sexta-feira, abril 09, 2004

Claves de Sol precorrem a mente em tempos sombrios, sol na escuridão.


Estou a pensar em meter uma das seguintes musicas no blog por isso digam de vossa justiça.

- Quincy Jones - Soul Bossa Nova

- Toranja - Carta

- Lou Reed - Take a Walk in the Wild Side

- Dean Martin - Papa Loves Mambo

De vossa justiça escolham destas qual a da vossa preferência.

Típica conversa de hoje em dia entre pai e filho.


Um puto mais o pai passam à porta duma pastelaria. Diz o miúdo:
- Papá, quero uma bola de Berlim!
Pai:
- Para que queres outra máquina de lavar se já tens a tua mãe em casa?

A partir desse dia o miúdo nunca mais comeu bananas...

Moral da história: O pai não sabia andar de skate.

Venha o Pedro Stercht dizer se o puto foi abusado ou não...pokeralho!

GRITO POR AJUDA E NINGUEM VEM!


Toranja - Carta

Não falei contigo
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és...

Saudade é o ar
que vou sugando e aceitando
como fruto de Verão
nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a pairar sobre o mundo
e tudo o que vejo...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua
numa chama minha e tua.

Desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado
por gira-discos estragados
aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização do coração
são leis como paredes e tetos
cujos vidros vais pisando...

Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os teus números
raízes quadradas de somas subtraídas
sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso do teu gesto mimado
e à palma da tua mão...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
e a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua
Numa chama minha e tua.

Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidos
que voltei a encontrar em ti...

É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...

...nela te pinto nua
Numa chama minha e tua.

Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado.

E agora sinto-me só.

quarta-feira, abril 07, 2004

Assim me retiro, com pesar e magoa.


Escrevo apenas para avisar da minha suspensão deste blog por motivos de grande pesar e desgosto.
Para o meu avô dedico toda a minha vida e tudo o que conseguir alcançar, e tudo o que até hoje alcançei, a minha homenagem para um grande senhor, uma grande pessoa, e mais que tudo um grande avô amigo, será tudo de bom que conseguir alcançar na vida. Peço desculpa pela minha ausência e peço desculpa e peço compreensão ao meu colega Zica pelo tempo que estarei indisponível.

segunda-feira, março 29, 2004

De Honorário num sítio para Mascote no Fora do Mundo (com todo o respeito)




Estava eu a ler o livro que me deram pelo aniversário após uma festa surpresa, da qual irei dedicar um post especial, livro esse que versa sobre as obras mais célebres do pintor surrealista Salvador Dali, quando o meu amigo Zica me chamou à atenção para a criação de um novo blog, o Fora do Mundo.

Julgo que seja mais um bom blog, com um teor sócio-político, que verse sobre assuntos diversos, como a política, cultura, literatura, social, etc.

Abri a página e reparei que um dos participantes tinha como nome Pedro Lomba. Desta vez lá volta o Sr. Pedro Lomba acompanhado por Pedro Mexia e Francisco José Viegas, para mais um blog.

Realmente não vejo muito mais gente com tanta experiência em blogs como Pedro Lomba, aliás por sua culpa fiquei eu com o vício. É detentor de uma escrita fluente e muito inteligente, provida de sapiência e de uma análise incisiva e clarividente. Talvez por culpa dessas características admirava e admiro a sua escrita.

Sempre segui com alguma atenção o seu desenvolvimento pela blogoesfera, começou na Coluna Infame, que teve um desfecho infame, iniciou o Flor de Obsessão, que acabou por falta de tempo e disposição, muitos convites deve ter recebido depois de acabar o seu trabalho solitário, e finalmente encontrou um novo projecto com o apoio de Pedro Mexia e Francisco José Viegas, o Fora do Mundo.

Depois de uma caminhada feita sozinho pelo seu blog Flor de Obsessão, voltou a um blog em conjunto com outros escritores, se calhar dá-se melhor apoiado do que sozinho.

Salvador Dali nos seus quadros sempre teve uma certa queda para lhes aplicar uma espécie de muleta, em vários dos seus quadros aparece aquela espécie de muleta de madeira onde apoia sempre alguma parte da peça principal da sua obra. Pedro Lomba também parece dar-se melhor com apoio, parece preferir trabalhar com o apoio de mais colegas, será que ambos têm algo em comum?

