quarta-feira, dezembro 10, 2003
GRIPE FASE II
A Gripe contra ataca.. Snif SNif
E pinga o nariz.. SNif Snif
A garganta está inchada... Snif Snif
Doi toda e qualquer articulação ... SNif Snif
O Reumatismo não ajuda .. Snif SnIf
Se a demência e a poesia fossem sempre assim, louvados sejam os céus.
Um pouco de amor próprio para variar.
Ontem além das muitas horas de estudo dediquei uma parte do meu tempo a relembrar um filme que já tinha visto anteriormente. Por volta das 23:45 a RTP passou um filme intitulado de Flatliners ou Linha Mortal em português. Este filme conta com a participação de Kiefer Sutherland, Julia Roberts e Kevin Bacon nos principais papeis.
O filme tem por assunto principal o facto de um grupo de estudantes de medicina que se sujeitam a morrer clinicamente por alguns minutos, correndo o risco de não conseguir a reanimação, para experienciar a morte, e poder voltar para partilhar a experiência.
Não duvido que seja uma curiosidade geral, acho que toda a gente em alguma altura da vida se questionou se há vida para além da morte, ou como será o paraíso, como será a reencarnação, como será apagar, como será viver em espírito, ou qualquer outra crença possível, não há duvida que a morte e tudo o que a rodei é um dos maiores mistérios da humanidade.
Se calhar muita gente já perdeu um ente querido e ficou curiosidade de para onde é que esse ente foi parar, ou quis ir ter com ele nem que fosse por breves momentos, alguns mais excêntricos gostariam de encontrar alguém famoso do outro lado, alguns os seus ídolos, a morte engloba muitos tipos de curiosidade, e o motivo dessa curiosidade pode ser do tipo mais diversificado possível.
Acredito que muita gente era capaz de se expor a tal experiência, alguns diriam aventura, mesmo sabendo que corriam o risco de não serem reanimados e não voltar para este mundo dos vivos. Talvez muita gente ao equacionar o experimentar ou não, pense que se fosse provada alguma segurança tentava, já desde os primórdios dos tempos que a curiosidade e a vontade de saber, move o homem e dá largas à sua evolução.
Eu digo que nem que me garantissem a segurança da experiência eu era capaz de experimentar, não por medo ou falta de curiosidade, medo é pouco, já aprendi à algum tempo a não ter medo da morte e aceitá-la como uma casualidade de estar vivo, a curiosidade não falta com certeza, mas algo convence-me a não arriscar.
O motivo é simples e acho que válido.
Apesar de este mundo não ser aquilo que eu e se calhar muitos esperavam, mas acho que isso será sempre assim com o mundo e com tudo, o inconformismo da nova sociedade urbano depressiva, nunca nada irá ser como queremos, mas apesar disso sou apegado à vida, principalmente à minha vida neste mundo, porque nunca era capaz de trocar os amores e amizades que cultivei neste mundo por qualquer sede de conhecimento, mesmo sendo esta gigantesca, admito que sou extremamente curioso e calculista, imaginativo q.b, mas nada vale mais que as amizades e amores que cultivei nesta vida, e por todas as pessoas que me fazem sentir bem em viver, todas as pessoas que me apóiam, acho que não vale a pena arrisca.
Quando morrer, quero que na minha lapide seja esculpida uma lágrima por cada pessoa que deixei no mundo a amar-me.
Isto é muita pretensão.
Será?
Só espero que se forme um oceano.
Iraque e as suas crianças...
Hoje ao passear por outros blogs resolvir passar uns minutos a pensar em problemas da actualidade, em problemas mundiais... Em problemas que indiscutivelmente ultrapassam a esfera da minha vida pessoal.
A situação do Iraque é algo que sempre me perturbou, de resto como qualquer guerra. Sou contra, sim. Não por ser no Iraque, não por estarem envolvidos os Estados Unidos, mas por ser uma guerra. Talvez seja limitada a minha visão sobre o conflito em causa, talvez não deva criticar já que não tenho planos ou soluções para apresentar. Mas não posso negar o que sinto, o que vejo.
Acima de tudo, não acredito que a violência preventiva de violência seja a melhor solução.
Não acredito que se devam pagar preços tão altos como aqueles que se têm cobrado.
Há muito que me questiono sobre o que é a Justiça... Oh Aristóteles, Oh Álvaro Pais: não consigo acreditar que Justiça exista!
As crianças, meu Deus, as crianças... Não acredito que um dia nos venham a agradecer... Matamos as suas famílias, destruimos as suas esperanças, apagamos os seus sonhos... O que ouvem é o barulho ensurdecedor de armas. Armas diferentes daquelas que vemos nos filmes. Armas a sério que matam o corpo (e a alma dos que sobrevivem). É sangue, não é molho de tomate. É dor, são lágrimas... É um sobreviver indigno! E há quem fale na dignidade da pessoa humana...
As crianças, meu Deus, as crianças... Como explicar a uma criança a guerra?
Tanto às que a vivem como àquelas que a descobrem aqui deste lado, do lado de cá, pela televisão? Como explicar que não é um filme, que é real, que os heróis morrem, que não se vive feliz para sempre.
E como explicar a um filho que o pai morreu na guerra?
Dizer-lhe que o pai é um herói?... De que serve um pai herói se não está cá para o salvar da solidão, da tristeza, da desesperança.
Se calhar nunca viram, mas eu já vi crianças chorarem porque o pai está na guerra. Se calhar nem sabiam porquê, nem onde era a Bósnia. Sabiam que era longe... Que poderia não voltar... Que havia guerra!
Felizmente voltou, hoje vivem bem. Mas poderia não ter voltado, como muitos não irão regressar a casa.
Pergunto-me se se luta por um ideal ou por dinheiro. Pergunto-me se se sabe porque se luta.
Pergunto-me se vale a pena.
Pergunto ao mundo «quem somos nós para impor condutas!».
Os direitos do homem, os direitos das crianças são só para alguns?
Não tenho resposta, admito que não sou ninguém para falar.
Mas se tivesse soluções para apresentar como aquelas que foram tomadas, também não me orgulharia.
As crianças, meu Deus, as crianças... As nossas crianças vão crescer neste mundo?!... Os nossos filhos...
Simplesmente... um desabafo.
Porque nada sei... De política nada percebo... Porque simplesmente penso como um ser humano que vê a angústia nos olhos das crianças e a cara de entrada num caminho de revolta do qual não terão volta...
A situação do Iraque é algo que sempre me perturbou, de resto como qualquer guerra. Sou contra, sim. Não por ser no Iraque, não por estarem envolvidos os Estados Unidos, mas por ser uma guerra. Talvez seja limitada a minha visão sobre o conflito em causa, talvez não deva criticar já que não tenho planos ou soluções para apresentar. Mas não posso negar o que sinto, o que vejo.
Acima de tudo, não acredito que a violência preventiva de violência seja a melhor solução.
Não acredito que se devam pagar preços tão altos como aqueles que se têm cobrado.
Há muito que me questiono sobre o que é a Justiça... Oh Aristóteles, Oh Álvaro Pais: não consigo acreditar que Justiça exista!
As crianças, meu Deus, as crianças... Não acredito que um dia nos venham a agradecer... Matamos as suas famílias, destruimos as suas esperanças, apagamos os seus sonhos... O que ouvem é o barulho ensurdecedor de armas. Armas diferentes daquelas que vemos nos filmes. Armas a sério que matam o corpo (e a alma dos que sobrevivem). É sangue, não é molho de tomate. É dor, são lágrimas... É um sobreviver indigno! E há quem fale na dignidade da pessoa humana...
As crianças, meu Deus, as crianças... Como explicar a uma criança a guerra?
Tanto às que a vivem como àquelas que a descobrem aqui deste lado, do lado de cá, pela televisão? Como explicar que não é um filme, que é real, que os heróis morrem, que não se vive feliz para sempre.
E como explicar a um filho que o pai morreu na guerra?
Dizer-lhe que o pai é um herói?... De que serve um pai herói se não está cá para o salvar da solidão, da tristeza, da desesperança.
Se calhar nunca viram, mas eu já vi crianças chorarem porque o pai está na guerra. Se calhar nem sabiam porquê, nem onde era a Bósnia. Sabiam que era longe... Que poderia não voltar... Que havia guerra!
Felizmente voltou, hoje vivem bem. Mas poderia não ter voltado, como muitos não irão regressar a casa.
Pergunto-me se se luta por um ideal ou por dinheiro. Pergunto-me se se sabe porque se luta.
Pergunto-me se vale a pena.
Pergunto ao mundo «quem somos nós para impor condutas!».
Os direitos do homem, os direitos das crianças são só para alguns?
