segunda-feira, março 08, 2004
Desabafos de uma alma atormentada pelo monótono!
Uma verdade, a vida é feita de fases emocionais, de momentos, de vontades.
Em todos esses momentos interagimos com uma data de emoções, acontecimentos que nos envolvem com outras pessoas, com outros sentimentos, temos sempre boas recordações e más recordações, são essas recordações, que guardamos e que mais tarde relembramos,que nos fazem pensar na vida, e recordar as más é sempre mais desagradável que recordar as boas, por muito óbvio que isto seja não é demais frisar a diferença entre as duas, as más recordações são todos os sapos que as circunstancias nos obrigam a engolir, as boas recordações são os momentos em que somos obrigados a acarinhar por motivos de razão naturalmente sentimental.
Infelizmente não escolhemos os momentos para nos recordar das coisas, é verdade que há momentos já padronizados para recordar ou momentos felizes ou momentos tristes, por exemplo estar doente é mais propicio a recordar momentos menos agradáveis.
Muitos desses momentos são coisas que tentamos esquecer, até porque a vida é suposta ser continua, e mais vale preocupar com o que vem à frente do que o já vai lá atrás.
È pena que a vida tenha de ser toda tão equilibrada, embora isso talvez seja o mais favorável, mais vale o seguro que o incerto, mas por muito que o passado seja bom para ser esquecido há momentos que não devemos esquecer , outros não podemos, outros não queremos, e outros não conseguimos. Se há coisa mais fácil na vida é me contradizer facilmente em quer o que seja que eu diga, pois conheço-me e sei os meus pontos fracos, e sei que tudo na vida tem dois pólos, é questão de escolha, de optar por um caminho.
Quando vêem os momentos maus à mente, por muito que nos tentemos livrar deles, temos a tendência para reagir mal, cair em desespero, em raiva, ódio, tristeza, eu tentei evitar isso tudo, tentei ser sincero comigo e com os outros, tentei dar a volta, tentei não reagir mal, mas isso é coisa impossível, enganarmos os nossos sentimentos, mesmo que estejamos a ser sinceros para conosco.
E enveredando o assunto para um exemplo, o que me acontece neste momento é basicamente o mesmo que aconteceria a um guerreiro que lhe sendo pedido que mais não lute, essa mesma pessoa impede-o de pousar a espada, é o comportamento das pessoas para com o guerreiro pedindo ao mesmo tempo que as salve e que as poupe, e que os mate e trucide, é a contradição que me atormenta, é a falta de compreensão, a falta de discernimento nas opções que as pessoas fazem, no fazer e arrepender de modo sucedâneo e repentino, o querer e não querer ao mesmo tempo, o acusar e arrepender no mesmo exacto momento.
Sinto-me perdido, na indecisão dos outros para comigo, para com as suas vidas que interferem com a minha, com os assuntos em que também eu faço parte, em que sou a solução, e sou tratado como a indecisão, sinto-me preso na escolha das pessoas, sinto-me ancorado numa vida que as pessoas criam para mim com os seus jogos, tudo porque me mantenho fiel a mim, tudo porque não quero jogar como todos jogam, tudo por ideais, ou seja lá o que for, há algo que me impede de jogar, de dissimular sentimentos, de dissimular reações, mas tenho consciência de que se jogasse tudo seria mais fácil.
terça-feira, março 02, 2004
Tás dentro, tás fora, tás dentro, tás fora!
Todos os dias há novas modas, novas inovações, modas que voltam a estar em alta, comportamentos alterados, “neocomportamentos”, uma infinidade de novidades e de renovações.
Os tempos mudam, mudam as vontades, mudam os estilos, comportamentos, gostos adquiridos através da publicidade, outros inovadores fornecidos pela Internet, a música dá o mote para novos estilos, o cinema dá a imagem e a ideia de “wannabe”, etc.
Refletindo sobre o que tenho observado nos últimos tempos, proponho a elaboração de uma lista do que está in e o que está out.
O que está IN :
- Cardápios para necrófagos (cada vez mais se fala do tráfico de órgãos, mas ninguém toma medidas, logo os responsáveis por travar este tráfico não fazem mais do que o papel de empregado de mesa)
- Preocupação com o conhecimento sexual dos jovens portugueses (acho que muitos deles teem o sexo na ponta da língua, impulsionador Fernando Rocha)
- A venda de livros em conjunto com revistas, tal como fazem com os DvD’s (mas eu pergunto que raio de livro venderia uma revista como a Maria? O crime do Padre Amaro? E as revistas de decoração? Comentário à mesa da Última Ceia?)
- O uso simultâneo de sabão natural, e pensionistas sorridentes em anúncios de detergentes.
- Clássicos da banda desenhada em filmes (não sei se percebem mas quem é o fachona que se propunha a fazer de Mickey ou de Krazy Kat, já entrar numa reprodução fidedigna de uma obra de Milo Manara eu aceitava)
- Jogadores de Futebol com ar de parvos (Figo nos anúncios, cortes de cabelo do Simão, aspecto do Beto, pose em jogo do Deco)
- Euforia comercial do Euro 2004 (qualquer um dos patrocinadores oficiais do Europeu tem uma promoção e jogada de marketing relacionada com o Euro, desde concorrer ao lugar de puto que dá a mão aos jogadores para entrar em estádio (e o Granja e o Namora ainda não acusaram ninguém), até ao lugar de porta bandeiras)
- Má música no Rock In Rio (Britney Spears , SugaBabes?)
- Produções portuguesas de má qualidade (muitas dessas produções são imitações rascas de produções estrangeiras)
O que está OUT :
- Homens vestidos de mulher no carnaval (não propaguem a sodomia, não façam o Portas feliz)
- os Oscares (deixam de fora o Goodbye Lenine, Rapariga do Brinco de Pérola, 21 Grams)
- As galas da TVI (razões óbvias)
- A TVI (programação, staff, tudo em geral)
- Futebol Português (nem tanto o jogo em si, que disso nem se esperava muito, mas sim mais todo o extra futebol)
- Processo Casa Pia (finalmente já alguém percebeu que deviam ter-se calado desde o inicio)
- O uso de diminutivos nas adjetivações (tontinha, bonitinha, engraçadinha, pokeralinho mas é)
- Bebidas com gás além da cerveja (hoje em dia vai tudo pó ligth, como se isso fosse aliviar a consciência)
- Carros canochas como o Yaris (hoje em dia Portuga que é Portuga deve ter um Scania)
- Anúncios de pensos higiénicos (finalmente alguém percebeu que aquilo era prejudicial à saúde publica mental)
- Bons filmes na Tv (mas também já estava tudo decadente)
- Bragança (lá se foi a gastronomia à conta dos media)
- Os blogs (porra já estou farto desta merda)
O mundo é dos Avelinos!