De certo não será a genialidade, talvez mais o facto de se retratar aquele apoio como maneira de colmatar uma debilidade incapacitante, talvez a falta de tempo, ou paciência, ou capacidade para ser inventivo, por algum desses motivos também recusou outros convites.

De qualquer modo ficamos atentos ao seu trabalho e esperamos que tudo corra pelo melhor.
Boa Sorte.

Pelos vistos encontrou um projecto deveras mais interessante do que algum que se possa lhe ter proposto.

domingo, março 28, 2004

Música como introspecção da alma.


I think I've already lost you
I think you're already gone
I think I'm finally scared now
You think I'm weak - but I think you're wrong
I think you're already leaving
Feels like your hand is on the door
I thought this place was an empire
But now I'm relaxed - I can't be sure

I think you're so mean - I think we should try
I think I could need - this in my life
I think I'm just scared - I think too much
I know this is wrong it's a problem I'm dealing

If you're gone - maybe it's time to go home
There's an awful lot of breathing room
But I can hardly move
If you're gone - baby you need to come home
Cuz there's a little bit of something me
In everything in you

I bet you're hard to get over
I bet the room just won't shine
I bet my hands I can stay here
I bet you need - more than you mind

I think you're so mean - I think we should try
I think I could need - this in my life
I think I'm just scared - that I know too much
I can't relate and that's a problem I'm feeling

If you're gone - maybe it's time to go home
There's an awful lot of breathing room
But I can hardly move
If you're gone - baby you need to come home
Cuz there's a little bit of something me
In everything in you

I think you're so mean - I think we should try
I think I could need - this in my life
I think I'm just scared - do I talk too much
I know this is wrong it's a problem I'm dealing

If you're gone - maybe it's time to go home
There's an awful lot of breathing room
But I can hardly move
If you're gone - baby you need to come home
Cuz there's a little bit of something me
In everything in you

Música - If You're Gonne -//- Banda - Matchbox Twenty -//- Album - Mad Season

Talvez lhe devas dizer estas palavras. Talvez seja a hora de parares de te perseguir.
Começa a se fazer tarde para minimizar os danos. Pensa na letra da música e vê se não é aquilo que lhe queres dizer.

sábado, março 27, 2004

Uma esmolinha pela música sff.

Quero dizer desde já que através desta caixa de comentário, mesmo aqui em baixo, podem expressar o vosso gosto musical, dando opiniões sobre que músicas podemos por na nossa jukebox improvisada.
Ao menos nisto vejam lá se participam.
Senão juro que gravo algo cantado por mim no chuveiro e meto com loop's infinitos na página.

quarta-feira, março 24, 2004

...


(Refrao 2x)
a minha alma está armada
e apontada para a cara
do sossego (sego)
pois paz sem voz
a paz sem voz
não é paz é medo (medo)

(2x)
às vezes eu falo com a vida
às vezes é ela quem diz
qual a paz que eu não quero
conservar
para tentar ser feliz

as grades do condomínio
são para trazer proteção
mas também trazem a dúvida
se não é você que está nessa prisão
me abrace e me dê um beijo
faça um filho comigo
mas não me deixe sentar
na poltrona no dia de domingo
procurando novas drogas
de aluguel nesse vídeo
coagido pela paz
que eu não quero
seguir admitindo

Banda - O Rappa Música - A Minha Alma Álbum - Lado B Lado A

terça-feira, março 23, 2004

Porra de ideias que nos veem à mente.


Hoje ponderei a minha retirada da blogoesfera. Continuo a ponderar, espero ter uma resposta em breve. A verdade é que tenho muitos mais motivos para ficar do que para sair. De qualquer modo continuo a ponderar e espero que a decisão correcta apareça.

segunda-feira, março 22, 2004

Dá cá um abraço pá. Não é todos os dias que são simpáticos para ti à força da circunstância.




Pois é, é o meu aniversário. Faço hoje uma data de anos, na sei se digo, talvez faça um jogo aritmético dando pistas para descobrirem a minha idade. Bem sou novo, isso é verdade. Pronto ok, não tenho paxorra para me por aqui com pistas e jogos, nem gosto muito de comemorar aniversários. Faço 19 anos, e não vejo nada de especial nisso mas fica na mesma aqui os grandes parabéns a mim mesmo.
Parabéns Pedro. Diverte-te, deixa de ser estupido, aprecia e aproveita a vida (esta é pelos amigos e familia), estuda muito (esta é pelo meu avô), deixa a vida correr enquanto tem força para correr. Tem um dia feliz amanhã, aproveita-o ao máximo, faz aquilo que gostas e está com as pessoas que gostas, pelo menos com as que podes estar.
Mais um ano para a conta pessoal.

sábado, março 20, 2004

Momentos da minha infância.