Não tenho resposta, admito que não sou ninguém para falar.
Mas se tivesse soluções para apresentar como aquelas que foram tomadas, também não me orgulharia.
As crianças, meu Deus, as crianças... As nossas crianças vão crescer neste mundo?!... Os nossos filhos...
Simplesmente... um desabafo.
Porque nada sei... De política nada percebo... Porque simplesmente penso como um ser humano que vê a angústia nos olhos das crianças e a cara de entrada num caminho de revolta do qual não terão volta...
sábado, dezembro 06, 2003
Todos somos guerreiros...
Tenho tido pouco tempo e também não tenho tido muita inspiração. Mas depois de uma fase deprimente e stressante cá estou eu de novo a escrever :)
Obrigado Master_Zica pelo apoio! Sabes sempre o que dizer nestas fases chatas.
As tuas palavras fizeram-me lembrar um excerto do livro «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho (lá estou eu com a mania dos livros :p ):
«O guerreiro da luz - sem querer - dá um passo em falso e mergulha no abismo.
Os fantasmas assustam-no, a solidão atormenta-o. Como procurou o Bom Combate, não pensava que isto fosse acontecer-lhe; mas aconteceu. Envolto pela escuridão, comunica com o seu mestre.
"Mestre, caí no abismo", diz. "As águas são fundas e escuras."
"Lembra-te de uma coisa", responde o mestre. "O que afoga alguém não é o mergulho, mas o facto de permanecer debaixo d'água."
E o guerreiro usas as suas forças para sair da situação em que se encontra.»
Uma lição para todos esses guerreiros que deram o mergulho... Não se deixem afogar... Não permaneçam debaixo de água... Há concerteza tanta coisa bela na vida para descobrir e para ser vivida! Debaixo de água os sons ecoam distorcidos... Quanto mais fundo se cai, menos luz se vê, mas isso não significa que o mundo seja escuro... Lutem contra a pressão, lutem para sair debaixo de água e vislumbrem o arco-iris, a praia... Não desistam... O nadador salvador pode estar distraído, mas está algures. Tentem, pelo menos, chamar por ele...
Obrigado Master_Zica pelo apoio! Sabes sempre o que dizer nestas fases chatas.
As tuas palavras fizeram-me lembrar um excerto do livro «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho (lá estou eu com a mania dos livros :p ):
«O guerreiro da luz - sem querer - dá um passo em falso e mergulha no abismo.
Os fantasmas assustam-no, a solidão atormenta-o. Como procurou o Bom Combate, não pensava que isto fosse acontecer-lhe; mas aconteceu. Envolto pela escuridão, comunica com o seu mestre.
"Mestre, caí no abismo", diz. "As águas são fundas e escuras."
"Lembra-te de uma coisa", responde o mestre. "O que afoga alguém não é o mergulho, mas o facto de permanecer debaixo d'água."
E o guerreiro usas as suas forças para sair da situação em que se encontra.»
Uma lição para todos esses guerreiros que deram o mergulho... Não se deixem afogar... Não permaneçam debaixo de água... Há concerteza tanta coisa bela na vida para descobrir e para ser vivida! Debaixo de água os sons ecoam distorcidos... Quanto mais fundo se cai, menos luz se vê, mas isso não significa que o mundo seja escuro... Lutem contra a pressão, lutem para sair debaixo de água e vislumbrem o arco-iris, a praia... Não desistam... O nadador salvador pode estar distraído, mas está algures. Tentem, pelo menos, chamar por ele...
quarta-feira, dezembro 03, 2003
Uma madrugada mais vazia do que o costume.
Tenho estado ausente do mundo cibernáutico por motivos de força maior.
A minha ultima semana foi maravilhosa, fui mesmo feliz, estive seguro e confiante, fui acarinhado por uma pessoa que significa muito para mim, a minha outra parte, a cara metade, a minha alma gémea, ou como ela diz, o meu mais que tudo.
Foi uma grande semana, onde me diverti, e fui feliz, mantive um sorriso na cara em todos os momentos, senti-me acompanhado como se alguém me desse a mão por todo o caminho que antes faria no escuro, senti-me seguro, não me senti clandestino na terra de ninguém.
Esta madrugada, fria e escura, depois de me despedir dela, vaguei um pouco pela rua deserta, pelos sítios onde mais passei com a sua companhia, podia ser do tempo, mas era tudo mais frio e mais sombrio.
Não gosto muito de despedidas, o abraço da despedida é muito mais amargo que o da chegada, no momento da despedida nunca se diz o que se quer, e muito menos o que se sente.
Depois de a ver partir constatei que somos separados por três semanas, não é muito tempo, pelo menos quando estamos juntos três semanas nunca parecem muito, já quando separados três semanas, estas teem tendência a estender-se, mas são bem ultrapassados, pelo menos penso eu.
Cheguei a casa fui buscar um copo com água e refugiei-me no quarto, com o propósito de dormir mais umas horas, visto que as ultimas horas foram passadas praticamente em branco, sempre atento ao momento de a ver partir, pedido ao tempo para se expandir e se perder no infinito, para que fosse possível observá-la no sono sereno por mais uns momentos.
Entrei no quarto e deitei-me na cama muito mais vazia, mas ainda quente de ambos os lados, o cheiro dela na almofada ao lado da minha, uma peça de roupa esquecida, o candeeiro acesso, o seu perfume pelo quarto, a toalha dobrada na cadeira, um quarto vazio cheio de pequenas recordações.
Já me separei das pessoas várias vezes, nem sei quantas vezes já me despedi, vezes sem conta foram bem piores, situações e pessoas diferentes, algumas com um adeus invés de um até logo, muitas delas com um sorriso conformado, outras com felicidade, esta foi diferente.
Todas as despedidas em geral são diferentes, quase todas teem características idênticas, são pessoas diferentes, situações diferentes, perspectivas de futuro variadas, mas sempre com traços em comum.
Tal como outras vezes tive a sensação de não me ter despedido correctamente, de não ter exprimido bem o que sentia, e deixar a outra pessoa levar os meus pensamentos consigo durante a viagem, mas desta vez foi diferente, senti que não disse nada, nem bem nem mal, nem um adeus nem um até logo, nem um adeus triste nem alegre, foi um adeus conformado com o ciclo da vida, e com o que ela me tem para oferecer.
Nunca gostei de me despedir, sempre foi doloroso, por um ou outro motivo, mas desta vez nem é dor o que sinto, nem é tristeza, não é saudade, é conformismo com a situação, um conformismo mal encarado, um aceitar das circunstancias da vida insabido, um encolher de ombros e cruzar os braços, aceitar como se tivesse de ser algo que a vida me tinha preparado, mas como não sou muito crente no destino, revoltei-me em ter de aceitar mais uma despedida de animo leve.
No fundo não sei bem o que sinto, sinto tristeza e solidão, mas não em grande escala, não é a tristeza da despedida, apenas já não me sinto tão seguro, apenas sinto que não vou ser tão feliz como fui na passada semana, apenas sinto que tenho de me conformar com o que a vida dá e com o que a vida tira, sinto que vou envelhecendo, mas fico contente por saber que não estou a crescer, mantenho aquele espírito infantil, e questiono o porquê de a vida ser assim, e não ser como eu quero, sendo que posso dar inúmeras razões para me convencer a mim mesmo do contrario, acho que a vida pode ser como quero, mas continuando nos porquês, gostava de saber a razão do meu conformismo, da despedida resignada.
O motivo que me leva a não procurar a resposta não é o ter de aceitar a vida como ela é, mas sim o facto de no meio de tanto querer saber sobre varias questões da vida, há perguntas que mais vale não serem feitas, há coisas que nem sempre queremos descobrir sobre nós e sobre os outros, por isso mais vale deixar andar a vida, do jeito que ela quer.
sábado, novembro 22, 2003
Efeito do Álcool
Perceber o complexo dinamismo do universo,
Procurar a verdadeira razão duma qualquer existência...
Encontrar respostas simples para perguntas complexas...
Surgem dúvidas, desconfianças, incertezas...
Raciocínio. Conclusões - indubitável ausência.
Coração... Entreabrir uma porta que deveria estar trancada.
Luz, sombras, sim, não, talvez...
O desejo limitado por um quase,
Uma caixa de surpresas fechada.
Fechar os olhos.
O perspicaz virar de cara.
Arrependimento.
Esquecer. Lembrar. Não querer. Querer.
Limpar a imagem, remover o quadro.
Os outros?
Não estar sozinho. Rever atitudes.
Noite. Má conselheira.
Tentação. Desdramatizar.
Amizade. Arriscar. Medo.
Amigos. Implicados. Medo.
Sentimentos - confusão.
