Desço à rua e inspiro o ar fresco da noite...
A lua recorda-me o brilho do teu sorriso
E sou eu quem agora sorri.
Sentada no solitário banco de jardim
Desfruto da companhia das pedras da calçada,
Da relva, do céu que me protege...
O vento sussurra ao meu ouvido
As palavras esquecidas que deitaste aos meus pés...
E aqui, dentro de mim
Renasce a lembrança de um beijo à chuva.
A poesia da noite rouba os versos que tento alinhavar...
O talento pertence a Deus.
Conservo a alegria de viver
E saber que também vives...
Algures por aí...
Algures no meu coração.
Levanto-me e vagueando pela cidade
Volto aos lugares que contam a nossa história.
E ao dobrar a esquina...
Apenas a recordação...
Também um dia tropeçarei em ti...
Outra vez, com um sorriso nos lábios.
quarta-feira, janeiro 14, 2004
terça-feira, janeiro 13, 2004
Caminho de razão...
«Um bom amante não se limita a destruir, por muito que o amor seja destruição. O seu faro deve apontar-lhe o fim das coisas para lhes dar um caminho de razão. Isto, parece-me a mim, é mais doloroso para quem já não ama do que o comodismo que prolonga a crise e faz dela, às vezes, um excitante.»
Não procuro um caminho de razão...
Não vejo na crise um excitante...
Lamento não ter rédeas curtas no coração,
Lamento ter tão pouca força para recuperar
De uma fase pouco feliz...
Talvez porque a tristeza
É parte marcante da minha natureza
E os momentos de loucura apenas são despoletados
Por paixões fortes... Arrebatadoras...
E quando o sentimento é mais calmo?
Terei de me resignar?
Falta-me o impulso renovador!
Falta-me a coragem, a decisão!
Fazes-me falta e não sei admitir
Fazes-me falta e não quero aceitar
Fazes-me falta e nunca to soube dizer...
Gosto de ti e temo este sentimento...
No fim... fazes-me falta!
Eu contigo e "tigo com migo" e reencontrarias nos meus lábios um sorriso sincero, enfim...
Porque percebi ter perdido o meu saco de diamantes...
Não procuro um caminho de razão...
Não vejo na crise um excitante...
Lamento não ter rédeas curtas no coração,
Lamento ter tão pouca força para recuperar
De uma fase pouco feliz...
Talvez porque a tristeza
É parte marcante da minha natureza
E os momentos de loucura apenas são despoletados
Por paixões fortes... Arrebatadoras...
E quando o sentimento é mais calmo?
Terei de me resignar?
Falta-me o impulso renovador!
Falta-me a coragem, a decisão!
Fazes-me falta e não sei admitir
Fazes-me falta e não quero aceitar
Fazes-me falta e nunca to soube dizer...
Gosto de ti e temo este sentimento...
No fim... fazes-me falta!
Eu contigo e "tigo com migo" e reencontrarias nos meus lábios um sorriso sincero, enfim...
Porque percebi ter perdido o meu saco de diamantes...
segunda-feira, janeiro 12, 2004
Paz de Espírito - para reflectir... ou então não...
A propósito da inquietação da minha alma procurei perceber o que era a "paz de espírito" que tantos, como eu, procuram...
Encontrei no livro «CORAGEM - a alegria de viver perigosamente» de Osho, um excerto que me fez pensar um pouco...
Gostaria de partilhá-lo convosco.
«O homem rico foi imediatamente, montado no seu belo cavalo, e levou um grande saco cheio de diamantes preciosos. Chegou lá, viu o tal homem - o tal homem era conhecido pelo nome de Mulla Nasruddin.
O homem rico perguntou ao Mulla: "Podes ajudar-me a encontrar a paz de espírito?"
O Mulla respondeu: "Ajudar-te? Posso dar-ta."
(...) O homem rico disse: "Podes dar-ma? Já consultei todo o tipo de sábios; todos eles me deram conselhos - faz isto, faz aquilo, disciplina-te a ti próprio, dá esmolas, ajuda os pobres, abre hospitais, mais isto e mais aquilo. Todos eles dizem coisas destas, e eu de facto fiz todas essas coisas, mas de nada serviu. Para falar verdade, cada vez se levantam mais dificuldades. E tu dizes-me que ma podes dar?"
O Mulla respondeu: "É muito simples. Desce desse cavalo." E o homem rico desceu do cavalo. Segurava no seu saco, e o Mulla perguntou: "Que trazes dentro desse saco que seguras tão perto do coração?"
Ele respondeu: "São diamantes preciossos. Se tu me deres a paz, eu dar-te-ei este saco." Mas, sem sequer ter tido tempo de perceber o que estava a acontecer, o Mulla pegou no saco e fugiu!
O homem rico, durante um momento, ficou em estado de choque; nem sequer sabia o que fazer. E depois teve de o seguir. Mas aquela era a terra do Mulla - ele conhecia todas as ruas e atalhos e ía a correr. O homem rico nunca tinha corrido tanto em toda a sua vida, e era muito gordo... Chorava e bufava de irritação e as lágrimas corriam-lhe pela cara abaixo. Lamentava-se: "Fui completamente enganado! Este homem levou-me o fruto do trabalho de toda aminha vida, todas as minhas poupanças; levou-me tudo."
E toda a multidão o seguia, e todos se riam. Ele disse: "Vocês são todos idiotas? Esta terra está cheia de idiotas? Fiquei completamente arruinado, e vocês, em vez de agarrarem o ladrão, estão todos a rir-se."
Responderam-lhe: "Ele não é um ladrão, é um homem muito sensato."
(...) E o Mulla voltou para debaixo da mesma árvore onde o cavalo continuava à espera. Sentou-se debaixo da árvore com o saco e o homem rico chegou a chorar e a soluçar. O Mulla disse-lhe: "Toma lá o saco." O homem rico pegou no saco e colocou-o perto do coração. O Mulla disse-lhe: "Como é que te sentes? Consegues sentir alguma paz de espírito?"
O homem rico respondeu: "Sim, sinto-me em paz. És um homem estranho e tens métodos estranhos."
O Mulla disse-lhe. "Não são métodos estranhos - é simples matemática. Tudo aquilo que possuis, começas a sentir que é um dado adquirido. Só precisas que te seja dada uma oportunidade de o perderes; então tornas-te imediatamente consciente daquilo que perdeste. Não adquiriste nada de novo; é o mesmo saco que tens transportado sem qualquer paz de espírito. Agora estás a segurar no mesmo saco mesmo junto ao teu coração e qualquer pessoa pode ver que estás sereno, um perfeito sábio! Vai para casa e não aborreças as pessoas."»
«Se um homem souber o que é a paz de espírito, ele não poderá escrever um livrio intitulado Peace of Mind, porque a mente é a causa de toda a falta de paz, de toda a agitação.
A paz é quando não há mente. Ora, paz de espírito - semelhante mercadoria é coisa que não existe.» Osho
Encontrei no livro «CORAGEM - a alegria de viver perigosamente» de Osho, um excerto que me fez pensar um pouco...
Gostaria de partilhá-lo convosco.
«O homem rico foi imediatamente, montado no seu belo cavalo, e levou um grande saco cheio de diamantes preciosos. Chegou lá, viu o tal homem - o tal homem era conhecido pelo nome de Mulla Nasruddin.
O homem rico perguntou ao Mulla: "Podes ajudar-me a encontrar a paz de espírito?"
O Mulla respondeu: "Ajudar-te? Posso dar-ta."
(...) O homem rico disse: "Podes dar-ma? Já consultei todo o tipo de sábios; todos eles me deram conselhos - faz isto, faz aquilo, disciplina-te a ti próprio, dá esmolas, ajuda os pobres, abre hospitais, mais isto e mais aquilo. Todos eles dizem coisas destas, e eu de facto fiz todas essas coisas, mas de nada serviu. Para falar verdade, cada vez se levantam mais dificuldades. E tu dizes-me que ma podes dar?"
O Mulla respondeu: "É muito simples. Desce desse cavalo." E o homem rico desceu do cavalo. Segurava no seu saco, e o Mulla perguntou: "Que trazes dentro desse saco que seguras tão perto do coração?"
Ele respondeu: "São diamantes preciossos. Se tu me deres a paz, eu dar-te-ei este saco." Mas, sem sequer ter tido tempo de perceber o que estava a acontecer, o Mulla pegou no saco e fugiu!
O homem rico, durante um momento, ficou em estado de choque; nem sequer sabia o que fazer. E depois teve de o seguir. Mas aquela era a terra do Mulla - ele conhecia todas as ruas e atalhos e ía a correr. O homem rico nunca tinha corrido tanto em toda a sua vida, e era muito gordo... Chorava e bufava de irritação e as lágrimas corriam-lhe pela cara abaixo. Lamentava-se: "Fui completamente enganado! Este homem levou-me o fruto do trabalho de toda aminha vida, todas as minhas poupanças; levou-me tudo."
E toda a multidão o seguia, e todos se riam. Ele disse: "Vocês são todos idiotas? Esta terra está cheia de idiotas? Fiquei completamente arruinado, e vocês, em vez de agarrarem o ladrão, estão todos a rir-se."
Responderam-lhe: "Ele não é um ladrão, é um homem muito sensato."
(...) E o Mulla voltou para debaixo da mesma árvore onde o cavalo continuava à espera. Sentou-se debaixo da árvore com o saco e o homem rico chegou a chorar e a soluçar. O Mulla disse-lhe: "Toma lá o saco." O homem rico pegou no saco e colocou-o perto do coração. O Mulla disse-lhe: "Como é que te sentes? Consegues sentir alguma paz de espírito?"
O homem rico respondeu: "Sim, sinto-me em paz. És um homem estranho e tens métodos estranhos."
