quarta-feira, março 17, 2004

Homenagem aos que lá nasceram e que para lá foram, aos que de lá vieram, e de igual modo também é para os que lá estão.




"Ilha de Moçambique"


Ilha de oiro e angustia
Feita de sol e de prata
Marfim talhado em relíquias
Cobre batido do vento
Num moinho de saudades.

Fortaleza escancarada
A memórias esquecidas...

Senhora do Baluarte velando
As brancas velas do Canal.

Sermões de S. Francisco Xavier
Guardados nas rochas de coral.

Riquexos vagueando ao sol
Brancas praias sonolentas
Enfeitadas de saris e cofios
Brancos, pretos, encarnados

E rostos cor da verdade
De viver num monumento
De prata, de oiro e de cobre
Cobre batido do vento...

Portico dos sonhos, momento
de indias descobertas e vencidas
Monumento, monumento,
De memórias esquecidas...

Além-portas de marfim
Paredes meias com a História
Dentro da fama e memória
Para que nela sempre fique
A Ilha de Moçambique.


Ok que o quadro do Gauguin diz respeito a mulheres no Thaiti, mas ambas as belezas são fácilmente comparáveis.

Tenho de parar com os Speeds.


A caminho de casa afluíram várias ideias para a minha mente, vinham como balas e acabaram por se cravar nos lóbulos do meu cérebro.

Comecei a pensar no que quero da vida. Pensei no que a vida dá. Pensei e já foi bom.
Lembrei-me de coisas que aconteceram nos últimos tempos, aprendemos sempre alguma coisa a recordar. Veio-me à memória as palavras de amigos, comportamentos de conhecidos, acções de figuras públicas, filmes, livros, músicas, quadros, no fundo podemos aprender alguma coisa com tudo.

No fundo temos muito por onde aprender, e muito que aprender, basta procurar essa sede pelo conhecimento.
O conhecimento nunca ocupou espaço, nunca tirou tempo, nunca foi nem nunca será de mais.
O homem é por natureza um ser curioso, sempre com vontade de saber mais, nunca pensando que se pode saber demais. Por acaso era bom que assim fosse.

Há sempre alguém que pensa que já sabe tudo, outros pensam que o que sabem é o suficiente, outros ainda, simplesmente não querem saber. Dou o exemplo de Leonardo Da Vinci, muitos sabem que foi um importante pintor, o certo é que este homem era químico, matemático, literário, carpinteiro, sabia um pouco de tudo, reza na história que era um dos homens mais completos ao nível da matéria do saber. Podia não dominar a filosofia, podia não ser o mais preciso matemático, nem o ter preciosismos literários, podia nem ter um peculiar ouvido para a música, podia ser mediano em todas as artes que dominava, mas era um ser com incrível sede de conhecimento, queria saber um pouco de tudo, aprender um pouco de tudo, queria na sua simplicidade alimentar a sua necessidade de saber. Muitos apenas o recordam como pintor, e foi sem duvida um grande pintor, mas sempre na sua simplicidade, nunca pintou a pensar que passados centenas de anos as suas obras iriam ser alvo de admiração e de valor inestimável, pintava porque gostava do que fazia e não tinha medo de procurar o saber.

Para atingir alguma sapiência, e tudo o mais na vida, precisamos antes de mais estabelecer algumas ideias. O saber nunca é demais, pode magoar, mas magoa mais não saber do que saber, pode dar trabalho, mas dará muito mais trabalho viver na ignorância, pode ser mais cómodo não ter trabalho a satisfazer a vontade de saber variadas coisas, mas não é mais prático e nunca dará a comodidade e segurança de saber que sabemos.

Para atingir o saber é preciso humildade para aprender, calma para captar, serenidade para refletir. Sendo humilde nunca irei dizer que sei tudo ou já sei demais. Tendo calma posso aprender com tudo o que me rodeie, desde simples palavras a espasmos de intelectualidade, desde pequenos feitos a acções imensuráveis, desde aprender com seres humanos ou com simples insetos. Através da serenidade posso reservar sempre um tempo para pensar, refletir em tudo o que captei, transformar um momento numa lição de vida.

Não tenho a menor duvida que a humildade e simplicidade são as muletas da sabedoria.

Já o medo será equivalente ás mazelas que nos fazem precisar de muletas, o homem não deve ter medo a não ser da sua ignorância. Não devemos ter medo de errar, se bem que quanto menos o fizermos melhor, não devemos ter medo de aprender, medo de falhar, medo de saber, medo de tentar, não devemos ter medo de descobrir do que somos capazes. A vontade humana pode impulsionar a nossa capacidade real até a um ponto em que ultrapassamos aquilo que pensávamos que seria o limite. Não devemos ser orgulhosos mas antes orgulharmos-nos de nós próprios se formos capazes de arriscar procurar a sabedoria que nunca é demais.

Podemos dizer que somos bons em alguma coisa, mas não devemos fazer disso um marco e ficar por ai, há sempre muito mais para saber, para fazer, para descobrir. Nunca devemos pensar que atingimos o limite no campo do conhecimento.

O único erro que o homem pode cometer e ter por isso consequências graves, é não ter humildade para admitir que não sabe tudo, que julgou mal, que não é perfeito.

Só quando formos humildes e sinceros conosco próprios é que podemos realmente atingir um nível espiritual e mental capaz de absorver e nutrir sapiência a níveis por nós nunca antes imaginados.

Como nota de despedida, deixo aqui uma frase de um grande amigo. Mesmo que não gostes de uma pessoa, e principalmente eles não gostem de ti, dá-lhes um sorriso sempre que passarem por ti.

De facto não custa nada. Pode parecer hipocrisia, mas não é, é pura confiança no nosso ser.

terça-feira, março 16, 2004

Memorando, avaliar as potencialidades do paint e aprender a usa-lo.






Isto são pequenas coisas que eu faço com o programa Paint, assim gatafunhada que vale mais do que alguma vez irei ganhar na vida.
O que uma pessoa não se dá ao trabalho de fazer no paint para ver se recebe um comentário, já lá vão cinco post's sem ai nem ui.

O Avelino Ferreira Torres da Blogoesfera!