Dica do dia:
Meninos comam a sopinha ou vem ai o Avelino Ferreira Torres, este até ao Granja pontapeava!
Só uma pergunta, os jornalistas foram pedir a opinião do Presidente da República sobre os acidentes ocorridos, que raio tavam à espera que o Presidente respondesse?
Tão hoje em dia já não se pode dar um pontapé em nada, que já somos hooligans.
Eu por acaso tenho uma lista do que gostava de pontapear, não é muito grande, mas todos os dias renova.
Eu gostava de pontapear:
- O intelecto do Miguel Sousa Tavares
- No casal Mon Cherrie
- No cabelo do Tony Carreira e do José Cid
- Num Renault Megane ou Toyota Yaris
- Na Academia dos Óscar's porque não nomearam o filme Goodbye Lenine para melhor filme estrangeiro
- No George Clooney por entrar no Spy Kid's 3D
- Na faixa de Gaza, tanto na Palestina como em Israel
- Os kits da Sapo ADSL que todos os dias tentam impingir no metro
- No sorriso da Ministra Ferreira Leite
- A candidatura de Santana Lopes à Presidência
- A publicidade do Totta
- No orçamento
- Nos responsáveis pelo Hotmail
- Nas terminologias usadas por alguns políticos
- Na língua portuguesa
- No título de Dr. do Pimenta Machado
- Nos responsáveis pela programação dos canais televisivos portugueses
- E em quem está a ler o Post e a pensar que tudo isto é só garganta
Um dia entro pela vossa casa a dentro com umas socas Holandesas e ai vamos ver quem se ri.
segunda-feira, março 01, 2004
Ólhó BlóGue FresQuinho!
Queria chamar à atenção de um novo blog. O blog Lienka's Thougth, o pensamento de duas Joaninhas, um blog de duas promissoras escritoras, e exímias observadoras e críticas da sociedade. Queria desejar a estas duas aventureiras, a maior das sortes para a caminhada que vão ter de fazer, e para os muitos precalços que irão ter durante o período de existencia do blog, que ultrupassem de melhor maneira todos os momentos, como os bloqueios de escrita, etc.
Para estas duas moçoilas, e amigas, um bem haja, muita boa escrita, e há-des ver Joana que tudo corre pelo melhor, tens o nosso apoio, e qualquer ajuda é só dizer, a gente somos mestres em ofrecer ajuda e não fazer nada.
sábado, fevereiro 21, 2004
Nota de Referência! Indignação, não! Antes sim o repúdio e o nojo incontrolável!
Após ter assistido à entrevista de Pinto da Costa na Sic, fiquei a saber uma coisa, nem só as funerárias e coveiros querem tanto ganhar dinheiro à custa dos mortos.
A morte é um assunto sério e de respeito.
Pinto da Costa, que não tem direito ao titulo de Ser Humano, quanto mais de senhor, devia ter vergonha por se tentar aproveitar da morte de um jovem de 24 anos e com isso tentar ganhar uns cobres, explorando a dor de milhares de pessoas, e a dor intensa dos familiares da vítima.
De um clube onde os casos de desrespeito para com o incidente da morte de Feher, nomeadamente o caso de Mourinho e o jogador do Sporting CP Rui Jorge, e agora Pinto da Costa na sua entrevista na Sic, digo muito sinceramente que tais indíviduos não merecem qualquer respeito, e para eles um bom "Vão à merda".
Já agora, não sei se fui só eu que reparei, mas o Pinto da Costa ficava-lhe bem um casaquinho branco, com mangas nas costas, de sanidade mental já não tem nada, só a inconsciência e senilidade de um ser que já ultrupassou a idade das tartarugas pensionistas.
O prometido é devido!
Este é o suposto comentário que deveria ter sido feito na caixa de comentários do Blog Cronicas dos Post-it no seu post intitulado O grupo - parte II.
Sendo assim, aqui está o prometido comentário e a minha humilde opinião.
Quanto ao caso da escrita, da sua ortografia e gramática, sou apologista dos erros, errar é humano escrever ás vezes também o é, logo não se avalia a boa escrita pela maneira como se escreve, mas antes pela mensagem que se exprime, logo eu poderia trocar as letras de uma plraava, e cntinuoar a ecserver asism que a mneasgem cnotniua a ser perecibda.
Quanto aos ditos grupos, é um assunto delicado para se dissecar, vendo bem a sociedade não passa de um agrupamento, assim sendo podemos dizer que existem grupos na nossa sociedade, quanto ao facto de haver grupos na sociedade nada diz que um grupo seja uma máfia de qualquer tipo de acção ou comportamento humano.
Não acho que a amizade seja posta em grupo ou fora de grupo, a amizade num ser humano é uma relação de ser para ser, uma relação que muitas das vezes nem é bilateral, mas sim unilateral. Como é óbvio posso ter mais do que uma amizade é possível ter um número variado de amigos, pode ser o caso de haver amigos em comum com outros amigos, e sim podemos andar maior parte das vezes em conjunto, primeiro porque somos amigos, segundo porque estamos com as pessoas que nos teem alguma afinidade, terceiro as pessoas juntam-se umas com as outras porque a afinidade que temos com uma pessoa não tem direito de autor, é uma espécie de bem público apesar de ser pessoal de sujeito para sujeito.
Vistas as coisas deste modo, não acredito que a “deambulação” feita à volta do tema “grupos” seja passível de desfrute científico, até acho que acaba por ser uma posição um pouco infantil, a velha história do fumar para intrusão social, a fundação de um grupo? Isso sociologicamente falando é algo suprahumano, é algo inato, a tendência ao ajuntamento, ao agrupamento, à "associação" de seres humanos, de animais, já é anterior ao tabaco, aos bairros, ao álcool destilado.
Será que nunca ocorreu que as pessoas se juntem por não gostarem de estar sozinhas?
