quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Receita para um bom português! Não, não é receita de migas.



Exª Srª Ministra,
Vou alterar a minha condição de funcionário público, passando à qualidade de empresa em nome individual (como os taxistas) ou de uma firma do tipo "Jumentos & Consultores Associados Lda"; em vez de vencimento passo a receber contra factura, emitida no fim de cada mês.

Ganha a ministra, ganho eu e o país que se lixe!
Vejamos. Ganha a ministra das Finanças porque:

Fica com um funcionário a menos e livra-se de um futuro pensionista. Poupa no que teria que pagar a uma empresa externa para avaliar o meu desempenho profissional.
Ganha um trabalhador mais produtivo porque a iniciativa privada é, por definição, mais produtiva que o funcionalismo.
Fica com menos um trabalhador que pode fazer greves e reinvidicações.
E ainda dou uma contribuiçãozinha para a secção do PSD da minha Freguesia.

E ganho eu porque:
Deixo de pagar um balúrdio de impostos, pois passo a considerar o salário mínimo para efeitos fiscais e de segurança social.

Vou comprar fraldas, shampoo, papel higiénico, fairy, skip e uma infinidade de outros produtos à Makro que me emite uma factura com a designação genérica de "artigos de limpeza", pelo que contam como custos para a empresa.

Deixo de ter subsídio de almoço, mas todas as refeições passam a ser consideradas despesa da firma.

Compro um BMW em leasing em nome da firma e lanço as facturas do combustível e de manutenção na contabilidade da firma.

Promovo a senhora das limpezas a auxiliar de limpeza da firma.

E, se no fim ainda tiver que pagar impostos não pago, porque três anos depois a senhora ministra adopta um perdão fiscal; nessa ocasião vou ao banco onde tinha depositada a quantia destinada a impostos fico com os
juros e dou o resto à DGCI.

Mas ainda ganho mais:
Em vez de pagar contribuições para a CNP faço aplicações financeiras e obtenho benefícios fiscais se é que ainda tenho IRS para pagar.

Se tiver filhos na universidade eles terão isenção de propinas e direito à bolsa máxima (equivalente ao salário mínimo) e se morar longe da universidade ainda podem beneficiar de um subsídio adicional para alojamento; com essas quantias compro-lhes um carro que tal como o outro será adquirido em nome da firma.

Como se pode ver, só teria a ganhar e, afinal, em Portugal ter prejuízo é
uma bênção de Deus!

Assim dava gosto ser ultra liberal e eu até votava eternamente no partido
da senhora ministra...

Posso dizer que ainda não obtive resposta. Talvez a Manéla não seja assim tão obcecada por ganhar uns trocos a mais.
Bem mas fica aqui uma ideia e ... Viva Portugal..que ganhemos o Euro2004... ai os falsos patriotismos matam-me.

A amizade dos materialistas de hoje em dia!



Zé: A bênção, padre.

Padre: Deus te abençoe, meu filho.

Zé: Padre, lembra-se do João?

Padre: É claro, meu filho.

Zé: O João faleceu.

Padre: Que pena! Morreu de quê?

Zé: Moro numa rua sem saída, sendo a minha casa a última. Ele desceu a
rua com o carro e bateu no muro da minha casa.

Padre: Coitado! Morreu de acidente.

Zé: Não! Ele bateu com o carro e voou pela janela, caindo dentro do meu
quarto onde bateu com a cabeça no meu guarda-roupa de madeira.

Padre: Que tragédia! Morreu de traumatismo craniano.

Zé: Não! Ele tentou levantar-se pegando na maçaneta da porta do meu
quarto, que se soltou e fez com que ele caísse pelas escadas abaixo.

Padre: Que pena! Morreu de fracturas múltiplas.

Zé: Não! Depois de cair pelas escadas abaixo, ele bateu no frigorífico,
que caiu em cima dele.

Padre: Coitado! Morreu esmagado.

Zé: Não! Ele tentou levantar-se e bateu com as costas no fogão, onde
estava sopa a ferver, que caiu em cima dele.

Padre: Que tragédia! Morreu desfigurado.

Zé: Não! Desesperado, saiu a correr, tropeçou no cão e foi contra a
caixa de electricidade.

Padre: Que pena! Morreu electrocutado.

Zé: Não! Morreu depois de eu lhe dar dois tiros.

Padre: Filho, matas-te o João!?

Zé: Sim! Ele estava a destruir a minha casa...


Pois assim é a amizade hoje em dia, "nós primeiro, nós primeiro, nós primeiro, e que tem os outros?"
Apesar do texto ser fantasioso e com o propósito a fazer rir, a mim só confirma como a fantasia hoje em dia se torna realidade, cada vez mais as pessoas fazem uso da velha máxima "amigos, amigos, negócios à parte".
É mau ver como muita coisa se tornou, como já não podemos contar com a ajuda daqueles a quem sempre confiamos, seria injusto se não mencionasse que à amigos que nunca nos dão o tiro, já há outros que além disso tentam ficar com o nosso escalpe. Ai, estes post's em misto de quente e frio!

segunda-feira, fevereiro 09, 2004

Não me intressa o que estejas a sofrer, também não quiseste saber quando me magoaste.



Muitas vezes as pessoas estão de cabeça quente e dizem coisas que não queriam mas que sentem, neste momento sou uma dessas pessoas, não quero dizer o que sinto.
Geralmente sou daquelas pessoas que se calam, que evitam magoar ou magoar-se com o que quer que seja que se possa proferir, hoje me mantenho fiel aos meus sentimentos, postulo aqui os mais puros sentimentos nutridos neste momento, sobreponho-os à razão, aos conselhos em contrario, a todos os outros princípios que me levariam a agir em contrario.

Perdeste a razão quando me julgaste, perdeste a razão quando me magoaste,
perdeste a razão quando me rotulaste de culpado sendo eu inocente.

Perdeste a razão quando me abandonaste, quando me tentaste enganar, perdeste a razão quando não deste valor aos meus sentimentos.

