Perceber o complexo dinamismo do universo,
Procurar a verdadeira razão duma qualquer existência...
Encontrar respostas simples para perguntas complexas...
Surgem dúvidas, desconfianças, incertezas...
Raciocínio. Conclusões - indubitável ausência.
Coração... Entreabrir uma porta que deveria estar trancada.
Luz, sombras, sim, não, talvez...
O desejo limitado por um quase,
Uma caixa de surpresas fechada.
Fechar os olhos.
O perspicaz virar de cara.
Arrependimento.
Esquecer. Lembrar. Não querer. Querer.
Limpar a imagem, remover o quadro.
Os outros?
Não estar sozinho. Rever atitudes.
Noite. Má conselheira.
Tentação. Desdramatizar.
Amizade. Arriscar. Medo.
Amigos. Implicados. Medo.
Sentimentos - confusão.
Álcool, música, ritmo.
Vozes, movimentos,
sentimentos.
Nada. Tudo.
Querer esquecer.
Recomeçar.
Não sei.
PERDER.
sábado, novembro 22, 2003
Chutado pela mente, num tempo que não pára...
A dois segundos do destino, todo o tempo parece clandestino, parece que está sempre em marcha, e que nunca mais acaba.
O tempo, o que ele faz. O tempo controla, doma, cria e destrói, o tempo dá e o tempo tira, o tempo está sempre presente.
Sou impaciente, sou um inconformado temporal. Odeio esperar, odeio fazer esperar, odeio que esperem que eu espere. Como tudo na vida, o tempo também tem as suas condutas e regras, a mais importante é que não podemos fugir do tempo, podemos nos esconder de facto, mas fugir, de algo que não corre, de algo que não persegue, de algo que não nos procura, não vale a pena, pelo simples motivo de o tempo estar em todo o lado.
Fico sempre pior quanto menos tempo falta para o momento por qual espero, porque há sempre um tempo dentro desse tempo que não queima como a ponta de um cigarro ou como o pavio de uma vela. Não posso soprar para fazer com que o tempo avance.
Temos tempo para tudo, e geralmente não temos tempo para nada, o que temos de sobra e com certeza, é tempo seja muito ou pouco.
Como maioria das noções e emoções virtuais, o tempo não tem medida, nem se quantifica nem qualifica o tempo. Nunca houve muito tempo nem pouco tempo, nem nunca há um bom período de tempo ou um mau período no tempo, só há tempo.
Muitas vezes quando falhamos pensamos no “timing”, quando acertamos pensamos no “timing”, o momento prefeito no tempo para agir. No fundo não há momento no tempo, pelo menos não prefeito ou imperfeito, o momento é o tempo, e nenhum tempo é perfeito, é apenas tempo.
No fundo o que importa não é esperar, ou fazer esperar, não é escolher o momento certo para agir, porque qualquer momento é de uma probabilidade análoga nos termos de servir ou não servir.
Nós não nos servimos do tempo, ele é que se serve de nós, somos como uma folha a deambular no ar que o vento sopra a correr no tempo em que se esgota, esgota o vento não esgota o tempo. O importante não é agir ou pensar nos momentos que achamos melhores, o importante é agir ou pensar, e fazê-lo de modo convicto e com espírito de lutador. Travamos um luta permanente contra o tempo e contra nós próprios, uma luta que apenas podemos ser vitoriosos, se aprendermos a lutar. A lutar de modo que não interesse o tempo, nem mais nada, a não ser a sensação de liberdade e leveza no espírito por termos feito o que queríamos ter feito à muito tempo atrás, num tempo escolhido por nós, num tempo ou momento que servia tanto como no do alivio.
O melhor é ignorar o que digo, ignorar o que escrevo, deixar de tentar pensar o que me leva a escrever e a gastar tempo, mas o tempo não se esgota.
O melhor a fazer é agir, não interessa o tempo, interessa a liberdade da alma, o aliviar o peso da consciência, e evitar a eterna questão, “E se eu tivesse feito isto e aquilo”.
Temos é de fazer.
quinta-feira, novembro 20, 2003
Insónia
Estou cansada... Quero dormir mas sei que esta noite vai ser passada em claro - mais uma noite acompanhada pela minha fiel "amiga" insónia.
Pensei que talvez a escrita organizasse um pouco este turbilhão de pensamentos...
Mais uma vez, não será nenhum comentário à política, à economia, ao Iraque, à pedofilia, à vida dos colunáveis, enfim, é mais um desabafo...
Encore une fois, ao desfolhar os meus caderninhos encontrei umas palavritas que me fizeram pensar e crescer um pouco a minha pequenina esperança:
«A ansiedade poderá precipitar o pânico, ou uma análise profunda de tudo o que está em jogo. A inveja poderá conduzir à amargura, ou à decisão de competir com um rival e produzir uma obra-prima». ("O Consolo da Filosofia" de Alain de Botton)
Como diria Nietzsche: «As fontes das nossas maiores alegrias estranhamente perto das nossas maiores dores»!
Pode ser que esta insónia me traga a análise profunda de tudo o que está em jogo e alcance um bom resultado.
(Mas porque é que quando se trata de sentimentos nem sempre 2+2=4??)
Pensei que talvez a escrita organizasse um pouco este turbilhão de pensamentos...
Mais uma vez, não será nenhum comentário à política, à economia, ao Iraque, à pedofilia, à vida dos colunáveis, enfim, é mais um desabafo...
Encore une fois, ao desfolhar os meus caderninhos encontrei umas palavritas que me fizeram pensar e crescer um pouco a minha pequenina esperança:
«A ansiedade poderá precipitar o pânico, ou uma análise profunda de tudo o que está em jogo. A inveja poderá conduzir à amargura, ou à decisão de competir com um rival e produzir uma obra-prima». ("O Consolo da Filosofia" de Alain de Botton)
Como diria Nietzsche: «As fontes das nossas maiores alegrias estranhamente perto das nossas maiores dores»!
Pode ser que esta insónia me traga a análise profunda de tudo o que está em jogo e alcance um bom resultado.
(Mas porque é que quando se trata de sentimentos nem sempre 2+2=4??)
sábado, novembro 15, 2003
A Gripe pega que nem a moda.
Estourou a moda da gripe. Hoje em dia é raro encontrar alguém que ainda não tenha andado gripado, principalmente nesta altura do ano. Ainda estamos no Outono, mas a gripe já ataca em força sendo responsável pelo encerramento de escolas e por muitas baixas.
A gripe quando ataca vem em força, tal e qual uma ocupação de um qualquer país árabe por parte dos Norte Americanos. Eu vejo que na Faculdade de Direito de Lisboa a gripe chegou e é para durar. É muito raro o agrupamento de alunos que não tenha 4/5 deles infectados com a gripe. Em todo o lugar a gripe está infiltrada, e propaga-se, e pega-se, tão rapidamente como a moda.
De facto é uma teoria aceitável a de que a gripe hoje em dia seja uma moda, tal como a moda dos telémoveis, ou como a moda de usar aparelhos, ou a moda de usar botas nesta altura do ano, eu acho que a gripe pode ser uma moda. A verdade é que as pessoas teem a necessidade de apanhar gripe para não se sentirem diferentes, para não ouvirem comentários do estilo, “deves achar-te muito mais que os outros rapazinho saudável”, ou do tipo, “o que foste vacinado? mariquinhas com medo de gripezinhas”.
No fundo a gripe pode, além de ser incómoda, ser um trunfo.
É ideal para meter baixas, para não ir à escola, para não aturar os amigos e não ir jogar à bola logo pela manhã, é uma boa desculpa para desmarcar encontros, ou ser acarinhado e mimado pelos outros, é uma arma que absorve compaixão e atenção.
Se calhar maioria das pessoas até querem apanhar gripe, pelo menos uma vez no ano, é algo diferente, algo que revoluciona a nossa rotina de vida, algo que nos pode ser incomodo, mas muito útil.
Observando por exemplo o lado “fashion” da gripe, este vírus pode ser explorado comercialmente, todas as meninas querem exibir os seus lencinhos de diferentes marcas e diferentes cores, há até quem os tenha perfumados e se orgulhe disso.
Vendo agora pelo lado masculino, a gripe pode ser a altura ideal para fazer concursos de “escarretas”, ou até mesmo ver quem tosse mais, ou observar os espirros mais ridículos uns dos outros. Tudo isto numa versão mais infantil. Pois os mais velhos fazem outro tipo de competição, que é ver quem fica mais doente e sem tomar medicação para se mostrar mais forte, ou quem bebe mais bagaço para curar a dor de garganta.
No fundo posso dizer com alguma certeza que para além das dores de cabeça extremamente incomodas, o nariz a pingar e a secar e cheio de feridas, as dores de garganta e a tosse abominável, dos tremores da febre e da má disposição corporal, a gripe é boa em varias vertentes.
É ainda necessário referir que a gripe é algo de positivo para certos mercados, como o dos lenços de papel, para as farmacêuticas e farmácias, para os médicos, e para muitas mais vertentes comerciais.
A culpa não é do vírus a culpa é das modas.
Posso afirmar que estou gripado e por isso sinto-me parte do mundo.
A gripe quando ataca vem em força, tal e qual uma ocupação de um qualquer país árabe por parte dos Norte Americanos. Eu vejo que na Faculdade de Direito de Lisboa a gripe chegou e é para durar. É muito raro o agrupamento de alunos que não tenha 4/5 deles infectados com a gripe. Em todo o lugar a gripe está infiltrada, e propaga-se, e pega-se, tão rapidamente como a moda.
De facto é uma teoria aceitável a de que a gripe hoje em dia seja uma moda, tal como a moda dos telémoveis, ou como a moda de usar aparelhos, ou a moda de usar botas nesta altura do ano, eu acho que a gripe pode ser uma moda. A verdade é que as pessoas teem a necessidade de apanhar gripe para não se sentirem diferentes, para não ouvirem comentários do estilo, “deves achar-te muito mais que os outros rapazinho saudável”, ou do tipo, “o que foste vacinado? mariquinhas com medo de gripezinhas”.
No fundo a gripe pode, além de ser incómoda, ser um trunfo.
É ideal para meter baixas, para não ir à escola, para não aturar os amigos e não ir jogar à bola logo pela manhã, é uma boa desculpa para desmarcar encontros, ou ser acarinhado e mimado pelos outros, é uma arma que absorve compaixão e atenção.