Quem se lembra dos seus tempos de petiz?
Lembram-se dos desenhos animados, dos heróis, dos vilões, lembram-se dos brinquedos da época, desde os Playmobil, os Dinamarqueses Lego, os Transformers, os GI Joe, o He-man, o pião, os berlindes, as bicicletas, ver desde os ursinhos carinhosos, ao Dartacão, o Calimero, até o Willie QuáQuá, os Smurff’s ou como eu chamava na minha dislexia infantil, os Funfas, os Ursos Bernstein, o Babar, o Zé Colméia e Catatau, os TopCats, Tom & Jerry, Tex Avery, Looney Toons, Droopy, Animaniacs, etc.

E da música? Será que se lembram das músicas da vossa infância?

Alguém se lembra de músicas como Papagaio Louro?
“Papagaio louro de bico doirado leva-me esta carta ao meu namorado, papagaio loiro de bico amarelo leva-me esta carta ou levas com o chinelo.”

Ou a música “Eu vi um sapo, um grande sapo, tava a papar um bom jantar.”
E muitas outras músicas que completaram a nossa infância em vários momentos, ou na escola ou em casa, numa viagem de estudo a um sitio qualquer, a música tinha e ainda hoje tem um grande papel na nossa boa disposição, e por essa boa disposição da infância foram responsáveis músicas como :
“Olha a bola Manel, olha a bola Manel, foi-se embora fugiu, olha a bola Manel, olha a bola Manel nunca mais ninguém a viu.”

“Doidas, doidas, doidas andam as galinhas para por o ovo no buraquinho, raspam, raspam, raspam para alisar a terra, picam, picam, picam para fazer o ninho.”

“Lá vai uma, lá vão duas, três pombinhas a voar, uma é minha outra é tua, outra é de quem a apanhar.”

“Ah, Ah, Ah minha machadinha quem te pos a mão sabendo que és minha, sabendo que és minha também eu sou tua, salta a machadinha para o meio da rua.”

“Atirei o pau ao gato, mas o gato não morreu, dona Chica assustou-se com o berro que o gato deu.”

“Alecrim, Alecrim aos molhos por causa de ti choram os meus olhos, ai meu amor quem te disse a ti, que a flor do monte era o alecrim.”

“Todos os patinhos sabem bem nadar, sabem bem nadar, cabeça para baixo rabinho para o ar.”

Tia Anica de Loulé, a “Joana come a papa, 1 2 3 uma colher de cada vez, 4 5 6 era uma história de reis e uma colher de papa, 7 8 9 ainda nada se resolve, 10 11 12 à espera que a mosca pouse e uma colher de papa, 13 14 e meia a coisa não estava feia, 6 e 17 mais um pingo no babete e uma colher de papa.”

“Oliveirinha da serra, o vento leva a flor, oh i oh ai só a mim ninguém me leva, oh i oh ai para o vento meu amor.”

“Indo eu , indo eu a caminho de Viseu, encontrei o meu amor ai Jesus que lá vou eu.” “Oh Rosa arredonda a saia, oh rosa arredonda bem, oh rosa arredonda a saia, olha a roda que ela tem.”

“Fui ao jardim da Celeste giroflé giroflá, fui ao jardim da celeste giroflé giroflá giroflé flé flá, o que foste lá fazer giroflé giroflá, fui lá levar uma rosa giroflé giroflá, que era para o meu amor giroflé giroflá giroflé flé flá. As pombinhas da catrina andaram de mão em mão, foram ter á quinta nova ao pombal de S.João.”

“É o fum gaga, fum gaga da bicharada, vamos falar de animais e de como eles são do piriquito do gato e do cão, e muitos mais virão talvez uma girafa um macaco ou um leão .”

Que saudades destes tempos, foi sem dúvida um momento nostálgico o ter encontrado um cd com todas estas relíquias da minha infância, que saudades, até da loja do mestre André.

quinta-feira, março 18, 2004

A doçura da loucura, a divisão de duas faces da minha consciência.




Sinto-me exactamente na faixa branca que se encontra a dividir dois mundos onde não sei se queria estar.
Resta-me libertar o stress através de barulhos como BOING!