Perdeste a razão quando tentei ajudar e não negaste, em vez disso ignoraste-me.

Perdeste a razão ao por à frente de sentimentos tão fortes como a amizade o orgulho dos fracos.

Perdeste a razão quando te tornaste naquilo que nunca pensei que fosses.

Perdeste a razão quando me viraste a cara quando ia ceder aos teus caprichos, mesmo contra a minha vontade.

Perdeste a razão quando meteste em causa a palavra dos outros, quando me obrigaste a escolher em quem acreditar, quando um “gosto de ti” não fui suficiente para saberes que era eu, e por isso mandares-me à merda.

Perdeste a razão quando te deram a mão e esnobaste a ajuda de alguém para quem tu eras muito.

Perdeste a razão quando pensaste que eu era apenas outro, que me ia deixar ser pisado.

Perdeste a razão quando abusaste dos meus sentimentos, quando nem me quiseste ouvir, quando eu tinha a vontade de ajudar.

Perdeste a razão quando me fizeste proteger-te perante os outros, ou isso se calhar foi um erro meu, mas ao menos fizeste me querer que valia a pena.

Perdeste a razão no meio do assunto todo por palavras que não devias ter dito, não sei se querias dizê-las mas disseste, perdeste a razão quando nem olhaste para ver a quem as estavas a dizer.

Perdeste a razão no assunto todo, da maneira que agiste, perdeste. Se calhar, se isso te interessa, perdeste muito mais do que pensas, por muitas razões e desculpas que tenhas, nenhuma delas se encaixa no abuso que fizeste, e de certeza não és tu a quem iria deixar que gozasses com os meus sentimentos.

Para não haver culpados e dedos apontados a só uma pessoa, eu também posso errar, e de certo o faço dizendo o que disse, mas tinha de me manter fiel aos meus sentimentos visto que deles só abusam, e sendo assim também eu perco a razão quando digo deixa-me.

domingo, fevereiro 08, 2004

A evolução dos tempos, o atrofio das mentalidades.


Algures em 2015, o cidadão passa a ser um byte de uma grande rede de informação.

Telefonista : "Pizza Hut, Bom dia."
Cliente : "Bom dia, quero encomendar uma pizza sff"
Telefonista: " Pode me dar o seu NIDN,sff ?"
Cliente : " Com certeza, o meu número de identificação nacional, é 6102049998-45-54610."
Telefonista : "Muito obrigado Sr Kerry.A sua morada é 1742 Meadowland Drive, e o seu número de telefone é 494-2366, o seu número no escritório da Lincoln Insurance é o 745-2302 e o seu portátil é 266-2566. De que número o Sr ligou ?"
Cliente : "Euh ? Estou em casa. Onde foi buscar essas informações todas ?"
Telefonista : "Nós estamos ligados em rede ao Sistema."
Cliente : (Suspiro) "Ai sim ! Eu queria encomendar duas pizzas com extra queijo e camarão..."
Telefonista: "É capaz de não ser boa ideia."
Cliente : "Desculpe!!! ?"
Telefonista : "Consta na sua ficha médica que sofre de hipertensão e de um nível muito alto de colesterol, além disso o seu seguro de vida desaconselha vivamente escolhas perigosas para a sua saúde."
Cliente : "Pois é ...tem razão! O que é que me propõe ?"
Telefonista: "Porquê que não experimenta a nossa pizza Light com iogurte de >soja, tenho a certeza que vai adorar."
Cliente : "Como é que sabe que vou adorar!!!?
Telefonista: "O Sr. consultou o site "Recette Gourmandes au Soja´´na bibliotéteca municipal dia 15/01 às 14h32 onde permaneceu ligado à rede durante 36 minutos, daí a minha sugestão."
Cliente : "Pronto está bem!. Dê me duas pizzas familiares, quanto é?"
Telefonista: "É a escolha certa para si , a sua esposa e respectivos 4 filhos, são 49,99 $."
Cliente : "Quer o meu número de cartão de crédito?"
Telefonista : "Lamento mas vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado"
Cliente : "Não faz mal eu vou ao multibanco levantar dinheiro antes que chegue a pizza."
Telefonista : "Dúvido que dê. Tem a conta a descoberto."
Cliente : "Meta-se na sua vida. Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam ?"
Telefonista : "Estamos um pouco atrasados. Daqui a 45 minutos serão entregues. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, só que
transportar duas pizzas de mota não é aconselhável além de ser perigoso"
Cliente : "Mas que raio de história é esta, como é que sabe que tenho uma mota ?"
Telefonista : "Peço desculpa, apenas reparei que não tinha pago as prestações do carro e que ele foi penhorado. Mas a sua Harley está paga. Daí pensei que fosse utilizala"
Cliente : "@#%/$@&?#!"
Telefonista : "Agradeço que não me insulte... não se esqueça que já foi condenado em Julho de 2009 por Insulto a Agente na via pública"
Cliente : (Silêncio)
Telefonista : "Mais alguma coisa! ?"
Cliente : "Não é tudo...não espere..não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção"
Telefonista : "Peço imensa desculpa, mas o regulamento da nossa promoção descrito no art.3/12 proíbe-nos de enviar bebidas com açucar a pessoas diabéticas."

Quem pode dize que a tecnologia e curiosidade do ser humano não é uma coisa maravilhosa, ora se a Ministra das Finanças apanha a ideia.
Privacidade hoje em dia é como se escreve em latim, palavra morta. Quando falta o respeito pela privacidade dá-se azo a estas pequenas evoluções tecnológicas, porque a nivel de mentalidades continuamos os mesmos.

Oh Mundo, quanto mais me bates, mais gozo de ti!



Quantas vezes, quantas vezes interrogo-me do sentido deste mundo.