Assumo que pertenço a grupos, mas principalmente ao grupo ser humano, ao grupo cidadão mundial, europeu, português, pertenço ao grupo dos estudantes, ao grupo da Faculdade de Direito, faço parte de inúmeros grupos enquanto ser vivo, não tenho o direito de excluir ninguém, não tenho o dever de aceitar alguém, não tenho o dever de escolher, apenas posso julgar quando assim me couber na razão, e estou tão exposto a ser julgado como a julgar, não tenho razão no que digo tal como acho que ninguém tem, apenas partilho de uma opinião que pode ser aceite, negada, elogiada, gozada, mas não refutada, pois não passa de opinião.
Quanto ao assunto versar sobre sentimentos, não me sinto como cobaia, não me agrada o papel, mas isso é só a mim, cada um faz o que quer dentro do respeito pelos outros, eu na minha simples opinião apenas posso achar que a amizade não é possível avaliar, não é quantificada, pode ser qualificada, mas apenas no seu estado mais simples, não julgo que seja razão para estudos, nem para teorias de máfias e rituais de grupos, amizade é algo que se dá de maneira solta sem estar inerente a nada, depois cada um faz o que quer, mas atenção, há sempre consequências em qualquer acto, até nos mais simples.
Sendo assim, aqui está o prometido comentário e a minha humilde opinião.
Quanto ao caso da escrita, da sua ortografia e gramática, sou apologista dos erros, errar é humano escrever ás vezes também o é, logo não se avalia a boa escrita pela maneira como se escreve, mas antes pela mensagem que se exprime, logo eu poderia trocar as letras de uma plraava, e cntinuoar a ecserver asism que a mneasgem cnotniua a ser perecibda.
Quanto aos ditos grupos, é um assunto delicado para se dissecar, vendo bem a sociedade não passa de um agrupamento, assim sendo podemos dizer que existem grupos na nossa sociedade, quanto ao facto de haver grupos na sociedade nada diz que um grupo seja uma máfia de qualquer tipo de acção ou comportamento humano.
Não acho que a amizade seja posta em grupo ou fora de grupo, a amizade num ser humano é uma relação de ser para ser, uma relação que muitas das vezes nem é bilateral, mas sim unilateral. Como é óbvio posso ter mais do que uma amizade é possível ter um número variado de amigos, pode ser o caso de haver amigos em comum com outros amigos, e sim podemos andar maior parte das vezes em conjunto, primeiro porque somos amigos, segundo porque estamos com as pessoas que nos teem alguma afinidade, terceiro as pessoas juntam-se umas com as outras porque a afinidade que temos com uma pessoa não tem direito de autor, é uma espécie de bem público apesar de ser pessoal de sujeito para sujeito.
Vistas as coisas deste modo, não acredito que a “deambulação” feita à volta do tema “grupos” seja passível de desfrute científico, até acho que acaba por ser uma posição um pouco infantil, a velha história do fumar para intrusão social, a fundação de um grupo? Isso sociologicamente falando é algo suprahumano, é algo inato, a tendência ao ajuntamento, ao agrupamento, à "associação" de seres humanos, de animais, já é anterior ao tabaco, aos bairros, ao álcool destilado.
Será que nunca ocorreu que as pessoas se juntem por não gostarem de estar sozinhas?
Assumo que pertenço a grupos, mas principalmente ao grupo ser humano, ao grupo cidadão mundial, europeu, português, pertenço ao grupo dos estudantes, ao grupo da Faculdade de Direito, faço parte de inúmeros grupos enquanto ser vivo, não tenho o direito de excluir ninguém, não tenho o dever de aceitar alguém, não tenho o dever de escolher, apenas posso julgar quando assim me couber na razão, e estou tão exposto a ser julgado como a julgar, não tenho razão no que digo tal como acho que ninguém tem, apenas partilho de uma opinião que pode ser aceite, negada, elogiada, gozada, mas não refutada, pois não passa de opinião.
Quanto ao assunto versar sobre sentimentos, não me sinto como cobaia, não me agrada o papel, mas isso é só a mim, cada um faz o que quer dentro do respeito pelos outros, eu na minha simples opinião apenas posso achar que a amizade não é possível avaliar, não é quantificada, pode ser qualificada, mas apenas no seu estado mais simples, não julgo que seja razão para estudos, nem para teorias de máfias e rituais de grupos, amizade é algo que se dá de maneira solta sem estar inerente a nada, depois cada um faz o que quer, mas atenção, há sempre consequências em qualquer acto, até nos mais simples.
quinta-feira, fevereiro 19, 2004
Que tudo corra pelo melhor!
Queria fazer destaque para um novo blog na blogoesfera, www.palavra-errante.blogspot.com.
Queria desejar a este cassulo do mundo dos blogs muito sucesso e longo periodo de vida, que não se deixe ir abaixo e que a autora nos continue a habituar à boa escrita do costume.
Boa Sorte
sábado, fevereiro 14, 2004
Assim viro as costas.
Saudações, caros leitores.
A minha presença neste blog foi esporádica... De vez em quando escrevia, outras vezes limitava-me a ler o que os outros escreviam... Foi uma atitude alvo de criticas e aceito-as.
A razão por que entrei neste blog não foi pela qualidade do que escrevo ou pelas ideias que defendo, até porque, como devem ter reparado, o que mais faço são transcrições de excertos de escritos de outras pessoas.
Passei a participar neste blog por razões de «amizade», talvez por isso seja agora pertinente retirar-me. Deixou de fazer sentido a presença de Aquarius.
Escrevo então o meu último post neste blog e como tal queria acabar com palavras minhas...
Durante algum tempo voltei a acreditar na amizade... Numa relação digna do valor absoluto da palavra! Mas erroneamente acreditei em amizades individuais, enquanto o que realmente existia era uma suposta amizade de grupo.
Podia aproveitar este espaço para me explicar, para me desculpar, para dar mil e uma razões, para me justificar... Não farei.
Chamem-lhe orgulho, sentimento dos fracos, chamem-lhe o que quiserem... Sei que a atitude que tomei não foi a mais fácil, talvez nem a mais acertada, mas concerteza a que não me fez passar momentos de cinismo, sentimento que abomino... Assumi o que sinto e virei as costas à «amizade de grupo» que descobri ter-se desmantelado, pelo menos em relação à minha pessoa.
