu agora vou ao café beber uma Minie.. perceberam?
Quem diz é quem é! Palhaço do Crl....
Uma pessoa que use o termo larila é porque não tem tomates para usar o termo paneleiro. Ora se não tem tomates não é homem, pondo de parte a hipótese de os ter perdido num acidente que envolva o cruzamento de uma cafeteira e um processador de comida.
Alguém que usa o nome fictício The Horror, e não é capaz de me dizer na cara que sou larilas, não é larilas é paneleiro, e sim tenho tomates para usar a palavra.
O termo larilas não é termo laico, não é termo intelectual, não é termo brejeiro, não é termo usual, a não ser se for usado por fadas madrinhas que por ai andam a venerar o Alex o Mister Gay.
Não imagino quem pudesse usar o termo larilas, de certeza que não é ninguém que conheça, porque não tenho amigos paneleiros, tenho amigos homossexuais e sim esse é o termo. Paneleiro é aquele que se diz contra os homossexuais tem nojo deles mas no fundo tem atitudes de verdadeiro palhaço homofóbico ao mesmo tempo que tem um enorme desejo de apanhar nos entrefolhos.
Sendo assim não imagino quem possa ser o The Horror, amigo ou conhecido não será, será mais alguma figura triste neste mundo?
Para falar a verdade o termo larilas não ofende, nem é um termo ofensivo, só que é um termo triste, dai provocar o meu desagrado. Dou-me por feliz de não usar o termo larilas, e muito mais feliz por conhecer poucas pessoas que o usem.
Para o The Horror que imagino que tenho um nome normal como Miguel, ou João, ou Luís, dou um conselho, deixa de ser o atrasado que és, os tempos de hoje não abonam em teu favor, seja o que tiveres para me dizer assina com o teu nome e diz pessoalmente.
terça-feira, abril 27, 2004
Para a menina que se esqueceu que estou aqui, e que as suas lágrimas são momentos para mim.
Não fujas, não te escondas, quando te quero abraçar.
Não te afastes, não tenhas medo de chorar.
Foi mais um dia mau, mas para quê fugir.
Dá só uma oportunidade, de te fazer sorrir.
Aonde vais, que foi que se passou?
Foi mais um dia mau, que apareceu e logo voou?
E tu, que estás nesse lado, tens medo de quê?
A paz e alegria, não é algo que se vê.
Estava escrito,
Ser teu eterno companheiro,
Dizer a todo o mundo
que sou teu amigo
sempre no mesmo carreiro
nunca sozinho, mas de mão dada contigo
Mas porque foges? Que tentas esconder?
Um segredo? Coisa velha?
Coisa que eu não possa
...saber?
Diz-me lá, o que é que tu sentes
Diz-me lá, nunca me mentes
São coisas passadas? Assunto pendente?
Mágoa travada ou dor persistente?
Algo pelo que tu tens de
..lutar
Tens guerras, guerras que precises travar?
Fala comigo, ao menos deixa-me ajudar
São ventos?
Ventos fortes a desenterrar
Assuntos da vida que continuam
A pairar...
Não me ponhas de lado,
Não me deixes a pensar
Que não te posso nunca ajudar,
Nem que seja um ombro, que sirva de amarra
E não te deixe á solta por lados escuros a
gritar...
Se soubesses, o quanto te adoro,
E o tempo que demoro
A ver-te e ...admirar
A tua força, toda essa paixão,
Convicção pela vida, tolhida de emoção..
Deste tudo..
O que podias dar..
Nem por um segundo...
largo a mão
Nem te deixo cair..pois não é neste mundo
Que te deixo chorar... uma lágrima em vão
Se ao menos soubesses, que eu sei
Que devias saber, saberias que estou aqui
Se soubesses a vontade do querer
Saberias que se o estou é apenas por ti
Multiplica os sorrisos subtrai do pensamento
As contas que não deram certo
Adiciona os amigos..
E vê o que dá..
Apenas espero que seja aquilo que procuras.
Hoje foi um dia mau...?!?
Não quis guardá-lo para mim
E com a dimensão da dor
Legitimar o fim
Eu dei
Mas foi para mostrar
Não havendo amor de volta
Nada impede a fonte de secar
Mas tanto pior
E quem sou eu para te ensinar agora
A ver o lado claro de um dia mau
Eu sei
A tua vida foi
Marcada pela dor de não saber aonde dói
Mas vê bem
Não houve à luz do dia
Quem não tenha provado
O travo amargo da melancolia
E então rapaz,
Então porquê a raiva se a culpa não é minha
Serão efeitos secundários da poesia
Mas para quê gastar o meu tempo
A ver se aperto a tua mão
Eu tenho andado a pensar em nós
Já que os teus pés não descolam do chão
Dizes que eu dou só por gostar
Pois vou dar-te a provar
O travo amargo da solidão!
É só mais um dia mau...
Ornatos Violeta - Dia Mau
Subtileza das palavras na insípidez dos sentimentos.
Aconteceu...
e por me teres feito cego
recordo o sabor da tua pele
e a calor de uma tela
que pintámos sem pensar.
Ninguém perdeu,
e enquanto o ar foi escuro
despidos de passados
talvez de lados errados
conseguiste me encontrar.
Foi dança
foram corpos de aço
entre trastes de guitarras
que esqueceram amarras
e se amaram sem mostrar.
Foi fogo
que nos encontrou sozinhos
queimou a noite em volta
presos entre chama à solta
presos feitos para soltar...
Estava escrito
E o mundo só quis virar
a página que um dia se fez pesada
E o suor
que escorria no ar
no calor dos teus lábios
inocentes mas sábios...
no segredo do luar.