Hoje ouvi de relance o caso da Dra Manuela Fernandes, uma nova comentadora de blogs que anda por ai a causar algum amargo de boca a amigos meus, e a outros nem por isso, não que isto me perturbe, só fico triste por não ser alvo de comentário por parte da Dra Manuela Fernandes.

Será que nem mereço o esforço? Será que não mereço um puxão de orelhas, ou ser chamado de infantil? O problema é que não me calham comentários das senhoras de limpeza de cá do sitio, quanto mais de uma Doutora.
Em primeiro lugar não percebo a necessidade de utilizar o título de Dra nos comentários, já acho mal que esse titulo apareça nos cartões de crédito, vou ao banco e sou tratado por senhor, já o meu pai tem logo um titulo a mais, acho mal e discriminatório.

Oh doutora peço-lhe que não me leve a mal que lhe trate apenas por Manuela.
Acho que não é por não lhe meter o titulo antes do nome que lhe falto ao respeito, e não vale a pena dizer que como tirou o curso tem direito a ter o doutora à frente do nome, isso comigo não resulta, se tirou o curso não foi certamente por isso, mas sim para seu proveito profissional, ético, moral, psicológico, financeiro, humanitário, etc.
Além de que o mais provável é tratar-me por tu, ou por miúdo, ou por infantil, logo trocamos já os galhardetes.

Apesar da história toda e da Manuela ter tratado algumas pessoas com um pouco de intemperança e em tom hostil e desagradável, fazendo comparações entre o meu colega e o Dom Quixote na fase em que ficou esquizofrênico, sendo a Manuela médica devia saber que a esquizofrenia é uma doença de foro psicológico muito desagradável e que causa na pessoa, e nos que estão à sua volta, um mal estar imensurável que não devia ser alvo de “brincadeira”, ou ofensa.

Fora toda essa história gostei da Manuela ter aparecido, fez algumas observações pertinentes, lançou alguns temas interessantes, e apesar da sua abordagem ser um pouco brusca e inoportuna, fiquei a gostar da maneira de discursar, a convicção, a certeza de cada palavra dita, convicta de que detêm a mais pura das verdades em cada coisa que diz, gosto disso, confiança nas suas crenças ou opiniões.

Como é óbvio discordo de algumas coisas, nomeadamente na ideia de maturidade que faz a Manuela. Acho que a maturidade não se quantifica ou qualifica pela idade, pelo sexo, pela religião, pela opção política, mas sim pela experiência.
Uma coisa que não é de igual modo verdadeira é o facto de quanto mais velhos somos, mais maturidade temos, além de termos provas vivas, acho que não é pela quantidade de provas empíricas que passamos que a nossa maturidade aumenta, não é o maior ou menor numero de experiência que nos dá mais ou menos maturidade.

A maturidade é algo que se ganha não com a experiência, mas com a falta de medo de experimentar, é esse não ter medo, a sede de conhecimento, o facto de não ter medo de cometer o erro, a coragem de assumi-lo, o facto de enfrentar os problemas e dificuldades de cabeça erguida, ter opiniões próprias por muito que sejam divergentes da maioria, é assumir as convicções e sabê-las defender, acreditar em nós próprios, isso é que nos dá a maturidade, é assim que a conseguimos alcançar à medida que vamos vivendo.

Opiniões há muitas, todos teem uma opinião sobre um assunto, e a opinião de um carpinteiro não é menos certa ou importante do que a de um advogado, não é a opinião de um adulto que tem mais relevância que a opinião de uma criança, cada um tem as suas opiniões, as suas crenças, por muito que possa parecer inútil ou descabido aos outros, essa convicção essa capacidade de formar uma opinião convicta e cheia de credibilidade na nossa mente, é algo que nos é de direito.

Posso não concordar com as opiniões dos outros, posso aceitá-las, posso negá-las, posso nem ligar, mas nunca posso refutá-las, não posso dizer que não estão correctas, porque se algo que a humanidade tem e luta por ter é o livre arbítrio, a liberdade de escolha, é isso que devemos defender, seja esse livre arbítrio de origem divina ou não, e de tal modo não temos direito nenhum de criticar e deitar abaixo as opiniões dos outros, até porque outra regra inerente na vida é o respeito mutuo, é o respeitar para ser respeitado.

Não concordo com metade das opiniões que vejo todos os dias, muitas delas acho-as descabidas no meu sentido de ver, mas não posso negar que não sou o único a olhar o mundo e a vida, e todos o fazem de modo diferente, há sempre uma percepção diferente de alguma coisa por uma outra pessoa. Mas nem por isso, tenho a razão de condenar uma opinião alheia, tal como tenho o direito de ter as minhas opiniões, e o meu direito acaba quando invado a esfera de direitos dos outros.

Aliás eu por vezes nem concordo com as minhas opiniões, e acho que tenho o direito de fazê-lo, não é por eu próprio por vezes não acreditar em mim que acabo por ser desacreditado perante os olhos do mundo, todos julgamos na medida em que nos sujeitamos a ser julgados, isto nem se prende com a velha máxima da igualdade para todos, prende-se com o facto de ser necessário regras éticas para podermos conviver em sociedade, liberdade de expressão sim, mas desde que não se envolva nas liberdades e direitos das outras pessoas.

Atenção isto é só a minha opinião, faça o favor de atirar as pedras que quiser, só espero que não tenha telhados de vidro.
Sei que não sou o Master_Zica mas se quiser tratar bem esteja à vontade que aqui ninguem morde sem ser atiçado.

segunda-feira, março 15, 2004

Dedicação ás artes! Desde a primeira até à sétima.


Ando numa fase pouco produtiva ao nível de escrita, ou não fosse esta a sexta vez que começo este post.
Por motivos de tal ordem vou escrever neste espaço mais uma gatafunhada qualquer ligada ás artes.
Hoje optei pela 7ª arte, a arte cinematográfica.
Para quem gosta desta arte fica aqui uma pequena cronologia dos momentos mais relevantes da história do cinema.