A blogosfera não perde, os outros também não.
Fiz o meu «sacrifício aos mortos» num dia de luto. Fevereiro... Como o dispensava do calendário!
Comigo ficaram os que não me deixaram cair! Os que estiveram lá para me limpar as lágrimas: a eles o meu grande obrigado!
Ao meu lado surgiram os que perceberam a tristeza no meu olhar e me «obrigaram» a sair do meu casulo solitário: a eles o meu grande obrigado!... Porque quem não sabe ler: vê os bonecos!
Tem razão Master_Zica: as pessoas não têm de vir atrás de mim... Mas como já deve ter lido: «É difícil amar as pessoas reais, porque nenhuma pessoa real satisfará as suas expectativas». Provavelmente não satisfiz as suas e como eu, muitos ficaram além das minhas. São as contingências da nossa condição de homens e mulheres imperfeitos. É o reflexo das nossas ilusões, dos nossos castelos no ar, dos nossos olhos vendados...
«Passei a noite a pensar, e, de madrugada, percebi que não sou quem julgava ser... (...) Só é digno de ser amigo de alguém quem de si próprio é amigo (...) Felizmente - felizmente há luar!»
A minha presença neste blog foi esporádica... De vez em quando escrevia, outras vezes limitava-me a ler o que os outros escreviam... Foi uma atitude alvo de criticas e aceito-as.
A razão por que entrei neste blog não foi pela qualidade do que escrevo ou pelas ideias que defendo, até porque, como devem ter reparado, o que mais faço são transcrições de excertos de escritos de outras pessoas.
Passei a participar neste blog por razões de «amizade», talvez por isso seja agora pertinente retirar-me. Deixou de fazer sentido a presença de Aquarius.
Escrevo então o meu último post neste blog e como tal queria acabar com palavras minhas...
Durante algum tempo voltei a acreditar na amizade... Numa relação digna do valor absoluto da palavra! Mas erroneamente acreditei em amizades individuais, enquanto o que realmente existia era uma suposta amizade de grupo.
Podia aproveitar este espaço para me explicar, para me desculpar, para dar mil e uma razões, para me justificar... Não farei.
Chamem-lhe orgulho, sentimento dos fracos, chamem-lhe o que quiserem... Sei que a atitude que tomei não foi a mais fácil, talvez nem a mais acertada, mas concerteza a que não me fez passar momentos de cinismo, sentimento que abomino... Assumi o que sinto e virei as costas à «amizade de grupo» que descobri ter-se desmantelado, pelo menos em relação à minha pessoa.
A blogosfera não perde, os outros também não.
Fiz o meu «sacrifício aos mortos» num dia de luto. Fevereiro... Como o dispensava do calendário!
Comigo ficaram os que não me deixaram cair! Os que estiveram lá para me limpar as lágrimas: a eles o meu grande obrigado!
Ao meu lado surgiram os que perceberam a tristeza no meu olhar e me «obrigaram» a sair do meu casulo solitário: a eles o meu grande obrigado!... Porque quem não sabe ler: vê os bonecos!
Tem razão Master_Zica: as pessoas não têm de vir atrás de mim... Mas como já deve ter lido: «É difícil amar as pessoas reais, porque nenhuma pessoa real satisfará as suas expectativas». Provavelmente não satisfiz as suas e como eu, muitos ficaram além das minhas. São as contingências da nossa condição de homens e mulheres imperfeitos. É o reflexo das nossas ilusões, dos nossos castelos no ar, dos nossos olhos vendados...
«Passei a noite a pensar, e, de madrugada, percebi que não sou quem julgava ser... (...) Só é digno de ser amigo de alguém quem de si próprio é amigo (...) Felizmente - felizmente há luar!»
quarta-feira, fevereiro 11, 2004
Receita para um bom português! Não, não é receita de migas.
Exª Srª Ministra,
Vou alterar a minha condição de funcionário público, passando à qualidade de empresa em nome individual (como os taxistas) ou de uma firma do tipo "Jumentos & Consultores Associados Lda"; em vez de vencimento passo a receber contra factura, emitida no fim de cada mês.
Ganha a ministra, ganho eu e o país que se lixe!
Vejamos. Ganha a ministra das Finanças porque:
Fica com um funcionário a menos e livra-se de um futuro pensionista. Poupa no que teria que pagar a uma empresa externa para avaliar o meu desempenho profissional.
Ganha um trabalhador mais produtivo porque a iniciativa privada é, por definição, mais produtiva que o funcionalismo.
Fica com menos um trabalhador que pode fazer greves e reinvidicações.
E ainda dou uma contribuiçãozinha para a secção do PSD da minha Freguesia.
E ganho eu porque:
Deixo de pagar um balúrdio de impostos, pois passo a considerar o salário mínimo para efeitos fiscais e de segurança social.
Vou comprar fraldas, shampoo, papel higiénico, fairy, skip e uma infinidade de outros produtos à Makro que me emite uma factura com a designação genérica de "artigos de limpeza", pelo que contam como custos para a empresa.
Deixo de ter subsídio de almoço, mas todas as refeições passam a ser consideradas despesa da firma.
Compro um BMW em leasing em nome da firma e lanço as facturas do combustível e de manutenção na contabilidade da firma.
Promovo a senhora das limpezas a auxiliar de limpeza da firma.
E, se no fim ainda tiver que pagar impostos não pago, porque três anos depois a senhora ministra adopta um perdão fiscal; nessa ocasião vou ao banco onde tinha depositada a quantia destinada a impostos fico com os
juros e dou o resto à DGCI.
Mas ainda ganho mais:
Em vez de pagar contribuições para a CNP faço aplicações financeiras e obtenho benefícios fiscais se é que ainda tenho IRS para pagar.
Se tiver filhos na universidade eles terão isenção de propinas e direito à bolsa máxima (equivalente ao salário mínimo) e se morar longe da universidade ainda podem beneficiar de um subsídio adicional para alojamento; com essas quantias compro-lhes um carro que tal como o outro será adquirido em nome da firma.
Como se pode ver, só teria a ganhar e, afinal, em Portugal ter prejuízo é
uma bênção de Deus!
Assim dava gosto ser ultra liberal e eu até votava eternamente no partido
da senhora ministra...
Posso dizer que ainda não obtive resposta. Talvez a Manéla não seja assim tão obcecada por ganhar uns trocos a mais.