Álcool, música, ritmo.
Vozes, movimentos,
sentimentos.
Nada. Tudo.
Querer esquecer.
Recomeçar.
Não sei.
PERDER.
Procurar a verdadeira razão duma qualquer existência...
Encontrar respostas simples para perguntas complexas...
Surgem dúvidas, desconfianças, incertezas...
Raciocínio. Conclusões - indubitável ausência.
Coração... Entreabrir uma porta que deveria estar trancada.
Luz, sombras, sim, não, talvez...
O desejo limitado por um quase,
Uma caixa de surpresas fechada.
Fechar os olhos.
O perspicaz virar de cara.
Arrependimento.
Esquecer. Lembrar. Não querer. Querer.
Limpar a imagem, remover o quadro.
Os outros?
Não estar sozinho. Rever atitudes.
Noite. Má conselheira.
Tentação. Desdramatizar.
Amizade. Arriscar. Medo.
Amigos. Implicados. Medo.
Sentimentos - confusão.
Álcool, música, ritmo.
Vozes, movimentos,
sentimentos.
Nada. Tudo.
Querer esquecer.
Recomeçar.
Não sei.
PERDER.
Chutado pela mente, num tempo que não pára...
A dois segundos do destino, todo o tempo parece clandestino, parece que está sempre em marcha, e que nunca mais acaba.
O tempo, o que ele faz. O tempo controla, doma, cria e destrói, o tempo dá e o tempo tira, o tempo está sempre presente.
Sou impaciente, sou um inconformado temporal. Odeio esperar, odeio fazer esperar, odeio que esperem que eu espere. Como tudo na vida, o tempo também tem as suas condutas e regras, a mais importante é que não podemos fugir do tempo, podemos nos esconder de facto, mas fugir, de algo que não corre, de algo que não persegue, de algo que não nos procura, não vale a pena, pelo simples motivo de o tempo estar em todo o lado.
Fico sempre pior quanto menos tempo falta para o momento por qual espero, porque há sempre um tempo dentro desse tempo que não queima como a ponta de um cigarro ou como o pavio de uma vela. Não posso soprar para fazer com que o tempo avance.
Temos tempo para tudo, e geralmente não temos tempo para nada, o que temos de sobra e com certeza, é tempo seja muito ou pouco.
Como maioria das noções e emoções virtuais, o tempo não tem medida, nem se quantifica nem qualifica o tempo. Nunca houve muito tempo nem pouco tempo, nem nunca há um bom período de tempo ou um mau período no tempo, só há tempo.
Muitas vezes quando falhamos pensamos no “timing”, quando acertamos pensamos no “timing”, o momento prefeito no tempo para agir. No fundo não há momento no tempo, pelo menos não prefeito ou imperfeito, o momento é o tempo, e nenhum tempo é perfeito, é apenas tempo.
No fundo o que importa não é esperar, ou fazer esperar, não é escolher o momento certo para agir, porque qualquer momento é de uma probabilidade análoga nos termos de servir ou não servir.
Nós não nos servimos do tempo, ele é que se serve de nós, somos como uma folha a deambular no ar que o vento sopra a correr no tempo em que se esgota, esgota o vento não esgota o tempo. O importante não é agir ou pensar nos momentos que achamos melhores, o importante é agir ou pensar, e fazê-lo de modo convicto e com espírito de lutador. Travamos um luta permanente contra o tempo e contra nós próprios, uma luta que apenas podemos ser vitoriosos, se aprendermos a lutar. A lutar de modo que não interesse o tempo, nem mais nada, a não ser a sensação de liberdade e leveza no espírito por termos feito o que queríamos ter feito à muito tempo atrás, num tempo escolhido por nós, num tempo ou momento que servia tanto como no do alivio.
O melhor é ignorar o que digo, ignorar o que escrevo, deixar de tentar pensar o que me leva a escrever e a gastar tempo, mas o tempo não se esgota.
O melhor a fazer é agir, não interessa o tempo, interessa a liberdade da alma, o aliviar o peso da consciência, e evitar a eterna questão, “E se eu tivesse feito isto e aquilo”.
Temos é de fazer.
quinta-feira, novembro 20, 2003
Insónia
Estou cansada... Quero dormir mas sei que esta noite vai ser passada em claro - mais uma noite acompanhada pela minha fiel "amiga" insónia.
Pensei que talvez a escrita organizasse um pouco este turbilhão de pensamentos...
Mais uma vez, não será nenhum comentário à política, à economia, ao Iraque, à pedofilia, à vida dos colunáveis, enfim, é mais um desabafo...
Encore une fois, ao desfolhar os meus caderninhos encontrei umas palavritas que me fizeram pensar e crescer um pouco a minha pequenina esperança:
«A ansiedade poderá precipitar o pânico, ou uma análise profunda de tudo o que está em jogo. A inveja poderá conduzir à amargura, ou à decisão de competir com um rival e produzir uma obra-prima». ("O Consolo da Filosofia" de Alain de Botton)
Como diria Nietzsche: «As fontes das nossas maiores alegrias estranhamente perto das nossas maiores dores»!
Pode ser que esta insónia me traga a análise profunda de tudo o que está em jogo e alcance um bom resultado.
(Mas porque é que quando se trata de sentimentos nem sempre 2+2=4??)
Pensei que talvez a escrita organizasse um pouco este turbilhão de pensamentos...
Mais uma vez, não será nenhum comentário à política, à economia, ao Iraque, à pedofilia, à vida dos colunáveis, enfim, é mais um desabafo...
Encore une fois, ao desfolhar os meus caderninhos encontrei umas palavritas que me fizeram pensar e crescer um pouco a minha pequenina esperança:
«A ansiedade poderá precipitar o pânico, ou uma análise profunda de tudo o que está em jogo. A inveja poderá conduzir à amargura, ou à decisão de competir com um rival e produzir uma obra-prima». ("O Consolo da Filosofia" de Alain de Botton)
Como diria Nietzsche: «As fontes das nossas maiores alegrias estranhamente perto das nossas maiores dores»!
Pode ser que esta insónia me traga a análise profunda de tudo o que está em jogo e alcance um bom resultado.
(Mas porque é que quando se trata de sentimentos nem sempre 2+2=4??)
sábado, novembro 15, 2003
A Gripe pega que nem a moda.
Estourou a moda da gripe. Hoje em dia é raro encontrar alguém que ainda não tenha andado gripado, principalmente nesta altura do ano. Ainda estamos no Outono, mas a gripe já ataca em força sendo responsável pelo encerramento de escolas e por muitas baixas.
A gripe quando ataca vem em força, tal e qual uma ocupação de um qualquer país árabe por parte dos Norte Americanos. Eu vejo que na Faculdade de Direito de Lisboa a gripe chegou e é para durar. É muito raro o agrupamento de alunos que não tenha 4/5 deles infectados com a gripe. Em todo o lugar a gripe está infiltrada, e propaga-se, e pega-se, tão rapidamente como a moda.
De facto é uma teoria aceitável a de que a gripe hoje em dia seja uma moda, tal como a moda dos telémoveis, ou como a moda de usar aparelhos, ou a moda de usar botas nesta altura do ano, eu acho que a gripe pode ser uma moda. A verdade é que as pessoas teem a necessidade de apanhar gripe para não se sentirem diferentes, para não ouvirem comentários do estilo, “deves achar-te muito mais que os outros rapazinho saudável”, ou do tipo, “o que foste vacinado? mariquinhas com medo de gripezinhas”.
No fundo a gripe pode, além de ser incómoda, ser um trunfo.
É ideal para meter baixas, para não ir à escola, para não aturar os amigos e não ir jogar à bola logo pela manhã, é uma boa desculpa para desmarcar encontros, ou ser acarinhado e mimado pelos outros, é uma arma que absorve compaixão e atenção.
Se calhar maioria das pessoas até querem apanhar gripe, pelo menos uma vez no ano, é algo diferente, algo que revoluciona a nossa rotina de vida, algo que nos pode ser incomodo, mas muito útil.
Observando por exemplo o lado “fashion” da gripe, este vírus pode ser explorado comercialmente, todas as meninas querem exibir os seus lencinhos de diferentes marcas e diferentes cores, há até quem os tenha perfumados e se orgulhe disso.
Vendo agora pelo lado masculino, a gripe pode ser a altura ideal para fazer concursos de “escarretas”, ou até mesmo ver quem tosse mais, ou observar os espirros mais ridículos uns dos outros. Tudo isto numa versão mais infantil. Pois os mais velhos fazem outro tipo de competição, que é ver quem fica mais doente e sem tomar medicação para se mostrar mais forte, ou quem bebe mais bagaço para curar a dor de garganta.