O Mulla disse-lhe. "Não são métodos estranhos - é simples matemática. Tudo aquilo que possuis, começas a sentir que é um dado adquirido. Só precisas que te seja dada uma oportunidade de o perderes; então tornas-te imediatamente consciente daquilo que perdeste. Não adquiriste nada de novo; é o mesmo saco que tens transportado sem qualquer paz de espírito. Agora estás a segurar no mesmo saco mesmo junto ao teu coração e qualquer pessoa pode ver que estás sereno, um perfeito sábio! Vai para casa e não aborreças as pessoas."»
«Se um homem souber o que é a paz de espírito, ele não poderá escrever um livrio intitulado Peace of Mind, porque a mente é a causa de toda a falta de paz, de toda a agitação.
A paz é quando não há mente. Ora, paz de espírito - semelhante mercadoria é coisa que não existe.» Osho
domingo, janeiro 11, 2004
Mais um excerto de mais um livro... Novo ano, mas eu não mudo :)
Hoje o dia foi revelador... Não sei se no bom ou no mau sentido... Percebi que, no fundo, o que eu quero, se calhar, não é a «verdade», mas apenas, e tão só, ser FELIZ. E nem sempre o «abrir os olhos» nos faz mais felizes, talvez porque há alturas em que tudo o que temos é a «esperança» e não uma realidade nua e crua, pronta a decepcionar-nos.
O que escrevo nada tem a ver com o que aprendi hoje (pelo menos directamente), mas apenas com as coisas que estive a pensar depois de um desenrolar, de um encadear de pensamentos...
É, para variar, mais um excerto... de Paulo Coelho. (A minha biblioteca parece um pouco monopolizada por este autor... hum...)
«As Valquírias»
«Isso era paixão: criar a imagem de alguém, e não avisar.
Um dia porém, quando a convivência revelasse a verdadeira identidade de ambos, descobririam que atrás do Mago e da Valquíria viviam um homem e uma mulher. Com poderes, talvez, com alguns conhecimentos preciosos, mas - não podiam fugir desta realidade - um homem e uma mulher. Com a agonia, com o êxtase, a força e a fraqueza de todos os outros seres humanos.
E, quando um deles se mostrasse como realmente era, o outro afastar-se-ía - porque isto significava destruir o mundo que tinha criado. (...) O amor era dividir o mundo com o outro (...). A paixão era algo bom, divertido, e que podia enriquecer muito a vida.
Mas era diferente do amor. E o amor vale qualquer preço, não merece ser trocado por nada.»
Bom 2004.
O que escrevo nada tem a ver com o que aprendi hoje (pelo menos directamente), mas apenas com as coisas que estive a pensar depois de um desenrolar, de um encadear de pensamentos...
É, para variar, mais um excerto... de Paulo Coelho. (A minha biblioteca parece um pouco monopolizada por este autor... hum...)
«As Valquírias»
«Isso era paixão: criar a imagem de alguém, e não avisar.
Um dia porém, quando a convivência revelasse a verdadeira identidade de ambos, descobririam que atrás do Mago e da Valquíria viviam um homem e uma mulher. Com poderes, talvez, com alguns conhecimentos preciosos, mas - não podiam fugir desta realidade - um homem e uma mulher. Com a agonia, com o êxtase, a força e a fraqueza de todos os outros seres humanos.
E, quando um deles se mostrasse como realmente era, o outro afastar-se-ía - porque isto significava destruir o mundo que tinha criado. (...) O amor era dividir o mundo com o outro (...). A paixão era algo bom, divertido, e que podia enriquecer muito a vida.
Mas era diferente do amor. E o amor vale qualquer preço, não merece ser trocado por nada.»
Bom 2004.
sábado, janeiro 10, 2004
Teorias da Constipação I
BOMBA AMEAÇA DURÃO
Vários inquilinos do prédio do primeiro-ministro, Durão Barroso, receberam ontem, cerca da 01h00, ameaças de bomba pelo telefone. Do auscultador uma voz, com um sotaque árabe, dizia em português “A al-Qaeda está em Portugal e vai atacar a casa do primeiro ministro”, revelou ao Correio da Manhã um dos vizinhos que recebeu a chamada.
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TARTARUGA GIGANTE DEU À COSTA
Uma tartaruga com 1,63 metros de comprimento e 300 quilos de peso, e já em fase de decomposição, apareceu ontem morta na praia de Afife, Viana do Castelo.
A tartaruga, da espécie Dermochelis Coreácea, foi detectada cerca das 10h00, por populares que passavam no local, tendo sido enterrada perto das 17h30 junto às dunas daquela praia.
Segundo a Polícia Marítima, o mais provável é que a tartaruga tenha ficado presa nas redes de pesca que estão ao largo da costa e sido agredida e depredada por outras espécies. "O arrojamento de tartarugas na costa Norte de Portugal não é muito frequente, embora esta não seja a primeira vez que tal acontece", acrescentou fonte da Polícia Marítima. O local onde o animal foi enterrado está devidamente identificado, para o caso de, no futuro, aparecem interessados em estudar as ossadas.
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Ambas as noticias foram retiradas do Jornal Correio da Manhã online.
Como podem reparar os erros de ortografia são originais do jornal, além do excelente vocabulário usado, só tenho pena de não ter encontrado a versão online do 24 Horas, ai sim iria ser um fartote.
Como seria de esperar já devem estar a perguntar que relação teem estas duas noticias, pois também não sei foram escolhidas ao acaso, ou talvez não...
Se formos observar atentamente as duas noticias, podemos observar que ocorreu uma ameaça de bomba à residência do Primeiro-Ministro feita por alguém ligado ao terrorismo internacional, supostamente a Al-Qaeda. Até aqui o mais estranho é o facto do atentado não ser à residência da ministra das finanças, até porque são os árabes que agora compraram as dividas de impostos dos portugueses.
Isto começa a fazer sentido se ao lermos as noticias tivermos o espírito e mente aberta.
Normalmente estas organizações terroristas não vão se meter com os portugueses, nas cruzadas fartaram-se de apanhar com a espada no meio dos dentes, tinha de haver um motivo de força maior.
Mas que motivo poderia ser esse, nós somos desconhecidos, não levantamos muita poeira, a nossa política internacional é de bajulice, as Lajes são dos americanos e castigo por isso já chega o “Farfalha”, que raio podem os portugueses ter feito para que os senhores terroristas “eu já precisava de ir ao barbeiro”, nos viessem chatear. Os restaurantes como a Meta dos Leitões até tem menus a pensar nos terroristas, têm alternativas a carne de porco, como por exemplo coisas verdes e as cores a que alguns chamam de legumes. (chalaça seca)
Depois de ir à casa de banho aliviar a bexiga é que de repente me lembrei, e disse para comigo:
- Queres ver que a tartaruga que deu à costa em Viana do Castelo era um líder religioso dos senhores terroristas?
- Tu queres ver que a tartaruga era o elo espiritual que unia os barbudos no ataque aos capitalistas?
E só ai é que me apercebi do erro que os terroristas tinham cometido.
É normal que eles estejam cheios de sede de vingança, mas quem matou a tartaruga não foi o Durão Barroso, foi sim Mário Soares na sua visita às Seychelles quando se sentou em cima da pobre tartaruga e posou para as fotos na altura, só agora passado tanto tempo é que o seu cadáver veio a ser descoberto e logo em Portugal, tudo isto fez reavivar a memória dos terroristas que exigiam sangue, mas enganaram-se no político.
No fundo quem eles querem é Mário Soares, “el gordito”, como é conhecido no mundo político, por isso esperem mais uns dias e depois do Paulo Portas ler a minha tese sobre esta conspiração e podem ler no 24 Horas uma noticia do género, “Paulo Portas é visto à frente da Casa do clã Soares com flairs vermelhos e com o seguinte cartaz, “Sr. Terrorista, quem vos matou a tartaruga Nemo foi o senhor que ali está, tomei a liberdade de fazer uma cruz vermelha no telhado para servir como alvo.” ” .
No meio disto tudo quem sofre é a família do Nemo que vê o seu nome espalhado nos mais importantes media do mundo.
Vários inquilinos do prédio do primeiro-ministro, Durão Barroso, receberam ontem, cerca da 01h00, ameaças de bomba pelo telefone. Do auscultador uma voz, com um sotaque árabe, dizia em português “A al-Qaeda está em Portugal e vai atacar a casa do primeiro ministro”, revelou ao Correio da Manhã um dos vizinhos que recebeu a chamada.
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TARTARUGA GIGANTE DEU À COSTA
Uma tartaruga com 1,63 metros de comprimento e 300 quilos de peso, e já em fase de decomposição, apareceu ontem morta na praia de Afife, Viana do Castelo.
A tartaruga, da espécie Dermochelis Coreácea, foi detectada cerca das 10h00, por populares que passavam no local, tendo sido enterrada perto das 17h30 junto às dunas daquela praia.
Segundo a Polícia Marítima, o mais provável é que a tartaruga tenha ficado presa nas redes de pesca que estão ao largo da costa e sido agredida e depredada por outras espécies. "O arrojamento de tartarugas na costa Norte de Portugal não é muito frequente, embora esta não seja a primeira vez que tal acontece", acrescentou fonte da Polícia Marítima. O local onde o animal foi enterrado está devidamente identificado, para o caso de, no futuro, aparecem interessados em estudar as ossadas.
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Ambas as noticias foram retiradas do Jornal Correio da Manhã online.
Como podem reparar os erros de ortografia são originais do jornal, além do excelente vocabulário usado, só tenho pena de não ter encontrado a versão online do 24 Horas, ai sim iria ser um fartote.
Como seria de esperar já devem estar a perguntar que relação teem estas duas noticias, pois também não sei foram escolhidas ao acaso, ou talvez não...