Sou eu que devo encontrar o sentido, se devo dar um sentido à vida, ou se já há um sentido predefinido, se já tenho objectivos patenteados pelo destino.
Quanto mais a vida corre mais a vida cansa, quanto mais me questiono mais esgoto a paciência inerte na curiosidade de saber o que é a vida.

Sou novo, muito novo até, mas com idade suficiente para questionar o propósito desta vida em sociedade, não questiono o facto de termos de viver em sociedade, até porque não fui feito para viver sozinho, tenho os meus momentos mas nada mais que isso.

Questiono o porquê da sociedade estruturada deste modo, porquê todo o stress, porquê o aumento das doenças, será que caminhamos para uma peste negra moderna, numa sociedade onde aumentam as doenças neurológicas, cardíacas, cancerígenas.
Eu penso que sempre houve doenças deste tipo, só que hoje em dia há maneira de combater, ou talvez não, talvez pensemos que há mas no fundo não conseguimos escapar.

Acho que a vida, nem digo tanto, talvez os anos são feitos de fases, fases de humor, de gosto musical, de tacto literário, de mudanças repentinas, no constante muda e volta atrás, hoje o mundo parece-me tão complicado por vezes.
Eu sou o apologista do vive e deixa viver, do ir na onda da vida, deixar me levar no momento sem pensar no depois, degustar a vida até ao ultimo travo, sou aquele que defende a frontalidade e emocionalidade momentânea, gosto de reações puras, mas por outro lado não consigo deixar muitas vezes de ser um calculista, isso faz-me lembrar que também defendo o equilíbrio em tudo na vida, mas não é isso que interessa.

Quando disse, um pouco atrás, que o mundo de hoje me parece tão complicado, não estou a querer dizer que tenha vivido em alguma época diferente, eu ate hoje ainda nem gozo de duas décadas, nasci a meio dos anos 80, e até hoje socialmente a vida nunca foi muito diferente, não passei por nenhuma grande mudança, mas já vivi tempos menos complicados que os de hoje, vivi esses anos nesses mesmos anos 80, inicio dos 90, vivi enquanto era criança.
Não digo que hoje não o seja, alias sinto isso, sinto aquela infantilidade em mim de querer sempre explorar, a curiosidade, a maneira desprendida como consigo me exprimir para os outros, e acho que essa infantilidade, esse espírito de criança que guardei em mim é importante para saber viver.

Quando era criança, por volta dos meus 4 ou 5 anos de idade, eu era sossegado, nunca fui de arranjar muita confusão, nem fazer muito barulho e berrar, sempre fui sossegado, até a uns dias atrás a minha mãe disse-me que ficava horas a olhar para uma parede vazia, de um branco profundo e vazio, e se calhar sei porquê.
Eu nessa idade tinha o meu mundo, um mundo pequenino dentro de uma bolha azul, tipo uma bolha de sabão, mundo leve, despreocupado, era muito volátil, o azul expandia até aos infinitos, era tudo tão calmo e ao mesmo tempo alegre, os gritos de felicidade que ouvi nesse mundo não eram agudos nem graves demais, eram melodiosos, distantes mas melodiosos.

Acho que é assim que uma criança vê o mundo, de forma despreocupada, inocente, mas com consciência, a tentar apreender tudo o que pode ao observar os outros, que visão mais pura do que o modo despreocupado como via o mundo em criança.
Os sorrisos de quem fez asneira, um sorriso inocente de quem pede desculpa sentindo, sem medo das consequências, porque está pronto a assumi-las, a mentira inocente, em criança quase tudo se torna inocente e despreocupado, até quando magoamos alguém enquanto temos uma tenra idade, fazemos de maneira pura, sabendo que queremos magoar sem pensar nas consequências disso, mas ao menos a intenção é pura, frontal, verdadeira, sentida no momento sem capa ou véu.

Hoje que já não tenho esse meu mundo, numa frágil bolha de sabão, sou obrigado a partilhar o mundo que vejo, não digo que seja tortuoso ou algo assim, apenas sinto pena de não poder continuar a vê-lo como o via naquela proteção frágil.
Hoje vejo hipocrisia em todo o lado, a mentira é estratégica, o cinismo e feito em estilo de emboscada, usamos tudo como armas, não somos capazes de ser puros, privamos os outros de partilharem os sentimentos simplesmente porque não queremos partilhar os nossos, é tudo feito como troca, negociamos tudo, de sentimentos a emoções, exploramos a dor alheia, aproveitamos as lagrimas de infortúnio dos outros para nos banharmos em pleno contentamento por aquelas lagrimas vertidas não serem nossas, o nosso conforto é a desgraça dos outros.

Não conheço pessoas que consigam ser frontais e sinceras, que se exponham, hoje em dia toda a gente tem medo de ser apanhado no mais puro de si, por vergonha ou por medo de que outros se aproveitem disso.
É incrível ver hoje em dia a burocratização dos sentimentos, temos de andar a dar voltas por assuntos e emoções diversas até deitar cá para fora aquilo que nos apetece dizer no momento, e quando acabamos por dizer, o momento certo já passou, o assunto já é outro.

Como é possível as pessoas prejudicarem.-se tanto a si próprias, enganarem-se, mentir a si mesmo, pesar cada vez mais a consciência, a pensar que tudo fica guardado na gaveta sem pesar, mas pesa, a gaveta treme de tão cheia que está, prestes a fazer mais uma vitima.

Se fossemos todos mais frontais e directos, sinceros com os outros e conosco, se fossemos mais puros e sem medo, se fossemos mais altruístas, se calhar a vida não era tão difícil, mas como sabemos o ainda mais difícil é sermos de uma espécie tão solitária, em constante medo de sermos os únicos a pensar assim, até é possível chegar ao ponto de pensar se sou eu que vejo o mundo do modo errado, ou se a minha maneira de querer o mundo é incorreta e sendo assim se serei eu o único louco.

sábado, fevereiro 07, 2004

Palavras obscenas são as que se usam numa mentira! O melhor a fazer é rir!