No fundo posso dizer com alguma certeza que para além das dores de cabeça extremamente incomodas, o nariz a pingar e a secar e cheio de feridas, as dores de garganta e a tosse abominável, dos tremores da febre e da má disposição corporal, a gripe é boa em varias vertentes.
É ainda necessário referir que a gripe é algo de positivo para certos mercados, como o dos lenços de papel, para as farmacêuticas e farmácias, para os médicos, e para muitas mais vertentes comerciais.
A culpa não é do vírus a culpa é das modas.
Posso afirmar que estou gripado e por isso sinto-me parte do mundo.
A gripe quando ataca vem em força, tal e qual uma ocupação de um qualquer país árabe por parte dos Norte Americanos. Eu vejo que na Faculdade de Direito de Lisboa a gripe chegou e é para durar. É muito raro o agrupamento de alunos que não tenha 4/5 deles infectados com a gripe. Em todo o lugar a gripe está infiltrada, e propaga-se, e pega-se, tão rapidamente como a moda.
De facto é uma teoria aceitável a de que a gripe hoje em dia seja uma moda, tal como a moda dos telémoveis, ou como a moda de usar aparelhos, ou a moda de usar botas nesta altura do ano, eu acho que a gripe pode ser uma moda. A verdade é que as pessoas teem a necessidade de apanhar gripe para não se sentirem diferentes, para não ouvirem comentários do estilo, “deves achar-te muito mais que os outros rapazinho saudável”, ou do tipo, “o que foste vacinado? mariquinhas com medo de gripezinhas”.
No fundo a gripe pode, além de ser incómoda, ser um trunfo.
É ideal para meter baixas, para não ir à escola, para não aturar os amigos e não ir jogar à bola logo pela manhã, é uma boa desculpa para desmarcar encontros, ou ser acarinhado e mimado pelos outros, é uma arma que absorve compaixão e atenção.
Se calhar maioria das pessoas até querem apanhar gripe, pelo menos uma vez no ano, é algo diferente, algo que revoluciona a nossa rotina de vida, algo que nos pode ser incomodo, mas muito útil.
Observando por exemplo o lado “fashion” da gripe, este vírus pode ser explorado comercialmente, todas as meninas querem exibir os seus lencinhos de diferentes marcas e diferentes cores, há até quem os tenha perfumados e se orgulhe disso.
Vendo agora pelo lado masculino, a gripe pode ser a altura ideal para fazer concursos de “escarretas”, ou até mesmo ver quem tosse mais, ou observar os espirros mais ridículos uns dos outros. Tudo isto numa versão mais infantil. Pois os mais velhos fazem outro tipo de competição, que é ver quem fica mais doente e sem tomar medicação para se mostrar mais forte, ou quem bebe mais bagaço para curar a dor de garganta.
No fundo posso dizer com alguma certeza que para além das dores de cabeça extremamente incomodas, o nariz a pingar e a secar e cheio de feridas, as dores de garganta e a tosse abominável, dos tremores da febre e da má disposição corporal, a gripe é boa em varias vertentes.
É ainda necessário referir que a gripe é algo de positivo para certos mercados, como o dos lenços de papel, para as farmacêuticas e farmácias, para os médicos, e para muitas mais vertentes comerciais.
A culpa não é do vírus a culpa é das modas.
Posso afirmar que estou gripado e por isso sinto-me parte do mundo.
quinta-feira, novembro 13, 2003
Arriscar o coração...
Perguntava-me quando voltaria a estar inspirada para escrever...
A inspiração não é muita, mas como senti uma estranha necessidade de escrever, procurei nos meus livros algo que me despertasse a atenção. Mas foi num caderno que encontrei a resposta...
O Master_Zica e o Zé talvez percebam porque resolvi transcrever este excerto do «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho.
«...as batalhas que travou no passado acabaram sempre por lhe ensinar alguma coisa. Entretanto, muitos desses ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário. Mais de uma vez, ele perdeu o seu tempo lutando por uma mentira. E sofreu por pessoas que não estavam à altura do seu amor.
Os vencedores não repetem o mesmo erro. Por isso, o guerreiro só arrisca o seu coração por algo que valha a pena.»
Pois, mas nem sempre é fácil saber o que vale ou não a pena, nem sempre é claro perceber quando se luta por uma mentira.
Não quero dramatizar, mas como diz o velho ditado: «gato escaldado de água fria tem medo».
Até as "brincadeiras inocentes" podem fazer pensar...
A inspiração não é muita, mas como senti uma estranha necessidade de escrever, procurei nos meus livros algo que me despertasse a atenção. Mas foi num caderno que encontrei a resposta...
O Master_Zica e o Zé talvez percebam porque resolvi transcrever este excerto do «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho.
«...as batalhas que travou no passado acabaram sempre por lhe ensinar alguma coisa. Entretanto, muitos desses ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário. Mais de uma vez, ele perdeu o seu tempo lutando por uma mentira. E sofreu por pessoas que não estavam à altura do seu amor.
Os vencedores não repetem o mesmo erro. Por isso, o guerreiro só arrisca o seu coração por algo que valha a pena.»
Pois, mas nem sempre é fácil saber o que vale ou não a pena, nem sempre é claro perceber quando se luta por uma mentira.
Não quero dramatizar, mas como diz o velho ditado: «gato escaldado de água fria tem medo».
Até as "brincadeiras inocentes" podem fazer pensar...
segunda-feira, novembro 10, 2003
Com a liberdade de nada fazer e nada dizer.
Admito que hoje não estou muito inspirado para escrever, mas acho que se calhar preciso de o fazer, é quase como se dentro de mim algo me obrigasse a escrever.
Sinceramente não me ocorre muita coisa sobre o que escrever, tenho andado um pouco desligado do mundo, tenho andado um pouco distante de tudo, mas ainda não sei porquê.
Como não tenho muito sobre o que escrever, porque os assuntos não abundam, pelo menos para mim, fico sentado a ouvir musica e a pensar em algo sobre o que escrever.
Neste momento estou sintonizado nos anos oitenta, foram anos muito simpáticos para o mundo da música, nestes anos ascenderam grupos como os Pink Floyd, Led Zeppelin, Supertramp, e muitos outros, mas estes são os meus eleitos, e que constantemente os ponho a passar no pc ou numa aparelhagem.
Lembrei de repente que há uma semana atrás estava em casa com a minha namorada e estávamos a pensar o que fazer, a opção recaiu sobre ver um dvd, ao passar os olhos pelos vários dvd’s apercebi-me que já os tinha visto a todos, mas a minha namorada ainda não tinha visto um entre muitos, mas um titulo cativou-lhe a atenção, Condenados de Shawshank.
Já tinha visto este filme inúmeras vezes, por várias razões que vão desde o elenco com Tim Robbins e Morgan Freeman, até ao seu maravilhoso argumento.
Nesse filme há uma parte em que estes dois actores principais teem uma conversa sobre a liberdade, genericamente falam na liberdade como a vontade, o livre arbítrio, tudo à volta da escolha de caminhos, de viver ou de morrer, de seguir em frente ou estagnar, de sentir ou congelar.
Eu como maioria das pessoas vejo na liberdade o mesmo que aqueles dois homens viam, mesmo com uma situação diferente, pois eles estavam presos e eu estou solto, pelo menos de uma prisão.
Não acredito na liberdade total, nunca pode haver liberdade total, estamos sempre presos a algo, nem que seja a sede por conhecer e saber. Sendo assim liberdade não é estar desligado de tudo em absoluta paz.
Não acredito que a liberdade se traduza em actos tal como o voar, a eterna imagem digna de vir no dicionário ao lado de liberdade, não acho que voar ou ser invisível seja liberdade.
Também não julgo que liberdade seja optar por um caminho na vida, o fazer ou não fazer, o dizer ou não dizer, o saber ou não saber, o querer e o não querer.
No fundo a escolha, a liberdade de escolher através da vontade que cada um tem de tomar determinada decisão que vai levar a uma determinada acção, tudo feito com a livre vontade do individuo.
Liberdade pode ser ter direitos e deveres, e seguir à margem de algo predefinido pela sociedade, e saber que os nossos direitos acabam quando começam os direitos de outrem, há quem de facto veja a liberdade assim, sendo que na minha opinião os vocábulos “dever” e “liberdade” não fazem um bom par.
Para os mais novos a liberdade passa pela irreverência e por não terem responsabilidade, eles vêem mesmo a responsabilidade e os seus pais como a grande barreira para a liberdade. Consigo perceber essa visão, mas definitivamente não concordo, até porque para alguém no fim da adolescência o poder assumir a responsabilidade pelos seus actos e sair da alçada dos pais é liberdade, e com isto também não concordo.