1895 - França - Irmãos Lumière fazem o seu primeiro filme La sortie des usines (Saída das Fábricas).
1899 - Inglaterra - Inicio da escola de Brighton, documentários e montagens.
1902 - França – Méliès ultrapassa a dezena de filmes tendo começado a carreira em 1896
- América – E.S.Porter realiza o primeiro filme americano de nome The Life of An American Fireman (A Vida de Um Bombeiro Americano)
1906 – França – Méliès Realiza o filme As Quatrocentas Farsas do Diabo - América – Exploração dos desenhos animados
- Itália – Primeiros filmes italianos
1907 – França – Méliès realiza o filme Vinte Mil Léguas Submarinas
- Inglaterra – fim da hegemonia da escola de Brighton
1909 – França – E. Cohl começa com os desenhos animados em França
- América – Griffith realiza os primeiros filmes
- Rússia – Inicio do cinema russo com os primeiros filmes
1910 – França – Destaque da casa Pathé com o teatro filmado
- Escandinávia – Primeiros filmes
- Itália – Moda dos filmes históricos
1911 – França - Surgimento da casa Gaumont
- América – Criação de Hollywood e sistema do vedetismo
- Dinamarca – Primeiros filmes
1912 – América – T. Ince cria o western e Mack Sennett vira-se para a comédia
1913 – Suécia – Sjöstrom começa a carreira
- Rússia – Marionetes de Starevitch
- Itália – Ambrosio realiza o filme Últimos Dias de Pompéia (2ª versão) (a primeira versão é de 1908)
1914 – América – Primeiro filme de Chaplin
- Itália – verismo italiano
1915 – França- Pouctal e o realismo francês
- Itália – Dramas mundanos
- Alemanha – Lubitsch, primeiros filmes alemães
Daqui até 1925 não houve grandes mudanças ou novidades, alguns realizadores novos outros foram se mantendo, nomes como Chaplin, Griffith, Stroheim e C.B. de Mille, todos americanos, Gance, Epstein, Pouctal do lado francês, Lubistsch, Lang, Lupu Pick e Dupont da Alemanha e Europa Central.
1925 – América – Harold Lloyd e um ano mais tarde Harry Langdon lançam-se na comédia.
1927 – América – Allan Crossland realiza o filme The Jazz Singer (O Cantor de Jazz) filme sonoro e Cl. Brown realiza Intruder in Dust um dos primeiros filmes onde contracenou Greta Garbo.
- Inglaterra – Hitchcok aparece no mundo do cinema
- Checoslováquia – Machaty é dos primeiros realizadores
1928 – França – Renoir realiza La petite Marchande d’ allumettes (A Pequena Vendedora de Fósforos).
- América – Walt Disney aparece na cena do cinema com Mickey Mouse
- Holanda – Joris Ivens com o filme Regen (Chuva) é dos primeiros realizadores daquele país.
1930 – América – Irmãos Marx tornam-se um dos expoentes da comédia
- Inglaterra – Anthony Asquith dá inicio ao seu trabalho
1931 – América – Whale faz a primeira versão de Frankenstein1932 – América – W.C. Fields e o seu mundo cómico, Lubitsch começa a fazer cinema na América como Sjöstrom já o havia feito quatro anos antes, sendo que o primeiro começou na Alemanha e o segundo na Suécia, Hawks realiza o filme Scarface
- Áustria – Ophüls e o seu filme Liebelei são dos primeiros neste país.

A partir desta data interrompo e deixo o resto da cronologia para outra altura.

Mil e Uma perguntas que podemos fazer a Jesus Cristo, e que por conservadorismo não fazemos.





A Ti te pergunto, valeu a pena teres morrido por nós?
A Ti te pergunto, valeu a pena sofrer por nós?
A Ti te pergunto. a tua causa vale a pena?
A Ti te pergunto, tiveste oportunidade de escolher ser mártir?
A Ti te pergunto, achas que metade dos que salvaste acreditam verdadeiramente em ti?
A Ti te pergunto, não podias ter seguido outro caminho?
A Ti te pergunto, aquilo por que passaste deveria ser uma lição?
A Ti te pergunto, sendo tu um homem não podes ter errado?
A Ti te pergunto, quem te crucificou? Os Judeus, Fariseus, ou a tua inocência e fé na humanidade?
A Ti pergunto muitas coisas todos os dias, se calhar coisas que não intressa para nada, maior parte coisas sem importância, mas a partir de hoje vou passar a perguntar como Estás, como Te sentes, se se passa algo e perguntar o que posso eu fazer por Ti.
Muitas vezes so Te recorrem em momentos de aflição ou alegria, só Te agradecem e pedem, mas poucas devem ser as pessoas a perguntar o que podem fazer por ti, ou como Tu estás.
E se o Teu Pai tem direito a maiúsculas, Tu também Terás.

domingo, março 14, 2004

MUNCH versus MATISSE


Sinto que estou a ficar velho!


VS

quinta-feira, março 11, 2004

Estado prevenido vale vidas!


Agora Madrid, daqui a uns meses Euro2004. Não tomem medidas de prevenção que já vos digo, o estado português que não se cuide.
E então que vai o Governo fazer como medida de precaução?
Passar multas aos carros armadilhados?
Não gastar dinheiro em detectores de metais para os estádios porque são caros?
Quanto vale uma vida para o Governo?
Vale apenas um voto?
Estados Unidos, Inglaterra, Espanha, Portugal, Iraque, Al Quaeda, terroristas islãmicos, nada se liga?
ETA nunca fez um ataque deste género, nunca alvos cheios de civis,´que me lembro é sempre a alvos políticos, administrativos, e autoridades.
Seja quem for o culpado por tal crime hediondo, procurem os culpados e faça-se justiça, mas atenção, é melhor prevenir para que algo de semelhante não aconteça outra vez.

ATENÇÃO DEIXA PASSAR, COM LICENÇA FAZ FAVOR... (não por acaso não prendeu a tecla do Caps)


RETFICAÇÃO PARA QUE NÃO SE DÊ AZO A ENGANOS, O MEU POST ANTERIOR É DIRIGIDO À MISTERIÓSA SARA.
COM ISTO PRETENDO NÃO CONFUNDIR ESTA SARA COM OUTRA SARA DO BLOG Cacaoccino.
PEÇO AS MINHAS DESCULPAS
(e isto não é costume fazer) À AUTORA DO BLOG Cacaoccino SARA MARTINHO PELA CONFUSÃO GERADA. POR FAVOR PEÇO AOS LEITORES PARA NÃO DAREM LIBERDADE AO SEU ESPíRITO REBELDE E COMEÇAREM A ATIRAR OVOS CONTRA O BLOG DA SARA MARTINHO AKA SARA CACAO ( que por acaso até é um bom blog e um espaço muito engraçado e arranjadinho, e ovos nunca ficou bem com mocca late).
RESOLVIDO O DESENTENDIDO MANTENHO O MEU POST ANTERIOR PARA A SARA (que não a Sara Cacaoccino) POIS FOI MINHA INTENÇÃO COMENTAR O COMENTÁRIO COMENTANDO A MINHA COMENTAÇÃO SOBRE O DIA DA MULHER.

quarta-feira, março 10, 2004

Sara faltou-te um bocadinho assim [ ] para estares lá!