O uso das palavras obscenas

Desmedido eu que vivo com medida
Amigos, deixai-me que vos explique
Com grosseiras palavras vos fustigue
Como se aos milhares fossem nesta vida!

Há palavras que a foder dão euforia:
Para o fodidor, foda é palavra louca
E se a palavra traz sempre na boca
Qualquer colchão furado o alivia.

O puro fodilhão é de enforcar!
Se ela o der até se esvaziar: bem.
Maré não lava o que a arvore retém!

Só não façam lavagem ao juizo!
Do homem a arte é: foder e pensar.
(Mas o luxo do homem é: o riso).

Bertolt Brecht

Há palavras que ao viver o dia a dia, ditas com hipocrísia, ou com intenção de enganar, se tornam muito mais obscenas para o intelecto humano que grande parte das palavras obscenas.
O melhor mesmo é rir de quem pensa que sabe, mas não sabe que pensa.

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

I wrote a bad song trying to help a friend, so blame me for suck in writing!



I know you’re in pain
It happened to me
Long time ago
It could come back again
But I know I need to show
That I can be free
There’s more in life, than you will ever see

Drop all the problem’s in the floor
Stop running from the bad feelings
Trust in you’re friend’s
They have an open door
For all, and all you’re meanings

I know I cant write, what you can feel
I know my life is different, from what is real
I guess I don’t even know what real meant
But I know how much I’ve spent

On being sad, whit my self
Cursing my life through hell
You got to come back
You need to be free
You can’t just smack
All what you can be

I hear you’re scream for help
I know it isn’t the first time I felt
The need of helping you
But this time I wont do
I know you can stand up on your own
Just wrote something to say
That I’m here for what you need
But I wont help you breath
The reason you’re looking to stay

On being sad, whit you’re self
Cursing you’re life through hell
You got to come back
You need to be free
You can’t just smack
All what you can be

Don’t say that life isn’t worth living
Don’t try to find a way for forgivin’
You’re self from being afraid
Because I’m just not blind
And I know someday you will find
A way to stop feeling scared
And all you’re friends will be there
To please the moment and share
What they feel about you

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

Como a música e a vida se conjungam.



Banda - Our Lady Peace / Album - Gravity / Música - Innocent

Oh, Johnny wishes he was famous
Spends his time alone in the basement
With Lennon and Cobain and
A guitar and a stereo

And while he wishes he could escape this
But it all seems so contagious
Not to be yourself and faceless
And a song that has no soul

I remember feeling low
I remember losing hope
And I remember all the feelings and the day they stopped

We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...

We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...

Oh, I dreamed of losing faith and what she knows
And some music hits on the foreclose
Thinks of surgery and a new nose
And the galleries of war

And while she wishes she was a dancer
And that shead never heard of cancer
She wishes God would give her some answers
And make her feel beautiful

I remember feeling low
I remember losing hope
I remember all the feelings and the day they stopped

We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...

We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...

One day, youall have to let it go
Youall have to let it go
No...
One day, youall stand up on your own
Youall stand up on your own

Remember losing hope
Remember feeling low
Remember all the feelings and the day they stopped

We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...

We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...

We are (one day), we are all innocent
We are all innocent (youall have to let it go)
We are, we are (youall have to let it go, no... )

We are (one day), we are all innocent
We are, we are (youall stand up on your own)
We are, we are all innocent (youall stand up on your own... )

We are, we are all innocent

segunda-feira, janeiro 26, 2004

Armário dos restos...

Tu já me arrumaste no armário dos restos
eu já te guardei na gaveta dos corpos perdidos
e das nossas memórias começamos a varrer
as pequenas gotas de felicidade
que já fomos.
Mas no tempo subjectivo
tu és ainda o meu relógio de vento
a minha máquina aceleradora de sangue
e por quanto tempo ainda
as minhas mãos serão para ti
o nocturno passeio do gato no telhado?

Isabel Meyrelles

Um adeus ao homem, um abraçar à memória.

Viszontlátásra Miki Feher !!

1979-2004 Miklos Fehér! Noivo, filho, amigo, desportista, não apenas jogador do Benfica.

Uma vida inteira pela frente, última imagem foi um sorriso, não teve um último desejo senão estar com quem amava, a este grande desportista apresento as minhas condolências, a este grande homem digo que permanece vivo no coração de muita gente, faço votos de que daqui a um ano ainda não tenha sido esquecido.

Até sempre Miki. 25 de Janeiro de 2004.

http://www.feher.jovem.te.pt/ Em memória de Fehér...

http://feher.cmportugal.com/ Assinem a petição para a Direcção do Benfica imortalizar o número 29 de Fehér.

Örökre lesz veled FEHER , mind perc belső rész szívünk és emlékmű!

domingo, janeiro 25, 2004

O último sorriso...

Não sei

Não sei porque diabo escolheste
janeiro para morrer: a terra
está tão fria.
É muito tarde para as lentas
narrativas do coração,
o vento continua
a tarefa das folhas:
cobre o chão de esquecimento.
Eu sei: tu querias durar.
Pelo menos durar tanto como o tronco
da oliveira que teu avô
tinha no quintal. Paciência,
querido, também Mozart morreu.
Só a morte é imortal.

Eugénio de Andrade


Ver uma cara, um sorriso,
Ver logo após a última queda.
Cai por terra um homem... e não mais se levanta.
Desfaz-se o sorriso!
Ver os últimos minutos da vida de alguém,
Ver a dor reflectida na cara dos companheiros,
Imaginar a angústia latejante no peito dos familiares...

A chuva dilui ainda mais o sal das lágrimas vertidas.
A fragilidade da vida afigura-se-me aterradora...
Ninguém está impune,
Não há escape, não há refúgio...

Podemos antecipá-la, sim, mas quem a antecipa corre o risco de não viver o melhor momento da sua vida, que poderia ocorrer no minuto seguinte ao do suicídio. Podemos antecipá-la e rejeitar o futuro, mas não a podemos renunciar... Quando ela vem, cega, ceifa a vida até ao mais intrépido, até ao mais forte...
No coração a lembrança e a dor. O vazio da perda.