Bem mas fica aqui uma ideia e ... Viva Portugal..que ganhemos o Euro2004... ai os falsos patriotismos matam-me.
A amizade dos materialistas de hoje em dia!
Zé: A bênção, padre.
Padre: Deus te abençoe, meu filho.
Zé: Padre, lembra-se do João?
Padre: É claro, meu filho.
Zé: O João faleceu.
Padre: Que pena! Morreu de quê?
Zé: Moro numa rua sem saída, sendo a minha casa a última. Ele desceu a
rua com o carro e bateu no muro da minha casa.
Padre: Coitado! Morreu de acidente.
Zé: Não! Ele bateu com o carro e voou pela janela, caindo dentro do meu
quarto onde bateu com a cabeça no meu guarda-roupa de madeira.
Padre: Que tragédia! Morreu de traumatismo craniano.
Zé: Não! Ele tentou levantar-se pegando na maçaneta da porta do meu
quarto, que se soltou e fez com que ele caísse pelas escadas abaixo.
Padre: Que pena! Morreu de fracturas múltiplas.
Zé: Não! Depois de cair pelas escadas abaixo, ele bateu no frigorífico,
que caiu em cima dele.
Padre: Coitado! Morreu esmagado.
Zé: Não! Ele tentou levantar-se e bateu com as costas no fogão, onde
estava sopa a ferver, que caiu em cima dele.
Padre: Que tragédia! Morreu desfigurado.
Zé: Não! Desesperado, saiu a correr, tropeçou no cão e foi contra a
caixa de electricidade.
Padre: Que pena! Morreu electrocutado.
Zé: Não! Morreu depois de eu lhe dar dois tiros.
Padre: Filho, matas-te o João!?
Zé: Sim! Ele estava a destruir a minha casa...
Pois assim é a amizade hoje em dia, "nós primeiro, nós primeiro, nós primeiro, e que tem os outros?"
Apesar do texto ser fantasioso e com o propósito a fazer rir, a mim só confirma como a fantasia hoje em dia se torna realidade, cada vez mais as pessoas fazem uso da velha máxima "amigos, amigos, negócios à parte".
É mau ver como muita coisa se tornou, como já não podemos contar com a ajuda daqueles a quem sempre confiamos, seria injusto se não mencionasse que à amigos que nunca nos dão o tiro, já há outros que além disso tentam ficar com o nosso escalpe. Ai, estes post's em misto de quente e frio!
segunda-feira, fevereiro 09, 2004
Não me intressa o que estejas a sofrer, também não quiseste saber quando me magoaste.
Muitas vezes as pessoas estão de cabeça quente e dizem coisas que não queriam mas que sentem, neste momento sou uma dessas pessoas, não quero dizer o que sinto.
Geralmente sou daquelas pessoas que se calam, que evitam magoar ou magoar-se com o que quer que seja que se possa proferir, hoje me mantenho fiel aos meus sentimentos, postulo aqui os mais puros sentimentos nutridos neste momento, sobreponho-os à razão, aos conselhos em contrario, a todos os outros princípios que me levariam a agir em contrario.
Perdeste a razão quando me julgaste, perdeste a razão quando me magoaste,
perdeste a razão quando me rotulaste de culpado sendo eu inocente.
Perdeste a razão quando me abandonaste, quando me tentaste enganar, perdeste a razão quando não deste valor aos meus sentimentos.
Perdeste a razão quando tentei ajudar e não negaste, em vez disso ignoraste-me.
Perdeste a razão ao por à frente de sentimentos tão fortes como a amizade o orgulho dos fracos.
Perdeste a razão quando te tornaste naquilo que nunca pensei que fosses.
Perdeste a razão quando me viraste a cara quando ia ceder aos teus caprichos, mesmo contra a minha vontade.
Perdeste a razão quando meteste em causa a palavra dos outros, quando me obrigaste a escolher em quem acreditar, quando um “gosto de ti” não fui suficiente para saberes que era eu, e por isso mandares-me à merda.
Perdeste a razão quando te deram a mão e esnobaste a ajuda de alguém para quem tu eras muito.
Perdeste a razão quando pensaste que eu era apenas outro, que me ia deixar ser pisado.
Perdeste a razão quando abusaste dos meus sentimentos, quando nem me quiseste ouvir, quando eu tinha a vontade de ajudar.
Perdeste a razão quando me fizeste proteger-te perante os outros, ou isso se calhar foi um erro meu, mas ao menos fizeste me querer que valia a pena.
Perdeste a razão no meio do assunto todo por palavras que não devias ter dito, não sei se querias dizê-las mas disseste, perdeste a razão quando nem olhaste para ver a quem as estavas a dizer.
Perdeste a razão no assunto todo, da maneira que agiste, perdeste. Se calhar, se isso te interessa, perdeste muito mais do que pensas, por muitas razões e desculpas que tenhas, nenhuma delas se encaixa no abuso que fizeste, e de certeza não és tu a quem iria deixar que gozasses com os meus sentimentos.
Para não haver culpados e dedos apontados a só uma pessoa, eu também posso errar, e de certo o faço dizendo o que disse, mas tinha de me manter fiel aos meus sentimentos visto que deles só abusam, e sendo assim também eu perco a razão quando digo deixa-me.
domingo, fevereiro 08, 2004
A evolução dos tempos, o atrofio das mentalidades.
Algures em 2015, o cidadão passa a ser um byte de uma grande rede de informação.
Telefonista : "Pizza Hut, Bom dia."
Cliente : "Bom dia, quero encomendar uma pizza sff"
Telefonista: " Pode me dar o seu NIDN,sff ?"
Cliente : " Com certeza, o meu número de identificação nacional, é 6102049998-45-54610."
Telefonista : "Muito obrigado Sr Kerry.A sua morada é 1742 Meadowland Drive, e o seu número de telefone é 494-2366, o seu número no escritório da Lincoln Insurance é o 745-2302 e o seu portátil é 266-2566. De que número o Sr ligou ?"
Cliente : "Euh ? Estou em casa. Onde foi buscar essas informações todas ?"
Telefonista : "Nós estamos ligados em rede ao Sistema."
Cliente : (Suspiro) "Ai sim ! Eu queria encomendar duas pizzas com extra queijo e camarão..."
Telefonista: "É capaz de não ser boa ideia."