Se formos observar atentamente as duas noticias, podemos observar que ocorreu uma ameaça de bomba à residência do Primeiro-Ministro feita por alguém ligado ao terrorismo internacional, supostamente a Al-Qaeda. Até aqui o mais estranho é o facto do atentado não ser à residência da ministra das finanças, até porque são os árabes que agora compraram as dividas de impostos dos portugueses.
Isto começa a fazer sentido se ao lermos as noticias tivermos o espírito e mente aberta.
Normalmente estas organizações terroristas não vão se meter com os portugueses, nas cruzadas fartaram-se de apanhar com a espada no meio dos dentes, tinha de haver um motivo de força maior.
Mas que motivo poderia ser esse, nós somos desconhecidos, não levantamos muita poeira, a nossa política internacional é de bajulice, as Lajes são dos americanos e castigo por isso já chega o “Farfalha”, que raio podem os portugueses ter feito para que os senhores terroristas “eu já precisava de ir ao barbeiro”, nos viessem chatear. Os restaurantes como a Meta dos Leitões até tem menus a pensar nos terroristas, têm alternativas a carne de porco, como por exemplo coisas verdes e as cores a que alguns chamam de legumes. (chalaça seca)
Depois de ir à casa de banho aliviar a bexiga é que de repente me lembrei, e disse para comigo:
- Queres ver que a tartaruga que deu à costa em Viana do Castelo era um líder religioso dos senhores terroristas?
- Tu queres ver que a tartaruga era o elo espiritual que unia os barbudos no ataque aos capitalistas?
E só ai é que me apercebi do erro que os terroristas tinham cometido.
É normal que eles estejam cheios de sede de vingança, mas quem matou a tartaruga não foi o Durão Barroso, foi sim Mário Soares na sua visita às Seychelles quando se sentou em cima da pobre tartaruga e posou para as fotos na altura, só agora passado tanto tempo é que o seu cadáver veio a ser descoberto e logo em Portugal, tudo isto fez reavivar a memória dos terroristas que exigiam sangue, mas enganaram-se no político.
No fundo quem eles querem é Mário Soares, “el gordito”, como é conhecido no mundo político, por isso esperem mais uns dias e depois do Paulo Portas ler a minha tese sobre esta conspiração e podem ler no 24 Horas uma noticia do género, “Paulo Portas é visto à frente da Casa do clã Soares com flairs vermelhos e com o seguinte cartaz, “Sr. Terrorista, quem vos matou a tartaruga Nemo foi o senhor que ali está, tomei a liberdade de fazer uma cruz vermelha no telhado para servir como alvo.” ” .
No meio disto tudo quem sofre é a família do Nemo que vê o seu nome espalhado nos mais importantes media do mundo.
terça-feira, dezembro 30, 2003
Adeus 2003!
O último blog do ano.
Adeus 2003. De ti manterei apenas algumas lembranças... Umas porque são boas e não quero esquecer, outras, porque más, não consigo esquecer...
Ao entrar em 2004 vou deixar para trás o que não presta. Vou renovar o espírito e viver uma nova vida. Algumas pessoas ficarão esquecidas, confesso, mas é assim... Ano novo vida nova. O que não tem força para sobreviver morre.
Posso parecer fria, mas é assim... É como sou... Este meu mau feitio permanecerá...
Bom ano para todos vós!
Adeus 2003. De ti manterei apenas algumas lembranças... Umas porque são boas e não quero esquecer, outras, porque más, não consigo esquecer...
Ao entrar em 2004 vou deixar para trás o que não presta. Vou renovar o espírito e viver uma nova vida. Algumas pessoas ficarão esquecidas, confesso, mas é assim... Ano novo vida nova. O que não tem força para sobreviver morre.
Posso parecer fria, mas é assim... É como sou... Este meu mau feitio permanecerá...
Bom ano para todos vós!
terça-feira, dezembro 16, 2003
Atestado de estupidez!
Eu sou suspeita para falar do Natal, porque eu detesto o Natal, mas não me consigo conter!
Temos de admitir que ou andamos a passar atestados de estupidez às crianças ou simplesmente falta a coragem de dizer que lhes andamos a mentir desde que nasceram...
Parece impossível, vamos a um centro comercial ou ao Jardim Zoológico e encontramos pelo menos uns 3 Pai-Natais diferentes...
E queremos nós que o mundo melhore quando, desde cedo, começamos a corromper as novas gerações!
Temos de admitir que ou andamos a passar atestados de estupidez às crianças ou simplesmente falta a coragem de dizer que lhes andamos a mentir desde que nasceram...
Parece impossível, vamos a um centro comercial ou ao Jardim Zoológico e encontramos pelo menos uns 3 Pai-Natais diferentes...
E queremos nós que o mundo melhore quando, desde cedo, começamos a corromper as novas gerações!
domingo, dezembro 14, 2003
Algo para ocupar espaço, ou talvez só um conselho, uma dica, uma luz.
Desorientação é algo terrível, principalmente a desorientação dos pensamentos, não saber o que pensar ou sentir. Quantas vezes na vida nos baralham por dentro com simples palavras, com jogos de palavras, com jogos de intenções.
É terrível não saber o que sentir, aí começamos a pensar o que fica melhor sentir, acaba por ser como escolher o que vestir, e acabamos por fazer a pergunta do que vamos sentir hoje.
Normalmente até sou uma pessoa inteligente, pelo menos prudente em maioria dos casos, costumo variar os sentimentos, mas raramente me engano naquilo que devo sentir em determinado momento.
Sei que ainda não vivi o suficiente, mas sei que já vivi muito para poder julgar, para poder aconselhar, para poder dizer disparates.
Se fosse a julgar diria que as pessoas que agem mal, deviam ser as primeiras a tentar mudar e resolver a situação.
Se for a aconselhar, aconselho que se de uma oportunidade, que se de uma oportunidade ao dialogo e à frontalidade, que se resolvam as coisas a falar, mas que isso parta da pessoa com mais interesse, o que em alguns casos é difícil de definir, noutros é bem evidente.
Se for a dizer um disparate, digo que acredito nas pessoas piamente, ou então digo que devemos desconfiar de todos, quando o mais certo é contrabalançar, devemos dar sempre uma oportunidade, mas manter sempre um pé atrás, pois de quem pouco sabemos tudo esperamos.
Eu sinceramente nem sei para que escrevi isto, ou porque ponho isto aqui, duvido que tenha o mínimo de interesse para alguém, o mais provável é ser um desabafo.
As pessoas teem o direito a mudar, têm o direito a que os outros lhes ajudem e dêem uma oportunidade, mas são essas pessoas que devem mudar o comportamento, devem procurar falar, devem procurar mudar e não esperar que sejam os outros a esquecer ou mudar por elas.
Não adianta ser vítima num mundo de injustiçados.
Somos todos vitimas de algo, ou de conformismo ou de estupidez, ou de calculismo até à discriminação, todos temos defeitos, apenas temos de mudá-los e adaptá-los as pessoas com quem queremos estar.
Uma coisa é certa as pessoas estão sempre dispostas a ouvir, podem não responder ou nem ligar, mas ouvem, é preciso é que alguém esteja disposto a falar, a mudar, e a encontrar os sentimentos certos para se adaptar ao mundo que quer abraçar.
Ninguém espere que o tempo mude a situação, é preciso tomar a iniciativa, e parte sempre do lado mais necessitado.
É terrível não saber o que sentir, aí começamos a pensar o que fica melhor sentir, acaba por ser como escolher o que vestir, e acabamos por fazer a pergunta do que vamos sentir hoje.
Normalmente até sou uma pessoa inteligente, pelo menos prudente em maioria dos casos, costumo variar os sentimentos, mas raramente me engano naquilo que devo sentir em determinado momento.
Sei que ainda não vivi o suficiente, mas sei que já vivi muito para poder julgar, para poder aconselhar, para poder dizer disparates.
Se fosse a julgar diria que as pessoas que agem mal, deviam ser as primeiras a tentar mudar e resolver a situação.
Se for a aconselhar, aconselho que se de uma oportunidade, que se de uma oportunidade ao dialogo e à frontalidade, que se resolvam as coisas a falar, mas que isso parta da pessoa com mais interesse, o que em alguns casos é difícil de definir, noutros é bem evidente.
Se for a dizer um disparate, digo que acredito nas pessoas piamente, ou então digo que devemos desconfiar de todos, quando o mais certo é contrabalançar, devemos dar sempre uma oportunidade, mas manter sempre um pé atrás, pois de quem pouco sabemos tudo esperamos.
Eu sinceramente nem sei para que escrevi isto, ou porque ponho isto aqui, duvido que tenha o mínimo de interesse para alguém, o mais provável é ser um desabafo.
As pessoas teem o direito a mudar, têm o direito a que os outros lhes ajudem e dêem uma oportunidade, mas são essas pessoas que devem mudar o comportamento, devem procurar falar, devem procurar mudar e não esperar que sejam os outros a esquecer ou mudar por elas.
Não adianta ser vítima num mundo de injustiçados.
Somos todos vitimas de algo, ou de conformismo ou de estupidez, ou de calculismo até à discriminação, todos temos defeitos, apenas temos de mudá-los e adaptá-los as pessoas com quem queremos estar.
Uma coisa é certa as pessoas estão sempre dispostas a ouvir, podem não responder ou nem ligar, mas ouvem, é preciso é que alguém esteja disposto a falar, a mudar, e a encontrar os sentimentos certos para se adaptar ao mundo que quer abraçar.
Ninguém espere que o tempo mude a situação, é preciso tomar a iniciativa, e parte sempre do lado mais necessitado.
quinta-feira, dezembro 11, 2003
A publicidade 2 em 1.