Provavelmente começam a pensar que como sou contra todas estas opiniões, para mim a liberdade é ser contra tudo e todos e isolar-me no meu pensamento ser o dono e único detentor desse pensamento, sendo assim alguém que não tem de concordar com ninguém e achar isso liberdade, mas não, não é esse o meu pensamento.
A minha ideia de liberdade combina mais com vocábulos como “frontalidade”, para mim a liberdade é conseguir assumir os meus actos sejam eles bons ou maus, é ser possível ficarmos felizes mesmo quando fizemos algo mal, não apenas o puro conformismo, apesar de escolhermos o caminho errado ter força para o seguir há espera do que se segue, tal e qual bravos cavaleiros destemidos, sempre de elmo erguido e com olhos fixados no objectivo seja ele o que nós imaginamos anteriormente, seja ele o objectivo que alguém nos pôs na vida, mesmo não sendo aquele que nós queríamos.
Liberdade é, sermos capazes de assumir tudo o que fazemos, seja bom ou mau, libertar a consciência seja do que for, sermos frontais com as pessoas e tentar obter aquilo a que nos propomos a todo o custo, dizer aquilo que pensamos sem rodeios.
Isto é o que eu penso que a liberdade é hoje, não quer dizer que daqui a uns tempos não tenha mudado de opinião até porque se mudar a minha opinião, só tenho de a assumir.
Mas depois de dizer o que penso gostava que deixassem na caixa de comentário o que acham que é a liberdade, a vossa opinião, são livres para dar qualquer que seja a opinião. Deixo a ressalva de que me sinto livre para comentar algumas opiniões ou até mesmo não as aceitar e apagá-las... :)
Sinceramente não me ocorre muita coisa sobre o que escrever, tenho andado um pouco desligado do mundo, tenho andado um pouco distante de tudo, mas ainda não sei porquê.
Como não tenho muito sobre o que escrever, porque os assuntos não abundam, pelo menos para mim, fico sentado a ouvir musica e a pensar em algo sobre o que escrever.
Neste momento estou sintonizado nos anos oitenta, foram anos muito simpáticos para o mundo da música, nestes anos ascenderam grupos como os Pink Floyd, Led Zeppelin, Supertramp, e muitos outros, mas estes são os meus eleitos, e que constantemente os ponho a passar no pc ou numa aparelhagem.
Lembrei de repente que há uma semana atrás estava em casa com a minha namorada e estávamos a pensar o que fazer, a opção recaiu sobre ver um dvd, ao passar os olhos pelos vários dvd’s apercebi-me que já os tinha visto a todos, mas a minha namorada ainda não tinha visto um entre muitos, mas um titulo cativou-lhe a atenção, Condenados de Shawshank.
Já tinha visto este filme inúmeras vezes, por várias razões que vão desde o elenco com Tim Robbins e Morgan Freeman, até ao seu maravilhoso argumento.
Nesse filme há uma parte em que estes dois actores principais teem uma conversa sobre a liberdade, genericamente falam na liberdade como a vontade, o livre arbítrio, tudo à volta da escolha de caminhos, de viver ou de morrer, de seguir em frente ou estagnar, de sentir ou congelar.
Eu como maioria das pessoas vejo na liberdade o mesmo que aqueles dois homens viam, mesmo com uma situação diferente, pois eles estavam presos e eu estou solto, pelo menos de uma prisão.
Não acredito na liberdade total, nunca pode haver liberdade total, estamos sempre presos a algo, nem que seja a sede por conhecer e saber. Sendo assim liberdade não é estar desligado de tudo em absoluta paz.
Não acredito que a liberdade se traduza em actos tal como o voar, a eterna imagem digna de vir no dicionário ao lado de liberdade, não acho que voar ou ser invisível seja liberdade.
Também não julgo que liberdade seja optar por um caminho na vida, o fazer ou não fazer, o dizer ou não dizer, o saber ou não saber, o querer e o não querer.
No fundo a escolha, a liberdade de escolher através da vontade que cada um tem de tomar determinada decisão que vai levar a uma determinada acção, tudo feito com a livre vontade do individuo.
Liberdade pode ser ter direitos e deveres, e seguir à margem de algo predefinido pela sociedade, e saber que os nossos direitos acabam quando começam os direitos de outrem, há quem de facto veja a liberdade assim, sendo que na minha opinião os vocábulos “dever” e “liberdade” não fazem um bom par.
Para os mais novos a liberdade passa pela irreverência e por não terem responsabilidade, eles vêem mesmo a responsabilidade e os seus pais como a grande barreira para a liberdade. Consigo perceber essa visão, mas definitivamente não concordo, até porque para alguém no fim da adolescência o poder assumir a responsabilidade pelos seus actos e sair da alçada dos pais é liberdade, e com isto também não concordo.
Provavelmente começam a pensar que como sou contra todas estas opiniões, para mim a liberdade é ser contra tudo e todos e isolar-me no meu pensamento ser o dono e único detentor desse pensamento, sendo assim alguém que não tem de concordar com ninguém e achar isso liberdade, mas não, não é esse o meu pensamento.
A minha ideia de liberdade combina mais com vocábulos como “frontalidade”, para mim a liberdade é conseguir assumir os meus actos sejam eles bons ou maus, é ser possível ficarmos felizes mesmo quando fizemos algo mal, não apenas o puro conformismo, apesar de escolhermos o caminho errado ter força para o seguir há espera do que se segue, tal e qual bravos cavaleiros destemidos, sempre de elmo erguido e com olhos fixados no objectivo seja ele o que nós imaginamos anteriormente, seja ele o objectivo que alguém nos pôs na vida, mesmo não sendo aquele que nós queríamos.
Liberdade é, sermos capazes de assumir tudo o que fazemos, seja bom ou mau, libertar a consciência seja do que for, sermos frontais com as pessoas e tentar obter aquilo a que nos propomos a todo o custo, dizer aquilo que pensamos sem rodeios.
Isto é o que eu penso que a liberdade é hoje, não quer dizer que daqui a uns tempos não tenha mudado de opinião até porque se mudar a minha opinião, só tenho de a assumir.
Mas depois de dizer o que penso gostava que deixassem na caixa de comentário o que acham que é a liberdade, a vossa opinião, são livres para dar qualquer que seja a opinião. Deixo a ressalva de que me sinto livre para comentar algumas opiniões ou até mesmo não as aceitar e apagá-las... :)
domingo, novembro 09, 2003
Assunto "lamechas"...
Neste Domingo de chuva, cansada de estudar, resolvi escrever algo de útil, mas a inutilidade dos meus pensamentos quase aniquilou a vontade de publicar estas palavras.
Foi então que resolvi passar os olhos pelas notícias de um semanário, mas acabei por o voltar a atirar para o canto onde o deixara abandonado assim que o comprara.
Olhei pela janela e este tempo deprimiu-me... Resolvi escrever sobre o Amor. Pois é... Já cá faltava uma mulher para os assuntos “lamechas”.
Olhando para a prateleira cheia de livros que tenho ao meu lado, só um parece transmitir sucintamente o que penso sobre o Amor:
«O Amor é Fodido» (Miguel Esteves Cardoso).
Meus amigos, a realidade transcende o protocolo e tenho de admitir que concordo com o título que muitos criticarão. Provavelmente vocês Não Querem Ouvir, mas eu também não me quero calar.
Ao longo desse livro duas linhas não consigo esquecer :
«Sofrer é fodido porque o amor é fodido – mas como foder o sofrimento? Fazendo sofrer os outros? Já experimentei. Não resulta.»
Confesso que há 5 anos não percebi bem o livro. Gostei dessas poucas linhas sem saber ao certo porquê, mas a verdade é que quando descobri que o amor era mesmo fodido (não era apenas uma visão sexual ou pessimista das coisas, pois nessa altura ainda acreditava em príncipes encantados, inocente menina), tentei foder o sofrimento fazendo sofrer os outros... Mais tarde cheguei à conclusão: não resulta!
O sofrimento não passa, a culpa nasce e compreendi que há coisas às quais tenho de ser fiel... Os meus valores, a dignidade dos outros, a minha própria dignidade. É que eu todos os dias durmo acompanhada... com a minha consciência. E prefiro que ela esteja tranquila.
Eu só gostava de saber porque o meu coração escolhe sempre quem não deve?
Há quem “bata mal” e goste de sofrer... No meu caso é mesmo o meu coração que “bate mal”...
Também li, algures, que «quem ama é porque ainda não aprendeu a viver e quem vive é porque ainda não aprendeu a amar»...