Oh Sara com tanta hostilidade devem ter-te feito algum mal em criança,apesar disso gostei da participação, e fico muito contente por saber que alguém ainda perde tempo a ler o que eu escrevo.

És capaz de ter razão, talvez nem saiba escrever, talvez não seja uma escrita inteligente, mas garanto-te que é a mais pura expressão das minhas ideias e convicções, ao menos deixa me ter crenças elaboradas.

Já vi que és uma pessoa de convicções fortes, e muito liberal, logo tenta liberalizar um pouco a tua mente e leva-a para uma ventura no reino da inteligência, se calhar faz bem.

Quanto ao facto das pessoas serem contraditórias, tens de concordar que em quase tudo na vida há dois pólos, um positivo um negativo, um do contra um do favor, tudo se equilibra, logo é muito fácil uma pessoa se contradizer, porque podes ter várias acepções sobre uma determinada matéria ou assunto, mesmo assim justificando o facto de haver uma linha muito ténue entre o contradizer e o concordar com duas posições, acho que o Master_Zica não se contradisse, e mesmo que o fizesse, exprimia assim a sua ideia no mais verossímil possível, sendo assim sincero e puro no seu maneirismo mental. E não vejo mal nisso. Aliás uma pessoa por se contradizer tanto pode parecer que está errado, como pode estar a ter razão duas vezes, dependendo de quem o lê e que ideias tem.

Espero que continues a participar, de maneira efusiva ou menos efusiva, de maneira mais aguerrida ou mais suave, de maneira mais parcial ou imparcial, mas espero que para a próxima, ou nas próximas vezes, com mais inteligência.

Quanto ao que possa vir a acontecer fico feliz, fico satisfeito por saber que perdes tempo a ler aquilo que consideras uma escrita má, e desnecessária. Conto com a tua participação, porque acho que vale a pena, apesar de achares fraca ou má a minha maneira de escrever, sempre achei piada ao teu elaborado e valoroso comentário.

Até a uma próxima vez.

terça-feira, março 09, 2004

Reclamações?!? É favor mandar por escrito para a seguinte morada ...


Pois é, cá estamos. É a vida. Pois é, pois é. Basta que sim. Está frio não está?

Por acaso está e foi por isso que me constipei, essa é que é a verdade, estou constipado e hoje nem me conseguia levantar, optei por ficar em casa a descansar, dormi o dia quase todo, fiz as devidas pausas para medicação e para as necessidades fisiológicas.

Como não poderia deixar de ser, o dia tornou-se muito enfastiante, cada minuto que passava, em que não tivesse a dormir, eu ficava cada vez mais aborrecido, talvez por não ter nada para fazer, ou por ter o que fazer mas apenas não dispor de paciência para tal, ou então porque já é sintoma de acamados o facto da má disposição se aliar ao aborrecimento.

Como tal, procurei algo para me distrair, algo que não me fizesse deslocar muito, ou que não tivesse muito esforço por causa do corpo dorido, algo principalmente que não me obrigasse a sair de casa.
Procurei e encontrei, mais uma vez algum refugio na Internet, pesquisei algumas páginas, procurei por alguns interesses, muitas das buscas foram infrutíferas, mas la deu para me distrair por um médio-longo espaço de tempo.

Ao navegar na Internet, é impossível não passar os olhos por alguns blog’s habituais, e foi neste fernesim em busca de post’s interessantes que encontrei um (na verdade encontrei mais que um neste e noutro blog) que falava do dia da mulher, e do papel e desempenho da mulher na sociedade mundial de hoje em dia.

Eu por acaso estive para escrever um post sobre as mulheres já uns tempos atrás, mas pensei que deixava para o dia da mulher, depois acabei por não escrever, se calhar era mal interpretado e ainda acabava por ouvir uma data de insultos, visto que hoje em dia acusam-me de ir contra tudo menos a heterossexualidade.

Esse post que li encontra-se neste blog Lienka’s Thought, e aborda certos pontos interessantes sobre a mulher e o seu estatuto nos dias de hoje, está sem duvida bem escrito, apesar de ser escrito por uma mulher de garra, está relativamente imparcial, não muito efusivo, só encontro um problema, quase tudo o que lá se diz é dito de maneira abrasiva, parecendo que não é permitido discordar, mas de facto eu discordo em algumas coisas.

Discordo quando se diz que o dia dos pobres e o dia dos desprotegidos tornam indignificante o facto de haver um dia da mulher, porque num país como o nosso, e num mundo em que a riqueza e a pobreza estão distribuídas numa ratio de 15% para 85%, 15% de população rica e 85% de população pobre, a pobreza abrange a maioria das mulheres e dos homens, logo a percentagem de mulheres e homens é quase do mesmo tamanho que das pessoas “pobres”, logo no dia da mulher são homenageadas em grande percentagem mulheres que simultaneamente são pobres, mas não vejo onde possa haver desprestigio nisso, não compreendo porque motivo a pobreza é algo indigno.

Como segundo ponto, acho que hoje em dia as mulheres já nem procuram a igualdade, acho que as mulheres se obcecaram mais com a supremacia, tornaram-se naquilo contra o qual apregoavam, a busca da igualdade de causa tornou-se numa batalha, em que as conquistas são dispostas como troféus, e todos os exemplos de igualdade que nos apresentam envolve uma situação onde elas consigam estar em vantagem.
Já não é a ideia de semelhança, de igualdade, de igualdade de oportunidades e liberdades que intressa, agora o propósito é mostrar e alcançar a supremacia, agindo tal e qual como a fêmea do louva-a-deus, dando um estilo animalesco.
O facto de os homens se apelidarem de sexo forte é algo falso, o uso dessa expressão raramente é empregue pelo homem hoje em dia, como vemos mais uma vez são as mulheres que empregam e intitulam os homens de sexo forte, talvez ainda com um pós-trauma devido ás perseguições de estilo inquisitório que ocorreram noutros tempos, mas que nos dias de hoje são raras.

