segunda-feira, março 26, 2007

E foi preciso desperdiçar minutos da minha vida para vir cá escrever.

Como sempre tive algum desprezo pelos críticos de televisão, talvez por terem um trabalho bestial para quem apoia actividades amorfas, e eu sempre fui menino de ter alguma inveja de profissões que pagam bem a inércia intelectual e física, decidi experimentar enquadrar o papel.
Na RTP1 depois de ver um programa muito fraco dos Gato Fedorento, e finalmente acertaram, fiquei indeciso entre deixar a TV ligada na TVI ou na RTP1.
Como sou uma pessoa sem amigos, e que costuma lidar com a vida de um modo muito solitário, lamento dizer que a TV acaba por ser um dos poucos estímulos sonoros que tenho perto da minha área de trabalho, até porque por vezes farto-me um bocado de ouvir música.
Então já que tinha de ligar a TV, qual seria o bendito canal que iria fazer-me companhia?
Pois bem, na RTP1 estava a começar os Grandes Portugueses a grande finalíssima, sem danças, sem cantos, e sem cuspidores de fogo, pelo menos em sentido literal.
Na TVI, o programa A Bela e o Mestre já estava a dar e a minha irmã bate entusiasticamente à porta para chamar à atenção para algumas calinadas.
Como bom cidadão de uma sociedade urbano depressiva, poder aliar o vislumbre de mulheres com bons dotes físicos, e juntar a isso um chorrilho de impropérios que demarcam a incapacidade intelectual humana, mudei logo para a TVI.
Primeiro porque fui chamado à atenção pela minha irmã que me garantiu ser divertido poder constatar uma data de asneiradas, e essa ideia já tinha sido reforçada no programa dos Gato Fedorento, segundo porque as asneiradas seriam supostamente ditas por mulheres apelidadas de belas, e terceiro porque tinha uma forte ideia que na RTP1 o Salazar podia ganhar alguma coisa sem envolver dança e isso causa-me alguma confusão, embora eu ache que o senhor tem todo o direito.
A verdade é que ouvi mais o programa da TVI do que realmente prestei atenção, e isto porque realmente estava a trabalhar, em segundo lugar porque afinal elas não eram assim tão belas, terceiro porque todo o cenário consegue ferir a vista a qualquer um que não tenha visão monocromática, e para finalizar o apresentador tinha de ser credenciado pela TVI.
Pelo que vi do programa, sendo que ouvi mais do que vi, consigo agora tecer uma panóplia de comentários.
Para começar, as raparigas não me parecem assim tão ignorantes como já me tinham dito, é verdade que têm falhas graves de cultura geral, mas também aposto que 70% da população portuguesa tem o QI naquele especifico plafond, e muitas das perguntas não são de uma simplicidade linear. A título de exemplo uma das partes mostrava dificuldades na realização de operações matemáticas como divisões feitas à mão, verdade seja dita que conheço muita boa gente licenciada, e com grande nível de cultura que também não as sabem fazer.
Quanto aos mestres nada a apontar, o típico cromo, o mais que rotulado geek, uma espécie humana com quem não sou capaz de me associar, embora consiga admitir alguma inveja por serem capazes de gerir melhor a vida que eu, mesmo até quanto ao nível de sociabilidade.
O melhor do programa, e a única coisa de valor é a Iva Domingues, mas mesmo assim já me pareceu melhor do que se mostra naquele programa.
Guardo um especial “ódio” ao apresentador, um pequeno palhaço que se exibe com orgulho como criança hiperactiva com dois pregos cravados num dos lóbulos cerebrais.
Agora é aquela parte em que vou cascar no júri, e que medo e traumas conseguem eles causar num ínfimo espaço de minutos. A Clara Pinto Correia é a porta-estandarte da hipocrisia pseudo-intelectual. Assassina por completo a imagem da mulher, chega mesmo a profanar a minha imagem do que é uma mulher, é uma mistura de druida hippie que se injecta com grandes doses de estupidez e capaz de comer anormalidade às colheres para arrotar pelo ouvido. Tem a mania que é letrada, que é má e com autoridade, que é uma voz do conhecimento e sapiência, quando na verdade é a cara da frustração, insegurança, e falta de amor próprio, porque ninguém anda naquele estado de apanhadora de bolotas.
O Rui Zink seria o único que merecia da minha parte alguma compreensão, mas o tempo adulterou-o, e agora consegue aliar a si uma sibilante idiotice, e uma alarvidade de quem se acha seguro o suficiente do seu estatuto (seja ele qual for) para poder fazer e dizer o que quiser. É um gajo com claro mau gosto, e pensa que ser diferente é que é porreiro, mas não consegue ser diferente, apenas entra naquele grupo de pessoas que não se consegue inovar para o mundo, mas também não quer largar um foco de luz.
A Marisa Cruz, por muito estranho que pareça, ali naquele programa é adorável, muito beneficiada da companhia que por lá tem.
O argentino que não sei bem o nome, suponho que seja Quevedo, é daqueles seres humanos que ainda não apanharam com dois ou três tiros de caçadeira, vá-se lá saber porque razão. Prima por ser estúpido, odioso, malcriado, incoerente, inútil. Na verdade é um perfeito protótipo de incapacidade humana, perfeita inutilidade, um autêntico desperdício de matéria.
Depois de ter chegado a todas estas simples conclusões, gostava muito de saber como recuperar todos aqueles minutos da minha vida? A quem peço indemnização? E que danos podem provocar tamanha alarvidade, a uma impressionável massa encefálica?
No meio disto tudo quase que apetece salvar a Floribella de ser prensada por um comboio.