Caminhamos irremediavelmente para a morte e nem nos damos conta. Pensamos nela, às vezes passa mesmo ao nosso lado e quase nos toca... Mas um dia, sem dúvida, vai tropeçar em nós: essa é a única certeza que a vida nos dá.

Mas na memória dos que ficam perpetua-se a existência daquele que partiu... Viverá sempre dentro de nós...

quinta-feira, janeiro 22, 2004

Não sabemos

Não sabemos nada, e o que temos
é pouco: um nome,
um nome em prosa correntia;
tão pequeno que nem sequer
alcança o ramo
em flor da tília; menos ainda
a estrela do pastor;
um nome comum, Joaquim
António João,
bom para dizer quando o frio
é mais duro;
nome que bebe o orvalho
nos olhos de amigos mortos
tão cedo; ou perdidos.


Eugénio de Andrade

quarta-feira, janeiro 21, 2004

Já Chega dos Nomes Gravados a Canivete nas Árvores.



Admito, sou egoísta, sou pois um egoísta por te querer, por querer que só sintas felicidade se eu estiver envolvido. Sou um miúdo mimado, faço birra quando desejo o teu beijo, mas quando não te vejo, odeio-te. Odeio-te de uma forma que faz odiar-me mais a mim por não conseguir ser sincero quando digo que te odeio. Sinto-me triste por saber que estamos tão perto, partilhamos o mesmo ar, as mesmas estrelas, os mesmos sonhos, mas mesmo assim não partilhas a tua serenidade com a minha visão.

Sinto-me esquecido, porque sei que te lembras de mim, mas não me tocas, não te sinto a dizê-lo, sei que pensas em mim, mas eu quero sentir o teu olhar a dizê-lo.
Sou egoísta, por te querer tanto assim, não te posso ver com tempo para mais nada, fico logo triste, com um sentimento de vazio, perco a alma como se perde a sombra quando alguém esconde a luz, fico frio, apático, fico triste, e logo a seguir vem a revolta.

Revolta-me saber que sou assim, sentir ciúmes da tua vida contigo própria, sinto ciúmes da intimidade que tens com o teu tempo, com o tempo que dedicas a ser feliz por feitos que tu própria alcanças.
Ás vezes penso, que levei demasiado a sério o “nós”, a ideia de o “nós” sermos “um”, a união das almas, dos sonhos e das alegrias, o sentir o que tu sentes, de termos um mundo só nosso, onde somos o fundamento, o centro e o limite, mas espero que digas que não levei demasiado a sério, que tudo não passa de uma briga com o tempo que dá azo ao destino.
Ainda vejo o nosso amor da mesma maneira possessiva que uma criança vê o seu mundo imaginário em bolas de sabão, tudo numa cor, tão prefeita devido há sua simplicidade.

Sou possessivo quanto aquilo que partilhamos, não tenho medo dos outros, não tenho medo de ti, tenho medo de mim mesmo, de me assustar com aquilo que penso, de me assustar com aquilo que não me mete medo.

Estou triste por não te ter aqui por perto, isto tudo podia eu ter explicado com um simples olhar, um olhar que podia ser ainda mais breve do que aquele que te dei por ultimo, mesmo antes de virar as costas, ir embora, e pensar como estavas bonita, como te ficava tão bem o cabelo, como brilhava e apetecia provar o batôn que usavas, mesmo sabendo que nunca gostei desse batôn, estavas tão bonita, tão simples, tão recordação...

No entanto magoei-te estando eu a sofrer, magoei-te com o meu sofrimento, tornei-te infeliz com a minha tristeza, e consegui pôr-te triste por infelicidade minha, por isso peço desculpa, mas não posso pedir desculpa pelo egoísmo de sofrer por estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe de ti, não posso pedir desculpa por te amar assim com tanta necessidade.
Peço-te mais uma coisa, não peças desculpa do que não tens culpa, não me faças sentir mais culpado, eu também nunca esperei ter ciúmes de mim mesmo, por monopolizar o tempo que passo contigo, acabando por criticar a forma como o gastei, se calhar gasto não é a melhor palavra porque os bons momentos não se gastam aproveitam-se.

Só quero que saibas que te amo e que te quero comigo, quero te ver feliz, mas mesmo que seja egoísmo da minha parte quero ser eu a te fazer feliz, quero ser eu o bastardo egocêntrico de uma paixão que não é minha, é minha e tua.


terça-feira, janeiro 20, 2004

Teimosia!

É no segundo ano que descubro, ou melhor, que assumo, que Direito não é curso para mim: uma menina habituada a não estudar (ou a pouco estudar) e, contudo, ter boas notas... Hoje, sem método de estudo, pergunto-me porque não segui o que gostava, aquilo para que tinha talento... Sei a resposta, mas nem vale a pena mencionar... Uma alma de artista recalcada...

Mas, por teimosia, decidi que tenho de acabar este curso! Pelo menos uma vez na vida, vou levar alguma coisa até ao fim!

Valerá a pena nem que seja pelos grandes amigos que ganhei! Master_Zica e Zé: obrigado por tudo, acima de tudo pelas pessoas que são e pelos amigos que se têm mostrado ser! Como vocês não haverá mais nenhuns (ninguém tem paciência para me aturar como esses «santos»), mas concerteza mais pessoas ficarão no meu coração. Podem ter a certeza que quando tiver netinhos o assunto predominante será sobre os momentos vividos naquela faculdade, com aqueles amigos :)

Este ano lectivo ficará marcado também, e não menos importante, pelas revelações... Uma menina que anda triste, mas que é uma querida e uma ouvinte incansável, mesmo sabendo que tenho aptência para não gostar das amigas dela; um rapaz que ía a falar de mim sem saber que era de mim que estava a falar... (isto de escrever num blog sem assinar o nosso verdadeiro nome traz as suas consequências) também se mostrou ser uma pessoa em que se pode encontrar um amigo!
No coração ficarão também aqueles que não são revelações, mas que marcam.
Ficará sempre um carinho muito grande por alguém por quem se manifestou um sentimento especial... Mas que por força das circunstâncias nada aconteceu... Ou talvez por outras razões... Mas isso são pormenores de um passado que se negou a ser fututo...