Em terceiro lugar, acho que o dia da mulher não é para homenagear as mulheres que sofreram a discriminação ou maus tratos, isso é algo mais típico do dia para odiar os homens, o dia da mulher é antes para homenagear a mulher no seu todo, como ser humano, livre, independente, como uma parte igual ao homem que complementa o grupo social que é a humanidade em si, é para homenagear o facto das mulheres serem os seres que dão vida em conjunto com o homem, são os seres que educam em conjunto com os homens, as mulheres contribuem para a evolução da humanidade com os homens em partes iguais, cada qual tem o seu papel numa tarefa, grande parte das vezes o mesmo papel, outras vezes um papel diferente derivado ás diferentes características, este dia serve para homenagear todas as mulheres, desde as mais conhecidas como por exemplo a Marilyn Monroe, até as cientistas como a Madame Marie Currie, e influentes políticas como Margaret Tatcher, ou até guerreiras como Brites de Almeida.

Outro ponto é o facto de se achar que no interior as mulheres ainda são mais discriminadas, por culpa de uma educação mais conservadora e antiga, mas um facto relevante por vezes é esquecido, se quem ficava em casa a cuidar dos filhos era a mãe, essas ideias discriminatórias muitas vezes partiam das próprias mulheres, da educação que essas proviam aos seus rebentos, e hoje em dia os meios de comunicação social, v.g a televisão, cobrem praticamente toda a extensão territorial de um país, logo não se pode falar na falta de informação, se quiserem culpar algo culpem os meios informativos, mas eles estão lá, agora o certo é que muitas das vezes o acto discriminatório parte das próprias mulheres.

Não percebo depois como é que se pode dizer que as mulheres são obrigadas ao trabalho domestico, hoje em dia isso trata-se de uma opção, e o que não falta são meios legais a proteger esse direito que é o direito de escolha profissional, o certo é que no reino animal normalmente a fêmea ocupa uma posição mais defensiva e caseira, enquanto o macho ocupasse de outras tarefas como alimentação, isto não ocorre em todos os casos mas maioria das vezes assim é, logo é natural, tão natural como a posição que hoje em dia é tomada pelas mulheres, a designada posição da fêmea louva-a-deus que faz “slash” à cabeça do macho depois de ter tido relações, logo é como convém ter esses comportamentos naturais.

Com tanta energia para combater a discriminação, com tanta proteção por parte de organizações não governamentais e governamentais, com a proteção dada pela legislação actual, as mulheres que se deixam discriminar e subjugar, apenas o fazem por medo ou por comodidade, porque hoje em dia não deve haver lugar para vergonha, silêncio, ou solidão, hoje em dia estão criadas ao dispor das mulheres muitos meios de combate à violência doméstica, métodos eficazes, desde meios legais, meios de apoio, e até ensinamento de defesa pessoal que pode ser e deve ser usada em casa no caso de se violar a integridade física, todos esses meios são disponibilizados em maior parte dos paises civilizados, a muitos deles são dado pouco uso, o porquê não sei.

A violência é das principais causas de morte em todo o mundo, desde a violência física até à estupidez que é uma espécie de violência psicológica. Hoje em dia além do facto de morrermos por causa de tudo um pouco, a violência doméstica não é a principal causa de mortes, não é pela violência doméstica que as mulheres apanham o cancro na pele, é por não usarem os devidos cuidados nas praias apenas para ficarem mais morenas, nem o cancro na mama é da culpa da violência, mas muitas das vezes da falta de cuidado na prevenção, o cancro pulmonar é mais uma mostra da igualdade que foi sendo buscada pela mulher, se o homem fumava a mulher também deve fumar, até que os papeis se inverteram e hoje em dia morrem mais mulheres por causa do tabaco do que homens.

Já agora quanto ao dia da mulher, é um dia que foi implementado em primeiro lugar nos Estados Unidos em meados de 1909 era sempre comemorado no ultimo dia de Fevereiro, em 1913 numa conferência mundial das organizações socialistas decorrida na Dinamarca uma revolucionária alemã de nome Clara Zetkin, conhecida pela sua forte convicção feminista, estabeleceu que o Dia Internacional da Mulher devia ser comemorado no dia 8 de Março, só foi proclamado oficialmente, apesar de ser comemorado e aceite em grande parte do mundo desde 19013, em 1975 pelas Nações Unidas. Logo esta homenagem não é assim tão moderna, e a ideia e o propósito muito menos.

Em nota de conclusão acho piada ao facto das mulheres serem as primeiras a se vitimizarem, até podem ir buscar o exemplo de mártires como Madre Teresa, até Joana D’Arc, mas até na Bíblia há o exemplo de grandes “cabras” como Eva , Dalila, e exemplos históricos como Cleópatra, etc.
A verdade é que sobre as mulheres há muito mais que se diga, no fundo escrevi isto tudo, que podem não passar de parvoíces, mas que pelo menos provam que as visões e opiniões, e a maneira de abordar certos assuntos, podem ser das mais variadas.

segunda-feira, março 08, 2004

Desabafos de uma alma atormentada pelo monótono!


Uma verdade, a vida é feita de fases emocionais, de momentos, de vontades.

Em todos esses momentos interagimos com uma data de emoções, acontecimentos que nos envolvem com outras pessoas, com outros sentimentos, temos sempre boas recordações e más recordações, são essas recordações, que guardamos e que mais tarde relembramos,que nos fazem pensar na vida, e recordar as más é sempre mais desagradável que recordar as boas, por muito óbvio que isto seja não é demais frisar a diferença entre as duas, as más recordações são todos os sapos que as circunstancias nos obrigam a engolir, as boas recordações são os momentos em que somos obrigados a acarinhar por motivos de razão naturalmente sentimental.