Não vai acabar
Vamos ser sempre paixão
Vamos ter sempre o olhar
ao nível de ninguém
Dei-te mais...! Valeu a pena voar...
Estava escrito
E a noite veio acordar
a guerra de sentidos travada num céu
Nem por um segundo largo a mão
da perfeição do teu desenho
e do teu gesto no meu...
foi como um sopro estranho...
...e aconteceu...
És fogo em mim,
És noite em mim.
És fogo em mim.
Toranja - Noite e Fogo
Sentimentos trauteados cá dentro em dor.
I feel my wings have broken in your hands,
I feel the words unspoken inside...
And they pull you under,
And I will give you anything you want, oh
You are all I wanted,
All my dreams are fallin’ down,
Crawlin’ around and around and around...
Somebody save me,
Let your warm hands break right through it,
Somebody save me,
I don’t care how you do it, just
Stay, stay
C’mon, I’ve been waiting for you
I see the world has folded in your heart,
I feel the waves crash down inside,
And they pull me under,
And, I would give you anything you want, oh
You are all I wanted,
All my dreams have fallen down,
Crawling around and around and around...
Somebody save me,
Let your warm hands break right through it,
Somebody save me,
I don’t care how you do it, just
Stay, stay
C’mon, I’ve been waiting for you,
All my dreams are on the ground,
Crawling around and around and around...
Somebody saave me,
Let your warm hands break right through,
Somebody saave me,
I don’t care how you do it,
Just stay (stay with me)
I made this whole world shine for you...
Just stay, stay
C'mon, I’m still waiting for you
Remy Zero - Save Me
Isto só tem piada 48 horas depois.
Viémos com o peso do passado e da semente
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quando não se teve nada
só quer a vida cheia quem teve a vida parada
só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir.
Sérgio Godinho
sábado, abril 17, 2004
... Escreva algo depois do BIP...."BIP" -->.........Escreva neste espaço.........
Pantera Cor-de-Rosa já disponível na jukebox mais próxima de si.
Foi uma versão alternativa com algum gosto(para alguns), que decidimos disponiblizar.
Se tiverem alguma música em mente que gostassem de ver ser aqui colocada, um tema mítico, uma banda sonora, um solo, um tema infantil, desde James Bond a Toranja, Ornatos Violeta e Audioslave, desde a música dos Simpson's até a uma música mediatizada por uma sérizeca de domingo.
Se se lembrarem de alguma música aceitamos as vossas sugestões.
Colaborem conosco, pois nós todos os dias damos o melhor de nós para vocês, directamente para os vossos lares, fornecemos o melhor do nosso intelecto.
Pedimos que usem as caixas de comentário de forma ordeira e pacífica, colaborando de maneira cívica e responsavél, fazendo com que tudo funcione da maneira mais eficaz e positiva para todos.
Neste site irá abrir uma secção para fumadores, duas salas de chuto, dois bares, quatro saídas de emergência sobre as asas, e um ginásio.
A capacidade será de 56000 utilizadores, sendo o ecrã em média entre 15 e 17 polegadas, iremos progressivamente aumentar o nosso cardápio para servir melhor a catalização das vossas vestes, sendo que uma missa será orada todos os domingos por volta das dez horas matinais, essa missa será patrocinada pelas Carnes Valinho e pelo vinho de mesa Casal Garcia, será realizada por Telmo (Borga) Lopes aka Padre Borga Regabofe é com ele.
Qualquer reclamação deverá ser encaminhada para o seguinte número 0080 0045 4532, o número pode parecer gratuito mas na verdade irá acionar uma bomba colocada mesmo por baixo da cadeira onde se encontra, deixando a nossa imagem de marca em todas as paredes e acentos do seu lar ou escritório. Para breve também será inaugurada uma secção de marketing e franchising, levando os nossos serviços a todo o mundo, sendo a sede principal no Vanatu ou nas Ilhas Caimão.
Na secção de vendas poderá encontrar produtos tais como, bonés estampados com fotos de Zica em criança, canecas com luz musica e escamas da minha pele, t-shirt's com a foto do nosso pastor residente Telmo "Borga" Lopes e o seu rebanho de ovelhas cor-de-rosa, e até um dispositivo de catalisador de fotões e catiões armados até aos dentes transmitindo incandescências astrolábicas e feixes de particulas sub-invertidas em iões e piões berlindes magnetizados de qualidade wattica de 300 Wts, ao que vulgarmente chama de lanternas, lanternas essas com um carimbo do nosso logo na base em tons rosaceos para as meninas e em tons de cor de burro a fugir para jovens mancebos.
Agradeço a vossa atenção e continuem com a vossa vida miserável e insignificante, e tu ai deixa de meter a mão dentro das calças...tem vergonha e cresce pá.
Não fez sentido pois não, a tua vinda ao mundo também não faz deixa estar.
sexta-feira, abril 09, 2004
Claves de Sol precorrem a mente em tempos sombrios, sol na escuridão.
Estou a pensar em meter uma das seguintes musicas no blog por isso digam de vossa justiça.
- Quincy Jones - Soul Bossa Nova
- Toranja - Carta
- Lou Reed - Take a Walk in the Wild Side
- Dean Martin - Papa Loves Mambo
De vossa justiça escolham destas qual a da vossa preferência.
Típica conversa de hoje em dia entre pai e filho.
Um puto mais o pai passam à porta duma pastelaria. Diz o miúdo:
- Papá, quero uma bola de Berlim!
Pai:
- Para que queres outra máquina de lavar se já tens a tua mãe em casa?
A partir desse dia o miúdo nunca mais comeu bananas...
Moral da história: O pai não sabia andar de skate.
Venha o Pedro Stercht dizer se o puto foi abusado ou não...pokeralho!
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