Prefiro não falar dos pontos maus, até porque o que é importante é o que de bom se passou!
Por tudo isto, tenho orgulho em ser teimosa e querer continuar a acompanhar academicamente aqueles que quero acompanhar para sempre na amizade!

Bem aja a todos os que me alegram neste passeio pela vida!

sexta-feira, janeiro 16, 2004

Quando não sabemos escrever, recorremos a quem sabe.



Como pode ser expresso de modo tão coeso e conciso o que eu sinto em relação a viver em Lisboa. Mas a verdade é que Lisboa também tem outras belezas.


Os paraísos artificiais

Na minha terra, não há terra, há ruas;
mesmo as colinas são de prédios altos
com renda muito mais alta.

Na minha terra, não há árvores nem flores.
As flores, tão escassas, dos jardins mudam ao mês,
e a Câmara tem máquinas especialíssimas para desenraizar as árvores.

Os cânticos das aves - não há cânticos,
mas só canários de 3º andar e papagaios de 5º.
E a música do vento é frio nos pardieiros.

Na minha terra, porém, não há pardieiros,
que são todos na Pérsia ou na China,
ou em países inefáveis.

A minha terra não é inefável.
A vida da minha terra é que é inefável.
Inefável é o que não pode ser dito.

Jorge de Sena

quinta-feira, janeiro 15, 2004

As manias deste nosso povo.



Pois é, sei que não é novidade, nem é uma noticia bombástica, mas decidi falar sobre o fenómeno que não é assim tão fenomenal, e que se pode apreciar em qualquer lar português hoje em dia, a doença dos telemoveis, mais conhecida como Phoneitesaparelheidis disease.

Decidi averiguar tal fenómeno, para isso utilizei várias amostras, e como locais de estudo dei preferência ás minhas habitações e respectiva família, e alguns exemplos tirados do dia a dia outdoor.

O telémovel começou a infiltrar-se no dia a dia do povo português por meados dos anos 90, mais precisamente na segunda metade da década de 90, por volta de 1996.
No inicio desta nova revolução não se esperava que este objecto fosse criar tanta dependência, ao inicio estes aparelhos eram de tamanhos de sapatos, o utilizador era obrigado a gritar em vez de falar, tinha uma quantidade de defeitos que hoje em dia não podemos encontrar num telémovel, é claro que na medida que o tempo avança o homem e a tecnologia avança e evolui (talvez o homem não seja o melhor dos exemplos), e sendo assim é normal que hoje em dia a doença dos telemoveis se tenha expandido de tal modo que chega a tomar proporções assombrosas.

Hoje em dia um telémovel é como um membro ou órgão do corpo humano, talvez faça muito mais falta um telémovel do que um ou dois dedos, e por muito que as pessoas não queiram admitir (tal como eu) hoje em dia os telemoveis teem o valor que as pessoas lhes dão, ou seja um valor praticamente insubstituível, não cada aparelho em si mas ao aparelho no geral.

O aparelho em si não tem grande valor, ninguém tem valor sentimental pelo telémovel, quer dizer suponho já conheci pessoas que colocaram nome, identidade ao telémovel, já tinha assistido a tal prática com carros, já ouvi falar de quem tivesse apelidado o órgão sexual, agora um telémovel, não tarda chamo “Quentinho” ao meu micro-ondas.
Mas como dizia o aparelho em si não tem grande valor, não é aquele telémovel em particular que tem importância para as pessoas é o objecto no seu todo, as pessoas hoje em dia já trocam mais de telémovel do que relógio, e chega a casos em que já se compraram mais telemoveis que sapatos, esse é o caso assustador da minha irmã por exemplo, no caso dela bem sei que foi por infortúnio, ou eles caem ou são tão pequenos hoje em dia que nos esquecemos deles em algum lado e depois temos de comprar outro, eles são tão frágeis pequenos, vêem em vários tamanhos cores e feitios, de tal maneira que o bem dito do tamagochi nunca podia vingar na sociedade, pois os telemoveis são os verdadeiros tamagochis do novo milénio.

Muitas das vezes penso, ok isto dos telemoveis é uma moda, é coisa a que as mulheres já estão habituadas, é como sapatos e afins, até compreendo, mas pergunto porque motivo é que os homens tinham de se meter em tal paneleirice?
Ok as mulheres são meticulosas a escolher a marca dos pensos higiénicos, tudo bem o homem por outro lado também escolhe a marca de tabaco que aprecia mais tal e qual como a mulher, mas porque tanta mariquice com os telemoveis, é que eles põem-lhes cores, fotos, corações, ursinhos, flores, frases lamechas, tudo e mais alguma coisa, ok por mim tudo bem, agora chamar meu bébé ao telémovel, isso é abuso e anticonstitucional, segundo algum artigo novo que os tão afamados deputados vão se dar ao trabalho de meter na nova revisão.

Posso ter satirizado um pouco, mas é tudo verdade já vi homens a tratar o telémovel por bébé.

Agora dando o exemplo lá de casa, eu fui o ultimo da minha família a ter um telémovel, os meus avós tiveram primeiro que eu, eu durante algum tempo consegui formar uma resistência que tinha por base o meu quarto onde os telemoveis não eram bem vindos, tudo um pouco idealista e underground, cheguei a pensar em fazer boicotes, mas o telémovel do meu pai era tão “tijolo” que me metia mais medo que mexer numa batedeira a trabalhar e tentar apanhar as misturadoras com a língua.