Infelizmente não escolhemos os momentos para nos recordar das coisas, é verdade que há momentos já padronizados para recordar ou momentos felizes ou momentos tristes, por exemplo estar doente é mais propicio a recordar momentos menos agradáveis.

Muitos desses momentos são coisas que tentamos esquecer, até porque a vida é suposta ser continua, e mais vale preocupar com o que vem à frente do que o já vai lá atrás.

È pena que a vida tenha de ser toda tão equilibrada, embora isso talvez seja o mais favorável, mais vale o seguro que o incerto, mas por muito que o passado seja bom para ser esquecido há momentos que não devemos esquecer , outros não podemos, outros não queremos, e outros não conseguimos. Se há coisa mais fácil na vida é me contradizer facilmente em quer o que seja que eu diga, pois conheço-me e sei os meus pontos fracos, e sei que tudo na vida tem dois pólos, é questão de escolha, de optar por um caminho.

Quando vêem os momentos maus à mente, por muito que nos tentemos livrar deles, temos a tendência para reagir mal, cair em desespero, em raiva, ódio, tristeza, eu tentei evitar isso tudo, tentei ser sincero comigo e com os outros, tentei dar a volta, tentei não reagir mal, mas isso é coisa impossível, enganarmos os nossos sentimentos, mesmo que estejamos a ser sinceros para conosco.

E enveredando o assunto para um exemplo, o que me acontece neste momento é basicamente o mesmo que aconteceria a um guerreiro que lhe sendo pedido que mais não lute, essa mesma pessoa impede-o de pousar a espada, é o comportamento das pessoas para com o guerreiro pedindo ao mesmo tempo que as salve e que as poupe, e que os mate e trucide, é a contradição que me atormenta, é a falta de compreensão, a falta de discernimento nas opções que as pessoas fazem, no fazer e arrepender de modo sucedâneo e repentino, o querer e não querer ao mesmo tempo, o acusar e arrepender no mesmo exacto momento.

Sinto-me perdido, na indecisão dos outros para comigo, para com as suas vidas que interferem com a minha, com os assuntos em que também eu faço parte, em que sou a solução, e sou tratado como a indecisão, sinto-me preso na escolha das pessoas, sinto-me ancorado numa vida que as pessoas criam para mim com os seus jogos, tudo porque me mantenho fiel a mim, tudo porque não quero jogar como todos jogam, tudo por ideais, ou seja lá o que for, há algo que me impede de jogar, de dissimular sentimentos, de dissimular reações, mas tenho consciência de que se jogasse tudo seria mais fácil.

terça-feira, março 02, 2004

Tás dentro, tás fora, tás dentro, tás fora!



Todos os dias há novas modas, novas inovações, modas que voltam a estar em alta, comportamentos alterados, “neocomportamentos”, uma infinidade de novidades e de renovações.
Os tempos mudam, mudam as vontades, mudam os estilos, comportamentos, gostos adquiridos através da publicidade, outros inovadores fornecidos pela Internet, a música dá o mote para novos estilos, o cinema dá a imagem e a ideia de “wannabe”, etc.
Refletindo sobre o que tenho observado nos últimos tempos, proponho a elaboração de uma lista do que está in e o que está out.
O que está IN :
- Cardápios para necrófagos (cada vez mais se fala do tráfico de órgãos, mas ninguém toma medidas, logo os responsáveis por travar este tráfico não fazem mais do que o papel de empregado de mesa)
- Preocupação com o conhecimento sexual dos jovens portugueses (acho que muitos deles teem o sexo na ponta da língua, impulsionador Fernando Rocha)
- A venda de livros em conjunto com revistas, tal como fazem com os DvD’s (mas eu pergunto que raio de livro venderia uma revista como a Maria? O crime do Padre Amaro? E as revistas de decoração? Comentário à mesa da Última Ceia?)
- O uso simultâneo de sabão natural, e pensionistas sorridentes em anúncios de detergentes.
- Clássicos da banda desenhada em filmes (não sei se percebem mas quem é o fachona que se propunha a fazer de Mickey ou de Krazy Kat, já entrar numa reprodução fidedigna de uma obra de Milo Manara eu aceitava)
- Jogadores de Futebol com ar de parvos (Figo nos anúncios, cortes de cabelo do Simão, aspecto do Beto, pose em jogo do Deco)
- Euforia comercial do Euro 2004 (qualquer um dos patrocinadores oficiais do Europeu tem uma promoção e jogada de marketing relacionada com o Euro, desde concorrer ao lugar de puto que dá a mão aos jogadores para entrar em estádio (e o Granja e o Namora ainda não acusaram ninguém), até ao lugar de porta bandeiras)
- Má música no Rock In Rio (Britney Spears , SugaBabes?)
- Produções portuguesas de má qualidade (muitas dessas produções são imitações rascas de produções estrangeiras)

O que está OUT :
- Homens vestidos de mulher no carnaval (não propaguem a sodomia, não façam o Portas feliz)
- os Oscares (deixam de fora o Goodbye Lenine, Rapariga do Brinco de Pérola, 21 Grams)
- As galas da TVI (razões óbvias)
- A TVI (programação, staff, tudo em geral)
- Futebol Português (nem tanto o jogo em si, que disso nem se esperava muito, mas sim mais todo o extra futebol)
- Processo Casa Pia (finalmente já alguém percebeu que deviam ter-se calado desde o inicio)
- O uso de diminutivos nas adjetivações (tontinha, bonitinha, engraçadinha, pokeralinho mas é)
- Bebidas com gás além da cerveja (hoje em dia vai tudo pó ligth, como se isso fosse aliviar a consciência)
- Carros canochas como o Yaris (hoje em dia Portuga que é Portuga deve ter um Scania)
- Anúncios de pensos higiénicos (finalmente alguém percebeu que aquilo era prejudicial à saúde publica mental)
- Bons filmes na Tv (mas também já estava tudo decadente)
- Bragança (lá se foi a gastronomia à conta dos media)
- Os blogs (porra já estou farto desta merda)

O mundo é dos Avelinos!



Dica do dia:
Meninos comam a sopinha ou vem ai o Avelino Ferreira Torres, este até ao Granja pontapeava!