Após o delírio febril ontem à noite, decidi que hoje iria escrever sobre algo menos interessante e mais enfadonho.
Decidi que queria partilhar a minha opinião sobre a publicidade. Devem perguntar “porque raio vai este gajo partilhar opiniões, ainda não percebeu que não estamos interessados?”.
Eu apenas partilho as opiniões mais inúteis e que me ocupam espaço neste cérebro diminuto, as boas opiniões guardo à espera do momento prefeito para surpreender o mundo.
Como esta opinião não tem utilidade pública, e é matéria que me ocupa o cérebro decidi partilhar.
Pois é, a publicidade, belo tópico de conversa.
Decidi abranger a publicidade por duas vertentes, fazer uma espécie de opinião dois em um, e enveredar tanto pelo lado comum da publicidade como o lado mais formal e legal da publicidade. (o legal não é sinónimo de show de bola em brasileiro, é legal de legalidade, na vertente jurídica.)
Começo por definir publicidade no termo jurídico. Publicidade é qualquer forma de comunicação feita por entidades de natureza pública ou privada no âmbito de uma actividade comercial, industrial, artesanal ou liberal, com o objectivo directo ou indirecto de promover, com vista à sua comercialização ou alienação, quaisquer serviços ou bens, ou promover ideias, princípios, iniciativas ou instituições.
Também é considerado publicidade qualquer comunicação da Administração Publica que tenha por objectivo promover, directa ou indirectamente, o fornecimento de bens ou serviços.
Apenas a propaganda política não é considerada publicidade segundo os tramites legais da lei nº 24/96 de 31 de Julho, alterada pelo decreto-lei nº 67/2003, de 8 de Abril, anexo sobre o código da publicidade.
Após definir o que é a publicidade para o mundo jurídico, quebro a corrente e faço uma pequena compilação de anúncios odiosos da televisão portuguesa.
Em primeiro lugar fica com certeza o anuncio da Netcabo, o anuncio referente ao concurso do Ferrari em que aparece um pobre jovem a imitar a rotação de um motor do Ferrari, sendo que o anuncio baseia-se apenas na produção de um som (NAAAAAAAAAaaahhhNaaaaaaahhh), o que é extremamente irritante.
Em segundo lugar nomeio o anuncio do Mon Cheri, em que o suspense final é asfixiante, como será que vão dividir o último Mon Cheri? Aposto que a se o homem fosse a comer o último sozinho a mulher rogava-lhe a praga do intestino incontinente.
Outro anuncio é o anuncio do shampoo Herbal Essences (julgo ser este o nome), em que metem uma mulher a ter um orgasmo sempre que usa o shampoo. È claramente publicidade enganosa, o shampoo não provoca aquele estado de excitação, como sempre o mais provável é o orgasmo ser falsificado, logo a publicidade é enganosa.
A publicidade de telemoveis, por vezes deixa um pouco a desejar, principalmente o anuncio da geração tipo “Duh”, este anuncio além de falso e estúpido viola os pontos b, c e f do nº 2 do artigo 7º da lei referida anteriormente neste artigo, esses pontos versão sobre a estimulação ou apelo à violência, atentado contra a dignidade da pessoa humana e utilização de língua obscena.
Posteriormente farei uma continuação da compilação de anúncios degradantes, mas confesso que ultimamente não tenho assistido o numero de horas de televisão suficiente para poder ter um conhecimento geral da publicidade feita hoje em dia.
Agora falando de coisas mais sérias gostava de referir um numero irrisório de normas que são violadas hoje em dia pela publicidade.
Começando pelo artigo 7º da lei já referida, que versa sobre o principio de ilicitude da publicidade vem logo dois ou três anúncios à cabeça que violam mais de dois pontos daquele artigo. Logo a seguir no artigo 8º sobre o principio da identificabilidade no ponto n.º 2 esta claro que a publicidade feita na televisão ou rádio tem de ser claramente separada da restante programação, através da introdução de um separador no inicio e fim do espaço publicitário, eu acabo de assistir a publicidade feita a meio de um programa, publicidade clara a uma marca de electrodomésticos de cozinha.
O artigo seguinte, o artigo 9º sobre a publicidade oculta ou dissimulada no pontos n.º 1 e 2 refere que fica vedada e proibida o uso de mensagens subliminares ou outro meio dissimulador que explore a possibilidade de transmitir publicidade sem que os destinatários se apercebam da natureza publicitária da mensagem, ou que na transmissão televisiva ou fotográfica de qualquer acontecimento real ou simulado, é proibido a focagem directa e exclusiva da publicidade existente, quando já foi alvo de comentário em algumas revistas de informação o caso de alguma da produção nacional ser patrocinada por marcas que patrocinam certas novelas e depois durante a sua transmissão são focados os produtos patrocinadores, como o caso do patrocinio de uma novela de produção nacional, por parte da água suja do imperialismo americano, expressão aplicada por Salazar.
Publicidade enganosa encontra-se explicita no artigo 11º da lei referida anteriormente, e em muitos dos seus pontos podemos inserir o telemarketing ou a publicidade dos mestres de serviços milagrosos que alem de violar o artigo da publicidade enganosa, viola também o artigo 22º-B sobre a proibição de publicidade sobre produtos e serviços milagrosos, quando todos os dias em qualquer jornal, panfleto, e até já na televisão vemos publicidade à prestação de serviços destes.
Versado no artigo 17º está o assunto da publicidade de bebidas alcoólicas, e no n.º 2 deste artigo está expressamente proibida a publicidade de bebidas alcoólicas na televisão e rádio, entre as 7 horas e as 22 horas e 30 minutos, por acaso nunca ninguém reparou nos anúncios de marcas de vodka.
O n.º 4 deste artigo diz que é proibido associar a publicidade de bebidas alcoólicas aos símbolos nacionais, consagrados no artigo 11.º da Constituição da República Portuguesa, julgo que a bandeira da República Portuguesa é um símbolo nacional, e julgo que a cerveja é uma bebida de teor alcoólico. Será que alguma vez foram associadas uma marca de cerveja e um símbolo nacional?
No artigo 23º onde consta a publicidade domiciliária diz no n.º 1 que a publicidade entregue no domicilio do destinatário, por correspondência ou qualquer outro meio, deve conter, de forma clara e precisa certos pontos, como elementos para identificação do anunciante, este é geralmente respeitado, indicação do local onde o destinatário pode obter as informações de que careça, este também é respeitado maioria das vezes, já os últimos dois pontos quanto à descrição rigorosa e fiel do bem ou serviço publicitado e as suas características, como também o preço e formas de pagamento, bem como as condições de aquisição, de garantia e de assistência pós-venda sobre um bem ou serviço, isso raramente é respeitado.
Apenas irei referir mais um artigo porque o tempo também escasseia, o artigo 24º no seu ponto n.º 3 refere que os telejornais e programas televisivos de informação não podem ser patrocinados, peço que reparem no fim dos telejornais se não há publicidade, e muito menos cumpre o ponto n.º 2 do artigo 8º sobre a identificabilidade da publicidade.
Há mais dois casos que sem basear de momento na lei, por conhecimento geral sabemos que não é legal, o caso da duração do tempo de publicidade na televisão que ultrapassa de longe o tempo especificado por lei, e o caso da publicidade em canais pagos, que supostamente por serem pagos não deveriam de ter publicidade.
No fundo como conclusão ficamos todos a saber, que as leis que versão sobre a publicidade são das mais violadas em Portugal.
A titulo de curiosidade o artigo 34º estabelece as sanções da violação dos artigos anteriormente referidos, as sanções variam entre os 200 e os 9 mil contos em moeda antiga. Se por cada violação fossem as sanções aplicadas muita mais gente andava mal de finanças.
Bem por tanta exposição sobre o mundo jurídico da publicidade arrisco-me agora a apanhar alguns processos, mas o mais provável é ninguém ligar a isto.
quarta-feira, dezembro 10, 2003
GRIPE FASE II
A Gripe contra ataca.. Snif SNif
E pinga o nariz.. SNif Snif
A garganta está inchada... Snif Snif
Doi toda e qualquer articulação ... SNif Snif
O Reumatismo não ajuda .. Snif SnIf
Se a demência e a poesia fossem sempre assim, louvados sejam os céus.
Um pouco de amor próprio para variar.
Ontem além das muitas horas de estudo dediquei uma parte do meu tempo a relembrar um filme que já tinha visto anteriormente. Por volta das 23:45 a RTP passou um filme intitulado de Flatliners ou Linha Mortal em português. Este filme conta com a participação de Kiefer Sutherland, Julia Roberts e Kevin Bacon nos principais papeis.
O filme tem por assunto principal o facto de um grupo de estudantes de medicina que se sujeitam a morrer clinicamente por alguns minutos, correndo o risco de não conseguir a reanimação, para experienciar a morte, e poder voltar para partilhar a experiência.
Não duvido que seja uma curiosidade geral, acho que toda a gente em alguma altura da vida se questionou se há vida para além da morte, ou como será o paraíso, como será a reencarnação, como será apagar, como será viver em espírito, ou qualquer outra crença possível, não há duvida que a morte e tudo o que a rodei é um dos maiores mistérios da humanidade.
Se calhar muita gente já perdeu um ente querido e ficou curiosidade de para onde é que esse ente foi parar, ou quis ir ter com ele nem que fosse por breves momentos, alguns mais excêntricos gostariam de encontrar alguém famoso do outro lado, alguns os seus ídolos, a morte engloba muitos tipos de curiosidade, e o motivo dessa curiosidade pode ser do tipo mais diversificado possível.
Acredito que muita gente era capaz de se expor a tal experiência, alguns diriam aventura, mesmo sabendo que corriam o risco de não serem reanimados e não voltar para este mundo dos vivos. Talvez muita gente ao equacionar o experimentar ou não, pense que se fosse provada alguma segurança tentava, já desde os primórdios dos tempos que a curiosidade e a vontade de saber, move o homem e dá largas à sua evolução.