Lá num belo dia os meus pais tiveram a ideia de me dar um telémovel, telémovel esse que não quis usar, mas eles lá acabaram por me convencer a mal que queriam que eu usasse aquilo porque eu supostamente queria usar, mas eu só não sabia que queria usar (psicologia paternal).
Devia ter uns 13 anos quando comecei a utilizar o telémovel pro razoes de controlo dos meus pais, e de facto aquilo até facilitava um pouco a comunicação, sempre que o meu pai se atrasava lá tinha eu de cravar moedas de 50 escudos para ir a uma cabine telefonar, em vez disso agora com o telémovel podia aproveitar para chatear o meu pai de 5 em 5 minutos, mesmo quando ainda não tinha chegado à hora combinada, podemos lhe chamar uma pequena vingançazita pelo uso forçado de um aparelho que eu não queria usar, muito por causa dos idealismos anti-globais e anti-capitalistas, depois descobri a cerveja e o mundo da Internet e deixei-me de tais ideais.

Mas progredindo pelo exemplo de lá de casa, os telemoveis hoje em dia teem um papel quase tão importante como a televisão, uma coisa é certa, todos teem telémovel, até os cães daqui a dias recebem um, não há um ser naquela casa que tivesse tido apenas um telémovel, alguns já vão no quinto telémovel em 5 anos, é algo de totalmente absurdo, ou pela sociedade de hoje em dia talvez não passe de algo irrisório.

Lá em casa ninguém chama alguém para jantar senão por telémovel, para acordar as pessoas são utilizados toques de telémovel, para pedir para descer de um andar para outro é utilizado o sistema de sms, para pedir papel higiénico, usam o telémovel, confesso que ainda não chegou ao ponto de usar o telémovel para pedir o sal à mesa, porque não usamos sal à mesa, mas uma coisa é certa ninguém grita e poupamos muito mais em mebocaina e afins.

Outro exemplo, eu estou a viver em Lisboa com o meu irmão, durante um certo horário recebo sempre as chamadas habituais, normalmente telefona-me o meu pai e a minha mãe, para saber se está tudo bem, etc, o mais engraçado é que enquanto o meu pai fala com o meu irmão, a minha mãe fala comigo, e depois além de ambos telefonarem de telemoveis diferentes para telemoveis diferentes, quando acabam de falar com um ou com outro os meus pais não trocam de telémovel para falar com o outro filho, ambos desligam as chamadas e telefonam para os telemoveis trocando a ordem anterior.
Isto só mostra como o telémovel pode ser algo de muito pessoal, ninguém quer falar do telémovel do outro mesmo estando a 1 metro de distancia e sendo o caso de se poder poupar uns trocados, em vez disso cada um utiliza o seu aparelho de comunicação como se tal vinculasse para este lado uma marca pessoal de reconhecimento, tal e qual como os animais deixam a sua urina no seu território.

Estes aparelhos criam vicio, e são aparelhos que também dão muita despesa, não só pelo valor do aparelho em si, mas pelo custo das chamadas, eu admito já fui viciado em conversação telefónica, cheguei a gastar muito dinheiro, mas sei de pessoas que são capazes de gastar 500€ em duas semanas ou num mês.

É necessário ter muito cuidado, porque a moda dos telemoveis é um vicio, de tal ordem, que chega a ser doentio, e tal como outros vícios, como o tabaco, além de serem dispendiosos, provocam problemas de saúde, e os telemoveis podem ser responsáveis por cancros, também pergunto o que é que hoje em dia não causa doenças, mas em todo o caso acho que se os maços de tabaco teem aqueles anúncios sobre os seus malefícios os dos telemoveis também deveriam ter, principalmente a comparação do ordenado mínimo e dos valores dos telemoveis que se compra hoje em dia, e compram-se muitas vezes sem necessidade e sem meios.

Sempre esperei ouvir da minha avó que os telemoveis ou eram coisa do Demo, ou era coisa de maricas, mas até a minha avó se rendeu aos telemoveis, ás vezes questiono-me em que mundo vivemos hoje que até os telemoveis teem mais valor que alguns sentimentos e amizades, sim porque hoje em dia os telemoveis teem tal valor capazes de destruir muitas relações de amizade ou amorosas, ao ponto que chega o espírito do homem.

quarta-feira, janeiro 14, 2004

Vagueando

Desço à rua e inspiro o ar fresco da noite...
A lua recorda-me o brilho do teu sorriso
E sou eu quem agora sorri.

Sentada no solitário banco de jardim
Desfruto da companhia das pedras da calçada,
Da relva, do céu que me protege...

O vento sussurra ao meu ouvido
As palavras esquecidas que deitaste aos meus pés...
E aqui, dentro de mim
Renasce a lembrança de um beijo à chuva.

A poesia da noite rouba os versos que tento alinhavar...
O talento pertence a Deus.

Conservo a alegria de viver
E saber que também vives...
Algures por aí...
Algures no meu coração.

Levanto-me e vagueando pela cidade
Volto aos lugares que contam a nossa história.

E ao dobrar a esquina...
Apenas a recordação...

Também um dia tropeçarei em ti...
Outra vez, com um sorriso nos lábios.

terça-feira, janeiro 13, 2004

Caminho de razão...

«Um bom amante não se limita a destruir, por muito que o amor seja destruição. O seu faro deve apontar-lhe o fim das coisas para lhes dar um caminho de razão. Isto, parece-me a mim, é mais doloroso para quem já não ama do que o comodismo que prolonga a crise e faz dela, às vezes, um excitante.»

Não procuro um caminho de razão...
Não vejo na crise um excitante...
Lamento não ter rédeas curtas no coração,
Lamento ter tão pouca força para recuperar
De uma fase pouco feliz...

Talvez porque a tristeza
É parte marcante da minha natureza
E os momentos de loucura apenas são despoletados
Por paixões fortes... Arrebatadoras...

E quando o sentimento é mais calmo?
Terei de me resignar?

Falta-me o impulso renovador!
Falta-me a coragem, a decisão!