Só uma pergunta, os jornalistas foram pedir a opinião do Presidente da República sobre os acidentes ocorridos, que raio tavam à espera que o Presidente respondesse?
Tão hoje em dia já não se pode dar um pontapé em nada, que já somos hooligans.
Eu por acaso tenho uma lista do que gostava de pontapear, não é muito grande, mas todos os dias renova.
Eu gostava de pontapear:
- O intelecto do Miguel Sousa Tavares
- No casal Mon Cherrie
- No cabelo do Tony Carreira e do José Cid
- Num Renault Megane ou Toyota Yaris
- Na Academia dos Óscar's porque não nomearam o filme Goodbye Lenine para melhor filme estrangeiro
- No George Clooney por entrar no Spy Kid's 3D
- Na faixa de Gaza, tanto na Palestina como em Israel
- Os kits da Sapo ADSL que todos os dias tentam impingir no metro
- No sorriso da Ministra Ferreira Leite
- A candidatura de Santana Lopes à Presidência
- A publicidade do Totta
- No orçamento
- Nos responsáveis pelo Hotmail
- Nas terminologias usadas por alguns políticos
- Na língua portuguesa
- No título de Dr. do Pimenta Machado
- Nos responsáveis pela programação dos canais televisivos portugueses
- E em quem está a ler o Post e a pensar que tudo isto é só garganta

Um dia entro pela vossa casa a dentro com umas socas Holandesas e ai vamos ver quem se ri.

segunda-feira, março 01, 2004

Ólhó BlóGue FresQuinho!



Queria chamar à atenção de um novo blog. O blog Lienka's Thougth, o pensamento de duas Joaninhas, um blog de duas promissoras escritoras, e exímias observadoras e críticas da sociedade. Queria desejar a estas duas aventureiras, a maior das sortes para a caminhada que vão ter de fazer, e para os muitos precalços que irão ter durante o período de existencia do blog, que ultrupassem de melhor maneira todos os momentos, como os bloqueios de escrita, etc.
Para estas duas moçoilas, e amigas, um bem haja, muita boa escrita, e há-des ver Joana que tudo corre pelo melhor, tens o nosso apoio, e qualquer ajuda é só dizer, a gente somos mestres em ofrecer ajuda e não fazer nada.

sábado, fevereiro 21, 2004

Nota de Referência! Indignação, não! Antes sim o repúdio e o nojo incontrolável!



Após ter assistido à entrevista de Pinto da Costa na Sic, fiquei a saber uma coisa, nem só as funerárias e coveiros querem tanto ganhar dinheiro à custa dos mortos.
A morte é um assunto sério e de respeito.
Pinto da Costa, que não tem direito ao titulo de Ser Humano, quanto mais de senhor, devia ter vergonha por se tentar aproveitar da morte de um jovem de 24 anos e com isso tentar ganhar uns cobres, explorando a dor de milhares de pessoas, e a dor intensa dos familiares da vítima.
De um clube onde os casos de desrespeito para com o incidente da morte de Feher, nomeadamente o caso de Mourinho e o jogador do Sporting CP Rui Jorge, e agora Pinto da Costa na sua entrevista na Sic, digo muito sinceramente que tais indíviduos não merecem qualquer respeito, e para eles um bom "Vão à merda".

Já agora, não sei se fui só eu que reparei, mas o Pinto da Costa ficava-lhe bem um casaquinho branco, com mangas nas costas, de sanidade mental já não tem nada, só a inconsciência e senilidade de um ser que já ultrupassou a idade das tartarugas pensionistas.

O prometido é devido!

Este é o suposto comentário que deveria ter sido feito na caixa de comentários do Blog Cronicas dos Post-it no seu post intitulado O grupo - parte II.
Sendo assim, aqui está o prometido comentário e a minha humilde opinião.




Quanto ao caso da escrita, da sua ortografia e gramática, sou apologista dos erros, errar é humano escrever ás vezes também o é, logo não se avalia a boa escrita pela maneira como se escreve, mas antes pela mensagem que se exprime, logo eu poderia trocar as letras de uma plraava, e cntinuoar a ecserver asism que a mneasgem cnotniua a ser perecibda.
Quanto aos ditos grupos, é um assunto delicado para se dissecar, vendo bem a sociedade não passa de um agrupamento, assim sendo podemos dizer que existem grupos na nossa sociedade, quanto ao facto de haver grupos na sociedade nada diz que um grupo seja uma máfia de qualquer tipo de acção ou comportamento humano.
Não acho que a amizade seja posta em grupo ou fora de grupo, a amizade num ser humano é uma relação de ser para ser, uma relação que muitas das vezes nem é bilateral, mas sim unilateral. Como é óbvio posso ter mais do que uma amizade é possível ter um número variado de amigos, pode ser o caso de haver amigos em comum com outros amigos, e sim podemos andar maior parte das vezes em conjunto, primeiro porque somos amigos, segundo porque estamos com as pessoas que nos teem alguma afinidade, terceiro as pessoas juntam-se umas com as outras porque a afinidade que temos com uma pessoa não tem direito de autor, é uma espécie de bem público apesar de ser pessoal de sujeito para sujeito.
Vistas as coisas deste modo, não acredito que a “deambulação” feita à volta do tema “grupos” seja passível de desfrute científico, até acho que acaba por ser uma posição um pouco infantil, a velha história do fumar para intrusão social, a fundação de um grupo? Isso sociologicamente falando é algo suprahumano, é algo inato, a tendência ao ajuntamento, ao agrupamento, à "associação" de seres humanos, de animais, já é anterior ao tabaco, aos bairros, ao álcool destilado.
Será que nunca ocorreu que as pessoas se juntem por não gostarem de estar sozinhas?
Assumo que pertenço a grupos, mas principalmente ao grupo ser humano, ao grupo cidadão mundial, europeu, português, pertenço ao grupo dos estudantes, ao grupo da Faculdade de Direito, faço parte de inúmeros grupos enquanto ser vivo, não tenho o direito de excluir ninguém, não tenho o dever de aceitar alguém, não tenho o dever de escolher, apenas posso julgar quando assim me couber na razão, e estou tão exposto a ser julgado como a julgar, não tenho razão no que digo tal como acho que ninguém tem, apenas partilho de uma opinião que pode ser aceite, negada, elogiada, gozada, mas não refutada, pois não passa de opinião.
Quanto ao assunto versar sobre sentimentos, não me sinto como cobaia, não me agrada o papel, mas isso é só a mim, cada um faz o que quer dentro do respeito pelos outros, eu na minha simples opinião apenas posso achar que a amizade não é possível avaliar, não é quantificada, pode ser qualificada, mas apenas no seu estado mais simples, não julgo que seja razão para estudos, nem para teorias de máfias e rituais de grupos, amizade é algo que se dá de maneira solta sem estar inerente a nada, depois cada um faz o que quer, mas atenção, há sempre consequências em qualquer acto, até nos mais simples.