Hieronymus Bosch por onde andas?

A pintura é sem duvida uma arte de uma pericia fantástica.






Goya era dono de uma promenorização absolutamente fantástica. Basta reparar no último quadro sobre o Fuzilamento de 3 de Maio de 1808.
Já os dois quadros apresentados em cima apresentam uma dimensão fantasiosa de enorme quallidade, sempre que os observo lembro-me, e isto sem ofensa, dos grandes desenhos que encontrava no mundo fantástico das Cartas do Magic the Gathering.

quarta-feira, março 17, 2004

Homenagem aos que lá nasceram e que para lá foram, aos que de lá vieram, e de igual modo também é para os que lá estão.




"Ilha de Moçambique"


Ilha de oiro e angustia
Feita de sol e de prata
Marfim talhado em relíquias
Cobre batido do vento
Num moinho de saudades.

Fortaleza escancarada
A memórias esquecidas...

Senhora do Baluarte velando
As brancas velas do Canal.

Sermões de S. Francisco Xavier
Guardados nas rochas de coral.

Riquexos vagueando ao sol
Brancas praias sonolentas
Enfeitadas de saris e cofios
Brancos, pretos, encarnados

E rostos cor da verdade
De viver num monumento
De prata, de oiro e de cobre
Cobre batido do vento...

Portico dos sonhos, momento
de indias descobertas e vencidas
Monumento, monumento,
De memórias esquecidas...

Além-portas de marfim
Paredes meias com a História
Dentro da fama e memória
Para que nela sempre fique
A Ilha de Moçambique.


Ok que o quadro do Gauguin diz respeito a mulheres no Thaiti, mas ambas as belezas são fácilmente comparáveis.

Tenho de parar com os Speeds.


A caminho de casa afluíram várias ideias para a minha mente, vinham como balas e acabaram por se cravar nos lóbulos do meu cérebro.

Comecei a pensar no que quero da vida. Pensei no que a vida dá. Pensei e já foi bom.
Lembrei-me de coisas que aconteceram nos últimos tempos, aprendemos sempre alguma coisa a recordar. Veio-me à memória as palavras de amigos, comportamentos de conhecidos, acções de figuras públicas, filmes, livros, músicas, quadros, no fundo podemos aprender alguma coisa com tudo.

No fundo temos muito por onde aprender, e muito que aprender, basta procurar essa sede pelo conhecimento.
O conhecimento nunca ocupou espaço, nunca tirou tempo, nunca foi nem nunca será de mais.
O homem é por natureza um ser curioso, sempre com vontade de saber mais, nunca pensando que se pode saber demais. Por acaso era bom que assim fosse.

Há sempre alguém que pensa que já sabe tudo, outros pensam que o que sabem é o suficiente, outros ainda, simplesmente não querem saber. Dou o exemplo de Leonardo Da Vinci, muitos sabem que foi um importante pintor, o certo é que este homem era químico, matemático, literário, carpinteiro, sabia um pouco de tudo, reza na história que era um dos homens mais completos ao nível da matéria do saber. Podia não dominar a filosofia, podia não ser o mais preciso matemático, nem o ter preciosismos literários, podia nem ter um peculiar ouvido para a música, podia ser mediano em todas as artes que dominava, mas era um ser com incrível sede de conhecimento, queria saber um pouco de tudo, aprender um pouco de tudo, queria na sua simplicidade alimentar a sua necessidade de saber. Muitos apenas o recordam como pintor, e foi sem duvida um grande pintor, mas sempre na sua simplicidade, nunca pintou a pensar que passados centenas de anos as suas obras iriam ser alvo de admiração e de valor inestimável, pintava porque gostava do que fazia e não tinha medo de procurar o saber.

Para atingir alguma sapiência, e tudo o mais na vida, precisamos antes de mais estabelecer algumas ideias. O saber nunca é demais, pode magoar, mas magoa mais não saber do que saber, pode dar trabalho, mas dará muito mais trabalho viver na ignorância, pode ser mais cómodo não ter trabalho a satisfazer a vontade de saber variadas coisas, mas não é mais prático e nunca dará a comodidade e segurança de saber que sabemos.

Para atingir o saber é preciso humildade para aprender, calma para captar, serenidade para refletir. Sendo humilde nunca irei dizer que sei tudo ou já sei demais. Tendo calma posso aprender com tudo o que me rodeie, desde simples palavras a espasmos de intelectualidade, desde pequenos feitos a acções imensuráveis, desde aprender com seres humanos ou com simples insetos. Através da serenidade posso reservar sempre um tempo para pensar, refletir em tudo o que captei, transformar um momento numa lição de vida.