Cliente : "Desculpe!!! ?"
Telefonista : "Consta na sua ficha médica que sofre de hipertensão e de um nível muito alto de colesterol, além disso o seu seguro de vida desaconselha vivamente escolhas perigosas para a sua saúde."
Cliente : "Pois é ...tem razão! O que é que me propõe ?"
Telefonista: "Porquê que não experimenta a nossa pizza Light com iogurte de >soja, tenho a certeza que vai adorar."
Cliente : "Como é que sabe que vou adorar!!!?
Telefonista: "O Sr. consultou o site "Recette Gourmandes au Soja´´na bibliotéteca municipal dia 15/01 às 14h32 onde permaneceu ligado à rede durante 36 minutos, daí a minha sugestão."
Cliente : "Pronto está bem!. Dê me duas pizzas familiares, quanto é?"
Telefonista: "É a escolha certa para si , a sua esposa e respectivos 4 filhos, são 49,99 $."
Cliente : "Quer o meu número de cartão de crédito?"
Telefonista : "Lamento mas vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado"
Cliente : "Não faz mal eu vou ao multibanco levantar dinheiro antes que chegue a pizza."
Telefonista : "Dúvido que dê. Tem a conta a descoberto."
Cliente : "Meta-se na sua vida. Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam ?"
Telefonista : "Estamos um pouco atrasados. Daqui a 45 minutos serão entregues. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, só que
transportar duas pizzas de mota não é aconselhável além de ser perigoso"
Cliente : "Mas que raio de história é esta, como é que sabe que tenho uma mota ?"
Telefonista : "Peço desculpa, apenas reparei que não tinha pago as prestações do carro e que ele foi penhorado. Mas a sua Harley está paga. Daí pensei que fosse utilizala"
Cliente : "@#%/$@&?#!"
Telefonista : "Agradeço que não me insulte... não se esqueça que já foi condenado em Julho de 2009 por Insulto a Agente na via pública"
Cliente : (Silêncio)
Telefonista : "Mais alguma coisa! ?"
Cliente : "Não é tudo...não espere..não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção"
Telefonista : "Peço imensa desculpa, mas o regulamento da nossa promoção descrito no art.3/12 proíbe-nos de enviar bebidas com açucar a pessoas diabéticas."
Quem pode dize que a tecnologia e curiosidade do ser humano não é uma coisa maravilhosa, ora se a Ministra das Finanças apanha a ideia.
Privacidade hoje em dia é como se escreve em latim, palavra morta. Quando falta o respeito pela privacidade dá-se azo a estas pequenas evoluções tecnológicas, porque a nivel de mentalidades continuamos os mesmos.
Oh Mundo, quanto mais me bates, mais gozo de ti!
Quantas vezes, quantas vezes interrogo-me do sentido deste mundo.
Sou eu que devo encontrar o sentido, se devo dar um sentido à vida, ou se já há um sentido predefinido, se já tenho objectivos patenteados pelo destino.
Quanto mais a vida corre mais a vida cansa, quanto mais me questiono mais esgoto a paciência inerte na curiosidade de saber o que é a vida.
Sou novo, muito novo até, mas com idade suficiente para questionar o propósito desta vida em sociedade, não questiono o facto de termos de viver em sociedade, até porque não fui feito para viver sozinho, tenho os meus momentos mas nada mais que isso.
Questiono o porquê da sociedade estruturada deste modo, porquê todo o stress, porquê o aumento das doenças, será que caminhamos para uma peste negra moderna, numa sociedade onde aumentam as doenças neurológicas, cardíacas, cancerígenas.
Eu penso que sempre houve doenças deste tipo, só que hoje em dia há maneira de combater, ou talvez não, talvez pensemos que há mas no fundo não conseguimos escapar.
Acho que a vida, nem digo tanto, talvez os anos são feitos de fases, fases de humor, de gosto musical, de tacto literário, de mudanças repentinas, no constante muda e volta atrás, hoje o mundo parece-me tão complicado por vezes.
Eu sou o apologista do vive e deixa viver, do ir na onda da vida, deixar me levar no momento sem pensar no depois, degustar a vida até ao ultimo travo, sou aquele que defende a frontalidade e emocionalidade momentânea, gosto de reações puras, mas por outro lado não consigo deixar muitas vezes de ser um calculista, isso faz-me lembrar que também defendo o equilíbrio em tudo na vida, mas não é isso que interessa.
Quando disse, um pouco atrás, que o mundo de hoje me parece tão complicado, não estou a querer dizer que tenha vivido em alguma época diferente, eu ate hoje ainda nem gozo de duas décadas, nasci a meio dos anos 80, e até hoje socialmente a vida nunca foi muito diferente, não passei por nenhuma grande mudança, mas já vivi tempos menos complicados que os de hoje, vivi esses anos nesses mesmos anos 80, inicio dos 90, vivi enquanto era criança.
Não digo que hoje não o seja, alias sinto isso, sinto aquela infantilidade em mim de querer sempre explorar, a curiosidade, a maneira desprendida como consigo me exprimir para os outros, e acho que essa infantilidade, esse espírito de criança que guardei em mim é importante para saber viver.
Quando era criança, por volta dos meus 4 ou 5 anos de idade, eu era sossegado, nunca fui de arranjar muita confusão, nem fazer muito barulho e berrar, sempre fui sossegado, até a uns dias atrás a minha mãe disse-me que ficava horas a olhar para uma parede vazia, de um branco profundo e vazio, e se calhar sei porquê.
Eu nessa idade tinha o meu mundo, um mundo pequenino dentro de uma bolha azul, tipo uma bolha de sabão, mundo leve, despreocupado, era muito volátil, o azul expandia até aos infinitos, era tudo tão calmo e ao mesmo tempo alegre, os gritos de felicidade que ouvi nesse mundo não eram agudos nem graves demais, eram melodiosos, distantes mas melodiosos.
Acho que é assim que uma criança vê o mundo, de forma despreocupada, inocente, mas com consciência, a tentar apreender tudo o que pode ao observar os outros, que visão mais pura do que o modo despreocupado como via o mundo em criança.