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Que tudo corra pelo melhor!



Queria fazer destaque para um novo blog na blogoesfera, www.palavra-errante.blogspot.com.
Queria desejar a este cassulo do mundo dos blogs muito sucesso e longo periodo de vida, que não se deixe ir abaixo e que a autora nos continue a habituar à boa escrita do costume.

Boa Sorte

sábado, fevereiro 14, 2004

Assim viro as costas.

Saudações, caros leitores.

A minha presença neste blog foi esporádica... De vez em quando escrevia, outras vezes limitava-me a ler o que os outros escreviam... Foi uma atitude alvo de criticas e aceito-as.
A razão por que entrei neste blog não foi pela qualidade do que escrevo ou pelas ideias que defendo, até porque, como devem ter reparado, o que mais faço são transcrições de excertos de escritos de outras pessoas.
Passei a participar neste blog por razões de «amizade», talvez por isso seja agora pertinente retirar-me. Deixou de fazer sentido a presença de Aquarius.

Escrevo então o meu último post neste blog e como tal queria acabar com palavras minhas...

Durante algum tempo voltei a acreditar na amizade... Numa relação digna do valor absoluto da palavra! Mas erroneamente acreditei em amizades individuais, enquanto o que realmente existia era uma suposta amizade de grupo.

Podia aproveitar este espaço para me explicar, para me desculpar, para dar mil e uma razões, para me justificar... Não farei.
Chamem-lhe orgulho, sentimento dos fracos, chamem-lhe o que quiserem... Sei que a atitude que tomei não foi a mais fácil, talvez nem a mais acertada, mas concerteza a que não me fez passar momentos de cinismo, sentimento que abomino... Assumi o que sinto e virei as costas à «amizade de grupo» que descobri ter-se desmantelado, pelo menos em relação à minha pessoa.

A blogosfera não perde, os outros também não.

Fiz o meu «sacrifício aos mortos» num dia de luto. Fevereiro... Como o dispensava do calendário!

Comigo ficaram os que não me deixaram cair! Os que estiveram lá para me limpar as lágrimas: a eles o meu grande obrigado!
Ao meu lado surgiram os que perceberam a tristeza no meu olhar e me «obrigaram» a sair do meu casulo solitário: a eles o meu grande obrigado!... Porque quem não sabe ler: vê os bonecos!

Tem razão Master_Zica: as pessoas não têm de vir atrás de mim... Mas como já deve ter lido: «É difícil amar as pessoas reais, porque nenhuma pessoa real satisfará as suas expectativas». Provavelmente não satisfiz as suas e como eu, muitos ficaram além das minhas. São as contingências da nossa condição de homens e mulheres imperfeitos. É o reflexo das nossas ilusões, dos nossos castelos no ar, dos nossos olhos vendados...

«Passei a noite a pensar, e, de madrugada, percebi que não sou quem julgava ser... (...) Só é digno de ser amigo de alguém quem de si próprio é amigo (...) Felizmente - felizmente há luar!»

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Receita para um bom português! Não, não é receita de migas.



Exª Srª Ministra,
Vou alterar a minha condição de funcionário público, passando à qualidade de empresa em nome individual (como os taxistas) ou de uma firma do tipo "Jumentos & Consultores Associados Lda"; em vez de vencimento passo a receber contra factura, emitida no fim de cada mês.

Ganha a ministra, ganho eu e o país que se lixe!
Vejamos. Ganha a ministra das Finanças porque:

Fica com um funcionário a menos e livra-se de um futuro pensionista. Poupa no que teria que pagar a uma empresa externa para avaliar o meu desempenho profissional.
Ganha um trabalhador mais produtivo porque a iniciativa privada é, por definição, mais produtiva que o funcionalismo.
Fica com menos um trabalhador que pode fazer greves e reinvidicações.
E ainda dou uma contribuiçãozinha para a secção do PSD da minha Freguesia.

E ganho eu porque:
Deixo de pagar um balúrdio de impostos, pois passo a considerar o salário mínimo para efeitos fiscais e de segurança social.

Vou comprar fraldas, shampoo, papel higiénico, fairy, skip e uma infinidade de outros produtos à Makro que me emite uma factura com a designação genérica de "artigos de limpeza", pelo que contam como custos para a empresa.

Deixo de ter subsídio de almoço, mas todas as refeições passam a ser consideradas despesa da firma.

Compro um BMW em leasing em nome da firma e lanço as facturas do combustível e de manutenção na contabilidade da firma.

Promovo a senhora das limpezas a auxiliar de limpeza da firma.

E, se no fim ainda tiver que pagar impostos não pago, porque três anos depois a senhora ministra adopta um perdão fiscal; nessa ocasião vou ao banco onde tinha depositada a quantia destinada a impostos fico com os
juros e dou o resto à DGCI.

Mas ainda ganho mais:
Em vez de pagar contribuições para a CNP faço aplicações financeiras e obtenho benefícios fiscais se é que ainda tenho IRS para pagar.

Se tiver filhos na universidade eles terão isenção de propinas e direito à bolsa máxima (equivalente ao salário mínimo) e se morar longe da universidade ainda podem beneficiar de um subsídio adicional para alojamento; com essas quantias compro-lhes um carro que tal como o outro será adquirido em nome da firma.

Como se pode ver, só teria a ganhar e, afinal, em Portugal ter prejuízo é
uma bênção de Deus!

Assim dava gosto ser ultra liberal e eu até votava eternamente no partido
da senhora ministra...

Posso dizer que ainda não obtive resposta. Talvez a Manéla não seja assim tão obcecada por ganhar uns trocos a mais.
Bem mas fica aqui uma ideia e ... Viva Portugal..que ganhemos o Euro2004... ai os falsos patriotismos matam-me.