Não tenho a menor duvida que a humildade e simplicidade são as muletas da sabedoria.

Já o medo será equivalente ás mazelas que nos fazem precisar de muletas, o homem não deve ter medo a não ser da sua ignorância. Não devemos ter medo de errar, se bem que quanto menos o fizermos melhor, não devemos ter medo de aprender, medo de falhar, medo de saber, medo de tentar, não devemos ter medo de descobrir do que somos capazes. A vontade humana pode impulsionar a nossa capacidade real até a um ponto em que ultrapassamos aquilo que pensávamos que seria o limite. Não devemos ser orgulhosos mas antes orgulharmos-nos de nós próprios se formos capazes de arriscar procurar a sabedoria que nunca é demais.

Podemos dizer que somos bons em alguma coisa, mas não devemos fazer disso um marco e ficar por ai, há sempre muito mais para saber, para fazer, para descobrir. Nunca devemos pensar que atingimos o limite no campo do conhecimento.

O único erro que o homem pode cometer e ter por isso consequências graves, é não ter humildade para admitir que não sabe tudo, que julgou mal, que não é perfeito.

Só quando formos humildes e sinceros conosco próprios é que podemos realmente atingir um nível espiritual e mental capaz de absorver e nutrir sapiência a níveis por nós nunca antes imaginados.

Como nota de despedida, deixo aqui uma frase de um grande amigo. Mesmo que não gostes de uma pessoa, e principalmente eles não gostem de ti, dá-lhes um sorriso sempre que passarem por ti.

De facto não custa nada. Pode parecer hipocrisia, mas não é, é pura confiança no nosso ser.

terça-feira, março 16, 2004

Memorando, avaliar as potencialidades do paint e aprender a usa-lo.






Isto são pequenas coisas que eu faço com o programa Paint, assim gatafunhada que vale mais do que alguma vez irei ganhar na vida.
O que uma pessoa não se dá ao trabalho de fazer no paint para ver se recebe um comentário, já lá vão cinco post's sem ai nem ui.

O Avelino Ferreira Torres da Blogoesfera!


Hoje ouvi de relance o caso da Dra Manuela Fernandes, uma nova comentadora de blogs que anda por ai a causar algum amargo de boca a amigos meus, e a outros nem por isso, não que isto me perturbe, só fico triste por não ser alvo de comentário por parte da Dra Manuela Fernandes.

Será que nem mereço o esforço? Será que não mereço um puxão de orelhas, ou ser chamado de infantil? O problema é que não me calham comentários das senhoras de limpeza de cá do sitio, quanto mais de uma Doutora.
Em primeiro lugar não percebo a necessidade de utilizar o título de Dra nos comentários, já acho mal que esse titulo apareça nos cartões de crédito, vou ao banco e sou tratado por senhor, já o meu pai tem logo um titulo a mais, acho mal e discriminatório.

Oh doutora peço-lhe que não me leve a mal que lhe trate apenas por Manuela.
Acho que não é por não lhe meter o titulo antes do nome que lhe falto ao respeito, e não vale a pena dizer que como tirou o curso tem direito a ter o doutora à frente do nome, isso comigo não resulta, se tirou o curso não foi certamente por isso, mas sim para seu proveito profissional, ético, moral, psicológico, financeiro, humanitário, etc.
Além de que o mais provável é tratar-me por tu, ou por miúdo, ou por infantil, logo trocamos já os galhardetes.

Apesar da história toda e da Manuela ter tratado algumas pessoas com um pouco de intemperança e em tom hostil e desagradável, fazendo comparações entre o meu colega e o Dom Quixote na fase em que ficou esquizofrênico, sendo a Manuela médica devia saber que a esquizofrenia é uma doença de foro psicológico muito desagradável e que causa na pessoa, e nos que estão à sua volta, um mal estar imensurável que não devia ser alvo de “brincadeira”, ou ofensa.

Fora toda essa história gostei da Manuela ter aparecido, fez algumas observações pertinentes, lançou alguns temas interessantes, e apesar da sua abordagem ser um pouco brusca e inoportuna, fiquei a gostar da maneira de discursar, a convicção, a certeza de cada palavra dita, convicta de que detêm a mais pura das verdades em cada coisa que diz, gosto disso, confiança nas suas crenças ou opiniões.