Lendo outro livro (a minha necessidade de respostas faz-me viajar por páginas e páginas que ainda me deixam mais confusa) percebi a diferença entre o Oriente e o Ocidente. O Oriente tentou a meditação sem o Amor e o Ocidente tentou o Amor sem a meditação. E foi isso que ao Oriente trouxe o equilíbrio mas não a felicidade e ao Ocidente alguma felicidade pelas mãos do Amor, mas nunca o silêncio, faltando sempre o encontro consigo próprio... Mas este é, só por si, um assunto que dava “pano para mangas”... Ficará para a próxima!
Poderia ficar horas a escrever, mas é melhor acabar por aqui... Até porque tenho de ir estudar... Os meus livros esperam-me... Pacientes e na esperança que eu os acabe e os perceba, para não terem de me aturar por muito tempo...
«Se alguém soubesse do que digo e do que quero e aceitasse o que eu decidisse aceitar, do pouco de mim que tenho para dar, então sim entregar-me-ia, a essa pessoa, e seria dela, com as letras e os cuidados que tiver, para sempre.
E as palavras não me pertencem mas também não pertencem a ninguém».
Foi então que resolvi passar os olhos pelas notícias de um semanário, mas acabei por o voltar a atirar para o canto onde o deixara abandonado assim que o comprara.
Olhei pela janela e este tempo deprimiu-me... Resolvi escrever sobre o Amor. Pois é... Já cá faltava uma mulher para os assuntos “lamechas”.
Olhando para a prateleira cheia de livros que tenho ao meu lado, só um parece transmitir sucintamente o que penso sobre o Amor:
«O Amor é Fodido» (Miguel Esteves Cardoso).
Meus amigos, a realidade transcende o protocolo e tenho de admitir que concordo com o título que muitos criticarão. Provavelmente vocês Não Querem Ouvir, mas eu também não me quero calar.
Ao longo desse livro duas linhas não consigo esquecer :
«Sofrer é fodido porque o amor é fodido – mas como foder o sofrimento? Fazendo sofrer os outros? Já experimentei. Não resulta.»
Confesso que há 5 anos não percebi bem o livro. Gostei dessas poucas linhas sem saber ao certo porquê, mas a verdade é que quando descobri que o amor era mesmo fodido (não era apenas uma visão sexual ou pessimista das coisas, pois nessa altura ainda acreditava em príncipes encantados, inocente menina), tentei foder o sofrimento fazendo sofrer os outros... Mais tarde cheguei à conclusão: não resulta!
O sofrimento não passa, a culpa nasce e compreendi que há coisas às quais tenho de ser fiel... Os meus valores, a dignidade dos outros, a minha própria dignidade. É que eu todos os dias durmo acompanhada... com a minha consciência. E prefiro que ela esteja tranquila.
Eu só gostava de saber porque o meu coração escolhe sempre quem não deve?
Há quem “bata mal” e goste de sofrer... No meu caso é mesmo o meu coração que “bate mal”...
Também li, algures, que «quem ama é porque ainda não aprendeu a viver e quem vive é porque ainda não aprendeu a amar»...
Lendo outro livro (a minha necessidade de respostas faz-me viajar por páginas e páginas que ainda me deixam mais confusa) percebi a diferença entre o Oriente e o Ocidente. O Oriente tentou a meditação sem o Amor e o Ocidente tentou o Amor sem a meditação. E foi isso que ao Oriente trouxe o equilíbrio mas não a felicidade e ao Ocidente alguma felicidade pelas mãos do Amor, mas nunca o silêncio, faltando sempre o encontro consigo próprio... Mas este é, só por si, um assunto que dava “pano para mangas”... Ficará para a próxima!
Poderia ficar horas a escrever, mas é melhor acabar por aqui... Até porque tenho de ir estudar... Os meus livros esperam-me... Pacientes e na esperança que eu os acabe e os perceba, para não terem de me aturar por muito tempo...
«Se alguém soubesse do que digo e do que quero e aceitasse o que eu decidisse aceitar, do pouco de mim que tenho para dar, então sim entregar-me-ia, a essa pessoa, e seria dela, com as letras e os cuidados que tiver, para sempre.
E as palavras não me pertencem mas também não pertencem a ninguém».
sexta-feira, novembro 07, 2003
Quick Message
Uma breve mensagem para agradecer a participação neste blog de alguém que é muito importante tanto para mim como para o Master_Zica, e agradecer a primeira participação feminina neste blog.
Daqui em diante com a participação desta pessoa o blog só pode obter melhor qualidade, e ficar mais interessante.
Welcome Aquarius ;P, I hope you enjoy it.
Daqui em diante com a participação desta pessoa o blog só pode obter melhor qualidade, e ficar mais interessante.
Welcome Aquarius ;P, I hope you enjoy it.
Vendedores de Amigos
Saudações!
Não sei como começar... Sempre que escrevo, a introdução é que mais me custa... Tenho a iniciativa, sei qual o conteúdo que quero expor, mas as primeiras linhas custam sempre a sair...
Começarei pelos agradecimentos... Obrigado Master_Zica, obrigado Zé. Não só por me proporcionarem a oportunidade de expor o que penso (o que nasce desta mente inquieta) mas acima de tudo, pela vossa amizade!
Infelizmente a amizade passou a ser uma «coisa» rara! Uma pedra rara que mesmo quando encontrada é difícil estimar o seu valor... Pior, uma vez encontrada, muitas vezes nem é reconhecida. Habituámo-nos a ver hipocrisia em todo o lado, a esperar sempre uma facada, a nunca confiar, a desistir... Talvez nos falte o tempo (comemos fast-food e talvez nos esqueçamos que não existe fast-friendship...) Relembro um excerto do livro «O Principezinho»: "Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos." ... E entristece-me pensar que pode ser verdade, que o progresso nos fez regredir. Para muitos esta pode ser uma afirmação absurda, afinal se progredimos não regredimos... Mas talvez não seja assim, talvez, como numa fronteira de possibilidades de produção, para termos mais de um bem temos de prescindir de outro...
Mas assim como vocês não desistiram de mim, eu não desistirei de acreditar na Amizade. Obrigado por não me deixarem «fugir», por não me deixarem desistir dos amigos, do curso, da auto-estima. É bom poder ter amigos como vocês.
Master_Zica, obrigado pelo «Adoro-te», obrigado pelo apoio incondicional.
Zé, eu não ligo mais às outras pessoas do que a ti! Não sejas ciumento!
Aquarius despede-se com esperança de não meter muita água naquilo que se atrever a escrever.
Não sei como começar... Sempre que escrevo, a introdução é que mais me custa... Tenho a iniciativa, sei qual o conteúdo que quero expor, mas as primeiras linhas custam sempre a sair...
Começarei pelos agradecimentos... Obrigado Master_Zica, obrigado Zé. Não só por me proporcionarem a oportunidade de expor o que penso (o que nasce desta mente inquieta) mas acima de tudo, pela vossa amizade!
Infelizmente a amizade passou a ser uma «coisa» rara! Uma pedra rara que mesmo quando encontrada é difícil estimar o seu valor... Pior, uma vez encontrada, muitas vezes nem é reconhecida. Habituámo-nos a ver hipocrisia em todo o lado, a esperar sempre uma facada, a nunca confiar, a desistir... Talvez nos falte o tempo (comemos fast-food e talvez nos esqueçamos que não existe fast-friendship...) Relembro um excerto do livro «O Principezinho»: "Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos." ... E entristece-me pensar que pode ser verdade, que o progresso nos fez regredir. Para muitos esta pode ser uma afirmação absurda, afinal se progredimos não regredimos... Mas talvez não seja assim, talvez, como numa fronteira de possibilidades de produção, para termos mais de um bem temos de prescindir de outro...
Mas assim como vocês não desistiram de mim, eu não desistirei de acreditar na Amizade. Obrigado por não me deixarem «fugir», por não me deixarem desistir dos amigos, do curso, da auto-estima. É bom poder ter amigos como vocês.
Master_Zica, obrigado pelo «Adoro-te», obrigado pelo apoio incondicional.
Zé, eu não ligo mais às outras pessoas do que a ti! Não sejas ciumento!
Aquarius despede-se com esperança de não meter muita água naquilo que se atrever a escrever.
quarta-feira, novembro 05, 2003
Ideias soltas, e com o valor que lhes derem.
Uns tempos atrás, referi num post meu que a blogoesfera pecava por falta de originalidade, a opinião mantém-se.
Hoje penso que possivelmente a blogoesfera é um universo um bocado grande, e reduzindo esse universo a este blog, acho que este blog não peca por falta de originalidade, o certo é que todo e qualquer passo já foi certamente dado por outra pessoa qualquer.