Se calhar maioria das pessoas até querem apanhar gripe, pelo menos uma vez no ano, é algo diferente, algo que revoluciona a nossa rotina de vida, algo que nos pode ser incomodo, mas muito útil.
Observando por exemplo o lado “fashion” da gripe, este vírus pode ser explorado comercialmente, todas as meninas querem exibir os seus lencinhos de diferentes marcas e diferentes cores, há até quem os tenha perfumados e se orgulhe disso.
Vendo agora pelo lado masculino, a gripe pode ser a altura ideal para fazer concursos de “escarretas”, ou até mesmo ver quem tosse mais, ou observar os espirros mais ridículos uns dos outros. Tudo isto numa versão mais infantil. Pois os mais velhos fazem outro tipo de competição, que é ver quem fica mais doente e sem tomar medicação para se mostrar mais forte, ou quem bebe mais bagaço para curar a dor de garganta.
No fundo posso dizer com alguma certeza que para além das dores de cabeça extremamente incomodas, o nariz a pingar e a secar e cheio de feridas, as dores de garganta e a tosse abominável, dos tremores da febre e da má disposição corporal, a gripe é boa em varias vertentes.
É ainda necessário referir que a gripe é algo de positivo para certos mercados, como o dos lenços de papel, para as farmacêuticas e farmácias, para os médicos, e para muitas mais vertentes comerciais.
A culpa não é do vírus a culpa é das modas.
Posso afirmar que estou gripado e por isso sinto-me parte do mundo.
quinta-feira, novembro 13, 2003
Arriscar o coração...
Perguntava-me quando voltaria a estar inspirada para escrever...
A inspiração não é muita, mas como senti uma estranha necessidade de escrever, procurei nos meus livros algo que me despertasse a atenção. Mas foi num caderno que encontrei a resposta...
O Master_Zica e o Zé talvez percebam porque resolvi transcrever este excerto do «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho.
«...as batalhas que travou no passado acabaram sempre por lhe ensinar alguma coisa. Entretanto, muitos desses ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário. Mais de uma vez, ele perdeu o seu tempo lutando por uma mentira. E sofreu por pessoas que não estavam à altura do seu amor.
Os vencedores não repetem o mesmo erro. Por isso, o guerreiro só arrisca o seu coração por algo que valha a pena.»
Pois, mas nem sempre é fácil saber o que vale ou não a pena, nem sempre é claro perceber quando se luta por uma mentira.
Não quero dramatizar, mas como diz o velho ditado: «gato escaldado de água fria tem medo».
Até as "brincadeiras inocentes" podem fazer pensar...
A inspiração não é muita, mas como senti uma estranha necessidade de escrever, procurei nos meus livros algo que me despertasse a atenção. Mas foi num caderno que encontrei a resposta...
O Master_Zica e o Zé talvez percebam porque resolvi transcrever este excerto do «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho.
«...as batalhas que travou no passado acabaram sempre por lhe ensinar alguma coisa. Entretanto, muitos desses ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário. Mais de uma vez, ele perdeu o seu tempo lutando por uma mentira. E sofreu por pessoas que não estavam à altura do seu amor.
Os vencedores não repetem o mesmo erro. Por isso, o guerreiro só arrisca o seu coração por algo que valha a pena.»
Pois, mas nem sempre é fácil saber o que vale ou não a pena, nem sempre é claro perceber quando se luta por uma mentira.
Não quero dramatizar, mas como diz o velho ditado: «gato escaldado de água fria tem medo».
Até as "brincadeiras inocentes" podem fazer pensar...
segunda-feira, novembro 10, 2003
Com a liberdade de nada fazer e nada dizer.
Admito que hoje não estou muito inspirado para escrever, mas acho que se calhar preciso de o fazer, é quase como se dentro de mim algo me obrigasse a escrever.
Sinceramente não me ocorre muita coisa sobre o que escrever, tenho andado um pouco desligado do mundo, tenho andado um pouco distante de tudo, mas ainda não sei porquê.
Como não tenho muito sobre o que escrever, porque os assuntos não abundam, pelo menos para mim, fico sentado a ouvir musica e a pensar em algo sobre o que escrever.
Neste momento estou sintonizado nos anos oitenta, foram anos muito simpáticos para o mundo da música, nestes anos ascenderam grupos como os Pink Floyd, Led Zeppelin, Supertramp, e muitos outros, mas estes são os meus eleitos, e que constantemente os ponho a passar no pc ou numa aparelhagem.
Lembrei de repente que há uma semana atrás estava em casa com a minha namorada e estávamos a pensar o que fazer, a opção recaiu sobre ver um dvd, ao passar os olhos pelos vários dvd’s apercebi-me que já os tinha visto a todos, mas a minha namorada ainda não tinha visto um entre muitos, mas um titulo cativou-lhe a atenção, Condenados de Shawshank.
Já tinha visto este filme inúmeras vezes, por várias razões que vão desde o elenco com Tim Robbins e Morgan Freeman, até ao seu maravilhoso argumento.
Nesse filme há uma parte em que estes dois actores principais teem uma conversa sobre a liberdade, genericamente falam na liberdade como a vontade, o livre arbítrio, tudo à volta da escolha de caminhos, de viver ou de morrer, de seguir em frente ou estagnar, de sentir ou congelar.
Eu como maioria das pessoas vejo na liberdade o mesmo que aqueles dois homens viam, mesmo com uma situação diferente, pois eles estavam presos e eu estou solto, pelo menos de uma prisão.
Não acredito na liberdade total, nunca pode haver liberdade total, estamos sempre presos a algo, nem que seja a sede por conhecer e saber. Sendo assim liberdade não é estar desligado de tudo em absoluta paz.
Não acredito que a liberdade se traduza em actos tal como o voar, a eterna imagem digna de vir no dicionário ao lado de liberdade, não acho que voar ou ser invisível seja liberdade.
Também não julgo que liberdade seja optar por um caminho na vida, o fazer ou não fazer, o dizer ou não dizer, o saber ou não saber, o querer e o não querer.
No fundo a escolha, a liberdade de escolher através da vontade que cada um tem de tomar determinada decisão que vai levar a uma determinada acção, tudo feito com a livre vontade do individuo.
Liberdade pode ser ter direitos e deveres, e seguir à margem de algo predefinido pela sociedade, e saber que os nossos direitos acabam quando começam os direitos de outrem, há quem de facto veja a liberdade assim, sendo que na minha opinião os vocábulos “dever” e “liberdade” não fazem um bom par.
Para os mais novos a liberdade passa pela irreverência e por não terem responsabilidade, eles vêem mesmo a responsabilidade e os seus pais como a grande barreira para a liberdade. Consigo perceber essa visão, mas definitivamente não concordo, até porque para alguém no fim da adolescência o poder assumir a responsabilidade pelos seus actos e sair da alçada dos pais é liberdade, e com isto também não concordo.
Provavelmente começam a pensar que como sou contra todas estas opiniões, para mim a liberdade é ser contra tudo e todos e isolar-me no meu pensamento ser o dono e único detentor desse pensamento, sendo assim alguém que não tem de concordar com ninguém e achar isso liberdade, mas não, não é esse o meu pensamento.
A minha ideia de liberdade combina mais com vocábulos como “frontalidade”, para mim a liberdade é conseguir assumir os meus actos sejam eles bons ou maus, é ser possível ficarmos felizes mesmo quando fizemos algo mal, não apenas o puro conformismo, apesar de escolhermos o caminho errado ter força para o seguir há espera do que se segue, tal e qual bravos cavaleiros destemidos, sempre de elmo erguido e com olhos fixados no objectivo seja ele o que nós imaginamos anteriormente, seja ele o objectivo que alguém nos pôs na vida, mesmo não sendo aquele que nós queríamos.
Liberdade é, sermos capazes de assumir tudo o que fazemos, seja bom ou mau, libertar a consciência seja do que for, sermos frontais com as pessoas e tentar obter aquilo a que nos propomos a todo o custo, dizer aquilo que pensamos sem rodeios.
Isto é o que eu penso que a liberdade é hoje, não quer dizer que daqui a uns tempos não tenha mudado de opinião até porque se mudar a minha opinião, só tenho de a assumir.
Mas depois de dizer o que penso gostava que deixassem na caixa de comentário o que acham que é a liberdade, a vossa opinião, são livres para dar qualquer que seja a opinião. Deixo a ressalva de que me sinto livre para comentar algumas opiniões ou até mesmo não as aceitar e apagá-las... :)
Sinceramente não me ocorre muita coisa sobre o que escrever, tenho andado um pouco desligado do mundo, tenho andado um pouco distante de tudo, mas ainda não sei porquê.
Como não tenho muito sobre o que escrever, porque os assuntos não abundam, pelo menos para mim, fico sentado a ouvir musica e a pensar em algo sobre o que escrever.
Neste momento estou sintonizado nos anos oitenta, foram anos muito simpáticos para o mundo da música, nestes anos ascenderam grupos como os Pink Floyd, Led Zeppelin, Supertramp, e muitos outros, mas estes são os meus eleitos, e que constantemente os ponho a passar no pc ou numa aparelhagem.
Lembrei de repente que há uma semana atrás estava em casa com a minha namorada e estávamos a pensar o que fazer, a opção recaiu sobre ver um dvd, ao passar os olhos pelos vários dvd’s apercebi-me que já os tinha visto a todos, mas a minha namorada ainda não tinha visto um entre muitos, mas um titulo cativou-lhe a atenção, Condenados de Shawshank.
Já tinha visto este filme inúmeras vezes, por várias razões que vão desde o elenco com Tim Robbins e Morgan Freeman, até ao seu maravilhoso argumento.
Nesse filme há uma parte em que estes dois actores principais teem uma conversa sobre a liberdade, genericamente falam na liberdade como a vontade, o livre arbítrio, tudo à volta da escolha de caminhos, de viver ou de morrer, de seguir em frente ou estagnar, de sentir ou congelar.
Eu como maioria das pessoas vejo na liberdade o mesmo que aqueles dois homens viam, mesmo com uma situação diferente, pois eles estavam presos e eu estou solto, pelo menos de uma prisão.
Não acredito na liberdade total, nunca pode haver liberdade total, estamos sempre presos a algo, nem que seja a sede por conhecer e saber. Sendo assim liberdade não é estar desligado de tudo em absoluta paz.