Fazes-me falta e não sei admitir
Fazes-me falta e não quero aceitar
Fazes-me falta e nunca to soube dizer...

Gosto de ti e temo este sentimento...

No fim... fazes-me falta!

Eu contigo e "tigo com migo" e reencontrarias nos meus lábios um sorriso sincero, enfim...

Porque percebi ter perdido o meu saco de diamantes...

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Paz de Espírito - para reflectir... ou então não...

A propósito da inquietação da minha alma procurei perceber o que era a "paz de espírito" que tantos, como eu, procuram...
Encontrei no livro «CORAGEM - a alegria de viver perigosamente» de Osho, um excerto que me fez pensar um pouco...
Gostaria de partilhá-lo convosco.

«O homem rico foi imediatamente, montado no seu belo cavalo, e levou um grande saco cheio de diamantes preciosos. Chegou lá, viu o tal homem - o tal homem era conhecido pelo nome de Mulla Nasruddin.
O homem rico perguntou ao Mulla: "Podes ajudar-me a encontrar a paz de espírito?"
O Mulla respondeu: "Ajudar-te? Posso dar-ta."
(...) O homem rico disse: "Podes dar-ma? Já consultei todo o tipo de sábios; todos eles me deram conselhos - faz isto, faz aquilo, disciplina-te a ti próprio, dá esmolas, ajuda os pobres, abre hospitais, mais isto e mais aquilo. Todos eles dizem coisas destas, e eu de facto fiz todas essas coisas, mas de nada serviu. Para falar verdade, cada vez se levantam mais dificuldades. E tu dizes-me que ma podes dar?"
O Mulla respondeu: "É muito simples. Desce desse cavalo." E o homem rico desceu do cavalo. Segurava no seu saco, e o Mulla perguntou: "Que trazes dentro desse saco que seguras tão perto do coração?"
Ele respondeu: "São diamantes preciossos. Se tu me deres a paz, eu dar-te-ei este saco." Mas, sem sequer ter tido tempo de perceber o que estava a acontecer, o Mulla pegou no saco e fugiu!

O homem rico, durante um momento, ficou em estado de choque; nem sequer sabia o que fazer. E depois teve de o seguir. Mas aquela era a terra do Mulla - ele conhecia todas as ruas e atalhos e ía a correr. O homem rico nunca tinha corrido tanto em toda a sua vida, e era muito gordo... Chorava e bufava de irritação e as lágrimas corriam-lhe pela cara abaixo. Lamentava-se: "Fui completamente enganado! Este homem levou-me o fruto do trabalho de toda aminha vida, todas as minhas poupanças; levou-me tudo."
E toda a multidão o seguia, e todos se riam. Ele disse: "Vocês são todos idiotas? Esta terra está cheia de idiotas? Fiquei completamente arruinado, e vocês, em vez de agarrarem o ladrão, estão todos a rir-se."
Responderam-lhe: "Ele não é um ladrão, é um homem muito sensato."

(...) E o Mulla voltou para debaixo da mesma árvore onde o cavalo continuava à espera. Sentou-se debaixo da árvore com o saco e o homem rico chegou a chorar e a soluçar. O Mulla disse-lhe: "Toma lá o saco." O homem rico pegou no saco e colocou-o perto do coração. O Mulla disse-lhe: "Como é que te sentes? Consegues sentir alguma paz de espírito?"
O homem rico respondeu: "Sim, sinto-me em paz. És um homem estranho e tens métodos estranhos."
O Mulla disse-lhe. "Não são métodos estranhos - é simples matemática. Tudo aquilo que possuis, começas a sentir que é um dado adquirido. Só precisas que te seja dada uma oportunidade de o perderes; então tornas-te imediatamente consciente daquilo que perdeste. Não adquiriste nada de novo; é o mesmo saco que tens transportado sem qualquer paz de espírito. Agora estás a segurar no mesmo saco mesmo junto ao teu coração e qualquer pessoa pode ver que estás sereno, um perfeito sábio! Vai para casa e não aborreças as pessoas."»

«Se um homem souber o que é a paz de espírito, ele não poderá escrever um livrio intitulado Peace of Mind, porque a mente é a causa de toda a falta de paz, de toda a agitação.
A paz é quando não há mente. Ora, paz de espírito - semelhante mercadoria é coisa que não existe.» Osho

domingo, janeiro 11, 2004

Mais um excerto de mais um livro... Novo ano, mas eu não mudo :)

Hoje o dia foi revelador... Não sei se no bom ou no mau sentido... Percebi que, no fundo, o que eu quero, se calhar, não é a «verdade», mas apenas, e tão só, ser FELIZ. E nem sempre o «abrir os olhos» nos faz mais felizes, talvez porque há alturas em que tudo o que temos é a «esperança» e não uma realidade nua e crua, pronta a decepcionar-nos.
O que escrevo nada tem a ver com o que aprendi hoje (pelo menos directamente), mas apenas com as coisas que estive a pensar depois de um desenrolar, de um encadear de pensamentos...
É, para variar, mais um excerto... de Paulo Coelho. (A minha biblioteca parece um pouco monopolizada por este autor... hum...)

«As Valquírias»
«Isso era paixão: criar a imagem de alguém, e não avisar.
Um dia porém, quando a convivência revelasse a verdadeira identidade de ambos, descobririam que atrás do Mago e da Valquíria viviam um homem e uma mulher. Com poderes, talvez, com alguns conhecimentos preciosos, mas - não podiam fugir desta realidade - um homem e uma mulher. Com a agonia, com o êxtase, a força e a fraqueza de todos os outros seres humanos.
E, quando um deles se mostrasse como realmente era, o outro afastar-se-ía - porque isto significava destruir o mundo que tinha criado. (...) O amor era dividir o mundo com o outro (...). A paixão era algo bom, divertido, e que podia enriquecer muito a vida.
Mas era diferente do amor. E o amor vale qualquer preço, não merece ser trocado por nada

Bom 2004.