O verdadeiro propósito deste post é informar e apelar para a participação de todos os valentes leitores que casualmente passam por aqui para ler algo de mais ou menos interesse. (espero que a pub nas páginas eróticas valha a pena)
Queria dar inicio a novas experiências neste grandioso blog (passando a modéstia), iniciando novas vertentes, como exemplos deixo a promessa de retomar com algumas frases proferidas por gente com mais interesse do que eu, iniciar a saga de aventuras do Gusmobil, e criar um espaço de discussão e debate sendo que pergunto aos leitores o que pensam de certo assunto esperando que estes respondam nos comentários para depois ser possível fazer uma estatística.
Recapitulando, frases com interesse maior do que as baboseiras que aqui digo, a saga das aventuras de Gusmobil (dedico esta saga á Kate), e elementos de discussão e votação se houver colaboração dos leitores.
Já agora ao deixar esta ideia digam o que acham de enveredar por mais estes três caminhos na procura de alguma originalidade, mesmo esta sendo escassa.
Confissões da parte fraca do ser. --- Recomendado a amigos!
De volta ao ditame de baboseiras cibernauticas, é para isso que aqui estou.
Após umas mini-férias, cinco dias bem revigorantes que até chegaram a parecer muito mais, mas como é óbvio nunca é o suficiente, volto ao papel de escriba deste blog, sendo que julgo-me responsável pela parte mais “popularucha” do blog, popularucha no bom sentido, a falta de preocupação na escrita ou no seu sentido, não que vá optar por uma vertente de revistas cor-de-rosa e começar a atirar boatos ao ar. (esta ideia não é de descartar por completo)
Nos últimos dias voltei ao meu paraíso, á minha terra natal, ao meu cantinho e aos meus.
Nesse local onde passei uns descansados cinco dias, era bem possível manter contacto com o mundo da blogoesfera e continuar a blogar e tudo, mas constatei algo engraçado, apesar de estar num local que me é querido, de estar no conforto do lar, na companhia da minha família, junto de pessoas que me dizem tudo e mais alguma coisa, não fui capaz de uma única vez me inspirar e escrever algo.
Agora estou de volta, para um sitio que durante grande parte do dia me parece um local sombrio, um local sóbrio e sem graça, um lugar frio e fútil, longe da família, um local que não mostra logo na primeira perspectiva a mesma alegria, o mesmo calor do carinho do lar. Embora assim parecendo, cada vez mais aparecem motivos que me mostram algo de contraditório, algo que faz o local sóbrio parecer um local mais divertido, um local mais acolhedor, um local mais agradável, um local para onde também gostamos de voltar, um local de onde somos capazes de sentir saudades.
Os grandes, os primordiais, argumentos, a razão de tudo parecer melhor é sem dúvida alguma devido ás boas amizades que cultivei, e espero continuar a sedimentar, e aumentar a sua força e a sua duração, sem duvida são os meus amigos que me tornam fortes para dar a próxima passada num caminho tão incerto e inseguro que tenho de percorrer, e que acompanhado por eles revela-se tudo muito mais fácil.
Anteriormente já me havia apercebido deste facto, mas acho que a ultra confirmação foi feita nestes dias, e como é óbvio houve momentos importantes para esta descoberta, o mais engraçado é que foram momentos tão dispersos por pura ocasionalidade e naturalidade que só nesta pausa em que pude reflectir é que tive oportunidade de juntar algumas peças para me aperceber de um quadro que já á algum tempo julgo estar exibido aos meus olhos.
Foram momentos memoráveis, isso foram todos sem dúvida, mas uns com peculiariedades diferentes, quer pela diferença entre as pessoas, quer pela aleatoriedade das situações. Posso referir alguns momentos, sem que eles tenham qualquer classificação de importância ou que lhes seja atribuído um grau.
Como exemplo dou o facto de ter conhecido um grande amigo, um dos apoios para o caminho que percorro, aproximadamente á oito, nove anos atrás sendo que desde ai fomos sempre colegas académicos, e com certeza por mais alguns anos seremos bons colegas e bons amigos.
Outro marco importante sem dúvida foi quando comecei a travar amizade com o meu colega de turma e de blog, uma pessoa por quem tenho uma grande estima, praticamente infindável, uma amizade que pelo meu lado vai perdurar por muitos e longos anos, atrevo-me a dizer, talvez com alguma presunção, que vai durar até ao fim das nossas vidas.
O travar conhecimento com uma rapariga, alguém muito peculiar com um feitio muito interessante, por vezes difícil de aturar, mas sem duvida fascinante, e foi num dia, não há muito tempo, que evidenciei uma constatação e afirmação remota, ao dizer que ela seria para mim a minha melhor amiga, a par de mais uma ou outra pessoa, mas sem dúvida merecedora do titulo de melhor amiga. E foi no momento de uma brincadeira infantil minha de o libertar da imaginação que fiquei radiante de energia de ver aquele rosto a esboçar alguns sorrisos que eu sei que fui eu que conquistei, quando por momentos cheguei a pensar que para aquela pessoa pouco significava, sinceramente ainda não sei se significo, mas ao menos prevalece a esperança de tal desejo. E é a ela que dedico o meu futuro sucesso, Lês Adventures de Gusmobil, é a essa pessoa que dedico essa grande ficção.
Não é por eu ser uma pessoa que seja apologista extremo do equilíbrio, mas para referir uma quarta pessoa que me marcou nestes últimos anos, foi outra rapariga, alguém de quem estou próximo todos os dias, alguém com quem partilho muita coisa, e muita amizade, e muito carinho, mas que as circunstancias do tempo, por algum motivo nos separaram e resfriaram uma amizade que já foi bem melhor, mas a essa pessoa deixo o apelo para não deixar escapar uma possível grande amizade.
As outras pessoas referidas são facilmente identificadas por quem me conhece, a quarta pessoa não sei se devo identificar, para os que nos conhecem deixo o nome de código “Sónia Andreia”.
Muitas mais pessoas fazem parte deste grupo de pessoas que conheci, mas talvez só mais três ou quatro pessoas se enquadrem a este grupo especial de pessoas.
Com isto não digo que o grupo de pessoas muito importantes que conheci nestes últimos tempos não seja maior, no fundo sei que a culpa por um lado se deve ao meu feitio pouco lapidado e insuportável, brusco, até mesmo rudimentar, sem mostrar afecto pelas pessoas, e no fundo com o meu feitio e os pedidos mudos de afecto, fazem com que eu sinta falta de demonstrações de amizade, e talvez por isso por isso sejam seis ou sete as pessoas que me marcaram nestes últimos tempos, e não vinte ou trinta.
Este post gostava de o dedicar a todas as pessoas que nos últimos anos teem sido capazes de me aturar, e pelos corajosos esforços de serem agradáveis para um insociável como eu.
Para os referidos e para todos os outros que no dia a dia mantenho um contacto, a vós vos agradeço, e é a vocês que vos apelo, que tentem cultivar e não deixar morrer as amizades, porque no fundo não são apenas a base, como também são o topo de muita coisa.
domingo, outubro 26, 2003
A treta dos desabafos e descobertas do eu interior!!
É incrível as conclusões que conseguimos tirar de simples coisas em grandes acontecimentos, e pequenos também, nestes últimos quatro dias.
Nestes últimos dias consegui fazer múltiplas descobertas sobre mim e sobre os outros.
O relacionamento com novas pessoas, as impressões ocasionais, acções partidas no tempo sem seqüência lógica a não ser quando se junta todos esses momentos dispersos.
Podemos conhecer as pessoas pelo seu modo de agir durante uma refeição, o seu modo de comer, as conversas que se desenrolam durante o repasto, ate pelo passar de uma travessa o seu tempo de reação ou o modo como se entrega.
Eu sempre gostei de observar os comportamentos das pessoas, e no meio que me rodeia as pessoas que melhor me conhecem estão habituadas a achar piada ao modo como relato o comportamento do que me rodeia, e o modo como vejo as coisas, o ponto de vista incisivo e subtil, a maneira rápida de fazer associações.
Na verdade há quem se assuste com isso.
Ontem fui convidado para um jantar de aniversário de uma das pessoas mais importantes para mim, alguém que me diz muito pela sua peculiaridade, pela sua maneira simples e pura de agir, sendo que me cativou, e levou-me a criar laços fortes de amizade, daquela amizade que sou capaz de me orgulhar e agradecer a deus por ter tido a oportunidade.
Nesse jantar fiquei a conhecer todo um tipo diferente de pessoas que antes sabia existir, e fiquei a conhecer quem não fizesse a menor ideia que existisse, e ainda fiquei prevenido sobre quem já conhecia.