Não acredito que a liberdade se traduza em actos tal como o voar, a eterna imagem digna de vir no dicionário ao lado de liberdade, não acho que voar ou ser invisível seja liberdade.
Também não julgo que liberdade seja optar por um caminho na vida, o fazer ou não fazer, o dizer ou não dizer, o saber ou não saber, o querer e o não querer.
No fundo a escolha, a liberdade de escolher através da vontade que cada um tem de tomar determinada decisão que vai levar a uma determinada acção, tudo feito com a livre vontade do individuo.
Liberdade pode ser ter direitos e deveres, e seguir à margem de algo predefinido pela sociedade, e saber que os nossos direitos acabam quando começam os direitos de outrem, há quem de facto veja a liberdade assim, sendo que na minha opinião os vocábulos “dever” e “liberdade” não fazem um bom par.
Para os mais novos a liberdade passa pela irreverência e por não terem responsabilidade, eles vêem mesmo a responsabilidade e os seus pais como a grande barreira para a liberdade. Consigo perceber essa visão, mas definitivamente não concordo, até porque para alguém no fim da adolescência o poder assumir a responsabilidade pelos seus actos e sair da alçada dos pais é liberdade, e com isto também não concordo.
Provavelmente começam a pensar que como sou contra todas estas opiniões, para mim a liberdade é ser contra tudo e todos e isolar-me no meu pensamento ser o dono e único detentor desse pensamento, sendo assim alguém que não tem de concordar com ninguém e achar isso liberdade, mas não, não é esse o meu pensamento.
A minha ideia de liberdade combina mais com vocábulos como “frontalidade”, para mim a liberdade é conseguir assumir os meus actos sejam eles bons ou maus, é ser possível ficarmos felizes mesmo quando fizemos algo mal, não apenas o puro conformismo, apesar de escolhermos o caminho errado ter força para o seguir há espera do que se segue, tal e qual bravos cavaleiros destemidos, sempre de elmo erguido e com olhos fixados no objectivo seja ele o que nós imaginamos anteriormente, seja ele o objectivo que alguém nos pôs na vida, mesmo não sendo aquele que nós queríamos.
Liberdade é, sermos capazes de assumir tudo o que fazemos, seja bom ou mau, libertar a consciência seja do que for, sermos frontais com as pessoas e tentar obter aquilo a que nos propomos a todo o custo, dizer aquilo que pensamos sem rodeios.
Isto é o que eu penso que a liberdade é hoje, não quer dizer que daqui a uns tempos não tenha mudado de opinião até porque se mudar a minha opinião, só tenho de a assumir.
Mas depois de dizer o que penso gostava que deixassem na caixa de comentário o que acham que é a liberdade, a vossa opinião, são livres para dar qualquer que seja a opinião. Deixo a ressalva de que me sinto livre para comentar algumas opiniões ou até mesmo não as aceitar e apagá-las... :)
domingo, novembro 09, 2003
Assunto "lamechas"...
Neste Domingo de chuva, cansada de estudar, resolvi escrever algo de útil, mas a inutilidade dos meus pensamentos quase aniquilou a vontade de publicar estas palavras.
Foi então que resolvi passar os olhos pelas notícias de um semanário, mas acabei por o voltar a atirar para o canto onde o deixara abandonado assim que o comprara.
Olhei pela janela e este tempo deprimiu-me... Resolvi escrever sobre o Amor. Pois é... Já cá faltava uma mulher para os assuntos “lamechas”.
Olhando para a prateleira cheia de livros que tenho ao meu lado, só um parece transmitir sucintamente o que penso sobre o Amor:
«O Amor é Fodido» (Miguel Esteves Cardoso).
Meus amigos, a realidade transcende o protocolo e tenho de admitir que concordo com o título que muitos criticarão. Provavelmente vocês Não Querem Ouvir, mas eu também não me quero calar.
Ao longo desse livro duas linhas não consigo esquecer :
«Sofrer é fodido porque o amor é fodido – mas como foder o sofrimento? Fazendo sofrer os outros? Já experimentei. Não resulta.»
Confesso que há 5 anos não percebi bem o livro. Gostei dessas poucas linhas sem saber ao certo porquê, mas a verdade é que quando descobri que o amor era mesmo fodido (não era apenas uma visão sexual ou pessimista das coisas, pois nessa altura ainda acreditava em príncipes encantados, inocente menina), tentei foder o sofrimento fazendo sofrer os outros... Mais tarde cheguei à conclusão: não resulta!
O sofrimento não passa, a culpa nasce e compreendi que há coisas às quais tenho de ser fiel... Os meus valores, a dignidade dos outros, a minha própria dignidade. É que eu todos os dias durmo acompanhada... com a minha consciência. E prefiro que ela esteja tranquila.
Eu só gostava de saber porque o meu coração escolhe sempre quem não deve?
Há quem “bata mal” e goste de sofrer... No meu caso é mesmo o meu coração que “bate mal”...
Também li, algures, que «quem ama é porque ainda não aprendeu a viver e quem vive é porque ainda não aprendeu a amar»...
Lendo outro livro (a minha necessidade de respostas faz-me viajar por páginas e páginas que ainda me deixam mais confusa) percebi a diferença entre o Oriente e o Ocidente. O Oriente tentou a meditação sem o Amor e o Ocidente tentou o Amor sem a meditação. E foi isso que ao Oriente trouxe o equilíbrio mas não a felicidade e ao Ocidente alguma felicidade pelas mãos do Amor, mas nunca o silêncio, faltando sempre o encontro consigo próprio... Mas este é, só por si, um assunto que dava “pano para mangas”... Ficará para a próxima!
Poderia ficar horas a escrever, mas é melhor acabar por aqui... Até porque tenho de ir estudar... Os meus livros esperam-me... Pacientes e na esperança que eu os acabe e os perceba, para não terem de me aturar por muito tempo...
«Se alguém soubesse do que digo e do que quero e aceitasse o que eu decidisse aceitar, do pouco de mim que tenho para dar, então sim entregar-me-ia, a essa pessoa, e seria dela, com as letras e os cuidados que tiver, para sempre.
E as palavras não me pertencem mas também não pertencem a ninguém».
Foi então que resolvi passar os olhos pelas notícias de um semanário, mas acabei por o voltar a atirar para o canto onde o deixara abandonado assim que o comprara.
Olhei pela janela e este tempo deprimiu-me... Resolvi escrever sobre o Amor. Pois é... Já cá faltava uma mulher para os assuntos “lamechas”.
Olhando para a prateleira cheia de livros que tenho ao meu lado, só um parece transmitir sucintamente o que penso sobre o Amor:
«O Amor é Fodido» (Miguel Esteves Cardoso).
Meus amigos, a realidade transcende o protocolo e tenho de admitir que concordo com o título que muitos criticarão. Provavelmente vocês Não Querem Ouvir, mas eu também não me quero calar.
Ao longo desse livro duas linhas não consigo esquecer :
«Sofrer é fodido porque o amor é fodido – mas como foder o sofrimento? Fazendo sofrer os outros? Já experimentei. Não resulta.»
Confesso que há 5 anos não percebi bem o livro. Gostei dessas poucas linhas sem saber ao certo porquê, mas a verdade é que quando descobri que o amor era mesmo fodido (não era apenas uma visão sexual ou pessimista das coisas, pois nessa altura ainda acreditava em príncipes encantados, inocente menina), tentei foder o sofrimento fazendo sofrer os outros... Mais tarde cheguei à conclusão: não resulta!
O sofrimento não passa, a culpa nasce e compreendi que há coisas às quais tenho de ser fiel... Os meus valores, a dignidade dos outros, a minha própria dignidade. É que eu todos os dias durmo acompanhada... com a minha consciência. E prefiro que ela esteja tranquila.
Eu só gostava de saber porque o meu coração escolhe sempre quem não deve?
Há quem “bata mal” e goste de sofrer... No meu caso é mesmo o meu coração que “bate mal”...
Também li, algures, que «quem ama é porque ainda não aprendeu a viver e quem vive é porque ainda não aprendeu a amar»...
Lendo outro livro (a minha necessidade de respostas faz-me viajar por páginas e páginas que ainda me deixam mais confusa) percebi a diferença entre o Oriente e o Ocidente. O Oriente tentou a meditação sem o Amor e o Ocidente tentou o Amor sem a meditação. E foi isso que ao Oriente trouxe o equilíbrio mas não a felicidade e ao Ocidente alguma felicidade pelas mãos do Amor, mas nunca o silêncio, faltando sempre o encontro consigo próprio... Mas este é, só por si, um assunto que dava “pano para mangas”... Ficará para a próxima!
Poderia ficar horas a escrever, mas é melhor acabar por aqui... Até porque tenho de ir estudar... Os meus livros esperam-me... Pacientes e na esperança que eu os acabe e os perceba, para não terem de me aturar por muito tempo...
«Se alguém soubesse do que digo e do que quero e aceitasse o que eu decidisse aceitar, do pouco de mim que tenho para dar, então sim entregar-me-ia, a essa pessoa, e seria dela, com as letras e os cuidados que tiver, para sempre.
E as palavras não me pertencem mas também não pertencem a ninguém».
sexta-feira, novembro 07, 2003
Quick Message
Uma breve mensagem para agradecer a participação neste blog de alguém que é muito importante tanto para mim como para o Master_Zica, e agradecer a primeira participação feminina neste blog.
Daqui em diante com a participação desta pessoa o blog só pode obter melhor qualidade, e ficar mais interessante.
Welcome Aquarius ;P, I hope you enjoy it.
Daqui em diante com a participação desta pessoa o blog só pode obter melhor qualidade, e ficar mais interessante.
Welcome Aquarius ;P, I hope you enjoy it.
Vendedores de Amigos
Saudações!
Não sei como começar... Sempre que escrevo, a introdução é que mais me custa... Tenho a iniciativa, sei qual o conteúdo que quero expor, mas as primeiras linhas custam sempre a sair...
Começarei pelos agradecimentos... Obrigado Master_Zica, obrigado Zé. Não só por me proporcionarem a oportunidade de expor o que penso (o que nasce desta mente inquieta) mas acima de tudo, pela vossa amizade!