Os sorrisos de quem fez asneira, um sorriso inocente de quem pede desculpa sentindo, sem medo das consequências, porque está pronto a assumi-las, a mentira inocente, em criança quase tudo se torna inocente e despreocupado, até quando magoamos alguém enquanto temos uma tenra idade, fazemos de maneira pura, sabendo que queremos magoar sem pensar nas consequências disso, mas ao menos a intenção é pura, frontal, verdadeira, sentida no momento sem capa ou véu.
Hoje que já não tenho esse meu mundo, numa frágil bolha de sabão, sou obrigado a partilhar o mundo que vejo, não digo que seja tortuoso ou algo assim, apenas sinto pena de não poder continuar a vê-lo como o via naquela proteção frágil.
Hoje vejo hipocrisia em todo o lado, a mentira é estratégica, o cinismo e feito em estilo de emboscada, usamos tudo como armas, não somos capazes de ser puros, privamos os outros de partilharem os sentimentos simplesmente porque não queremos partilhar os nossos, é tudo feito como troca, negociamos tudo, de sentimentos a emoções, exploramos a dor alheia, aproveitamos as lagrimas de infortúnio dos outros para nos banharmos em pleno contentamento por aquelas lagrimas vertidas não serem nossas, o nosso conforto é a desgraça dos outros.
Não conheço pessoas que consigam ser frontais e sinceras, que se exponham, hoje em dia toda a gente tem medo de ser apanhado no mais puro de si, por vergonha ou por medo de que outros se aproveitem disso.
É incrível ver hoje em dia a burocratização dos sentimentos, temos de andar a dar voltas por assuntos e emoções diversas até deitar cá para fora aquilo que nos apetece dizer no momento, e quando acabamos por dizer, o momento certo já passou, o assunto já é outro.
Como é possível as pessoas prejudicarem.-se tanto a si próprias, enganarem-se, mentir a si mesmo, pesar cada vez mais a consciência, a pensar que tudo fica guardado na gaveta sem pesar, mas pesa, a gaveta treme de tão cheia que está, prestes a fazer mais uma vitima.
Se fossemos todos mais frontais e directos, sinceros com os outros e conosco, se fossemos mais puros e sem medo, se fossemos mais altruístas, se calhar a vida não era tão difícil, mas como sabemos o ainda mais difícil é sermos de uma espécie tão solitária, em constante medo de sermos os únicos a pensar assim, até é possível chegar ao ponto de pensar se sou eu que vejo o mundo do modo errado, ou se a minha maneira de querer o mundo é incorreta e sendo assim se serei eu o único louco.
sábado, fevereiro 07, 2004
Palavras obscenas são as que se usam numa mentira! O melhor a fazer é rir!
O uso das palavras obscenas
Desmedido eu que vivo com medida
Amigos, deixai-me que vos explique
Com grosseiras palavras vos fustigue
Como se aos milhares fossem nesta vida!
Há palavras que a foder dão euforia:
Para o fodidor, foda é palavra louca
E se a palavra traz sempre na boca
Qualquer colchão furado o alivia.
O puro fodilhão é de enforcar!
Se ela o der até se esvaziar: bem.
Maré não lava o que a arvore retém!
Só não façam lavagem ao juizo!
Do homem a arte é: foder e pensar.
(Mas o luxo do homem é: o riso).
Bertolt Brecht
Há palavras que ao viver o dia a dia, ditas com hipocrísia, ou com intenção de enganar, se tornam muito mais obscenas para o intelecto humano que grande parte das palavras obscenas.
O melhor mesmo é rir de quem pensa que sabe, mas não sabe que pensa.
quinta-feira, fevereiro 05, 2004
I wrote a bad song trying to help a friend, so blame me for suck in writing!
I know you’re in pain
It happened to me
Long time ago
It could come back again
But I know I need to show
That I can be free
There’s more in life, than you will ever see
Drop all the problem’s in the floor
Stop running from the bad feelings
Trust in you’re friend’s
They have an open door
For all, and all you’re meanings
I know I cant write, what you can feel
I know my life is different, from what is real
I guess I don’t even know what real meant
But I know how much I’ve spent
On being sad, whit my self
Cursing my life through hell
You got to come back
You need to be free
You can’t just smack
All what you can be
I hear you’re scream for help
I know it isn’t the first time I felt
The need of helping you
But this time I wont do
I know you can stand up on your own
Just wrote something to say
That I’m here for what you need
But I wont help you breath
The reason you’re looking to stay
On being sad, whit you’re self
Cursing you’re life through hell
You got to come back
You need to be free
You can’t just smack
All what you can be
Don’t say that life isn’t worth living
Don’t try to find a way for forgivin’
You’re self from being afraid
Because I’m just not blind
And I know someday you will find
A way to stop feeling scared
And all you’re friends will be there
To please the moment and share
What they feel about you
segunda-feira, fevereiro 02, 2004
Como a música e a vida se conjungam.
Banda - Our Lady Peace / Album - Gravity / Música - Innocent
Oh, Johnny wishes he was famous
Spends his time alone in the basement
With Lennon and Cobain and
A guitar and a stereo
And while he wishes he could escape this
But it all seems so contagious
Not to be yourself and faceless
And a song that has no soul
I remember feeling low
I remember losing hope
And I remember all the feelings and the day they stopped
We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...
We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...
Oh, I dreamed of losing faith and what she knows
And some music hits on the foreclose
Thinks of surgery and a new nose
And the galleries of war
And while she wishes she was a dancer
And that shead never heard of cancer
She wishes God would give her some answers
And make her feel beautiful
I remember feeling low
I remember losing hope
I remember all the feelings and the day they stopped
We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...
We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...
One day, youall have to let it go
Youall have to let it go
No...
One day, youall stand up on your own
Youall stand up on your own
Remember losing hope
Remember feeling low
Remember all the feelings and the day they stopped
We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...
We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...
We are (one day), we are all innocent
We are all innocent (youall have to let it go)
We are, we are (youall have to let it go, no... )
We are (one day), we are all innocent
We are, we are (youall stand up on your own)
We are, we are all innocent (youall stand up on your own... )
We are, we are all innocent
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Armário dos restos...
Tu já me arrumaste no armário dos restos
eu já te guardei na gaveta dos corpos perdidos
e das nossas memórias começamos a varrer
as pequenas gotas de felicidade
que já fomos.
Mas no tempo subjectivo
tu és ainda o meu relógio de vento
a minha máquina aceleradora de sangue
e por quanto tempo ainda
as minhas mãos serão para ti
o nocturno passeio do gato no telhado?