Eu digo que nem que me garantissem a segurança da experiência eu era capaz de experimentar, não por medo ou falta de curiosidade, medo é pouco, já aprendi à algum tempo a não ter medo da morte e aceitá-la como uma casualidade de estar vivo, a curiosidade não falta com certeza, mas algo convence-me a não arriscar.
O motivo é simples e acho que válido.
Apesar de este mundo não ser aquilo que eu e se calhar muitos esperavam, mas acho que isso será sempre assim com o mundo e com tudo, o inconformismo da nova sociedade urbano depressiva, nunca nada irá ser como queremos, mas apesar disso sou apegado à vida, principalmente à minha vida neste mundo, porque nunca era capaz de trocar os amores e amizades que cultivei neste mundo por qualquer sede de conhecimento, mesmo sendo esta gigantesca, admito que sou extremamente curioso e calculista, imaginativo q.b, mas nada vale mais que as amizades e amores que cultivei nesta vida, e por todas as pessoas que me fazem sentir bem em viver, todas as pessoas que me apóiam, acho que não vale a pena arrisca.
Quando morrer, quero que na minha lapide seja esculpida uma lágrima por cada pessoa que deixei no mundo a amar-me.
Isto é muita pretensão.
Será?
Só espero que se forme um oceano.
Iraque e as suas crianças...
Hoje ao passear por outros blogs resolvir passar uns minutos a pensar em problemas da actualidade, em problemas mundiais... Em problemas que indiscutivelmente ultrapassam a esfera da minha vida pessoal.
A situação do Iraque é algo que sempre me perturbou, de resto como qualquer guerra. Sou contra, sim. Não por ser no Iraque, não por estarem envolvidos os Estados Unidos, mas por ser uma guerra. Talvez seja limitada a minha visão sobre o conflito em causa, talvez não deva criticar já que não tenho planos ou soluções para apresentar. Mas não posso negar o que sinto, o que vejo.
Acima de tudo, não acredito que a violência preventiva de violência seja a melhor solução.
Não acredito que se devam pagar preços tão altos como aqueles que se têm cobrado.
Há muito que me questiono sobre o que é a Justiça... Oh Aristóteles, Oh Álvaro Pais: não consigo acreditar que Justiça exista!
As crianças, meu Deus, as crianças... Não acredito que um dia nos venham a agradecer... Matamos as suas famílias, destruimos as suas esperanças, apagamos os seus sonhos... O que ouvem é o barulho ensurdecedor de armas. Armas diferentes daquelas que vemos nos filmes. Armas a sério que matam o corpo (e a alma dos que sobrevivem). É sangue, não é molho de tomate. É dor, são lágrimas... É um sobreviver indigno! E há quem fale na dignidade da pessoa humana...
As crianças, meu Deus, as crianças... Como explicar a uma criança a guerra?
Tanto às que a vivem como àquelas que a descobrem aqui deste lado, do lado de cá, pela televisão? Como explicar que não é um filme, que é real, que os heróis morrem, que não se vive feliz para sempre.
E como explicar a um filho que o pai morreu na guerra?
Dizer-lhe que o pai é um herói?... De que serve um pai herói se não está cá para o salvar da solidão, da tristeza, da desesperança.
Se calhar nunca viram, mas eu já vi crianças chorarem porque o pai está na guerra. Se calhar nem sabiam porquê, nem onde era a Bósnia. Sabiam que era longe... Que poderia não voltar... Que havia guerra!
Felizmente voltou, hoje vivem bem. Mas poderia não ter voltado, como muitos não irão regressar a casa.
Pergunto-me se se luta por um ideal ou por dinheiro. Pergunto-me se se sabe porque se luta.
Pergunto-me se vale a pena.
Pergunto ao mundo «quem somos nós para impor condutas!».
Os direitos do homem, os direitos das crianças são só para alguns?
Não tenho resposta, admito que não sou ninguém para falar.
Mas se tivesse soluções para apresentar como aquelas que foram tomadas, também não me orgulharia.
As crianças, meu Deus, as crianças... As nossas crianças vão crescer neste mundo?!... Os nossos filhos...
Simplesmente... um desabafo.
Porque nada sei... De política nada percebo... Porque simplesmente penso como um ser humano que vê a angústia nos olhos das crianças e a cara de entrada num caminho de revolta do qual não terão volta...
A situação do Iraque é algo que sempre me perturbou, de resto como qualquer guerra. Sou contra, sim. Não por ser no Iraque, não por estarem envolvidos os Estados Unidos, mas por ser uma guerra. Talvez seja limitada a minha visão sobre o conflito em causa, talvez não deva criticar já que não tenho planos ou soluções para apresentar. Mas não posso negar o que sinto, o que vejo.
Acima de tudo, não acredito que a violência preventiva de violência seja a melhor solução.
Não acredito que se devam pagar preços tão altos como aqueles que se têm cobrado.
Há muito que me questiono sobre o que é a Justiça... Oh Aristóteles, Oh Álvaro Pais: não consigo acreditar que Justiça exista!
As crianças, meu Deus, as crianças... Não acredito que um dia nos venham a agradecer... Matamos as suas famílias, destruimos as suas esperanças, apagamos os seus sonhos... O que ouvem é o barulho ensurdecedor de armas. Armas diferentes daquelas que vemos nos filmes. Armas a sério que matam o corpo (e a alma dos que sobrevivem). É sangue, não é molho de tomate. É dor, são lágrimas... É um sobreviver indigno! E há quem fale na dignidade da pessoa humana...
As crianças, meu Deus, as crianças... Como explicar a uma criança a guerra?
Tanto às que a vivem como àquelas que a descobrem aqui deste lado, do lado de cá, pela televisão? Como explicar que não é um filme, que é real, que os heróis morrem, que não se vive feliz para sempre.
E como explicar a um filho que o pai morreu na guerra?
Dizer-lhe que o pai é um herói?... De que serve um pai herói se não está cá para o salvar da solidão, da tristeza, da desesperança.
Se calhar nunca viram, mas eu já vi crianças chorarem porque o pai está na guerra. Se calhar nem sabiam porquê, nem onde era a Bósnia. Sabiam que era longe... Que poderia não voltar... Que havia guerra!
Felizmente voltou, hoje vivem bem. Mas poderia não ter voltado, como muitos não irão regressar a casa.
Pergunto-me se se luta por um ideal ou por dinheiro. Pergunto-me se se sabe porque se luta.
Pergunto-me se vale a pena.
Pergunto ao mundo «quem somos nós para impor condutas!».
Os direitos do homem, os direitos das crianças são só para alguns?
Não tenho resposta, admito que não sou ninguém para falar.
Mas se tivesse soluções para apresentar como aquelas que foram tomadas, também não me orgulharia.
As crianças, meu Deus, as crianças... As nossas crianças vão crescer neste mundo?!... Os nossos filhos...
Simplesmente... um desabafo.
Porque nada sei... De política nada percebo... Porque simplesmente penso como um ser humano que vê a angústia nos olhos das crianças e a cara de entrada num caminho de revolta do qual não terão volta...
sábado, dezembro 06, 2003
Todos somos guerreiros...
Tenho tido pouco tempo e também não tenho tido muita inspiração. Mas depois de uma fase deprimente e stressante cá estou eu de novo a escrever :)
Obrigado Master_Zica pelo apoio! Sabes sempre o que dizer nestas fases chatas.
As tuas palavras fizeram-me lembrar um excerto do livro «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho (lá estou eu com a mania dos livros :p ):
«O guerreiro da luz - sem querer - dá um passo em falso e mergulha no abismo.
Os fantasmas assustam-no, a solidão atormenta-o. Como procurou o Bom Combate, não pensava que isto fosse acontecer-lhe; mas aconteceu. Envolto pela escuridão, comunica com o seu mestre.
"Mestre, caí no abismo", diz. "As águas são fundas e escuras."
"Lembra-te de uma coisa", responde o mestre. "O que afoga alguém não é o mergulho, mas o facto de permanecer debaixo d'água."
E o guerreiro usas as suas forças para sair da situação em que se encontra.»
Uma lição para todos esses guerreiros que deram o mergulho... Não se deixem afogar... Não permaneçam debaixo de água... Há concerteza tanta coisa bela na vida para descobrir e para ser vivida! Debaixo de água os sons ecoam distorcidos... Quanto mais fundo se cai, menos luz se vê, mas isso não significa que o mundo seja escuro... Lutem contra a pressão, lutem para sair debaixo de água e vislumbrem o arco-iris, a praia... Não desistam... O nadador salvador pode estar distraído, mas está algures. Tentem, pelo menos, chamar por ele...
Obrigado Master_Zica pelo apoio! Sabes sempre o que dizer nestas fases chatas.
As tuas palavras fizeram-me lembrar um excerto do livro «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho (lá estou eu com a mania dos livros :p ):
«O guerreiro da luz - sem querer - dá um passo em falso e mergulha no abismo.
Os fantasmas assustam-no, a solidão atormenta-o. Como procurou o Bom Combate, não pensava que isto fosse acontecer-lhe; mas aconteceu. Envolto pela escuridão, comunica com o seu mestre.
"Mestre, caí no abismo", diz. "As águas são fundas e escuras."
"Lembra-te de uma coisa", responde o mestre. "O que afoga alguém não é o mergulho, mas o facto de permanecer debaixo d'água."
E o guerreiro usas as suas forças para sair da situação em que se encontra.»