Infelizmente a amizade passou a ser uma «coisa» rara! Uma pedra rara que mesmo quando encontrada é difícil estimar o seu valor... Pior, uma vez encontrada, muitas vezes nem é reconhecida. Habituámo-nos a ver hipocrisia em todo o lado, a esperar sempre uma facada, a nunca confiar, a desistir... Talvez nos falte o tempo (comemos fast-food e talvez nos esqueçamos que não existe fast-friendship...) Relembro um excerto do livro «O Principezinho»: "Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos." ... E entristece-me pensar que pode ser verdade, que o progresso nos fez regredir. Para muitos esta pode ser uma afirmação absurda, afinal se progredimos não regredimos... Mas talvez não seja assim, talvez, como numa fronteira de possibilidades de produção, para termos mais de um bem temos de prescindir de outro...
Mas assim como vocês não desistiram de mim, eu não desistirei de acreditar na Amizade. Obrigado por não me deixarem «fugir», por não me deixarem desistir dos amigos, do curso, da auto-estima. É bom poder ter amigos como vocês.
Master_Zica, obrigado pelo «Adoro-te», obrigado pelo apoio incondicional.
Zé, eu não ligo mais às outras pessoas do que a ti! Não sejas ciumento!
Aquarius despede-se com esperança de não meter muita água naquilo que se atrever a escrever.
Não sei como começar... Sempre que escrevo, a introdução é que mais me custa... Tenho a iniciativa, sei qual o conteúdo que quero expor, mas as primeiras linhas custam sempre a sair...
Começarei pelos agradecimentos... Obrigado Master_Zica, obrigado Zé. Não só por me proporcionarem a oportunidade de expor o que penso (o que nasce desta mente inquieta) mas acima de tudo, pela vossa amizade!
Infelizmente a amizade passou a ser uma «coisa» rara! Uma pedra rara que mesmo quando encontrada é difícil estimar o seu valor... Pior, uma vez encontrada, muitas vezes nem é reconhecida. Habituámo-nos a ver hipocrisia em todo o lado, a esperar sempre uma facada, a nunca confiar, a desistir... Talvez nos falte o tempo (comemos fast-food e talvez nos esqueçamos que não existe fast-friendship...) Relembro um excerto do livro «O Principezinho»: "Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos." ... E entristece-me pensar que pode ser verdade, que o progresso nos fez regredir. Para muitos esta pode ser uma afirmação absurda, afinal se progredimos não regredimos... Mas talvez não seja assim, talvez, como numa fronteira de possibilidades de produção, para termos mais de um bem temos de prescindir de outro...
Mas assim como vocês não desistiram de mim, eu não desistirei de acreditar na Amizade. Obrigado por não me deixarem «fugir», por não me deixarem desistir dos amigos, do curso, da auto-estima. É bom poder ter amigos como vocês.
Master_Zica, obrigado pelo «Adoro-te», obrigado pelo apoio incondicional.
Zé, eu não ligo mais às outras pessoas do que a ti! Não sejas ciumento!
Aquarius despede-se com esperança de não meter muita água naquilo que se atrever a escrever.
quarta-feira, novembro 05, 2003
Ideias soltas, e com o valor que lhes derem.
Uns tempos atrás, referi num post meu que a blogoesfera pecava por falta de originalidade, a opinião mantém-se.
Hoje penso que possivelmente a blogoesfera é um universo um bocado grande, e reduzindo esse universo a este blog, acho que este blog não peca por falta de originalidade, o certo é que todo e qualquer passo já foi certamente dado por outra pessoa qualquer.
O verdadeiro propósito deste post é informar e apelar para a participação de todos os valentes leitores que casualmente passam por aqui para ler algo de mais ou menos interesse. (espero que a pub nas páginas eróticas valha a pena)
Queria dar inicio a novas experiências neste grandioso blog (passando a modéstia), iniciando novas vertentes, como exemplos deixo a promessa de retomar com algumas frases proferidas por gente com mais interesse do que eu, iniciar a saga de aventuras do Gusmobil, e criar um espaço de discussão e debate sendo que pergunto aos leitores o que pensam de certo assunto esperando que estes respondam nos comentários para depois ser possível fazer uma estatística.
Recapitulando, frases com interesse maior do que as baboseiras que aqui digo, a saga das aventuras de Gusmobil (dedico esta saga á Kate), e elementos de discussão e votação se houver colaboração dos leitores.
Já agora ao deixar esta ideia digam o que acham de enveredar por mais estes três caminhos na procura de alguma originalidade, mesmo esta sendo escassa.
Confissões da parte fraca do ser. --- Recomendado a amigos!
De volta ao ditame de baboseiras cibernauticas, é para isso que aqui estou.
Após umas mini-férias, cinco dias bem revigorantes que até chegaram a parecer muito mais, mas como é óbvio nunca é o suficiente, volto ao papel de escriba deste blog, sendo que julgo-me responsável pela parte mais “popularucha” do blog, popularucha no bom sentido, a falta de preocupação na escrita ou no seu sentido, não que vá optar por uma vertente de revistas cor-de-rosa e começar a atirar boatos ao ar. (esta ideia não é de descartar por completo)
Nos últimos dias voltei ao meu paraíso, á minha terra natal, ao meu cantinho e aos meus.
Nesse local onde passei uns descansados cinco dias, era bem possível manter contacto com o mundo da blogoesfera e continuar a blogar e tudo, mas constatei algo engraçado, apesar de estar num local que me é querido, de estar no conforto do lar, na companhia da minha família, junto de pessoas que me dizem tudo e mais alguma coisa, não fui capaz de uma única vez me inspirar e escrever algo.
Agora estou de volta, para um sitio que durante grande parte do dia me parece um local sombrio, um local sóbrio e sem graça, um lugar frio e fútil, longe da família, um local que não mostra logo na primeira perspectiva a mesma alegria, o mesmo calor do carinho do lar. Embora assim parecendo, cada vez mais aparecem motivos que me mostram algo de contraditório, algo que faz o local sóbrio parecer um local mais divertido, um local mais acolhedor, um local mais agradável, um local para onde também gostamos de voltar, um local de onde somos capazes de sentir saudades.
Os grandes, os primordiais, argumentos, a razão de tudo parecer melhor é sem dúvida alguma devido ás boas amizades que cultivei, e espero continuar a sedimentar, e aumentar a sua força e a sua duração, sem duvida são os meus amigos que me tornam fortes para dar a próxima passada num caminho tão incerto e inseguro que tenho de percorrer, e que acompanhado por eles revela-se tudo muito mais fácil.
Anteriormente já me havia apercebido deste facto, mas acho que a ultra confirmação foi feita nestes dias, e como é óbvio houve momentos importantes para esta descoberta, o mais engraçado é que foram momentos tão dispersos por pura ocasionalidade e naturalidade que só nesta pausa em que pude reflectir é que tive oportunidade de juntar algumas peças para me aperceber de um quadro que já á algum tempo julgo estar exibido aos meus olhos.
Foram momentos memoráveis, isso foram todos sem dúvida, mas uns com peculiariedades diferentes, quer pela diferença entre as pessoas, quer pela aleatoriedade das situações. Posso referir alguns momentos, sem que eles tenham qualquer classificação de importância ou que lhes seja atribuído um grau.
Como exemplo dou o facto de ter conhecido um grande amigo, um dos apoios para o caminho que percorro, aproximadamente á oito, nove anos atrás sendo que desde ai fomos sempre colegas académicos, e com certeza por mais alguns anos seremos bons colegas e bons amigos.
Outro marco importante sem dúvida foi quando comecei a travar amizade com o meu colega de turma e de blog, uma pessoa por quem tenho uma grande estima, praticamente infindável, uma amizade que pelo meu lado vai perdurar por muitos e longos anos, atrevo-me a dizer, talvez com alguma presunção, que vai durar até ao fim das nossas vidas.
O travar conhecimento com uma rapariga, alguém muito peculiar com um feitio muito interessante, por vezes difícil de aturar, mas sem duvida fascinante, e foi num dia, não há muito tempo, que evidenciei uma constatação e afirmação remota, ao dizer que ela seria para mim a minha melhor amiga, a par de mais uma ou outra pessoa, mas sem dúvida merecedora do titulo de melhor amiga. E foi no momento de uma brincadeira infantil minha de o libertar da imaginação que fiquei radiante de energia de ver aquele rosto a esboçar alguns sorrisos que eu sei que fui eu que conquistei, quando por momentos cheguei a pensar que para aquela pessoa pouco significava, sinceramente ainda não sei se significo, mas ao menos prevalece a esperança de tal desejo. E é a ela que dedico o meu futuro sucesso, Lês Adventures de Gusmobil, é a essa pessoa que dedico essa grande ficção.
Não é por eu ser uma pessoa que seja apologista extremo do equilíbrio, mas para referir uma quarta pessoa que me marcou nestes últimos anos, foi outra rapariga, alguém de quem estou próximo todos os dias, alguém com quem partilho muita coisa, e muita amizade, e muito carinho, mas que as circunstancias do tempo, por algum motivo nos separaram e resfriaram uma amizade que já foi bem melhor, mas a essa pessoa deixo o apelo para não deixar escapar uma possível grande amizade.
As outras pessoas referidas são facilmente identificadas por quem me conhece, a quarta pessoa não sei se devo identificar, para os que nos conhecem deixo o nome de código “Sónia Andreia”.
Muitas mais pessoas fazem parte deste grupo de pessoas que conheci, mas talvez só mais três ou quatro pessoas se enquadrem a este grupo especial de pessoas.
Com isto não digo que o grupo de pessoas muito importantes que conheci nestes últimos tempos não seja maior, no fundo sei que a culpa por um lado se deve ao meu feitio pouco lapidado e insuportável, brusco, até mesmo rudimentar, sem mostrar afecto pelas pessoas, e no fundo com o meu feitio e os pedidos mudos de afecto, fazem com que eu sinta falta de demonstrações de amizade, e talvez por isso por isso sejam seis ou sete as pessoas que me marcaram nestes últimos tempos, e não vinte ou trinta.
Este post gostava de o dedicar a todas as pessoas que nos últimos anos teem sido capazes de me aturar, e pelos corajosos esforços de serem agradáveis para um insociável como eu.
Para os referidos e para todos os outros que no dia a dia mantenho um contacto, a vós vos agradeço, e é a vocês que vos apelo, que tentem cultivar e não deixar morrer as amizades, porque no fundo não são apenas a base, como também são o topo de muita coisa.
domingo, outubro 26, 2003
A treta dos desabafos e descobertas do eu interior!!