Isabel Meyrelles
eu já te guardei na gaveta dos corpos perdidos
e das nossas memórias começamos a varrer
as pequenas gotas de felicidade
que já fomos.
Mas no tempo subjectivo
tu és ainda o meu relógio de vento
a minha máquina aceleradora de sangue
e por quanto tempo ainda
as minhas mãos serão para ti
o nocturno passeio do gato no telhado?
Isabel Meyrelles
Um adeus ao homem, um abraçar à memória.
Viszontlátásra Miki Feher !!
1979-2004 Miklos Fehér! Noivo, filho, amigo, desportista, não apenas jogador do Benfica.
Uma vida inteira pela frente, última imagem foi um sorriso, não teve um último desejo senão estar com quem amava, a este grande desportista apresento as minhas condolências, a este grande homem digo que permanece vivo no coração de muita gente, faço votos de que daqui a um ano ainda não tenha sido esquecido.
Até sempre Miki. 25 de Janeiro de 2004.
http://www.feher.jovem.te.pt/ Em memória de Fehér...
http://feher.cmportugal.com/ Assinem a petição para a Direcção do Benfica imortalizar o número 29 de Fehér.
Örökre lesz veled FEHER , mind perc belső rész szívünk és emlékmű!
1979-2004 Miklos Fehér! Noivo, filho, amigo, desportista, não apenas jogador do Benfica.
Uma vida inteira pela frente, última imagem foi um sorriso, não teve um último desejo senão estar com quem amava, a este grande desportista apresento as minhas condolências, a este grande homem digo que permanece vivo no coração de muita gente, faço votos de que daqui a um ano ainda não tenha sido esquecido.
Até sempre Miki. 25 de Janeiro de 2004.
http://www.feher.jovem.te.pt/ Em memória de Fehér...
http://feher.cmportugal.com/ Assinem a petição para a Direcção do Benfica imortalizar o número 29 de Fehér.
Örökre lesz veled FEHER , mind perc belső rész szívünk és emlékmű!
domingo, janeiro 25, 2004
O último sorriso...
Não sei
Não sei porque diabo escolheste
janeiro para morrer: a terra
está tão fria.
É muito tarde para as lentas
narrativas do coração,
o vento continua
a tarefa das folhas:
cobre o chão de esquecimento.
Eu sei: tu querias durar.
Pelo menos durar tanto como o tronco
da oliveira que teu avô
tinha no quintal. Paciência,
querido, também Mozart morreu.
Só a morte é imortal.
Eugénio de Andrade
Ver uma cara, um sorriso,
Ver logo após a última queda.
Cai por terra um homem... e não mais se levanta.
Desfaz-se o sorriso!
Ver os últimos minutos da vida de alguém,
Ver a dor reflectida na cara dos companheiros,
Imaginar a angústia latejante no peito dos familiares...
A chuva dilui ainda mais o sal das lágrimas vertidas.
A fragilidade da vida afigura-se-me aterradora...
Ninguém está impune,
Não há escape, não há refúgio...
Podemos antecipá-la, sim, mas quem a antecipa corre o risco de não viver o melhor momento da sua vida, que poderia ocorrer no minuto seguinte ao do suicídio. Podemos antecipá-la e rejeitar o futuro, mas não a podemos renunciar... Quando ela vem, cega, ceifa a vida até ao mais intrépido, até ao mais forte...
No coração a lembrança e a dor. O vazio da perda.
Caminhamos irremediavelmente para a morte e nem nos damos conta. Pensamos nela, às vezes passa mesmo ao nosso lado e quase nos toca... Mas um dia, sem dúvida, vai tropeçar em nós: essa é a única certeza que a vida nos dá.
Mas na memória dos que ficam perpetua-se a existência daquele que partiu... Viverá sempre dentro de nós...
Não sei porque diabo escolheste
janeiro para morrer: a terra
está tão fria.
É muito tarde para as lentas
narrativas do coração,
o vento continua
a tarefa das folhas:
cobre o chão de esquecimento.
Eu sei: tu querias durar.
Pelo menos durar tanto como o tronco
da oliveira que teu avô
tinha no quintal. Paciência,
querido, também Mozart morreu.
Só a morte é imortal.
Eugénio de Andrade
Ver uma cara, um sorriso,
Ver logo após a última queda.
Cai por terra um homem... e não mais se levanta.
Desfaz-se o sorriso!
Ver os últimos minutos da vida de alguém,
Ver a dor reflectida na cara dos companheiros,
Imaginar a angústia latejante no peito dos familiares...
A chuva dilui ainda mais o sal das lágrimas vertidas.
A fragilidade da vida afigura-se-me aterradora...
Ninguém está impune,
Não há escape, não há refúgio...
Podemos antecipá-la, sim, mas quem a antecipa corre o risco de não viver o melhor momento da sua vida, que poderia ocorrer no minuto seguinte ao do suicídio. Podemos antecipá-la e rejeitar o futuro, mas não a podemos renunciar... Quando ela vem, cega, ceifa a vida até ao mais intrépido, até ao mais forte...
No coração a lembrança e a dor. O vazio da perda.
Caminhamos irremediavelmente para a morte e nem nos damos conta. Pensamos nela, às vezes passa mesmo ao nosso lado e quase nos toca... Mas um dia, sem dúvida, vai tropeçar em nós: essa é a única certeza que a vida nos dá.
Mas na memória dos que ficam perpetua-se a existência daquele que partiu... Viverá sempre dentro de nós...
quinta-feira, janeiro 22, 2004
Não sabemos
Não sabemos nada, e o que temos
é pouco: um nome,
um nome em prosa correntia;
tão pequeno que nem sequer
alcança o ramo
em flor da tília; menos ainda
a estrela do pastor;
um nome comum, Joaquim
António João,
bom para dizer quando o frio
é mais duro;
nome que bebe o orvalho
nos olhos de amigos mortos
tão cedo; ou perdidos.
Eugénio de Andrade
é pouco: um nome,
um nome em prosa correntia;
tão pequeno que nem sequer
alcança o ramo
em flor da tília; menos ainda
a estrela do pastor;
um nome comum, Joaquim
António João,
bom para dizer quando o frio
é mais duro;
nome que bebe o orvalho
nos olhos de amigos mortos
tão cedo; ou perdidos.
Eugénio de Andrade
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