Uma lição para todos esses guerreiros que deram o mergulho... Não se deixem afogar... Não permaneçam debaixo de água... Há concerteza tanta coisa bela na vida para descobrir e para ser vivida! Debaixo de água os sons ecoam distorcidos... Quanto mais fundo se cai, menos luz se vê, mas isso não significa que o mundo seja escuro... Lutem contra a pressão, lutem para sair debaixo de água e vislumbrem o arco-iris, a praia... Não desistam... O nadador salvador pode estar distraído, mas está algures. Tentem, pelo menos, chamar por ele...
quarta-feira, dezembro 03, 2003
Uma madrugada mais vazia do que o costume.
Tenho estado ausente do mundo cibernáutico por motivos de força maior.
A minha ultima semana foi maravilhosa, fui mesmo feliz, estive seguro e confiante, fui acarinhado por uma pessoa que significa muito para mim, a minha outra parte, a cara metade, a minha alma gémea, ou como ela diz, o meu mais que tudo.
Foi uma grande semana, onde me diverti, e fui feliz, mantive um sorriso na cara em todos os momentos, senti-me acompanhado como se alguém me desse a mão por todo o caminho que antes faria no escuro, senti-me seguro, não me senti clandestino na terra de ninguém.
Esta madrugada, fria e escura, depois de me despedir dela, vaguei um pouco pela rua deserta, pelos sítios onde mais passei com a sua companhia, podia ser do tempo, mas era tudo mais frio e mais sombrio.
Não gosto muito de despedidas, o abraço da despedida é muito mais amargo que o da chegada, no momento da despedida nunca se diz o que se quer, e muito menos o que se sente.
Depois de a ver partir constatei que somos separados por três semanas, não é muito tempo, pelo menos quando estamos juntos três semanas nunca parecem muito, já quando separados três semanas, estas teem tendência a estender-se, mas são bem ultrapassados, pelo menos penso eu.
Cheguei a casa fui buscar um copo com água e refugiei-me no quarto, com o propósito de dormir mais umas horas, visto que as ultimas horas foram passadas praticamente em branco, sempre atento ao momento de a ver partir, pedido ao tempo para se expandir e se perder no infinito, para que fosse possível observá-la no sono sereno por mais uns momentos.
Entrei no quarto e deitei-me na cama muito mais vazia, mas ainda quente de ambos os lados, o cheiro dela na almofada ao lado da minha, uma peça de roupa esquecida, o candeeiro acesso, o seu perfume pelo quarto, a toalha dobrada na cadeira, um quarto vazio cheio de pequenas recordações.
Já me separei das pessoas várias vezes, nem sei quantas vezes já me despedi, vezes sem conta foram bem piores, situações e pessoas diferentes, algumas com um adeus invés de um até logo, muitas delas com um sorriso conformado, outras com felicidade, esta foi diferente.
Todas as despedidas em geral são diferentes, quase todas teem características idênticas, são pessoas diferentes, situações diferentes, perspectivas de futuro variadas, mas sempre com traços em comum.
Tal como outras vezes tive a sensação de não me ter despedido correctamente, de não ter exprimido bem o que sentia, e deixar a outra pessoa levar os meus pensamentos consigo durante a viagem, mas desta vez foi diferente, senti que não disse nada, nem bem nem mal, nem um adeus nem um até logo, nem um adeus triste nem alegre, foi um adeus conformado com o ciclo da vida, e com o que ela me tem para oferecer.
Nunca gostei de me despedir, sempre foi doloroso, por um ou outro motivo, mas desta vez nem é dor o que sinto, nem é tristeza, não é saudade, é conformismo com a situação, um conformismo mal encarado, um aceitar das circunstancias da vida insabido, um encolher de ombros e cruzar os braços, aceitar como se tivesse de ser algo que a vida me tinha preparado, mas como não sou muito crente no destino, revoltei-me em ter de aceitar mais uma despedida de animo leve.
No fundo não sei bem o que sinto, sinto tristeza e solidão, mas não em grande escala, não é a tristeza da despedida, apenas já não me sinto tão seguro, apenas sinto que não vou ser tão feliz como fui na passada semana, apenas sinto que tenho de me conformar com o que a vida dá e com o que a vida tira, sinto que vou envelhecendo, mas fico contente por saber que não estou a crescer, mantenho aquele espírito infantil, e questiono o porquê de a vida ser assim, e não ser como eu quero, sendo que posso dar inúmeras razões para me convencer a mim mesmo do contrario, acho que a vida pode ser como quero, mas continuando nos porquês, gostava de saber a razão do meu conformismo, da despedida resignada.
O motivo que me leva a não procurar a resposta não é o ter de aceitar a vida como ela é, mas sim o facto de no meio de tanto querer saber sobre varias questões da vida, há perguntas que mais vale não serem feitas, há coisas que nem sempre queremos descobrir sobre nós e sobre os outros, por isso mais vale deixar andar a vida, do jeito que ela quer.
sábado, novembro 22, 2003
Efeito do Álcool
Perceber o complexo dinamismo do universo,
Procurar a verdadeira razão duma qualquer existência...
Encontrar respostas simples para perguntas complexas...
Surgem dúvidas, desconfianças, incertezas...
Raciocínio. Conclusões - indubitável ausência.
Coração... Entreabrir uma porta que deveria estar trancada.
Luz, sombras, sim, não, talvez...
O desejo limitado por um quase,
Uma caixa de surpresas fechada.
Fechar os olhos.
O perspicaz virar de cara.
Arrependimento.
Esquecer. Lembrar. Não querer. Querer.
Limpar a imagem, remover o quadro.
Os outros?
Não estar sozinho. Rever atitudes.
Noite. Má conselheira.
Tentação. Desdramatizar.
Amizade. Arriscar. Medo.
Amigos. Implicados. Medo.
Sentimentos - confusão.
Álcool, música, ritmo.
Vozes, movimentos,
sentimentos.
Nada. Tudo.
Querer esquecer.
Recomeçar.
Não sei.
PERDER.
Procurar a verdadeira razão duma qualquer existência...
Encontrar respostas simples para perguntas complexas...
Surgem dúvidas, desconfianças, incertezas...
Raciocínio. Conclusões - indubitável ausência.
Coração... Entreabrir uma porta que deveria estar trancada.
Luz, sombras, sim, não, talvez...
O desejo limitado por um quase,
Uma caixa de surpresas fechada.
Fechar os olhos.
O perspicaz virar de cara.
Arrependimento.
Esquecer. Lembrar. Não querer. Querer.
Limpar a imagem, remover o quadro.
Os outros?
Não estar sozinho. Rever atitudes.
Noite. Má conselheira.
Tentação. Desdramatizar.
Amizade. Arriscar. Medo.
Amigos. Implicados. Medo.
Sentimentos - confusão.
Álcool, música, ritmo.
Vozes, movimentos,
sentimentos.
Nada. Tudo.
Querer esquecer.
Recomeçar.
Não sei.
PERDER.
Chutado pela mente, num tempo que não pára...
A dois segundos do destino, todo o tempo parece clandestino, parece que está sempre em marcha, e que nunca mais acaba.
O tempo, o que ele faz. O tempo controla, doma, cria e destrói, o tempo dá e o tempo tira, o tempo está sempre presente.
Sou impaciente, sou um inconformado temporal. Odeio esperar, odeio fazer esperar, odeio que esperem que eu espere. Como tudo na vida, o tempo também tem as suas condutas e regras, a mais importante é que não podemos fugir do tempo, podemos nos esconder de facto, mas fugir, de algo que não corre, de algo que não persegue, de algo que não nos procura, não vale a pena, pelo simples motivo de o tempo estar em todo o lado.
Fico sempre pior quanto menos tempo falta para o momento por qual espero, porque há sempre um tempo dentro desse tempo que não queima como a ponta de um cigarro ou como o pavio de uma vela. Não posso soprar para fazer com que o tempo avance.
Temos tempo para tudo, e geralmente não temos tempo para nada, o que temos de sobra e com certeza, é tempo seja muito ou pouco.
Como maioria das noções e emoções virtuais, o tempo não tem medida, nem se quantifica nem qualifica o tempo. Nunca houve muito tempo nem pouco tempo, nem nunca há um bom período de tempo ou um mau período no tempo, só há tempo.
Muitas vezes quando falhamos pensamos no “timing”, quando acertamos pensamos no “timing”, o momento prefeito no tempo para agir. No fundo não há momento no tempo, pelo menos não prefeito ou imperfeito, o momento é o tempo, e nenhum tempo é perfeito, é apenas tempo.
No fundo o que importa não é esperar, ou fazer esperar, não é escolher o momento certo para agir, porque qualquer momento é de uma probabilidade análoga nos termos de servir ou não servir.
Nós não nos servimos do tempo, ele é que se serve de nós, somos como uma folha a deambular no ar que o vento sopra a correr no tempo em que se esgota, esgota o vento não esgota o tempo. O importante não é agir ou pensar nos momentos que achamos melhores, o importante é agir ou pensar, e fazê-lo de modo convicto e com espírito de lutador. Travamos um luta permanente contra o tempo e contra nós próprios, uma luta que apenas podemos ser vitoriosos, se aprendermos a lutar. A lutar de modo que não interesse o tempo, nem mais nada, a não ser a sensação de liberdade e leveza no espírito por termos feito o que queríamos ter feito à muito tempo atrás, num tempo escolhido por nós, num tempo ou momento que servia tanto como no do alivio.
O melhor é ignorar o que digo, ignorar o que escrevo, deixar de tentar pensar o que me leva a escrever e a gastar tempo, mas o tempo não se esgota.
O melhor a fazer é agir, não interessa o tempo, interessa a liberdade da alma, o aliviar o peso da consciência, e evitar a eterna questão, “E se eu tivesse feito isto e aquilo”.
Temos é de fazer.
quinta-feira, novembro 20, 2003
Insónia
Estou cansada... Quero dormir mas sei que esta noite vai ser passada em claro - mais uma noite acompanhada pela minha fiel "amiga" insónia.