Como é óbvio discordo de algumas coisas, nomeadamente na ideia de maturidade que faz a Manuela. Acho que a maturidade não se quantifica ou qualifica pela idade, pelo sexo, pela religião, pela opção política, mas sim pela experiência.
Uma coisa que não é de igual modo verdadeira é o facto de quanto mais velhos somos, mais maturidade temos, além de termos provas vivas, acho que não é pela quantidade de provas empíricas que passamos que a nossa maturidade aumenta, não é o maior ou menor numero de experiência que nos dá mais ou menos maturidade.

A maturidade é algo que se ganha não com a experiência, mas com a falta de medo de experimentar, é esse não ter medo, a sede de conhecimento, o facto de não ter medo de cometer o erro, a coragem de assumi-lo, o facto de enfrentar os problemas e dificuldades de cabeça erguida, ter opiniões próprias por muito que sejam divergentes da maioria, é assumir as convicções e sabê-las defender, acreditar em nós próprios, isso é que nos dá a maturidade, é assim que a conseguimos alcançar à medida que vamos vivendo.

Opiniões há muitas, todos teem uma opinião sobre um assunto, e a opinião de um carpinteiro não é menos certa ou importante do que a de um advogado, não é a opinião de um adulto que tem mais relevância que a opinião de uma criança, cada um tem as suas opiniões, as suas crenças, por muito que possa parecer inútil ou descabido aos outros, essa convicção essa capacidade de formar uma opinião convicta e cheia de credibilidade na nossa mente, é algo que nos é de direito.

Posso não concordar com as opiniões dos outros, posso aceitá-las, posso negá-las, posso nem ligar, mas nunca posso refutá-las, não posso dizer que não estão correctas, porque se algo que a humanidade tem e luta por ter é o livre arbítrio, a liberdade de escolha, é isso que devemos defender, seja esse livre arbítrio de origem divina ou não, e de tal modo não temos direito nenhum de criticar e deitar abaixo as opiniões dos outros, até porque outra regra inerente na vida é o respeito mutuo, é o respeitar para ser respeitado.

Não concordo com metade das opiniões que vejo todos os dias, muitas delas acho-as descabidas no meu sentido de ver, mas não posso negar que não sou o único a olhar o mundo e a vida, e todos o fazem de modo diferente, há sempre uma percepção diferente de alguma coisa por uma outra pessoa. Mas nem por isso, tenho a razão de condenar uma opinião alheia, tal como tenho o direito de ter as minhas opiniões, e o meu direito acaba quando invado a esfera de direitos dos outros.

Aliás eu por vezes nem concordo com as minhas opiniões, e acho que tenho o direito de fazê-lo, não é por eu próprio por vezes não acreditar em mim que acabo por ser desacreditado perante os olhos do mundo, todos julgamos na medida em que nos sujeitamos a ser julgados, isto nem se prende com a velha máxima da igualdade para todos, prende-se com o facto de ser necessário regras éticas para podermos conviver em sociedade, liberdade de expressão sim, mas desde que não se envolva nas liberdades e direitos das outras pessoas.

Atenção isto é só a minha opinião, faça o favor de atirar as pedras que quiser, só espero que não tenha telhados de vidro.
Sei que não sou o Master_Zica mas se quiser tratar bem esteja à vontade que aqui ninguem morde sem ser atiçado.

segunda-feira, março 15, 2004

Dedicação ás artes! Desde a primeira até à sétima.


Ando numa fase pouco produtiva ao nível de escrita, ou não fosse esta a sexta vez que começo este post.
Por motivos de tal ordem vou escrever neste espaço mais uma gatafunhada qualquer ligada ás artes.
Hoje optei pela 7ª arte, a arte cinematográfica.
Para quem gosta desta arte fica aqui uma pequena cronologia dos momentos mais relevantes da história do cinema.