É incrível as conclusões que conseguimos tirar de simples coisas em grandes acontecimentos, e pequenos também, nestes últimos quatro dias.
Nestes últimos dias consegui fazer múltiplas descobertas sobre mim e sobre os outros.
O relacionamento com novas pessoas, as impressões ocasionais, acções partidas no tempo sem seqüência lógica a não ser quando se junta todos esses momentos dispersos.
Podemos conhecer as pessoas pelo seu modo de agir durante uma refeição, o seu modo de comer, as conversas que se desenrolam durante o repasto, ate pelo passar de uma travessa o seu tempo de reação ou o modo como se entrega.
Eu sempre gostei de observar os comportamentos das pessoas, e no meio que me rodeia as pessoas que melhor me conhecem estão habituadas a achar piada ao modo como relato o comportamento do que me rodeia, e o modo como vejo as coisas, o ponto de vista incisivo e subtil, a maneira rápida de fazer associações.
Na verdade há quem se assuste com isso.
Ontem fui convidado para um jantar de aniversário de uma das pessoas mais importantes para mim, alguém que me diz muito pela sua peculiaridade, pela sua maneira simples e pura de agir, sendo que me cativou, e levou-me a criar laços fortes de amizade, daquela amizade que sou capaz de me orgulhar e agradecer a deus por ter tido a oportunidade.
Nesse jantar fiquei a conhecer todo um tipo diferente de pessoas que antes sabia existir, e fiquei a conhecer quem não fizesse a menor ideia que existisse, e ainda fiquei prevenido sobre quem já conhecia.
A pessoa que me levou a ir ao jantar não me surpreendeu, pois tem um comportamento que não se desvia muito do habitual, fiquei contente por saber que se calhar dá valor há minha opinião e por ver que psicologicamente está mais forte.
Fiquei a conhecer pessoas diferentes, alguns gostei, outros pouco me disseram, sinceramente não me senti entrosado no grupo, mas realmente nunca me senti incluído em nenhum grupo.
Mas numa noite de chuva intensa de frio, mas com muita boa disposição pude tirar as seguintes conclusões ao observar acontecimentos dessa noite.
1º - Nunca somos aquilo que queremos, pelo menos completamente, mas sinceramente nunca iremos ser.
2º - Nunca é possível inverter o que uma pessoa sente em relação a nós, a não ser com o humor.
3º - A preseverança é uma treta, é uma fraude bem metida.
4º - Não há maneira de compensar a boa amizade, a paciência, a atitude prestativa das pessoas, a simpatia, a não ser com a mesma moeda de troca.
5º - O mundo está bem pior mentalmente e cada vez fica mais doente.
6º - Não vale a pena queixar da nossa vida com alguém porque esse alguém está logo pronto a arranjar algo pior para rematar o nosso desabafo.
7º - Não gosto que sejam frios comigo, que sejam sinceros, frontais, objectivos, sim isso admito e agradeço, que sejam frios e crus e que me virem a cara não gosto.
8º - Tenho medo de me afastar de certas pessoas, juntamente vejo que tenho um certo medo de admitir e pedir que se aproximem.
9º - A maioria nem sempre ganha.
10º - Nem sempre vale a pena seguir os outros apenas para não destabilizar, mas por vezes é extremamente útil.
11º - O silêncio de uma pessoa tanto pode ser uma benção como pode ser preocupante.
12º - A boa chuva é a chuva que não molha, não atrapalha, e não causa mal estar.
13º - A sinalização rodoviária em Lisboa é preocupante, é praticamente inexistente e a que existe é de má qualidade e geralmente está escondida. Isso torna que seja muito mau circular em Lisboa a certas horas. Para isso deixo algumas soluções, ou estendem a rede de metro a mais localidades, ou no mínimo metem o metro funcional 24 horas. Arranjam sinalização decente, bem colocada sem obstruções a tapar a sinalização e com varias direções. Ou então oferecem um sistema Gps por cada automóvel que houver em Lisboa.
14º - O sentido de orientação devia ser um sentido obrigatório tal como o tacto e o olfacto.
15º - O sistema gástrico e intestinal está ligado ao sistema respiratório de um modo mais perigoso do que pensam, sendo que há quem não consiga evacuar quando está com dores de garganta algo que é no mínimo novidade para mim. (desejo as melhoras ao protagonista)
16º - Acho que um dos meus maiores ódios sempre foi o medo de me atrasar e não gostar de chegar atrasado, o incomodo de fazer os outros esperar.
sábado, outubro 25, 2003
Um sonho, uma paixão, um orgulho, de toda uma nação!
Há coisas que foram feitas para o homem não poder controlar, uma dessas coisas são as emoções.
Há emoções que são mais fortes que outras, há emoções que arrebatam mais os corações e desplotam uma imensidão de sentimentos e alterações psicológicas e físicas.
De entre as várias emoções, a alegria, o orgulho, o prazer, o sentir uma enorme felicidade, são das emoções mais arrebatadoras que existem.
Eu hoje assisti a algo que me fez sentir orgulho puro, o orgulho em que o peito incha, os olhos brilham, e as lágrimas caem. Acompanhado desse orgulho veio o prazer, a alegria e a felicidade de qualquer pessoa que ama tudo o que é bonito.
Por vezes pergunto-me se alguma vez senti o orgulho que senti hoje de 25 de Outubro de 2003, um dia histórico para mim, não só pelo acontecimento em si, mas por toda uma história que é bem maior que eu, e é bem maior que o sentimento de toda uma nação.
A inauguração da nova Catedral da Luz, um templo do futebol de luz intensa, a casa que representa um clube que já criou tantas emoções nos corações dos milhões de pessoas por esse mundo fora.
A inauguração deste estádio representa não apenas o orgulho de uma nação, não apenas um orgulho arquitetônico, não apenas um orgulho do Benfica, mas sim o orgulho de toda uma nação por nos tempos que correm serem capazes de produzir algo tão bonito e tão intenso como a união de milhares de pessoas no estádio e de milhões em todo o mundo e festejar um passo para o futuro, a demonstração de que as pessoas em Portugal são capazes de produzir eventos e ocasiões de uma magnificência inalcançável por muitos, mas possível para um povo e para uma associação como o povo português e a instituição incomparável que é o Sport Lisboa e Benfica.
quarta-feira, outubro 22, 2003
Males meus, Males dos dias que correm!
Inspiração.
Originalidade.
Criação.
Maturidade.
Escolástica.
Leveza.
Gramática.
Pureza.
Tudo isto acaba por faltar um dia em qualquer escritor.
Seja eu um grande cronista, seja eu um escritor de bd’s, escreva para passar o tempo ou para entreter os outros.
Aconteça o que acontecer chegamos a um ponto em que a mente bloqueia, que atrofia a veia responsável para transformar uma conversa de café numa história interessante.
O caso da pedófilia cansa, já foi explorado e remexido, o futebol já não apela, as noticias, os escândalos, que diariamente aparecem em noticiários diferentes, já não são temas que apeteça escrever.
Hoje em dia vivemos uma liberdade de expressão que já não é premiada pela originalidade, mas sim pela repetição pelo desgaste do tema até ao extremo da exaustão.
Cada vez mais, ler cansa, pelo menos a nova literatura, não me refiro ás belas obras de Tolstoi, aos seus contos cativantes, não me cansa ler Pessoa, ou ler Kafka, mas ler a imprensa de hoje me dia, ou ler novos escritores que exploram o mesmo assunto centenas de vezes.
No fundo tanta palermice para dizer apenas que nos dias de hoje a originalidade não é algo abundante. Tudo se repete, mas repete-se de tal modo que chego a pensar que neste último ano tive mais deja vu do que a quantidade de pessoas que viram o Matrix.
Os tópicos de conversa estão tão explorados como as minas de carvão na Alemanha, ou como as minas de volfrâmio em Trás-os-Montes.
Hoje em dia já é tão banal falar de sexo como falar do escândalo da Casa Pia, com tanto alarido há volta já deixou de ser escândalo, já começa a ser aborrecimento tal como a repetição da queda das Torres Gémeas.
Há coisas que cansam, que já não vale a pena explorar, como bom exemplo disso são os assuntos que repetidamente passam nos media.
No fundo gostava de pedir ajuda a quem por aqui fosse passando, ajuda essa que consiste em deixar assuntos que gostariam que fossem explorados neste blog, que deixassem a vossa sugestão de um assunto que vos interesse observar a opinião de duas jovens e ávidas mentes.
Sei lá podem pedir para falarmos do que achamos das avós, dos cães, de automóveis, de roupa, de algo que há muito tempo foi banal mas, hoje graças a discussões políticas deixou de ser.
Podem mesmo dizer algo do género “Ó Zé fala ai do Senhor do Bolo”, ou então “Ó Zé diz lá o que achas de suspensórios”, e eu garanto que terei o maior gosto em vos dar a minha visão sobre os suspensórios ou sobre discutir qual a melhor marca de pneus, tudo menos assuntos “actuais”.
Sinceramente gostava que alguém me orientasse para assuntos diversos, se isso não acontecer vou passar a contar aqui histórias sem nexo, e acho que isso ninguém quer.
Isto é um sério apelo que vos faço, manifestem-se musas inspiradoras e digam o que querem me ver opinar, peço encarecidamente que alguém me oriente, não uns trocos, nem tabaco, nem droga, mas sim um tópico de conversa que ainda não esteja tão gasto e sujo de tinta.
quinta-feira, outubro 02, 2003
A Tribute to some one special!!
To see you when I wake up, is a gift I didn't think could be real
To know that you feel the same, as I do, is a Three-fold utopian dream
You do something to me
That I can't explain
So would I be out of line, If I said
I miss you.
I see your picture, I smell your skin on, the empty pillow next to mine
You have only been gone ten days, but already I am wasting away
I know I'll see you again
Whether far or soon
But I need you to know, that I care
And I miss you
A special song letter, for some one special....
To know that you feel the same, as I do, is a Three-fold utopian dream
You do something to me
That I can't explain
So would I be out of line, If I said
I miss you.
I see your picture, I smell your skin on, the empty pillow next to mine
You have only been gone ten days, but already I am wasting away
I know I'll see you again
Whether far or soon
But I need you to know, that I care
And I miss you
A special song letter, for some one special....
quarta-feira, outubro 01, 2003
Outra meta atingida!!