A pessoa que me levou a ir ao jantar não me surpreendeu, pois tem um comportamento que não se desvia muito do habitual, fiquei contente por saber que se calhar dá valor há minha opinião e por ver que psicologicamente está mais forte.
Fiquei a conhecer pessoas diferentes, alguns gostei, outros pouco me disseram, sinceramente não me senti entrosado no grupo, mas realmente nunca me senti incluído em nenhum grupo.
Mas numa noite de chuva intensa de frio, mas com muita boa disposição pude tirar as seguintes conclusões ao observar acontecimentos dessa noite.
1º - Nunca somos aquilo que queremos, pelo menos completamente, mas sinceramente nunca iremos ser.
2º - Nunca é possível inverter o que uma pessoa sente em relação a nós, a não ser com o humor.
3º - A preseverança é uma treta, é uma fraude bem metida.
4º - Não há maneira de compensar a boa amizade, a paciência, a atitude prestativa das pessoas, a simpatia, a não ser com a mesma moeda de troca.
5º - O mundo está bem pior mentalmente e cada vez fica mais doente.
6º - Não vale a pena queixar da nossa vida com alguém porque esse alguém está logo pronto a arranjar algo pior para rematar o nosso desabafo.
7º - Não gosto que sejam frios comigo, que sejam sinceros, frontais, objectivos, sim isso admito e agradeço, que sejam frios e crus e que me virem a cara não gosto.
8º - Tenho medo de me afastar de certas pessoas, juntamente vejo que tenho um certo medo de admitir e pedir que se aproximem.
9º - A maioria nem sempre ganha.
10º - Nem sempre vale a pena seguir os outros apenas para não destabilizar, mas por vezes é extremamente útil.
11º - O silêncio de uma pessoa tanto pode ser uma benção como pode ser preocupante.
12º - A boa chuva é a chuva que não molha, não atrapalha, e não causa mal estar.
13º - A sinalização rodoviária em Lisboa é preocupante, é praticamente inexistente e a que existe é de má qualidade e geralmente está escondida. Isso torna que seja muito mau circular em Lisboa a certas horas. Para isso deixo algumas soluções, ou estendem a rede de metro a mais localidades, ou no mínimo metem o metro funcional 24 horas. Arranjam sinalização decente, bem colocada sem obstruções a tapar a sinalização e com varias direções. Ou então oferecem um sistema Gps por cada automóvel que houver em Lisboa.
14º - O sentido de orientação devia ser um sentido obrigatório tal como o tacto e o olfacto.
15º - O sistema gástrico e intestinal está ligado ao sistema respiratório de um modo mais perigoso do que pensam, sendo que há quem não consiga evacuar quando está com dores de garganta algo que é no mínimo novidade para mim. (desejo as melhoras ao protagonista)
16º - Acho que um dos meus maiores ódios sempre foi o medo de me atrasar e não gostar de chegar atrasado, o incomodo de fazer os outros esperar.
sábado, outubro 25, 2003
Um sonho, uma paixão, um orgulho, de toda uma nação!
Há coisas que foram feitas para o homem não poder controlar, uma dessas coisas são as emoções.
Há emoções que são mais fortes que outras, há emoções que arrebatam mais os corações e desplotam uma imensidão de sentimentos e alterações psicológicas e físicas.
De entre as várias emoções, a alegria, o orgulho, o prazer, o sentir uma enorme felicidade, são das emoções mais arrebatadoras que existem.
Eu hoje assisti a algo que me fez sentir orgulho puro, o orgulho em que o peito incha, os olhos brilham, e as lágrimas caem. Acompanhado desse orgulho veio o prazer, a alegria e a felicidade de qualquer pessoa que ama tudo o que é bonito.
Por vezes pergunto-me se alguma vez senti o orgulho que senti hoje de 25 de Outubro de 2003, um dia histórico para mim, não só pelo acontecimento em si, mas por toda uma história que é bem maior que eu, e é bem maior que o sentimento de toda uma nação.
A inauguração da nova Catedral da Luz, um templo do futebol de luz intensa, a casa que representa um clube que já criou tantas emoções nos corações dos milhões de pessoas por esse mundo fora.
A inauguração deste estádio representa não apenas o orgulho de uma nação, não apenas um orgulho arquitetônico, não apenas um orgulho do Benfica, mas sim o orgulho de toda uma nação por nos tempos que correm serem capazes de produzir algo tão bonito e tão intenso como a união de milhares de pessoas no estádio e de milhões em todo o mundo e festejar um passo para o futuro, a demonstração de que as pessoas em Portugal são capazes de produzir eventos e ocasiões de uma magnificência inalcançável por muitos, mas possível para um povo e para uma associação como o povo português e a instituição incomparável que é o Sport Lisboa e Benfica.
quarta-feira, outubro 22, 2003
Males meus, Males dos dias que correm!
Inspiração.
Originalidade.
Criação.
Maturidade.
Escolástica.
Leveza.
Gramática.
Pureza.
Tudo isto acaba por faltar um dia em qualquer escritor.
Seja eu um grande cronista, seja eu um escritor de bd’s, escreva para passar o tempo ou para entreter os outros.
Aconteça o que acontecer chegamos a um ponto em que a mente bloqueia, que atrofia a veia responsável para transformar uma conversa de café numa história interessante.
O caso da pedófilia cansa, já foi explorado e remexido, o futebol já não apela, as noticias, os escândalos, que diariamente aparecem em noticiários diferentes, já não são temas que apeteça escrever.
Hoje em dia vivemos uma liberdade de expressão que já não é premiada pela originalidade, mas sim pela repetição pelo desgaste do tema até ao extremo da exaustão.
Cada vez mais, ler cansa, pelo menos a nova literatura, não me refiro ás belas obras de Tolstoi, aos seus contos cativantes, não me cansa ler Pessoa, ou ler Kafka, mas ler a imprensa de hoje me dia, ou ler novos escritores que exploram o mesmo assunto centenas de vezes.
No fundo tanta palermice para dizer apenas que nos dias de hoje a originalidade não é algo abundante. Tudo se repete, mas repete-se de tal modo que chego a pensar que neste último ano tive mais deja vu do que a quantidade de pessoas que viram o Matrix.
Os tópicos de conversa estão tão explorados como as minas de carvão na Alemanha, ou como as minas de volfrâmio em Trás-os-Montes.
Hoje em dia já é tão banal falar de sexo como falar do escândalo da Casa Pia, com tanto alarido há volta já deixou de ser escândalo, já começa a ser aborrecimento tal como a repetição da queda das Torres Gémeas.
Há coisas que cansam, que já não vale a pena explorar, como bom exemplo disso são os assuntos que repetidamente passam nos media.
No fundo gostava de pedir ajuda a quem por aqui fosse passando, ajuda essa que consiste em deixar assuntos que gostariam que fossem explorados neste blog, que deixassem a vossa sugestão de um assunto que vos interesse observar a opinião de duas jovens e ávidas mentes.
Sei lá podem pedir para falarmos do que achamos das avós, dos cães, de automóveis, de roupa, de algo que há muito tempo foi banal mas, hoje graças a discussões políticas deixou de ser.
Podem mesmo dizer algo do género “Ó Zé fala ai do Senhor do Bolo”, ou então “Ó Zé diz lá o que achas de suspensórios”, e eu garanto que terei o maior gosto em vos dar a minha visão sobre os suspensórios ou sobre discutir qual a melhor marca de pneus, tudo menos assuntos “actuais”.
Sinceramente gostava que alguém me orientasse para assuntos diversos, se isso não acontecer vou passar a contar aqui histórias sem nexo, e acho que isso ninguém quer.
Isto é um sério apelo que vos faço, manifestem-se musas inspiradoras e digam o que querem me ver opinar, peço encarecidamente que alguém me oriente, não uns trocos, nem tabaco, nem droga, mas sim um tópico de conversa que ainda não esteja tão gasto e sujo de tinta.
quinta-feira, outubro 02, 2003
A Tribute to some one special!!
To see you when I wake up, is a gift I didn't think could be real
To know that you feel the same, as I do, is a Three-fold utopian dream
You do something to me
That I can't explain
So would I be out of line, If I said
I miss you.
I see your picture, I smell your skin on, the empty pillow next to mine
You have only been gone ten days, but already I am wasting away
I know I'll see you again
Whether far or soon
But I need you to know, that I care
And I miss you
A special song letter, for some one special....
To know that you feel the same, as I do, is a Three-fold utopian dream
You do something to me
That I can't explain
So would I be out of line, If I said
I miss you.
I see your picture, I smell your skin on, the empty pillow next to mine
You have only been gone ten days, but already I am wasting away
I know I'll see you again
Whether far or soon
But I need you to know, that I care
And I miss you
A special song letter, for some one special....
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