6 comentários:

Miki disse...

eu não sei fazer contas de dividir à mão, nem nunca soube, também por falta de interesse, diga-se. n duvido que se dispendesse 15 min do meu tempo saberia fazer sem problemas, mas a realidade é que existem máquinas calculadoras. na primária, quando era suposto aprender a afzer as ditas contas, eu trazia, à hora de almoço, a folha de matemática p casa p a minha mãe me fazer as contas de dividir. emparte é culpa dela também :p
todavia, isso nunca me inibiu de ter boas notas a matemática ( tinha 5 no básico ), e 20 a métodos quantitativos ( mas a isto até um troll tem no mínimo 15 ). no entanto, sei que devia saber a fazer a porcaria de uma conta de dividir à mão....

Miki disse...

eu não sei fazer contas de dividir à mão, nem nunca soube, também por falta de interesse, diga-se. n duvido que se dispendesse 15 min do meu tempo saberia fazer sem problemas, mas a realidade é que existem máquinas calculadoras. na primária, quando era suposto aprender a afzer as ditas contas, eu trazia, à hora de almoço, a folha de matemática p casa p a minha mãe me fazer as contas de dividir. emparte é culpa dela também :p
todavia, isso nunca me inibiu de ter boas notas a matemática ( tinha 5 no básico ), e 20 a métodos quantitativos ( mas a isto até um troll tem no mínimo 15 ). no entanto, sei que devia saber a fazer a porcaria de uma conta de dividir à mão....

felizarda disse...

ola !!
sabes que eu tambem nao sei fazer contas de dividir ?
simplesmente nao aprendi...
sei lá ...agora imagino-me um dia desses os meus filhos a perguntarem, mae como se faz contas de dividir ?
o k vou responder...lolol!!!

gustavo disse...

também não sei fazer contas de dividir. nem nunca aprendi e já estou no meio da faculdade. alguém me ajuuuda

Anónimo disse...

eu nao sei ja aprendi mas nao me lembro sou um burro

Anónimo disse...

Eu também não sei fazer essa "maldita" operação matemática, quando pequeno não me enteressei muito em aprender, nisso o tempo foi passando e o primário acabou, logo veio o ensino fundamentel, não demorou muito e eu ja estava no ensino médio, quando cai na realidade eu ja tinha concluido o ensino médio e até hoje não sei realizar uma conta de dividir a mão! isso me trouxe várias consequencia... hoje sinceramente eu desejo aprender e morrer sabendo pelo menos realizar todas as operações fundamenteis da matemática! (OBS: não sou velho, tenho apenas 22 anos de idade)

Grato!