Pensei que talvez a escrita organizasse um pouco este turbilhão de pensamentos...
Mais uma vez, não será nenhum comentário à política, à economia, ao Iraque, à pedofilia, à vida dos colunáveis, enfim, é mais um desabafo...
Encore une fois, ao desfolhar os meus caderninhos encontrei umas palavritas que me fizeram pensar e crescer um pouco a minha pequenina esperança:
«A ansiedade poderá precipitar o pânico, ou uma análise profunda de tudo o que está em jogo. A inveja poderá conduzir à amargura, ou à decisão de competir com um rival e produzir uma obra-prima». ("O Consolo da Filosofia" de Alain de Botton)
Como diria Nietzsche: «As fontes das nossas maiores alegrias estranhamente perto das nossas maiores dores»!
Pode ser que esta insónia me traga a análise profunda de tudo o que está em jogo e alcance um bom resultado.
(Mas porque é que quando se trata de sentimentos nem sempre 2+2=4??)
Pensei que talvez a escrita organizasse um pouco este turbilhão de pensamentos...
Mais uma vez, não será nenhum comentário à política, à economia, ao Iraque, à pedofilia, à vida dos colunáveis, enfim, é mais um desabafo...
Encore une fois, ao desfolhar os meus caderninhos encontrei umas palavritas que me fizeram pensar e crescer um pouco a minha pequenina esperança:
«A ansiedade poderá precipitar o pânico, ou uma análise profunda de tudo o que está em jogo. A inveja poderá conduzir à amargura, ou à decisão de competir com um rival e produzir uma obra-prima». ("O Consolo da Filosofia" de Alain de Botton)
Como diria Nietzsche: «As fontes das nossas maiores alegrias estranhamente perto das nossas maiores dores»!
Pode ser que esta insónia me traga a análise profunda de tudo o que está em jogo e alcance um bom resultado.
(Mas porque é que quando se trata de sentimentos nem sempre 2+2=4??)
sábado, novembro 15, 2003
A Gripe pega que nem a moda.
Estourou a moda da gripe. Hoje em dia é raro encontrar alguém que ainda não tenha andado gripado, principalmente nesta altura do ano. Ainda estamos no Outono, mas a gripe já ataca em força sendo responsável pelo encerramento de escolas e por muitas baixas.
A gripe quando ataca vem em força, tal e qual uma ocupação de um qualquer país árabe por parte dos Norte Americanos. Eu vejo que na Faculdade de Direito de Lisboa a gripe chegou e é para durar. É muito raro o agrupamento de alunos que não tenha 4/5 deles infectados com a gripe. Em todo o lugar a gripe está infiltrada, e propaga-se, e pega-se, tão rapidamente como a moda.
De facto é uma teoria aceitável a de que a gripe hoje em dia seja uma moda, tal como a moda dos telémoveis, ou como a moda de usar aparelhos, ou a moda de usar botas nesta altura do ano, eu acho que a gripe pode ser uma moda. A verdade é que as pessoas teem a necessidade de apanhar gripe para não se sentirem diferentes, para não ouvirem comentários do estilo, “deves achar-te muito mais que os outros rapazinho saudável”, ou do tipo, “o que foste vacinado? mariquinhas com medo de gripezinhas”.
No fundo a gripe pode, além de ser incómoda, ser um trunfo.
É ideal para meter baixas, para não ir à escola, para não aturar os amigos e não ir jogar à bola logo pela manhã, é uma boa desculpa para desmarcar encontros, ou ser acarinhado e mimado pelos outros, é uma arma que absorve compaixão e atenção.
Se calhar maioria das pessoas até querem apanhar gripe, pelo menos uma vez no ano, é algo diferente, algo que revoluciona a nossa rotina de vida, algo que nos pode ser incomodo, mas muito útil.
Observando por exemplo o lado “fashion” da gripe, este vírus pode ser explorado comercialmente, todas as meninas querem exibir os seus lencinhos de diferentes marcas e diferentes cores, há até quem os tenha perfumados e se orgulhe disso.
Vendo agora pelo lado masculino, a gripe pode ser a altura ideal para fazer concursos de “escarretas”, ou até mesmo ver quem tosse mais, ou observar os espirros mais ridículos uns dos outros. Tudo isto numa versão mais infantil. Pois os mais velhos fazem outro tipo de competição, que é ver quem fica mais doente e sem tomar medicação para se mostrar mais forte, ou quem bebe mais bagaço para curar a dor de garganta.
No fundo posso dizer com alguma certeza que para além das dores de cabeça extremamente incomodas, o nariz a pingar e a secar e cheio de feridas, as dores de garganta e a tosse abominável, dos tremores da febre e da má disposição corporal, a gripe é boa em varias vertentes.
É ainda necessário referir que a gripe é algo de positivo para certos mercados, como o dos lenços de papel, para as farmacêuticas e farmácias, para os médicos, e para muitas mais vertentes comerciais.
A culpa não é do vírus a culpa é das modas.
Posso afirmar que estou gripado e por isso sinto-me parte do mundo.
A gripe quando ataca vem em força, tal e qual uma ocupação de um qualquer país árabe por parte dos Norte Americanos. Eu vejo que na Faculdade de Direito de Lisboa a gripe chegou e é para durar. É muito raro o agrupamento de alunos que não tenha 4/5 deles infectados com a gripe. Em todo o lugar a gripe está infiltrada, e propaga-se, e pega-se, tão rapidamente como a moda.
De facto é uma teoria aceitável a de que a gripe hoje em dia seja uma moda, tal como a moda dos telémoveis, ou como a moda de usar aparelhos, ou a moda de usar botas nesta altura do ano, eu acho que a gripe pode ser uma moda. A verdade é que as pessoas teem a necessidade de apanhar gripe para não se sentirem diferentes, para não ouvirem comentários do estilo, “deves achar-te muito mais que os outros rapazinho saudável”, ou do tipo, “o que foste vacinado? mariquinhas com medo de gripezinhas”.
No fundo a gripe pode, além de ser incómoda, ser um trunfo.
É ideal para meter baixas, para não ir à escola, para não aturar os amigos e não ir jogar à bola logo pela manhã, é uma boa desculpa para desmarcar encontros, ou ser acarinhado e mimado pelos outros, é uma arma que absorve compaixão e atenção.
Se calhar maioria das pessoas até querem apanhar gripe, pelo menos uma vez no ano, é algo diferente, algo que revoluciona a nossa rotina de vida, algo que nos pode ser incomodo, mas muito útil.
Observando por exemplo o lado “fashion” da gripe, este vírus pode ser explorado comercialmente, todas as meninas querem exibir os seus lencinhos de diferentes marcas e diferentes cores, há até quem os tenha perfumados e se orgulhe disso.
Vendo agora pelo lado masculino, a gripe pode ser a altura ideal para fazer concursos de “escarretas”, ou até mesmo ver quem tosse mais, ou observar os espirros mais ridículos uns dos outros. Tudo isto numa versão mais infantil. Pois os mais velhos fazem outro tipo de competição, que é ver quem fica mais doente e sem tomar medicação para se mostrar mais forte, ou quem bebe mais bagaço para curar a dor de garganta.
No fundo posso dizer com alguma certeza que para além das dores de cabeça extremamente incomodas, o nariz a pingar e a secar e cheio de feridas, as dores de garganta e a tosse abominável, dos tremores da febre e da má disposição corporal, a gripe é boa em varias vertentes.
É ainda necessário referir que a gripe é algo de positivo para certos mercados, como o dos lenços de papel, para as farmacêuticas e farmácias, para os médicos, e para muitas mais vertentes comerciais.
A culpa não é do vírus a culpa é das modas.
Posso afirmar que estou gripado e por isso sinto-me parte do mundo.
quinta-feira, novembro 13, 2003
Arriscar o coração...
Perguntava-me quando voltaria a estar inspirada para escrever...
A inspiração não é muita, mas como senti uma estranha necessidade de escrever, procurei nos meus livros algo que me despertasse a atenção. Mas foi num caderno que encontrei a resposta...
O Master_Zica e o Zé talvez percebam porque resolvi transcrever este excerto do «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho.
«...as batalhas que travou no passado acabaram sempre por lhe ensinar alguma coisa. Entretanto, muitos desses ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário. Mais de uma vez, ele perdeu o seu tempo lutando por uma mentira. E sofreu por pessoas que não estavam à altura do seu amor.
Os vencedores não repetem o mesmo erro. Por isso, o guerreiro só arrisca o seu coração por algo que valha a pena.»
Pois, mas nem sempre é fácil saber o que vale ou não a pena, nem sempre é claro perceber quando se luta por uma mentira.
Não quero dramatizar, mas como diz o velho ditado: «gato escaldado de água fria tem medo».
Até as "brincadeiras inocentes" podem fazer pensar...
A inspiração não é muita, mas como senti uma estranha necessidade de escrever, procurei nos meus livros algo que me despertasse a atenção. Mas foi num caderno que encontrei a resposta...
O Master_Zica e o Zé talvez percebam porque resolvi transcrever este excerto do «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho.
«...as batalhas que travou no passado acabaram sempre por lhe ensinar alguma coisa. Entretanto, muitos desses ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário. Mais de uma vez, ele perdeu o seu tempo lutando por uma mentira. E sofreu por pessoas que não estavam à altura do seu amor.
Os vencedores não repetem o mesmo erro. Por isso, o guerreiro só arrisca o seu coração por algo que valha a pena.»
Pois, mas nem sempre é fácil saber o que vale ou não a pena, nem sempre é claro perceber quando se luta por uma mentira.
Não quero dramatizar, mas como diz o velho ditado: «gato escaldado de água fria tem medo».