Não há complacência para desmoralizar, atingimos as 2000 visitas, em 4 meses, mas o facto é que as atingimos.
Queria agradecer desde já aos meus pais que tornaram tudo isto possivel, a todo o pessoal dos bastidores que me apoiou, em especial ao meu colega de blog Master_Zica, e gostava de dizer que sem todos os leitores que por aqui costumam parar, não seria possivel atingir este novo marco na história, e não, já mais, haverá um efémero momento do Não Querem Ouvir.
Para a academia que nos deu o prémio e a toda a equipe um grande bem haja!!!
Queria agradecer desde já aos meus pais que tornaram tudo isto possivel, a todo o pessoal dos bastidores que me apoiou, em especial ao meu colega de blog Master_Zica, e gostava de dizer que sem todos os leitores que por aqui costumam parar, não seria possivel atingir este novo marco na história, e não, já mais, haverá um efémero momento do Não Querem Ouvir.
Para a academia que nos deu o prémio e a toda a equipe um grande bem haja!!!
terça-feira, setembro 30, 2003
Teorias dos Males Comuns – A Exploração do Assunto Parte II
De facto este assunto merece ser explorado, porque além de ser um assunto praticamente infindável, é um assunto que nos toca a todos e de uma maneira autentica.
Neste post é minha intenção denunciar o já tão denunciado comportamento em público das pessoas, incluindo nós próprios, que circulam por esse mundo fora.
O comportamento em público quase que pode ser assimilado como uma prática desportiva, sendo que pode ser praticado no exterior ou em recintos cobertos, nomeadamente na rua ou num ambiente fechado como um centro comercial, onde habitualmente transitamos por várias ordens de razão.
E ainda mais se torna semelhante a uma prática desportiva, pois o comportamento pode ser individual ou coletivo, quer um individuo vagueie sozinho ou acompanhado por amigos ou familiares fazendo parte de um grupo peculiar.
O comportamento em público como qualquer outra prática desportiva é feita de modo contrário a outra equipe ou outros indivíduos, pois alguns apreciam ou não se importam, mas outros rivalizam, além do mais o comportamento em público tem as suas regras, sendo que o juiz que as aplica é a chamada consciência coletiva por maioria de razão.
Como exemplos de comportamentos em público, temos a maneira de comunicar, que abrange modalidades como a linguagem, os gestos, a sonoridade não especifica, o uso de meios de comunicação ou a interação individual ou em grupo com outros participantes, ou até mesmo sozinho (aquelas ocasiões em que ou a pessoa está encharcada de álcool, ou realmente possui perturbações psicológicas).
Temos também como exemplo de comportamento público a motoridade, em que podemos avaliar a maneira de andar, o ritmo da marcha, a orientação e a prova de obstáculos.
Daqui poderia partir por varias categorias de comportamentos em público e dai partir para sub-categorias, mas isso tornava este post um ligeiramente detalhado e maçador.
De facto há comportamentos que nós e os outros temos em público que nunca são do agrado geral de quem nos rodeia. Por exemplo, imaginem-se num cinema ou mesmo até numa loja como a Fnac em que estamos sossegados e concentrados em algo como um livro ou um filme, mas de repente aparece um individuo com uma sonoridade fora do habitual ao telémovel, daqueles que grita com o aparelho em vez de falar para a pessoa do outro lado, esse é um comportamento desagradável para quem está na sua paz a ler ou mesmo dentro do cinema a ver o filme, mas provavelmente a muitos de nós já nos tocou o telémovel ou fomos obrigados a falar ao telémovel em alturas menos impróprias, sem duvida é um mal comum de comportamento em público.
Passando para a categoria da movimentação nos sítios públicos quer este seja “outdoor” ou “indoor”, há certos e determinados comportamentos que conseguem ser particularmente irritantes e ao mesmo tempo são feitos de modo generalizado, quem por exemplo nunca transitou num passeio estreito, em que ao longo desse caminho houvesse dezenas de lojas de pronto a vestir e calçado, e mesmo até de eletrodomésticos, e de repente encontramos mesmo à nossa frente um obstáculo, que normalmente são uma coletividade de pessoas tal e qual como se de uma equipe se trata-se, toda parada a meio do passeio a olhar para as montras, o que torna difícil a nossa circulação e normalmente temos de nos desviar para o meio da estrada para podermos prosseguir, mas quem de nós nunca participou numa dessas “excursões” a uma montra em pleno passeio criando um obstáculo para os outros transeuntes.
Ou por exemplo quando uma pessoa vai acompanhada mas geralmente tem uma marcha mais acelerada do que quem nos acompanha, e de repente ao constatarmos que estamos muito mais adiantados somos obrigados a parar e esperar pela outra pessoa sendo que vamos sendo ultrapassados e somos um obstáculo estático a meio da via pedestreonal, e posteriormente somos também levados a acompanhar a marcha da pessoa mais lenta o que faz com que nos tornemos naqueles empecilhos que vagueiam pelo passeio e que constantemente são tocados no braço acompanhado de um “com licença”, e isto nos dias bons em que não somos abalroados, á semelhança dos pobres idosos de ritmo mais lento que normalmente são vistos como os Renault 4 da via pública infestada por Mercedes.
Mas será que maioria das pessoas já não passou por isto ?
Ou as pobres crianças ainda de tão tenra mente que quando vão andando pelo passeio muito gostam na sua inocência de fazer aqueles joguinhos de ir apenas nas faixas brancas ou apenas nos quadrados pretos, ou saltitar de figura a figura mesmo a meio do passeio apinhado de pessoas a se dirigirem com certa pressa, e depois claro como é apenas uma criança não queremos passar por cima e geralmente tentamos ultrapassá-la mas como a criança ainda tem a sua saúde física completa acabamos por andar aos zigzagues tal como ela. Mas quem nunca passou por isso ou quem nunca foi aquela criança?
Temos muito mais casos como os comportamentos públicos há espera de um serviço automatizado, seja a espera por um elevador ou para pagar o estacionamento numa das máquinas, ou mesmo o uso das escadas rolantes.
Quem nunca passou por situações de rivalidade a ver quem toca primeiro e mais vezes no botão do elevador, como se isso nos atribui-se autoridade para excluir ou escolher quem vai a bordo do suposto “nosso” elevador, quem chega primeiro á maquina de pagamento de serviços, quem demora mais tempo numa caixa de multibanco, ou das pessoas que se recusam a dar um espaço nas escadas rolantes para os outros passarem e normalmente insistem em ocupar um degrau inteiro, argumentando que aquilo não é de ninguém e chegaram lá primeiro.
Mas podemos focar mais casos desde os grupos de adolescentes que em grupo adoram fazer o mais barulho possível, e as coisas mais estúpidas possíveis, como sentar-se a meio da via pública, exibir publicamente e em tom alto os problemas dos colegas, rir ou dizer palavrões num tom mais alto que o normal, fazer simulações de violência gratuita, encavalitarem-se a meio do passeio, andarem aos empurrões, mas quem nunca foi jovem irreverente e estúpido?
Ou o hábito de ouvir as bisbilhotices da mesa do café do lado ou a conversa de quem esta mesmo do nosso lado na paragem de metro ou autocarro,e ainda pior ás vezes após sorrateiramente ouvir a conversa opinar sobre o assunto, e dar conselhos, há quem ache isso normal e um meio de fazer novas amizades, eu numa ideia louca fico-me pela preferência pela privacidade. Porque depois é engraçado como as pessoas ficam a saber de certos assuntos que pensávamos ser pessoal, dai a uns tempos já na Sibéria se sabia que certa pessoa que trabalha nos correios anda metida com o moço das entregas, mas eu não sei de nada.
Para finalizar temos os diferentes, mas já definidos grupos, ou se preferirem equipes, que normalmente teem comportamentos em público estereotipados, como por exemplo o grupo de trabalhadores de construção civil que estão a construir um prédio relativamente perto a um sitio onde circula muita gente, principalmente jovem e do sexo feminino, e nesse caso já temos o tradicional coro de assobiadelas treinadas, e palavras ou frases pirosas já estipuladas pela associação recreativa dos trabalhadores de construção civil, como por exemplo “Oh Jóiazinha não queres dar aqui um beijinho ao teu ourives?”, temos também a equipe que é a família versão king-size, que decide ir tudo ao mesmo tempo para o shopping, e que tem como características comportamentos como o falar alto, correr atrás dos putos todos, ralhar com a mãe com a mulher e com o filho ao mesmo tempo, e uma grande dificuldade quer para desembarcar e embarcar os passageiros do pequeno carro citadino.
Mas estes são os males de muita gente, são males que são um marco da nossa sociedade moderna, e sempre em constante evolução, com o aparecimento de novos casos, mas o certo é que há coisas que nunca mudam e atingem muita gente.
Neste post é minha intenção denunciar o já tão denunciado comportamento em público das pessoas, incluindo nós próprios, que circulam por esse mundo fora.
O comportamento em público quase que pode ser assimilado como uma prática desportiva, sendo que pode ser praticado no exterior ou em recintos cobertos, nomeadamente na rua ou num ambiente fechado como um centro comercial, onde habitualmente transitamos por várias ordens de razão.
E ainda mais se torna semelhante a uma prática desportiva, pois o comportamento pode ser individual ou coletivo, quer um individuo vagueie sozinho ou acompanhado por amigos ou familiares fazendo parte de um grupo peculiar.
O comportamento em público como qualquer outra prática desportiva é feita de modo contrário a outra equipe ou outros indivíduos, pois alguns apreciam ou não se importam, mas outros rivalizam, além do mais o comportamento em público tem as suas regras, sendo que o juiz que as aplica é a chamada consciência coletiva por maioria de razão.
Como exemplos de comportamentos em público, temos a maneira de comunicar, que abrange modalidades como a linguagem, os gestos, a sonoridade não especifica, o uso de meios de comunicação ou a interação individual ou em grupo com outros participantes, ou até mesmo sozinho (aquelas ocasiões em que ou a pessoa está encharcada de álcool, ou realmente possui perturbações psicológicas).
Temos também como exemplo de comportamento público a motoridade, em que podemos avaliar a maneira de andar, o ritmo da marcha, a orientação e a prova de obstáculos.
Daqui poderia partir por varias categorias de comportamentos em público e dai partir para sub-categorias, mas isso tornava este post um ligeiramente detalhado e maçador.
