Parece-me a mim que o mundo tornou-se mais amargo.
Os tolerantes deixaram de o ser, os efusivos abrandaram, os apaixonados comercializaram, os inteligentes encalharam, e todos mudam para o bem ou para o mal, e mesmo os mais felizes falam de amargura.
É uma condicionante do novo mundo, de um novo estilo de vida global.
Morre-se por um beijo, matam-se por outro, uns apenas sonham com uma vida de crime a dois.
Vivemos mais do que vivíamos um século atrás, aumentou a esperança de vida, e ao mesmo tempo vivemos mais depressa, vivemos tudo em catadupa, chegamos aos 30 com tudo vivido e prontos para entrar num ciclo, isto é se quisermos que assim seja. Há quem diga que existe sempre solução.
Uns contentam-se com a sobrevivência, nesse ponto o mundo actual tornou-se muito retro, acaba-se a ideia do sonho americano, e o optimismo é um placebo que vai durando por uns tempos.
domingo, janeiro 07, 2007
Amanhã é um novo dia...
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4 comentários:
ui... que pessimismo!...
o ano ainda mal começou e por ti já era enforcado!
Para 2007...
Desejo-te um OCEANO de felicidade,
Um PICO de êxitos,
uma passagem GRACIOSA,
a liberdade de um CORVO,
a beleza das FLORES,
o sossego de um FAIAL,
a benção dos anjos S. JORGE e S. MIGUEL,
o perdão de SANTA MARIA,
a contemplação da TERCEIRA,
e um VULCÃO de saúde!!!!
Acho que todos temos altos e baixos, eu espero aos 30 não ter esgotado tudo o que tenho para viver. Se calhar por vivermos na sociedade de informação queremos experimentar o máximo deste mundo no mínimo de tempo possível. Uma vida só não chegaria, e acho que esta urgência em viver é bem capaz de ser reflexo disso. Sabemos de cor todos os sítios paradisíacos que queremos visitar. E depois hesitamos em escolher com quem visitá-los. É estranha a natureza humana.
Pois, o pessimismo faz parte da natureza humana, é essa constante insatisfação que nos faz progredir. Talvez o facto de ver nos outros uma acomodação à vida de hoje faça com que um sujeito tome as rédeas. É uma atitude que não dura muito e se tu dizes que o optimismo é um placebo, então resta-nos uma vida de trabalho com a ilusão de que outros que por aí venham possam disfrutar do que construímos.
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