Até as "brincadeiras inocentes" podem fazer pensar...
segunda-feira, novembro 10, 2003
Com a liberdade de nada fazer e nada dizer.
Admito que hoje não estou muito inspirado para escrever, mas acho que se calhar preciso de o fazer, é quase como se dentro de mim algo me obrigasse a escrever.
Sinceramente não me ocorre muita coisa sobre o que escrever, tenho andado um pouco desligado do mundo, tenho andado um pouco distante de tudo, mas ainda não sei porquê.
Como não tenho muito sobre o que escrever, porque os assuntos não abundam, pelo menos para mim, fico sentado a ouvir musica e a pensar em algo sobre o que escrever.
Neste momento estou sintonizado nos anos oitenta, foram anos muito simpáticos para o mundo da música, nestes anos ascenderam grupos como os Pink Floyd, Led Zeppelin, Supertramp, e muitos outros, mas estes são os meus eleitos, e que constantemente os ponho a passar no pc ou numa aparelhagem.
Lembrei de repente que há uma semana atrás estava em casa com a minha namorada e estávamos a pensar o que fazer, a opção recaiu sobre ver um dvd, ao passar os olhos pelos vários dvd’s apercebi-me que já os tinha visto a todos, mas a minha namorada ainda não tinha visto um entre muitos, mas um titulo cativou-lhe a atenção, Condenados de Shawshank.
Já tinha visto este filme inúmeras vezes, por várias razões que vão desde o elenco com Tim Robbins e Morgan Freeman, até ao seu maravilhoso argumento.
Nesse filme há uma parte em que estes dois actores principais teem uma conversa sobre a liberdade, genericamente falam na liberdade como a vontade, o livre arbítrio, tudo à volta da escolha de caminhos, de viver ou de morrer, de seguir em frente ou estagnar, de sentir ou congelar.
Eu como maioria das pessoas vejo na liberdade o mesmo que aqueles dois homens viam, mesmo com uma situação diferente, pois eles estavam presos e eu estou solto, pelo menos de uma prisão.
Não acredito na liberdade total, nunca pode haver liberdade total, estamos sempre presos a algo, nem que seja a sede por conhecer e saber. Sendo assim liberdade não é estar desligado de tudo em absoluta paz.
Não acredito que a liberdade se traduza em actos tal como o voar, a eterna imagem digna de vir no dicionário ao lado de liberdade, não acho que voar ou ser invisível seja liberdade.
Também não julgo que liberdade seja optar por um caminho na vida, o fazer ou não fazer, o dizer ou não dizer, o saber ou não saber, o querer e o não querer.
No fundo a escolha, a liberdade de escolher através da vontade que cada um tem de tomar determinada decisão que vai levar a uma determinada acção, tudo feito com a livre vontade do individuo.
Liberdade pode ser ter direitos e deveres, e seguir à margem de algo predefinido pela sociedade, e saber que os nossos direitos acabam quando começam os direitos de outrem, há quem de facto veja a liberdade assim, sendo que na minha opinião os vocábulos “dever” e “liberdade” não fazem um bom par.
Para os mais novos a liberdade passa pela irreverência e por não terem responsabilidade, eles vêem mesmo a responsabilidade e os seus pais como a grande barreira para a liberdade. Consigo perceber essa visão, mas definitivamente não concordo, até porque para alguém no fim da adolescência o poder assumir a responsabilidade pelos seus actos e sair da alçada dos pais é liberdade, e com isto também não concordo.
Provavelmente começam a pensar que como sou contra todas estas opiniões, para mim a liberdade é ser contra tudo e todos e isolar-me no meu pensamento ser o dono e único detentor desse pensamento, sendo assim alguém que não tem de concordar com ninguém e achar isso liberdade, mas não, não é esse o meu pensamento.
A minha ideia de liberdade combina mais com vocábulos como “frontalidade”, para mim a liberdade é conseguir assumir os meus actos sejam eles bons ou maus, é ser possível ficarmos felizes mesmo quando fizemos algo mal, não apenas o puro conformismo, apesar de escolhermos o caminho errado ter força para o seguir há espera do que se segue, tal e qual bravos cavaleiros destemidos, sempre de elmo erguido e com olhos fixados no objectivo seja ele o que nós imaginamos anteriormente, seja ele o objectivo que alguém nos pôs na vida, mesmo não sendo aquele que nós queríamos.
Liberdade é, sermos capazes de assumir tudo o que fazemos, seja bom ou mau, libertar a consciência seja do que for, sermos frontais com as pessoas e tentar obter aquilo a que nos propomos a todo o custo, dizer aquilo que pensamos sem rodeios.
Isto é o que eu penso que a liberdade é hoje, não quer dizer que daqui a uns tempos não tenha mudado de opinião até porque se mudar a minha opinião, só tenho de a assumir.
Mas depois de dizer o que penso gostava que deixassem na caixa de comentário o que acham que é a liberdade, a vossa opinião, são livres para dar qualquer que seja a opinião. Deixo a ressalva de que me sinto livre para comentar algumas opiniões ou até mesmo não as aceitar e apagá-las... :)
Sinceramente não me ocorre muita coisa sobre o que escrever, tenho andado um pouco desligado do mundo, tenho andado um pouco distante de tudo, mas ainda não sei porquê.
Como não tenho muito sobre o que escrever, porque os assuntos não abundam, pelo menos para mim, fico sentado a ouvir musica e a pensar em algo sobre o que escrever.
Neste momento estou sintonizado nos anos oitenta, foram anos muito simpáticos para o mundo da música, nestes anos ascenderam grupos como os Pink Floyd, Led Zeppelin, Supertramp, e muitos outros, mas estes são os meus eleitos, e que constantemente os ponho a passar no pc ou numa aparelhagem.
Lembrei de repente que há uma semana atrás estava em casa com a minha namorada e estávamos a pensar o que fazer, a opção recaiu sobre ver um dvd, ao passar os olhos pelos vários dvd’s apercebi-me que já os tinha visto a todos, mas a minha namorada ainda não tinha visto um entre muitos, mas um titulo cativou-lhe a atenção, Condenados de Shawshank.
Já tinha visto este filme inúmeras vezes, por várias razões que vão desde o elenco com Tim Robbins e Morgan Freeman, até ao seu maravilhoso argumento.
Nesse filme há uma parte em que estes dois actores principais teem uma conversa sobre a liberdade, genericamente falam na liberdade como a vontade, o livre arbítrio, tudo à volta da escolha de caminhos, de viver ou de morrer, de seguir em frente ou estagnar, de sentir ou congelar.
Eu como maioria das pessoas vejo na liberdade o mesmo que aqueles dois homens viam, mesmo com uma situação diferente, pois eles estavam presos e eu estou solto, pelo menos de uma prisão.
Não acredito na liberdade total, nunca pode haver liberdade total, estamos sempre presos a algo, nem que seja a sede por conhecer e saber. Sendo assim liberdade não é estar desligado de tudo em absoluta paz.
Não acredito que a liberdade se traduza em actos tal como o voar, a eterna imagem digna de vir no dicionário ao lado de liberdade, não acho que voar ou ser invisível seja liberdade.
Também não julgo que liberdade seja optar por um caminho na vida, o fazer ou não fazer, o dizer ou não dizer, o saber ou não saber, o querer e o não querer.
No fundo a escolha, a liberdade de escolher através da vontade que cada um tem de tomar determinada decisão que vai levar a uma determinada acção, tudo feito com a livre vontade do individuo.
Liberdade pode ser ter direitos e deveres, e seguir à margem de algo predefinido pela sociedade, e saber que os nossos direitos acabam quando começam os direitos de outrem, há quem de facto veja a liberdade assim, sendo que na minha opinião os vocábulos “dever” e “liberdade” não fazem um bom par.
Para os mais novos a liberdade passa pela irreverência e por não terem responsabilidade, eles vêem mesmo a responsabilidade e os seus pais como a grande barreira para a liberdade. Consigo perceber essa visão, mas definitivamente não concordo, até porque para alguém no fim da adolescência o poder assumir a responsabilidade pelos seus actos e sair da alçada dos pais é liberdade, e com isto também não concordo.
Provavelmente começam a pensar que como sou contra todas estas opiniões, para mim a liberdade é ser contra tudo e todos e isolar-me no meu pensamento ser o dono e único detentor desse pensamento, sendo assim alguém que não tem de concordar com ninguém e achar isso liberdade, mas não, não é esse o meu pensamento.
A minha ideia de liberdade combina mais com vocábulos como “frontalidade”, para mim a liberdade é conseguir assumir os meus actos sejam eles bons ou maus, é ser possível ficarmos felizes mesmo quando fizemos algo mal, não apenas o puro conformismo, apesar de escolhermos o caminho errado ter força para o seguir há espera do que se segue, tal e qual bravos cavaleiros destemidos, sempre de elmo erguido e com olhos fixados no objectivo seja ele o que nós imaginamos anteriormente, seja ele o objectivo que alguém nos pôs na vida, mesmo não sendo aquele que nós queríamos.
Liberdade é, sermos capazes de assumir tudo o que fazemos, seja bom ou mau, libertar a consciência seja do que for, sermos frontais com as pessoas e tentar obter aquilo a que nos propomos a todo o custo, dizer aquilo que pensamos sem rodeios.
Isto é o que eu penso que a liberdade é hoje, não quer dizer que daqui a uns tempos não tenha mudado de opinião até porque se mudar a minha opinião, só tenho de a assumir.
Mas depois de dizer o que penso gostava que deixassem na caixa de comentário o que acham que é a liberdade, a vossa opinião, são livres para dar qualquer que seja a opinião. Deixo a ressalva de que me sinto livre para comentar algumas opiniões ou até mesmo não as aceitar e apagá-las... :)
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