De facto há comportamentos que nós e os outros temos em público que nunca são do agrado geral de quem nos rodeia. Por exemplo, imaginem-se num cinema ou mesmo até numa loja como a Fnac em que estamos sossegados e concentrados em algo como um livro ou um filme, mas de repente aparece um individuo com uma sonoridade fora do habitual ao telémovel, daqueles que grita com o aparelho em vez de falar para a pessoa do outro lado, esse é um comportamento desagradável para quem está na sua paz a ler ou mesmo dentro do cinema a ver o filme, mas provavelmente a muitos de nós já nos tocou o telémovel ou fomos obrigados a falar ao telémovel em alturas menos impróprias, sem duvida é um mal comum de comportamento em público.
Passando para a categoria da movimentação nos sítios públicos quer este seja “outdoor” ou “indoor”, há certos e determinados comportamentos que conseguem ser particularmente irritantes e ao mesmo tempo são feitos de modo generalizado, quem por exemplo nunca transitou num passeio estreito, em que ao longo desse caminho houvesse dezenas de lojas de pronto a vestir e calçado, e mesmo até de eletrodomésticos, e de repente encontramos mesmo à nossa frente um obstáculo, que normalmente são uma coletividade de pessoas tal e qual como se de uma equipe se trata-se, toda parada a meio do passeio a olhar para as montras, o que torna difícil a nossa circulação e normalmente temos de nos desviar para o meio da estrada para podermos prosseguir, mas quem de nós nunca participou numa dessas “excursões” a uma montra em pleno passeio criando um obstáculo para os outros transeuntes.
Ou por exemplo quando uma pessoa vai acompanhada mas geralmente tem uma marcha mais acelerada do que quem nos acompanha, e de repente ao constatarmos que estamos muito mais adiantados somos obrigados a parar e esperar pela outra pessoa sendo que vamos sendo ultrapassados e somos um obstáculo estático a meio da via pedestreonal, e posteriormente somos também levados a acompanhar a marcha da pessoa mais lenta o que faz com que nos tornemos naqueles empecilhos que vagueiam pelo passeio e que constantemente são tocados no braço acompanhado de um “com licença”, e isto nos dias bons em que não somos abalroados, á semelhança dos pobres idosos de ritmo mais lento que normalmente são vistos como os Renault 4 da via pública infestada por Mercedes.
Mas será que maioria das pessoas já não passou por isto ?
Ou as pobres crianças ainda de tão tenra mente que quando vão andando pelo passeio muito gostam na sua inocência de fazer aqueles joguinhos de ir apenas nas faixas brancas ou apenas nos quadrados pretos, ou saltitar de figura a figura mesmo a meio do passeio apinhado de pessoas a se dirigirem com certa pressa, e depois claro como é apenas uma criança não queremos passar por cima e geralmente tentamos ultrapassá-la mas como a criança ainda tem a sua saúde física completa acabamos por andar aos zigzagues tal como ela. Mas quem nunca passou por isso ou quem nunca foi aquela criança?
Temos muito mais casos como os comportamentos públicos há espera de um serviço automatizado, seja a espera por um elevador ou para pagar o estacionamento numa das máquinas, ou mesmo o uso das escadas rolantes.
Quem nunca passou por situações de rivalidade a ver quem toca primeiro e mais vezes no botão do elevador, como se isso nos atribui-se autoridade para excluir ou escolher quem vai a bordo do suposto “nosso” elevador, quem chega primeiro á maquina de pagamento de serviços, quem demora mais tempo numa caixa de multibanco, ou das pessoas que se recusam a dar um espaço nas escadas rolantes para os outros passarem e normalmente insistem em ocupar um degrau inteiro, argumentando que aquilo não é de ninguém e chegaram lá primeiro.
Mas podemos focar mais casos desde os grupos de adolescentes que em grupo adoram fazer o mais barulho possível, e as coisas mais estúpidas possíveis, como sentar-se a meio da via pública, exibir publicamente e em tom alto os problemas dos colegas, rir ou dizer palavrões num tom mais alto que o normal, fazer simulações de violência gratuita, encavalitarem-se a meio do passeio, andarem aos empurrões, mas quem nunca foi jovem irreverente e estúpido?
Ou o hábito de ouvir as bisbilhotices da mesa do café do lado ou a conversa de quem esta mesmo do nosso lado na paragem de metro ou autocarro,e ainda pior ás vezes após sorrateiramente ouvir a conversa opinar sobre o assunto, e dar conselhos, há quem ache isso normal e um meio de fazer novas amizades, eu numa ideia louca fico-me pela preferência pela privacidade. Porque depois é engraçado como as pessoas ficam a saber de certos assuntos que pensávamos ser pessoal, dai a uns tempos já na Sibéria se sabia que certa pessoa que trabalha nos correios anda metida com o moço das entregas, mas eu não sei de nada.
Para finalizar temos os diferentes, mas já definidos grupos, ou se preferirem equipes, que normalmente teem comportamentos em público estereotipados, como por exemplo o grupo de trabalhadores de construção civil que estão a construir um prédio relativamente perto a um sitio onde circula muita gente, principalmente jovem e do sexo feminino, e nesse caso já temos o tradicional coro de assobiadelas treinadas, e palavras ou frases pirosas já estipuladas pela associação recreativa dos trabalhadores de construção civil, como por exemplo “Oh Jóiazinha não queres dar aqui um beijinho ao teu ourives?”, temos também a equipe que é a família versão king-size, que decide ir tudo ao mesmo tempo para o shopping, e que tem como características comportamentos como o falar alto, correr atrás dos putos todos, ralhar com a mãe com a mulher e com o filho ao mesmo tempo, e uma grande dificuldade quer para desembarcar e embarcar os passageiros do pequeno carro citadino.
Mas estes são os males de muita gente, são males que são um marco da nossa sociedade moderna, e sempre em constante evolução, com o aparecimento de novos casos, mas o certo é que há coisas que nunca mudam e atingem muita gente.
quinta-feira, setembro 25, 2003
Aproveitando a deixa.
Após ler o post anterior escrito pelo Master_Zica, posso dizer que sim a ideia agradou, e sim é possível concretizá-la, e por fim por acaso já tinha pensado em algo semelhante a essa da TDMC, Teoria Dos Males Comuns.
È uma boa ideia e a partir dessa ideia podemos descortinar uma dúzia de outras teorias ainda a serem levadas a cabo, tal como a teoria de afinfar (expressão utilizada como sinónimo de impingir ou enfiar) um pastel de nata após um bom cozido confeccionado e consumido no restaurante Painel de Alcântara, ou a teoria de como a escolha de um telémovel pode ser influenciada pelas teclas, a teoria que prova a sensação de alivio das pessoas ao chegarem à saída do Aeroporto da Portela, ou teorias sobre o uso excessivo da buzina por parte dos taxistas, ou teoria de encher um texto de palha tentando torná-lo maior e pouco mais interessante, mas nada como a Teoria Dos Males Comuns.
Ao explorar essa ideia lanço uma teoria já um pouco conhecida, mas ainda não tratada e divulgada, a teoria do ser Português é igual a ser mal dizente.
Durante um almoço surgiu a discussão sobre o hábito do português falar mal de todos e uns dos outros. È verdade que é um mal geral desta nossa sociedade portuguesa, mas e não é de todas as sociedades? Podia levar a cabo um estudo sociológico, recolher através de uma amostra dados a analisar e interpretar através de cuidadosos trabalhos de pesquisa e interrogação, mas não é preciso porque naquela mesa onde decorria a discussão já as pessoas provavam e dotavam a teoria de veracidade, pois de facto conseguiam falar negativamente sobre o que é ser português, a capacidade de concordar e não concordar ao mesmo tempo, a capacidade de ser do contra apenas com o objectivo de ser diferente ou de lançar uma discussão ou apenas por provocação. Mas porque raio isso é apenas português?
Não será esse um mal do ser humano em geral seja ele de que nacionalidade ou cultura for? É obvio que o português enquanto ser humano é assim, mal dizente (passando a expressão), mas não acho que seja típico do povo português, acho que é um pouco parte de sermos seres humanos dotados de opinião, e se em muita coisa concordamos uns com os outros em muita coisa discordamos. Mas claro que podem dizer que o português condena o estilo de vida de Portugal, culpa mais o governo do que grita com o cão, que diz que em Portugal nada funciona tudo está mal, mas eu pergunto e nos outros paises não será assim?
Não será a insatisfação por não ter mais do que se tem, ou a ambição de ter mais e melhor, o egoísmo de ter o que mais ninguém tem, não será essa uma característica da mentalidade humana? Não digo que concordo, porque até não posso concordar nem discordar, porque normalmente essa pratica de dizer mal de algo é quase como involuntária hoje em dia, tal como ninguém conseguir ter um dia perfeito por muito mais que queira é a sociedade de hoje em dia, mas não é a sociedade portuguesa, é a sociedade universal.
As teorias são mais que muitas, e muitas mais são as opiniões divergentes ou convergentes sobre todos os assuntos, e tudo o que aqui escrevo pode ser contrariado com mais ou menos razão com outros argumentos, mas tudo é valido enquanto pensamento, enquanto pensamento quer interiorizado ou exteriorizado, pode não ser valido em acção, mas enquanto ideologia, enquanto teoria tudo pode ser aceite quer por uns ou refutado por outros, mas não deixa de existir, tal e qual como qualquer outra crença, ou como qualquer aura em que alguém ainda tenha uma réstia de fé.
Tanto é possível fazer teorias de males comuns como teorias de bens comuns e se formos ver o que pra um é mal para outro pode ser bem, mas a mim essa teoria não me interessa, ou até pode interessar, continuo a achar que tudo se faz um pouco do momento, se calhar sou mais actualista do que historicista, e se me perguntarem a mim o que penso agora sobre determinado assunto, dou a minha opinião, mas sem certeza, sem razão fundamentada, porque de um momento para o outro posso vir a discordar de mim mesmo, pois as ideias são feitas numa dada altura especifica, e mesmo que perdurem no tempo, e se transmitam de geração para geração, o que conta mesmo é a sua aplicação no momento, na actualidade.