1895 - França - Irmãos Lumière fazem o seu primeiro filme La sortie des usines (Saída das Fábricas).
1899 - Inglaterra - Inicio da escola de Brighton, documentários e montagens.
1902 - França – Méliès ultrapassa a dezena de filmes tendo começado a carreira em 1896
- América – E.S.Porter realiza o primeiro filme americano de nome The Life of An American Fireman (A Vida de Um Bombeiro Americano)
1906 – França – Méliès Realiza o filme As Quatrocentas Farsas do Diabo - América – Exploração dos desenhos animados
- Itália – Primeiros filmes italianos
1907 – França – Méliès realiza o filme Vinte Mil Léguas Submarinas
- Inglaterra – fim da hegemonia da escola de Brighton
1909 – França – E. Cohl começa com os desenhos animados em França
- América – Griffith realiza os primeiros filmes
- Rússia – Inicio do cinema russo com os primeiros filmes
1910 – França – Destaque da casa Pathé com o teatro filmado
- Escandinávia – Primeiros filmes
- Itália – Moda dos filmes históricos
1911 – França - Surgimento da casa Gaumont
- América – Criação de Hollywood e sistema do vedetismo
- Dinamarca – Primeiros filmes
1912 – América – T. Ince cria o western e Mack Sennett vira-se para a comédia
1913 – Suécia – Sjöstrom começa a carreira
- Rússia – Marionetes de Starevitch
- Itália – Ambrosio realiza o filme Últimos Dias de Pompéia (2ª versão) (a primeira versão é de 1908)
1914 – América – Primeiro filme de Chaplin
- Itália – verismo italiano
1915 – França- Pouctal e o realismo francês
- Itália – Dramas mundanos
- Alemanha – Lubitsch, primeiros filmes alemães
Daqui até 1925 não houve grandes mudanças ou novidades, alguns realizadores novos outros foram se mantendo, nomes como Chaplin, Griffith, Stroheim e C.B. de Mille, todos americanos, Gance, Epstein, Pouctal do lado francês, Lubistsch, Lang, Lupu Pick e Dupont da Alemanha e Europa Central.
1925 – América – Harold Lloyd e um ano mais tarde Harry Langdon lançam-se na comédia.
1927 – América – Allan Crossland realiza o filme The Jazz Singer (O Cantor de Jazz) filme sonoro e Cl. Brown realiza Intruder in Dust um dos primeiros filmes onde contracenou Greta Garbo.
- Inglaterra – Hitchcok aparece no mundo do cinema
- Checoslováquia – Machaty é dos primeiros realizadores
1928 – França – Renoir realiza La petite Marchande d’ allumettes (A Pequena Vendedora de Fósforos).
- América – Walt Disney aparece na cena do cinema com Mickey Mouse
- Holanda – Joris Ivens com o filme Regen (Chuva) é dos primeiros realizadores daquele país.
1930 – América – Irmãos Marx tornam-se um dos expoentes da comédia
- Inglaterra – Anthony Asquith dá inicio ao seu trabalho
1931 – América – Whale faz a primeira versão de Frankenstein1932 – América – W.C. Fields e o seu mundo cómico, Lubitsch começa a fazer cinema na América como Sjöstrom já o havia feito quatro anos antes, sendo que o primeiro começou na Alemanha e o segundo na Suécia, Hawks realiza o filme Scarface
- Áustria – Ophüls e o seu filme Liebelei são dos primeiros neste país.

A partir desta data interrompo e deixo o resto da cronologia para outra altura.

Mil e Uma perguntas que podemos fazer a Jesus Cristo, e que por conservadorismo não fazemos.





A Ti te pergunto, valeu a pena teres morrido por nós?
A Ti te pergunto, valeu a pena sofrer por nós?
A Ti te pergunto. a tua causa vale a pena?
A Ti te pergunto, tiveste oportunidade de escolher ser mártir?
A Ti te pergunto, achas que metade dos que salvaste acreditam verdadeiramente em ti?
A Ti te pergunto, não podias ter seguido outro caminho?
A Ti te pergunto, aquilo por que passaste deveria ser uma lição?
A Ti te pergunto, sendo tu um homem não podes ter errado?
A Ti te pergunto, quem te crucificou? Os Judeus, Fariseus, ou a tua inocência e fé na humanidade?
A Ti pergunto muitas coisas todos os dias, se calhar coisas que não intressa para nada, maior parte coisas sem importância, mas a partir de hoje vou passar a perguntar como Estás, como Te sentes, se se passa algo e perguntar o que posso eu fazer por Ti.
Muitas vezes so Te recorrem em momentos de aflição ou alegria, só Te agradecem e pedem, mas poucas devem ser as pessoas a perguntar o que podem fazer por ti, ou como Tu estás.
E se o Teu Pai tem direito a maiúsculas, Tu também Terás.

domingo, março 14, 2004

MUNCH versus MATISSE


Sinto que estou a ficar velho!


VS