Para mim, mesmo com duvidas, mas muito poucas, os males podem ser de um podem ser de todos, mas o mal de agir de acordo com o modo como a mente humana foi designada a funcionar é um mal geral da sociedade, da sociedade universal, talvez ate nem seja da sociedade, mas sim da mentalidade universal, talvez os males ainda sejam mais do que comuns, mas tudo é feito de vocábulos como talvez, a incerteza que reside em cada palavra, em cada ideia, em cada tentativa de expressão, fica sempre uma réstia de duvida e incerteza quanto ao modo da sua aplicação e quanto ao estar ou não correcto. Por isso digo que a vida é mais regida por instintos do que pela razão, ou se calhar pelo instinto da razão, porque certezas irrefutáveis não tenho, apenas tenho opinião de como acho que são ou devem ser as coisas, apenas sei que nada sei, mesmo quando sei que agi do melhor modo que pude.
È uma boa ideia e a partir dessa ideia podemos descortinar uma dúzia de outras teorias ainda a serem levadas a cabo, tal como a teoria de afinfar (expressão utilizada como sinónimo de impingir ou enfiar) um pastel de nata após um bom cozido confeccionado e consumido no restaurante Painel de Alcântara, ou a teoria de como a escolha de um telémovel pode ser influenciada pelas teclas, a teoria que prova a sensação de alivio das pessoas ao chegarem à saída do Aeroporto da Portela, ou teorias sobre o uso excessivo da buzina por parte dos taxistas, ou teoria de encher um texto de palha tentando torná-lo maior e pouco mais interessante, mas nada como a Teoria Dos Males Comuns.
Ao explorar essa ideia lanço uma teoria já um pouco conhecida, mas ainda não tratada e divulgada, a teoria do ser Português é igual a ser mal dizente.
Durante um almoço surgiu a discussão sobre o hábito do português falar mal de todos e uns dos outros. È verdade que é um mal geral desta nossa sociedade portuguesa, mas e não é de todas as sociedades? Podia levar a cabo um estudo sociológico, recolher através de uma amostra dados a analisar e interpretar através de cuidadosos trabalhos de pesquisa e interrogação, mas não é preciso porque naquela mesa onde decorria a discussão já as pessoas provavam e dotavam a teoria de veracidade, pois de facto conseguiam falar negativamente sobre o que é ser português, a capacidade de concordar e não concordar ao mesmo tempo, a capacidade de ser do contra apenas com o objectivo de ser diferente ou de lançar uma discussão ou apenas por provocação. Mas porque raio isso é apenas português?
Não será esse um mal do ser humano em geral seja ele de que nacionalidade ou cultura for? É obvio que o português enquanto ser humano é assim, mal dizente (passando a expressão), mas não acho que seja típico do povo português, acho que é um pouco parte de sermos seres humanos dotados de opinião, e se em muita coisa concordamos uns com os outros em muita coisa discordamos. Mas claro que podem dizer que o português condena o estilo de vida de Portugal, culpa mais o governo do que grita com o cão, que diz que em Portugal nada funciona tudo está mal, mas eu pergunto e nos outros paises não será assim?
Não será a insatisfação por não ter mais do que se tem, ou a ambição de ter mais e melhor, o egoísmo de ter o que mais ninguém tem, não será essa uma característica da mentalidade humana? Não digo que concordo, porque até não posso concordar nem discordar, porque normalmente essa pratica de dizer mal de algo é quase como involuntária hoje em dia, tal como ninguém conseguir ter um dia perfeito por muito mais que queira é a sociedade de hoje em dia, mas não é a sociedade portuguesa, é a sociedade universal.
As teorias são mais que muitas, e muitas mais são as opiniões divergentes ou convergentes sobre todos os assuntos, e tudo o que aqui escrevo pode ser contrariado com mais ou menos razão com outros argumentos, mas tudo é valido enquanto pensamento, enquanto pensamento quer interiorizado ou exteriorizado, pode não ser valido em acção, mas enquanto ideologia, enquanto teoria tudo pode ser aceite quer por uns ou refutado por outros, mas não deixa de existir, tal e qual como qualquer outra crença, ou como qualquer aura em que alguém ainda tenha uma réstia de fé.
Tanto é possível fazer teorias de males comuns como teorias de bens comuns e se formos ver o que pra um é mal para outro pode ser bem, mas a mim essa teoria não me interessa, ou até pode interessar, continuo a achar que tudo se faz um pouco do momento, se calhar sou mais actualista do que historicista, e se me perguntarem a mim o que penso agora sobre determinado assunto, dou a minha opinião, mas sem certeza, sem razão fundamentada, porque de um momento para o outro posso vir a discordar de mim mesmo, pois as ideias são feitas numa dada altura especifica, e mesmo que perdurem no tempo, e se transmitam de geração para geração, o que conta mesmo é a sua aplicação no momento, na actualidade.
Para mim, mesmo com duvidas, mas muito poucas, os males podem ser de um podem ser de todos, mas o mal de agir de acordo com o modo como a mente humana foi designada a funcionar é um mal geral da sociedade, da sociedade universal, talvez ate nem seja da sociedade, mas sim da mentalidade universal, talvez os males ainda sejam mais do que comuns, mas tudo é feito de vocábulos como talvez, a incerteza que reside em cada palavra, em cada ideia, em cada tentativa de expressão, fica sempre uma réstia de duvida e incerteza quanto ao modo da sua aplicação e quanto ao estar ou não correcto. Por isso digo que a vida é mais regida por instintos do que pela razão, ou se calhar pelo instinto da razão, porque certezas irrefutáveis não tenho, apenas tenho opinião de como acho que são ou devem ser as coisas, apenas sei que nada sei, mesmo quando sei que agi do melhor modo que pude.
sexta-feira, setembro 19, 2003
Isto é que não queria mesmo ouvir!!!
Nas últimas 72 horas passei por momentos muito agradáveis, momentos muito bons, de calma e descontração, aliás neste momento está o Jorge Palma a dez metros da minha varanda a dar um excelente concerto ao vivo. Infelizmente nestas 72 horas bem passadas de modo generalizado, onde descobri vários valores como a amizade, o carinho pela família, o gosto pela vida, a paciência como virtude, houve uma coisa que me abalou o bom estado de espírito. Soube que na FDL, Faculdade de Direito de Lisboa sediada na Cidade Universitária fazendo parte da Universidade de Lisboa, foram afixados papeis com o novo valor das propinas para o ano de 2003/2004, sendo que o valor das propinas é de 852 euros nada mais nada menos que 170 mil escudos, ou seja praticamente 3 vezes o ordenado mínimo nacional. A FDL apenas tem um curso, que é o curso de Direito, um curso que para os alunos tem alguns gastos como o preço dos livros e a quantidade de livros, chegando um aluno num ano a gastar praticamente 500 euros em livros e material escolar, fotocópias e outros recursos.
A FDL sendo uma faculdade de Direito e com apenas esse curso, não tem maneira de ser um curso em que seja preciso um laboratório, um curso onde seja utilizada maquinaria pesada, um curso em que sejam utilizados instrumentos de grande valor, pois é um curso de direito e não de engenharia ou de biologia, de ciências ou de medicina, é um curso de Direito.
Não vejo como se justifica o gasto das propinas, pois não há muito por onde gastar, as propinas anteriores davam perfeitamente para os gastos, analisando as contas de outros weblogs, a faculdade de direito recebe em média cerca de 600 alunos por ano, isso devido a ser um curso de 5 anos, dá cerca de 3000/3100 alunos, 600x5 mais a margem de cálculo de 100 alunos, se cada aluno pagar os 852 euros de propinas o total de propinas pagas á faculdade é de 2.641.200 de Euros, cerca de mais de meio milhão de contos por volta dos 527.000.000 de escudos. Segundo contas do ano passado a receita foi de 217.000.000 de escudos, ou seja 1.085.000 euros. No fundo há um aumento por volta dos 58% nas propinas e nas receitas da faculdade, para pagar o que a mais do que pagavam o ano passado, esse dinheiro, esse aumento de 58% serve para que gastos que possa ter a faculdade?
Se realmente a faculdade for abrir uma nova vertente que envolva equipamento de alta tecnologia eu não fazia ideia.
É de facto um motivo para mal estar, pois de certo que não serão dadas explicações plausíveis, e de certo tudo ficará no mesmo e o peso vai para o bolso de quem já não pode mais, o remédio é desistir, que bela alternativa que nos dão os responsáveis pelo nosso bem estar, os responsáveis pela nossa educação, que alternativa nos dá o governo senão sentirmos vergonha de sermos regidos por quem somos.
A FDL sendo uma faculdade de Direito e com apenas esse curso, não tem maneira de ser um curso em que seja preciso um laboratório, um curso onde seja utilizada maquinaria pesada, um curso em que sejam utilizados instrumentos de grande valor, pois é um curso de direito e não de engenharia ou de biologia, de ciências ou de medicina, é um curso de Direito.
Não vejo como se justifica o gasto das propinas, pois não há muito por onde gastar, as propinas anteriores davam perfeitamente para os gastos, analisando as contas de outros weblogs, a faculdade de direito recebe em média cerca de 600 alunos por ano, isso devido a ser um curso de 5 anos, dá cerca de 3000/3100 alunos, 600x5 mais a margem de cálculo de 100 alunos, se cada aluno pagar os 852 euros de propinas o total de propinas pagas á faculdade é de 2.641.200 de Euros, cerca de mais de meio milhão de contos por volta dos 527.000.000 de escudos. Segundo contas do ano passado a receita foi de 217.000.000 de escudos, ou seja 1.085.000 euros. No fundo há um aumento por volta dos 58% nas propinas e nas receitas da faculdade, para pagar o que a mais do que pagavam o ano passado, esse dinheiro, esse aumento de 58% serve para que gastos que possa ter a faculdade?
Se realmente a faculdade for abrir uma nova vertente que envolva equipamento de alta tecnologia eu não fazia ideia.
É de facto um motivo para mal estar, pois de certo que não serão dadas explicações plausíveis, e de certo tudo ficará no mesmo e o peso vai para o bolso de quem já não pode mais, o remédio é desistir, que bela alternativa que nos dão os responsáveis pelo nosso bem estar, os responsáveis pela nossa educação, que alternativa nos dá o governo senão sentirmos vergonha de sermos regidos por quem somos.
quinta-feira, setembro 18, 2003
Sugestão Musical! Nostalgia no seu melhor som...
Cliquem para o som do Whole Lotta Love ( recomendamos o uso do Real Player )
Deixo ficar esta bela sugestão para um pouco daquele sentimento nostalgico que cria um sorriso...
Subscrever:
Mensagens (Atom)